quarta-feira, 20 de março de 2013

Fernandinho Beira-Mar receberá patrocínio da Igreja para estudar teologia

O administrador da Igreja Batista do Bacacheri, em Curitiba, Francisco Sales Gomes Neto, afirmou ao G1 que a instituição decidiu pagar a faculdade de teologia do traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar por acreditar que qualquer pessoa pode ser transformada. “Nós cremos realmente em Deus e na restauração de qualquer ser humano”, disse.
Beira-Mar está preso na Penitenciária Federal de Catanduvas, no oeste do Paraná, desde 2012. Na terça-feira (12), ele foi condenado pela Justiça do Rio de Janeiro a mais 80 anos de prisão, por homicídio qualificado, chegando à soma de 200 anos com todas as penas. Um dia antes, começou o curso de teologia à distância, pela Faculdade Teológica Batista do Paraná, ligada à igreja que financia os estudos.
Gomes Neto explicou que o pedido para fazer o curso partiu do próprio Beira-Mar, por meio de um capelão que faz trabalhos sociais junto aos presos de Catanduvas. O pedido chegou à igreja, que, então, optou por pagar o curso ao traficante. Ele explica que a igreja promove uma série de trabalhos com pessoas em situação de risco, como prostitutas pessoas que têm problemas com as drogas.  “Faz parte da nossa missão, dar o recurso para ele e qualquer outro fazer o curso”, completou .
Francisco da Igreja Batista (Foto: Adriana Justi/G1)Francisco é o administrador da Igreja Batista em
Curitiba (Foto: Adriana Justi/G1)
'Dar a mão e ajudar'
“Com os presos, seguimos todos os passos necessários para deixar tudo certo. Vamos ao Ministério da Justiça, buscamos autorização quando é necessário. Nós queremos dar a mão e ajudar pessoas”, conta o administrador.” Francisco diz ainda que a igreja não quer se promover com a repercussão dos estudos de Beira-Mar.
Ainda de acordo com Gomes Neto, a igreja dá todo o apoio necessário a pessoas que pretendem buscar a palavra de Deus. "Não temos acepção de pessoas", garante.
Apesar de ter demonstrado o interesse de estudar teologia, Beira-Mar ainda não se converteu à Igreja Batista, segundo o administrador. “O que vai ser a vida dele, só ele vai decidir e Deus”, disse Gomes Neto, citando ainda uma passagem bíblica. “Ele tem que pagar por tudo aquilo que fez aqui”, afirma o administrador.
Estudos
O diretor da instituição onde Beira-Mar fará o curso, Jaziel Guerreiro Martins, disse que como o traficante não pode acessar a internet, as apostilas semestrais serão enviadas até o presídio de Catanduvas. “Quando tiver aula presencial e na aplicação da prova, será feito um sorteio entre os professores da faculdade para eles irem até lá”, explicou. As disciplinas são divididas em eixos interdisciplinares - filosófico, histórico, social, metodológico, teológico, bíblico e sociopolítico.
De acordo com a instituição, para ser aprovado no vestibular Beira-Mar fez uma redação com base em uma reportagem sobre extremismos religiosos no Brasil e tirou 7,4. A mensalidade do curso pago pela igreja custa R$ 242 por mês. O Departamento de Execuções Penais (Depen) informou que a cada 12 horas de estudo, o preso tem direito à reduzir em um dia a pena, conforme a Lei n.º 12.433/2011. O tempo do curso é de 3.180 horas e será concluído em quatro anos.

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Subiu para 28 o número de mortos em Petrópolis


                                                                G1

Subiu para 28 o número de mortos em Petrópolis, Região Serrana do Rio. Drucilaine Alves Luminato, 31 anos, estava na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do Hospital Santa Teresa e faleceu na manhã desta quarta-feira (20). Ela era mãe dos pequenos João Vitor, de 2 anos, e Rodrigo, de 4 anos,  que morreram soterrados no desabamento que destruiu a casa da família no bairro Alto Independência.  Os corpos das crianças foram encontrados na manhã de terça-feira (19), provocando grande comoção entre os moradores do bairro. O pai das crianças continua internado no Santa Teresa.
Equipes do Corpo de Bombeiros  recomeçaram, por volta das 7h da manhã desta quarta-feira, as buscas por desaparecidos. A ação está concentrada na Vila São José, na Rua Espírito Santo, no bairro Quitandinha, onde pelo menos quatro pessoas ainda estão desaparecidas.
A procura por vítimas da tempestade acontece desde a madrugada de domingo (17), e, até o momento, 27 mortes foram confirmadas. Soldados do 32º Batalhão de Infantaria Motorizada começaram a ajudar os bombeiros nas buscas. Cães farejadores também foram utilizados, mas já foram deslocados para outras áreas da cidade.

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Vamos deixar a família passar




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Jornada Mundial da Juventude será tema central do encontro entre Dilma e O Papa Francisco




Papa Francisco apelou nesta terça-feira (19) pela defesa dos pobres, dos idosos, dos mais fracos e do meio ambiente, na homilia da missa solene que marcou o início oficial de seu pontificado.
Ele afirmou que a liderança da Igreja Católica Apostólica Romana e de seus 1,2 bilhão de fiéis deve ser um "serviço humilde", acolhendo a todos, e principalmente aos mais pobres.
No sermão na Basílica de São Pedro, no Vaticano, o primeiro Papa latino-americano pediu respeito "a todas as criaturas vivas e ao ambiente que nos cerca".
"Peço a todos aqueles que ocupam papel de responsabilidade nos meios econômico, politico e social, a todos homens e mulheres de boa vontade, para que cuidem da criação. Do desenho de Deus na Natureza. Cuidem um do outro, do meio ambiente", disse.
O pontífice citou São Francisco de Assis, padroeiro do meio ambiente e inspirador de seu nome papal.
O Papa recordou seu "venerado predecessor", Bento XVI, o primeiro pontífice da era moderna que renunciou ao cargo, mencionou também João Paulo II e pediu aos membros da Igreja que se inspirem em São José, o santo do dia 19 de março, "um homem forte, corajosos e trabalhador", mas de "grande ternura".
Ele afirmou que seu ministério, como chefe da Igreja Católica, é "cuidar das pessoas, principalmente dos mais pobres".


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terça-feira, 19 de março de 2013

Orações pela recuperação de Vera de Sr. Rinaldo.

Fé, Esperança e Solidariedade !



Neto de Vera:
"Peço a todos que na hora de dormir ou em qualquer momento  fale com DEUS, pela minha mãe, pra que ela melhore e possa voltar pra Bom Jardim, com saúde total. 
Peço orações ao povo bonjardinense, por favor. Muito Obrigado" !


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Imperialismo na África e Ásia


Por Antonio Gasparetto Junior

O Imperialismo na África determinou a repartição do continente entre as potências européias do final do século XIX e início do século XX. Durante vários séculos o continente foi explorado por colonizadores estrangeiros e até hoje sofre as consequências das intervenções de outrora.
O primeiro momento de conquista do território africano na modernidade aconteceu com o avanço das grandes navegações. Inicialmente, Portugal e Espanha foram os colonizadores da África entre os séculos XV e XVII. Esta primeira fase é conhecida como Colonialismo.


Até o século XIX a intervenção européia esteve presente apenas no litoral do continente africano, com uma exploração especialmente marcada pelo trafico negreiro que acontecia no Oceano Atlântico. Mas com a ascensão de outras potências européias acirrou a corrida pelo domínio do continente e ampliou a exploração, adentrando no território.



A entrada de novos países europeus no cenário de dominação do continente africano causou uma imensa fragmentação das comunidades e das culturas nativas, a exploração passou a ser guiada pelos interesses ligados às riquezas naturais – como ouro, cobre e diamantes – e pelas estratégicas regiões localizadas próximas ao Mar Mediterrâneo visando os privilégios no comércio marítimo.



O primeiro país europeu, após Portugal e Espanha, a invadir o continente africano foi a França, que desenvolveu sua conquista imperialista entre 1830 e 1857 na Argélia. Era apenas o começo de uma nova fase de exploração intensa da África. Os franceses prosseguiram a conquista estabelecendo-se na Tunísia, na África Ocidental e na África Equatorial, sendo que o domínio se expandiu ainda até regiões como Madagascar e Marrocos.



Em seguida aos franceses vieram os ingleses, os quais promoveram a conquista imperialista no Egito e o domínio do Canal de Suez. Os alemães vieram em seguida conquistando a África Oriental e Camarões, Togo e Namíbia, estes na parte ocidental do continente. Já atrasados, chegaram os italianos promovendo o domínio na Líbia, na Eritréia e na Somália.



Os povos europeus tinham grande supremacia no processo de conquista imperialista no continente africano. A capacidade de tais países, pelo crescimento conquistado ao longo dos séculos com base na exploração, era inegável e oferecia condições de enfrentamento com grande poderio. As comunidades africanas, contudo, não deixaram de enfrentar os europeus, é bem verdade que a derrota era quase inevitável, mas o processo de dominação imperialista na África não foi tão fácil quanto se pode parecer.



Já entre os países europeus, as disputas por territórios imperialistas no continente africano, onde se pudesse explorar as riquezas e estabelecer a influência ideológica, também foram motivo de atritos. As tensões entre as novas potências européias foram crescendo gradativamente, em simultaneidade com a intensificação do processo de dominação. O ambiente se tornou tão instável que a corrida pela conquista do continente africano e também do asiático foi um dos motivos para a eclosão da Primeira Grande Guerra Mundial em 1914.

Leia também:
Partilha da África
Imperialismo na Ásia
Fontes:
http://www.mundoeducacao.com.br/historiageral/imperialismo-na-africa.htm
http://pt.wikipedia.org/wiki/Imperialismo_na_África



             Imperialismo na Ásia

Por Antonio Gasparetto Junior

Imperialismo na Ásia levou a repartição do continente entre as várias potências européias no final do século XIX e início do século XX. As instabilidades geradas pela corrida em busca de domínio de territórios no continente foi uma das causas da Primeira Grande Guerra Mundial.

A influência e o domínio de países europeus na Ásia datam do início do processo das Grandes Navegações. Naquele momento, entre os séculos XV e XVI, Portugal e Espanha eram as grandes potências marítimas da Europa. Portugal, especialmente, foi quem manteve mais colônias e mais representativa presença no continente asiático. Os portugueses tinham suas possessões e explorações em localidades como Goa, Macau e Nagazaki. Naquele momento da história da humanidade, os países da Europa tinham especial atração pelo continente asiático por conta dos lucros que o comércio de especiarias oferecia. Como Portugal foi o primeiro país a chegar à Ásia através de uma rota diferenciada da que ocorria no Mar Mediterrâneo, foi possível que se estabelecesse na região e intensificasse a exploração do local.

Com o advento de novas potências européias, outros países começaram a se lançar aos mares em busca de colônias. Até o século XIX, as relações entre Europa e Ásia se resumiam basicamente à exploração de especiarias realizada através dos portos asiáticos.

As mudanças de postura em relação ao continente asiático começaram ainda no final do século XIX com a maior atuação da Inglaterra no cenário de conquistas de territórios no planeta. Os ingleses promoveram uma série de conquistas na Índia, explorando o território com mais profundidade.

No final do século XIX se deu a grande corrida imperialista dos países europeus em um novo momento de colonização. As nações tardiamente unificadas na Europa buscavam dominar territórios em outros continentes para compensar o tempo perdido. O final do século XIX foi um momento crítico da humanidade por causa das tensões geradas com a corrida imperialista. Nesse momento, a Inglaterra já havia se estabilizado na Índia, os holandeses desfrutavam da antiga exploração das Índias Orientais e os portugueses tiravam lucro do restante do antigo império. Vieram então osfranceses, que se expandiram pela África e pela Ásia.

Diferentemente do continente africano, a Ásia não era formada por tribos primitivas, as comunidades deste continente logravam uma longa história de grandeza e cultura desenvolvida. Tal fato dificultou sobremaneira a intervenção dos europeus nos novos territórios, mas é preciso lembrar que o poderio das potências européias era muito avançado, além de enriquecido, o que acabava, quase sempre, determinando a vitória para os europeus. A Tailândia foi a única região a manter sua independência na Ásia, mesmo sofrendo fortes ameaças dos franceses e dos ingleses. Mais de metade da Ásia pertencia a outra nação.
Vieram ainda as investidas dos Estados Unidos e da Alemanha no continente asiático. Ambos promoveram conquistas espalhadas pelas diversas ilhas do Oceano Pacífico, estabelecendo pontos estratégicos, militarmente e para o comércio marítimo.

Toda essa ânsia pela conquista dos territórios, tanto na Ásia como na África, entre as potências européias mais os Estados Unidos gerou um ambiente de estabilidade nas relações internacionais. O imperialismo do final do século XIX e início do século XX pregava a conquista de territórios espalhados pelo mundo onde se pudesse promover a exploração e a influência ideológica. A tensão acirrada entre os países que participaram desse novo momento de conquista de colônias na história da humanidade foi um dos motivos geradores da Primeira Grande Guerra Mundial.
Leia também:
Fontes:
http://eduquenet.net/imperialismoasia.htm
http://pt.wikipedia.org/wiki/Imperialismo

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Influência dos Meios de Comunicação - Artigos

Cartografias dos sentimentos e cotidianos na rede social



Antonio Rezende
A pressa comanda muita coisa. Não é estranho que o trabalho se insira no cotidiano determinando ordens e excluindo prazeres. A sociedade exige que as pessoas se movimentem e busquem a sobrevivência. O importante é se localizar, construir narrativas que mostrem interesses em seguir adiante com projetos de sucesso. Estamos fazendo uma afirmação genérica, mas há quem se encante com a correria e não são poucos. O sistema sabe conduzir seus êxitos. Quem se enquadra, sofre crítica e marginalizações. As formas de rebeldia são , muitas vezes, previstas e não amedrontam os vencedores. Eles refinam suas artimanhas e seus poderes de convencimento.
Com o consumismo atingindo os desejos, as mercadorias ganham espaços privilegiados. Portanto, o mandamento da acumulação mantém sua supremacia. Há quem a confunda a felicidade com a renovação dos objetos que possui. O exibicionismo dispara o uso dos cartões de crédito. A cartografia dos sentimentos se enche de desenhos estranhos e descuidados. O discurso da servidão voluntária invade as relações entre dominantes e dominados. O capitalismo cria meios de sedução, não desprezando a tecnologia que antes significava libertação. Portanto, temos uma sociedade modernizada, porém longe dos valores tão cantados pelo iluminismo.
As análises de Freud e dos pensadores da Escola de Frankfurt não se enganaram ao afirmar que vivemos numa sociedade administrada. Quem controla não poupa ciências, pedagogias, fascínios pela grana. O fluir dos sentimentos fica atrelado ao jogo de perde e ganha dos produtos comerciais. As escolas reverenciam concepções de mundo que marcam o individualismo. Reflexões mínimas, caminhos abertos para chegar à fama, estímulo às espertezas mais sutis.  Não há, certamente, um controle absoluto, pois seria a negação da história enquanto construção da possibilidade. O sonho coletivo persiste, apesar de todos os malabarismos egocentristas.
A renovação da tecnologia  é acompanhada por transformações na cultura. A pressa diminui o cuidado, faz o afeto mergulhar em águas turbulentas. No entanto, nem tudo é um labirinto escuro e sem alternativas. Cabem invenções e outras formas de aproximação. Não dá para expulsar os mascarados, nem sacudir fora as diferenças, Surgem as redes sociais, com todas as simulações, sem,contudo, negar que há condições de não recuar diante das pressões dos monopólios. As brechas permitem que as desobediências não se intimidem. Os contrapontos dão ritmos dissonantes e quebram a apatia conformista.
As redes sociais são territórios de amplos diálogos, de exposçião de imagens pessoais, de consagração de triunfos. Outros cotidianos estão se alargando. Os celulares contribuem para a comunicação com códigos especiais. Cada época reformula cartografias, conversa com as tradições e repensa as cores da felicidade. As cartografias fogem em busca de geometrias, talvez, mais audazes. É difícil se avaliar. A luta política não é  a mesma. Há quem proteste, contaminado pela lógica do capital. O conhecer ajuda a desfazer infortúnios. Não podemos esquecer que a modernidade é também um projeto de exploração, não se rendeu às utopias mais profundas. O utilitarismo justifica desigualdades, pois preserva hierarquias e desmonta solidariedades.

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A educação escolar em tempos de "Big Brother"

Artigo sobre a relação da educação em tempos de globalização, consumo e exposição na mídia     * (Mundo Jovem)


                 Foto:Edgar S. Santos   www.eremjustulino.com

Neste breve texto buscamos relacionar alguns aspectos presentes no programa televisivo da Rede Globo “Big Brother”, que já está na décima edição, com a sociedade atual. No final, apresentamos uma sucinta proposta de formação humanística como viés de uma paulatina conscientização.
No programa televisivo, o grande objetivo de cada participante é ganhar o jogo e com isso um bom dinheiro, uma proposta para posar nu e ficar famoso. Analisando o programa e a sociedade atual, parece que estamos convivendo com uma geração big brother. Na grande maioria as pessoas querem mesmo é vida boa, sucesso e dinheiro sem esforço e sem trabalho. Esquecem por completo a bela frase de Einstein “O único lugar em que o sucesso vem antes do trabalho é no dicionário”.
Os mesmos critérios que a emissora de televisão utiliza para selecionar seus participantes, o indivíduo na sociedade se utiliza. Por exemplo: não há interesse para a emissora colocar um participante que não atinja um determinado índice de audiência. O brother do dia a dia elimina de seu círculo de convivência todas as pessoas que não satisfaz seus interesses imediatos, isso inclui a eliminação de valores como religião e família se acaso uma destas instituições vier atrapalhar seu sonho de brother.
Em busca do prazer
O brother de nossa sociedade vive constantemente em busca do prazer. O prazer está acima de tudo e de todos. Para se viver bem, deve-se evitar o sofrimento. Aliás, o brother atual não pode se deixar levar por sentimentalismos alheios. O que importa é o seu sucesso, não o bem estar do outro. Com isso, muitas pessoas, hoje, são marcadas por uma significativa frieza e insensibilidade. É mais fácil se comover com uma cena de novela, de um filme de ficção a ver todos os dias pessoas implorando por comida, pessoas mutiladas pela guerra. Chora-se diante da ficção em detrimento da realidade.
No intuito de atingirem seus objetivos os brothers que convivem entre si, acabam tornando-se um obstáculo um para o outro. No programa televisivo, todo participante é um adversário, só ganhará o participante que conseguir permanecer na casa, aquele que conseguir eliminar todos os seus conviventes. Na sociedade, lamentavelmente não é diferente. Para conseguir uma ascensão profissional é preciso deixar colegas de trabalho para trás, ou seja, eliminá-los. O jovem para entrar em uma universidade precisa eliminar seus colegas no vestibular. A máxima de Paul Sartre, filósofo existencialista do século passado, está mais do que presente: “O outro é um verdadeiro inferno para mim”. Realmente, a presença do outro, aniquila, reduz, coisifica. Por isso, é preciso eliminá-lo.
Formação humanísitica
Diante desta realidade, urge uma conscientização, precisa-se urgentemente investir e fazer significativas mudanças no campo educacional, ou seja, ir além da mera formação superespecializada, fragmentada, que acaba formando indivíduos que sabem tudo de quase nada e que pensam apenas em seu bem-estar. Faz-se necessário uma formação mais humanística.
Os educadores deveriam lembrar com mais frequência o grande objetivo da educação brasileira que é preparar os educandos para o exercício da cidadania e qualificar para o trabalho (Art. 205 da constituição brasileira). A cada ano que passa, a impressão que se tem, é que a educação está mais preocupada em formar para o trabalho, para o sucesso individualizado deixando para segundo plano a formação cidadã.
Portanto, a escola deveria ser capaz de formar pessoas competentes para as mais diversas áreas de trabalho, mas ao mesmo tempo formar cidadãos: éticos, justos, pessoas mais sensíveis ao mundo, críticas e solidárias. Para tanto, volto a insistir na ideia: precisamos nos humanizar, na sociedade atual precisamos ser mais irmãos e “menos brothers”.
Eleandro Carlos RossattoFilósofo e Educador de Ciências Humanas no ProJovem Urbano de São Leopoldo.
Fanzine:Literatura Marginal


Fanzine, neologismo oriundo da expressão em inglês fanatic magazine, se aplica a jornais e panfletos, escritos à mão ou à máquina de escrever, resultado de montagens com revistas e jornais, ou mesmo textos digitados em computador. Fanzine entre outras coisas é cultura, é arte, é contracultura e subversão.
Um jovem escreve fragmentos de texto. Recorta, cola, mescla com fotos, marca com caneta, complementa. São diferentes cores, e temáticas mais diversas ainda: pedaços de revistas em quadrinhos – seja de heróis das HQs norte-americanas, seja de japoneses com olhos enormes e cabelos coloridos, fotos de artistas de cinema e TV, fragmentos de notícias sobre assuntos diversos. Cultura, arte, protesto, contracultura. Fazem-se cópias em mimeógrafo ou fotocopiadoras, e está pronto. Ou não?
Antes de qualquer coisa, cabe responder a quem pergunta: afinal, o que são fanzines? O termo, um neologismo oriundo da expressão em inglês fanatic magazine, se aplica a jornais e panfletos, escritos à mão ou à máquina de escrever, resultado de montagens com revistas e jornais, ou mesmo textos digitados em computador, com conteúdo mais elaborado. As múltiplas temáticas que se apresentam nessa literatura denotam a criatividade de seus produtores, e as possibilidades de leitura e utilização prática dos mesmos.
Literatura ordinária, porém elaborada
Os fanzines chegam ao Brasil em 1965, com ‘O Cobra’, resultado da 1ª Convenção Brasileira de Ficção Científica, acontecida em São Paulo. Marcados, originalmente, por serem feitos de ‘qualquer jeito’ ou por um conteúdo ‘sem pé nem cabeça’, os fanzines ganham, com o passar do tempo, um caráter de maior elaboração e significado. A presença de computadores, programas de edição de textos e imagens, cria a possibilidade de brincadeiras com marcas, textos clássicos, letras de música, fotografias de celebridades ou de desenhos animados. Dos fanzines escritos à mão e rodados em estêncil, chega-se, nos dias atuais, aos e-zines, produzidos e divulgados em meio virtual. No caminho que leva a essa “evolução” nos meios de se fazer e difundir tal arte houve, na relação entre “zineiros” do Brasil e do mundo, a presença marcantes das caixas-postais, através das quais seus jornais e revistas eram socializados.
Na diversidade de textos componentes dos fanzines, é possível encontrar dos temáticos aos doutrinários. Muitos, marcados por fazer coro à legião de fãs de determinado artista de TV, cinema ou música; ou mesmo a personagens de novelas, seriados, desenhos animados, livros e HQs. Outros, no entanto, cuja principal característica é o conteúdo político-ideológico, e a difusão de uma contracultura, marcada pela negação do sistema. Como afirma o pesquisador Edwar de Alencar Castelo Branco, “o diferencial desses fanzines temáticos, em relação àqueles doutrinários, está principalmente no fato de submeter a noção de autor a um delírio: a partir de um tema, como a insônia, por exemplo, o zineiro força diferentes expressões artístico-literárias a expressarem seu estado de espírito”.
Fanzines na sala de aula? Como?
Resultados, em grande parte, da rebeldia adolescente, os fanzines podem se tornar um importante veículo de comunicação com diferentes segmentos da juventude. Uma das chaves para isso, segundo a pesquisadora Ioneide Santos do Nascimento, é tentar não pedagogizá-los, ou seja, não tentar torná-los veículos de controle, impondo aos seus construtores uma noção de ‘certo’ e ‘errado’, ‘bom’ ou ‘mau’, ‘bonito’ ou ‘feio’.
Através da união entre palavras e imagens, possibilitada pelos fanzines, é possível ao professor estabelecer um diálogo entre as linguagens visual e falada, levando o aluno a compreender, através de um veículo familiar a ele, a relação com as diferentes formas de comunicação. Uma estratégia possível de aplicação desse instrumento como recurso pedagógico seria a produção de fanzines em sala de aula. Práticas como estas, ainda concordando com Ioneide Nacimento, possibilitam ao educando conhecer a diversidade de opiniões entre seus próprios colegas. Permite, também, que os estudantes “assumam seu papel de sujeitos nesse processo e se envolvam com mais entusiasmo em um projeto que cada dia se torna mais autônomo”.
Dessa maneira, pode-se perceber que a utilização na escola de um instrumento de comunicação juvenil, tido como “marginal”, pode, para além de certos preconceitos existentes em seu entorno, tornar o jovem mais afeito das atividades escolares, trazendo para o campo de discussão, suas ideias, opiniões e pensares, por vezes negligenciados no trabalho docente.
Edwar de Alencar Castelo Brancohistoriador pós-moderno, autor do livro Todos os Dias de Paupéria, professor de Pós-Graduação em História do Brasil e vice-reitor da Universidade Federal do Piauí (UFPI), Teresina, PI.
Fábio Leonardo Castelo Branco Britomestrando em História do Brasil pela Universidade Federal do Piauí, Teresina, PI.
Fagno da Silva Soareshistoriador, professor de história do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (IFMA) e SEEDUC, Açailândia, MA.
Indicação da edição nº 418, jornal Mundo Jovem, agosto de 2011, página 9.
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Cinismos:A violência acende as disputas e os desmantelos



Antonio Rezende
A história está sempre nos lembrando de desafios. Ninguém consegue ficar alheio aos contrapontos que se formam no cotidiano. As desigualdades não são apenas econômicas. Elas fundamentam conflitos e trazem frustrações. Não vamos negar a miséria que se espalhar por tantas regiões.Incomoda, alimenta monopólios e ambições. São contrastes contínuos. Inventam muita política para amenizar fomes e carências. No entanto , há certa apatia ou mascaramento quanto se trata de focar o eixo dos desencontros. Prevalecem assistencialismos que usam até inaugurações e planejamentos precoces para enganar a sociedade. O discurso do vencedor é hábil, não dispensa objetividades científicas e o jogo dos espetáculos cínicos.
A repressão estimula, na maioria das vezes, e não soluciona nada. Falam em pacificar as favelas, em cercar as máfias das drogas, em reformar a ação policial. As estatísticas não convencem. Os governos vivem curtindo números que poucos entendem. Quem está no vaivém da vida social não se encanta. Observa que as ruas estão cheias de lixo, de desarrumação, de comércio de crack acima do que dizem as estatísticas. O medo traz desconfiança, porém não cala o fogo desenvolvimentista de alguns que tentam sacudir esperanças. É confuso afirmar como os partidos se compõem, se há lealdade ou ética.
Fica difícil, numa sociedade que incentiva consumo e concorrências, pensar  na solidariedade. Não se trata de arquitetar paraísos. As fragilidades existem. A história não cultiva a perfeição. Não à toa que o pecado original impressiona e as serpentes andam soltas. Se não há rebeldia, cairemos em totalitarismos nada animadores. Há controles, contudo nem todos se conformam e fecham a porta da inquietação. O capitalismo procura desviar-se das crises. Possui artimanhas, cria alternativas. Nem todos acreditam na naturalização de certos comportamentos. Percebem que a concentração de riquezas é sinal de que a violência se alarga.
Portanto, os poderes não cansam de redefinir  formas de dominação. Na Europa, a fome e o desemprego circulam. Os colonizadores amargam perdas, anunciam limites na gestão da economia, temem as migrações. Na América do Sul, surgem perspectivas de mudanças, protestos, lideranças, no entanto o desequilíbrio ainda é imenso. As cidades superlotadas ressaltam o lugar da máquina e dos projetos da construção civil. Derrubam-se tradições, identidades, hábitos. Isso faz parte da história, porém, a intimidação e os pactos obscuros sedimentam privilégios em nome da modernização. A ordem é acumular, festejar futuros, cooptar os insatisfeitos.
A violência expande-se, porque há espaços e interesses que alimentam a expansão. A questão não é, apenas, a repartição da grana. A complexidade é grande. A montagem da dominação é sofisticada. Muitos admitem combatê-la, mas terminam envolvidos pela lógica do mais esperto. As pedagogias insistem em valorizar a fama, em celebrar um modelo de escola que atiça o sonho do luxo. Nem se ligam nos desfazeres sociais. Os exemplos ajudam a firmar comportamentos sinuosos. Esquecem que a história se movimenta, não um ruído único de vozes. As dissonâncias denunciam as pretensões dos vencedores por mais ornamentações que inventem. As conjugações das  dúvidas colocam em suspeita generosidades fabricadas. Nem tudo é sufoco e lamento.

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São José: "O pai da Igreja"

46ª Festa do Glorioso São José

A Comunidade do Alto de São José celebra com júbilo a 46ª festa do seu glorioso padroeiro, São José. A procissão com a imagem de São José percorreu as principais ruas do município, em sinal de peregrinação. Após o cortejo, os fiéis se concentraram no pátio em frente à capela onde foi celebrada a Santa Missa presidida pelo nosso pároco, Pe. Elias Roque.
Em sua homilia, dentro dos preceitos da liturgia dominical, Pe. Elias Roque destacou: “É necessário cultivarmos em nossos corações a misericórdia divina exercida por Jesus conforme relata o Evangelho de hoje. Somos todos pecadores e necessitamos buscar o perdão para alcançarmos a salvação em Jesus Cristo. É fácil condenar o próximo, o difícil é assumir as nossas próprias falhas, e com base nelas rever contritamente a nossa conduta. Deus nos proporciona inúmeras oportunidades de conversão. Conversão que implica em mudança de hábitos, de atitudes. Cabe a nós buscarmos voluntariamente a santidade".


Aproveitando o ensejo, em nome da comissão organizadora da 46ª Festa do Glorioso São José, queremos agradecer a todos que direta e indiretamente contribuíram para o bom êxito da festividade.

Matéria: Bruno Araújo / Pastoral da Comunicação da Paróquia de Sant’Ana -http://matrizdesantana.blogspot.com.br/

São José: "O pai da Igreja"

A Igreja faz um culto especial a esse santo, uma veneração, olhando para ele que foi escolhido por Deus para ser pai de Jesus. Deus quis que ele fosse o pai daquele que seria a salvação do mundo! É muito importante entender que São José é pai de Jesus, assim como Maria é mãe. São Mateus, em seu Evangelho, mostra como o Altíssimo escolheu José, a dedo, para ser o pai de Cristo.  Esse grande santo ouviu o anjo e recebeu a Santíssima Virgem Maria como sua esposa. Em 1870, no Concílio Vaticano I, o Papa Pio IX proclamou São José o pai da Igreja Católica.


Qual a argumentação que os teólogos fizeram para isso? Cristo é a cabeça da Igreja, logo, aqueles que geraram essa cabeça são os pais do corpo. Deus confiou a Igreja a São José lá no céu para que ela fosse protegida.

Por que tantos Papas escreveram encíclicas sobre esse grande santo? Porque ele é pai da Igreja e de cada um de nós.

No dia primeiro de maio temos mais uma comemoração de São José, que também é o patrono dos trabalhadores. São Pedro e São Paulo têm duas festas também, mas isso é raro. Só os santos "gigantes" têm mais de uma comemoração no ano.

Infelizmente, diminuiu bastante na Igreja a devoção a São José. Uma das devoções mais antigas e belas a esse santo é a Coroa das suas Sete Dores e Gozos; após a contemplação de cada dor e gozo, se reza um Pai-Nosso, uma Ave-Maria e um Glória ao Pai. Saiba quais são:

1 - Dor de pensar em deixar Maria ao vê-la grávida; gozo em receber a mensagem do anjo anunciando que ela estava grávida por obra do Espírito Santo.

2 - Dor de ver Jesus nascer na gruta de Belém; gozo ao vê-Lo adorado pelos anjos, pastores e reis magos.

3 - Dor de derramar o Sangue do Menino Jesus na circuncisão; gozo ao dar-lhe o nome de Jesus.

4 - Dor ao ver a espada de Simeão apresentada a Maria; gozo ao ver Ana e Simeão louvando o Menino.

5 - Dor do desterro para o Egito; gozo ao ver os ídolos caírem dos pedestais quando a Sagrada Família entrou nesse mesmo país.

6 - Dor de não poder voltar para Jerusalém por causa de Arquelau, filho de Herodes; gozo ao voltar para Nazaré.

7 - Dor da perda de Jesus, em Jerusalém, aos 12 anos; gozo ao encontrá-Lo entre os doutores, sendo louvado por eles.

Oração

Ó glorioso Patriarca São José, animado de uma fé viva, chego ao vosso trono de glória, em que firmíssimamente Deus vos colocou pelos méritos de Jesus e de Maria, por vossos especiais méritos e virtudes. Eu vos peço que me alcanceis a graça de livrar-me dos sete pecados capitais, e que fique firme e constante nas virtudes a eles contrárias, e adornado dos sete dons do Espírito Santo, e que ame com fervor a Jesus e a Maria. E para mais obrigar vosso compassivo coração, lembro-vos as sete maiores dores.

Consagração a São José

Glorioso São José, digno de ser entre os santos com especialidade venerado, amado e invocado, pelo primor de vossas virtudes, eminência de vossa glória e poder de vossa intercessão, perante a Santíssima Trindade, perante Jesus, vosso Filho adotivo, e perante Maria, vossa castíssima Esposa, minha Mãe terníssima, tomo-vos hoje por meu advogado junto de ambos, por meu protetor e pai, proponho firmemente nunca me esquecer de Vós, honrar-vos todos os dias que Deus me conceder, e fazer quanto em mim estiver, para inspirar vossa devoção aos que estão a meu encargo. Dignai-vos, vo-lo peço, ó pai do meu coração, conceder-me vossa especial proteção e admitir-me entre vossos mais fervorosos servos. Em todas as minhas ações assisti-me, junto de Jesus e Maria favorecei-me, e na hora da morte não me falteis, por piedade. Amém.

Texto: Felipe Aquino / Foto: Bruno Araújo / Pastoral da Comunicação da Paróquia de Sant'Ana -http://matrizdesantana.blogspot.com.br
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