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domingo, 7 de dezembro de 2025

Por que cantar é surpreendentemente bom para a saúde

Do cérebro ao coração, cantar oferece uma ampla série de vantagens, especialmente quando feito em grupo

Crédito,Getty Images

Legenda da foto,Do cérebro ao coração, cantar oferece uma ampla série de vantagens, especialmente quando feito em grupo




Está chegando a época do ano em que o ar se enche de vozes angelicais ou ressoa com hinos vigorosos, enquanto grupos de cantores de Natal espalham sua dose de alegria festiva.

Esses cânticos e essas solenidades típicas dos corais mantêm o clima alegre e triunfante.

E talvez esses grupos de cantores enfeitados podem estar certos sobre alguma coisa. Mesmo sem perceber, ao aparecer em shoppings, estações de trem, asilos e nas ruas com músicas alegres, eles também estão beneficiando a própria saúde deles.

Do cérebro ao coração, cantar oferece uma ampla série de vantagens, especialmente quando feito em grupo. A prática aproxima as pessoas, prepara o corpo para combater doenças e até ajuda a aliviar a dor.

Então, talvez valha a pena você também soltar a voz e entrar no clima


"Cantar é um ato cognitivo, físico, emocional e social", explica Alex Street, pesquisador do Instituto de Cambridge para Pesquisa de Musicoterapia, no Reino Unido, que estuda como a música ajuda crianças e adultos na recuperação de lesões cerebrais.

Psicólogos já notam há muito tempo que cantar em grupo cria um forte senso de união, o que envolve até os participantes mais tímidos.

Estudos indicam que pessoas que não se conhecem podem formar vínculos inesperados depois de cantar juntos por uma hora



E também não é surpresa que cantar faça bem aos pulmões e ao sistema respiratório.

Pesquisadores chegam a usar o canto como terapia para pessoas com doenças pulmonares, por exemplo.

Cantar com outras pessoas pode ser mais benéfico do que cantar sozinho

Crédito,Getty Images

Legenda da foto,Cantar com outras pessoas pode ser mais benéfico do que cantar sozinho

Boas vibrações


Cantar também gera outros efeitos físicos mensuráveis. Foi comprovado que melhora a frequência cardíaca e a pressão arterial. Cantar em grupos ou corais pode até fortalecer o sistema imunológico de maneiras que apenas ouvir música não consegue.

Há diferentes explicações para isso. Do ponto de vista biológico, se acredita que o canto ative o nervo vago, que está diretamente conectado às cordas vocais e aos músculos da parte posterior da garganta.

A expiração prolongada e controlada envolvida no canto libera endorfinas associadas ao prazer, ao bem-estar e à supressão da dor.

O canto ativa uma ampla rede de neurônios em ambos os lados do cérebro, estimulando regiões ligadas à linguagem, ao movimento e à emoção. Isso, somado à atenção necessária à respiração, faz do canto um eficaz redutor de estresse.

"As respostas de 'bem-estar' ficam claras nas vozes, nas expressões faciais e na postura", disse Street, da Instituto de Cambridge para Pesquisa de Musicoterapia.

Pode haver razões profundas para esses benefícios. Alguns antropólogos acreditam que nossos antepassados hominídeos cantavam antes de falar, usando vocalizações para imitar sons da natureza ou expressar sentimentos. Isso pode ter sido fundamental para o desenvolvimento de dinâmicas sociais complexasexpressão emocional e rituais.

Street afirmou que não é por acaso que o canto faz parte da vida de todo ser humano, seja ele músico ou não, observando que nossos cérebros e corpos estão sintonizados desde o nascimento a responder positivamente à música.

"Cantamos canções de ninar para crianças, e depois as cantamos em funerais", explicou. "Aprendemos a tabuada cantando e o alfabeto com estruturas rítmicas e melódicas."

Unidos pelo canto

Nem todos os tipos de canto são igualmente benéficos. Cantar em grupo ou em coral, por exemplo, demonstrou promover maior bem-estar psicológico do que cantar sozinho. Por isso, pesquisadores da área de educação usam o canto para estimular a cooperação, o desenvolvimento da linguagem e a regulação emocional em crianças.

Médicos também recorrem ao canto para melhorar a qualidade de vida de pessoas com diferentes condições de saúde. Em todo o mundo, pesquisadores estudam corais comunitários formados por sobreviventes de câncer e AVCpessoas com Parkinson e demência, e seus cuidadores. No caso do Parkinson, por exemplo, o canto ajuda a manter a capacidade de articular palavras, que costuma se deteriorar com a progressão da doença.

Cantar também pode melhorar a saúde de forma geral, funcionando como um exercício muitas vezes subestimado, comparável a uma caminhada rápida. "Cantar é uma atividade física e pode trazer benefícios semelhantes aos do exercício", disse Adam Lewis, professor associado de fisioterapia respiratória da Universidade de Southampton, no Reino Unido.

Um estudo sugere que cantar, junto a exercícios vocais usados por cantores profissionais para aprimorar o ritmo e a afinação, representa um exercício comparável para o coração e os pulmões a caminhar em ritmo moderado na esteira.

Pesquisadores destacam os benefícios, muitas vezes subestimados, do canto em grupo para a saúde mental de pessoas com doenças crônicas de longa duração. Para Street, da Instituto de Cambridge para Pesquisa de Musicoterapia, a prática ajuda esses pacientes a focarem no que conseguem fazer, em vez do que não podem.

"Isso cria igualdade no grupo: cuidadores deixam de ser apenas cuidadores e profissionais de saúde cantam junto da mesma forma. Poucas atividades conseguem fazer isso", disse Street.

Cada vez que você respira

Entre os maiores beneficiados estão pessoas com doenças respiratórias crônicas, foco das pesquisas de Keir Philip, professor de medicina respiratória do Imperial College London, também no Reino Unido. Philip alerta que cantar não cura essas doenças, mas pode ser uma abordagem holística complementar.

"Para algumas pessoas, conviver com a falta de ar pode levar a uma mudança na forma como respiram, tornando-a irregular e ineficiente", disse Philip. "Algumas abordagens baseadas no canto ajudam nisso, trabalhando os músculos usados, o ritmo e a profundidade da respiração, o que pode contribuir para melhorar os sintomas."

Um de seus estudos mais notáveis envolveu adaptar um programa de respiração desenvolvido com cantores profissionais da English National Opera e aplicá-lo em um ensaio clínico randomizado com pacientes de covid longa.

Ao longo de seis semanas, os resultados mostraram que o programa melhorou a qualidade de vida dos participantes e aliviou parte das dificuldades respiratórias.

O canto parece ser especialmente benéfico para o cérebro e para a respiração

Crédito,Getty Images

Legenda da foto,O canto parece ser especialmente benéfico para o cérebro e para a respiração

Ao mesmo tempo, cantar não é isento de riscos para pessoas com condições de saúde preexistentes. Durante a pandemia de covid-19, o canto em grupo esteve ligado a eventos de superdisseminação, já que a prática pode liberar grandes quantidades de vírus no ar.

"Se você estiver com uma infecção respiratória, o melhor é faltar à aula de coral naquela semana, para não colocar os outros em risco", orienta Philip, do Imperial College London.

Mas talvez o benefício mais notável do canto seja seu efeito na recuperação cerebral. Isso pode ser ilustrado pela história de Gabrielle Giffords, ex-congressista dos EUA, que sobreviveu a um atentado em 2011, quando foi baleada na cabeça. Ao longo de vários anos, Giffords reaprendeu a andar, falar, ler e escrever, com terapeutas usando músicas da infância dela para ajudá-la a recuperar a fluência verbal.

Pesquisadores têm usado abordagens semelhantes para ajudar sobreviventes de AVC a recuperar a fala, já que o canto permite longas horas de repetição, necessárias para criar novas conexões entre os hemisférios cerebrais, frequentemente afetados pela doença.

Acredita-se também que cantar estimula a neuroplasticidade do cérebro, permitindo que ele se reorganize e forme novas redes neurais.

Cada vez mais iniciativas usam o canto como terapia para ajudar pacientes com diferentes tipos de condições

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Legenda da foto,Cada vez mais iniciativas usam o canto como terapia para ajudar pacientes com diferentes tipos de condições

Há teorias de que o canto pode beneficiar pessoas com declínio cognitivo, devido à intensa demanda que impõe ao cérebro, exigindo atenção contínua e estimulando a memória verbal e a busca de palavras.

"Há um número crescente de evidências sobre os benefícios cognitivos do canto em adultos mais velhos", disse Teppo Särkämö, professor de neuropsicologia da Universidade de Helsinque, na Finlândia.

"Ainda sabemos pouco sobre o potencial do canto para retardar ou prevenir o declínio cognitivo, pois isso exigiria estudos de grande escala com acompanhamento por vários anos", ponderou ele.

Para Street, da Instituto de Cambridge para Pesquisa de Musicoterapia, todas as pesquisas que mostram os efeitos do canto, seja no nível social ou neuroquímico, reforçam porque ele é uma parte tão universal da vida humana.

Uma de suas preocupações, porém, é que, à medida que as pessoas passam mais tempo conectadas à tecnologia do que umas com as outras em atividades como o canto, poucos estão experimentando esses benefícios.

"Estamos descobrindo muito, especialmente na reabilitação de lesões cerebrais", disse.

"Os estudos mostram que o canto pode ter esses efeitos, mesmo em pessoas com danos significativos, estão apenas começando a surgir. Faz sentido que possamos nos beneficiar tanto dele, porque o canto sempre teve um papel enorme em conectar comunidades."

Talvez este seja mais um motivo para aproveitar algumas canções de Natal ao redor da árvore este ano.   Por: David Cox | BBC


Professor Edgar Bom Jardim - PE

domingo, 12 de outubro de 2025

Nossa Senhora Aparecida: Por que mãe de Jesus entrou para a História com mais de mil nomes




Imagem de Nossa Senhora Aparecida, com manto azul e coroa dourada

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Legenda da foto,Há mais de mil representações da Virgem Maria


São muitos nomes, muitas "nossas senhoras". Mas todas elas se referem a uma mesma pessoa, uma mesma santa católica?

A resposta é sim. O que significa que Nossa Senhora Aparecida, cuja data se comemora em 12 de outubro, é uma representação diferente da mesma santa que também pode ser chamada de Nossa Senhora de Fátima, Nossa Senhora de Guadalupe, Nossa Senhora de Lourdes e tantas outras.

Trata-se de Maria, uma jovem judia nascida em Nazaré há pouco mais de 2 mil anos, quando essas terras ao sul de Israel eram parte do Império Romano. Para o cristianismo, ela tem papel fundamental: tornou-se a mãe de Jesus Cristo.

Chamada de virgem por dois dos evangelistas, Mateus e Lucas, acredita-se que ela tinha cerca de 15 anos quando ficou grávida — pela doutrina cristã, por obra do Espírito Santo, ou seja, sem ter tido relações sexuais com homem algum. Na época, Maria já estava prometida em casamento a José, um carpinteiro da mesma cidade, mais velho, já na casa dos 30 anos.

Fato é que desta gravidez nasceria Jesus, o pilar fundador do cristianismo. Mas por que a tradição católica não rende a essa mulher apenas o título de Santa Maria, e são tantas as representações dela pelo mundo?

"Os nomes dedicados a Nossa Senhora dependem muito da forma como ela apareceu. Normalmente são dados pelo nome do lugar onde ela apareceu ou pelas condições em que se deram o aparecimento", esclarece o padre Arnaldo Rodrigues, assessor da Arquidiocese do Rio de Janeiro.

Velas e fiéis na Basílica de Nossa Senhora Aparecida, em Aparecida

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Conforme explica a cientista da religião Wilma Steagall De Tommaso, coordenadora do grupo de pesquisa Arte Sacra Contemporânea - Religião e História da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e membro do Conselho da Academia Marial de Aparecida, essas nomenclaturas acabam variando a "cada povo, cada região, cada cultura", por conta de "títulos que correspondem aos eventos decorrentes de inúmeras situações".

Ela lembra que muitos desses títulos são os chamados dogmáticos — uma referência aos dogmas da Igreja Católica sobre a Virgem Maria, que pela tradição religiosa são verdades de fé nas quais os fiéis devem acreditar.

É de onde vem, por exemplo, a nomenclatura de Nossa Senhora da Imaculada Conceição — originada em uma bula assinada pelo papa Pio 9º, que "declara Maria imune da mancha do pecado original", ressalta a pesquisadora.

Assim como a ideia de chamá-la de Virgem Maria, já que "o Concílio de Latrão, em 649, preconiza como verdade a virgindade perpétua", da mãe de Cristo.

"Há ainda as denominações decorrentes dos lugares onde houve uma manifestação que deu origem à devoção local, muitas vezes ampliada a outros povos e locais, como Aparecida, Guadalupe, Lourdes, Fátima, Loreto, Montserrat, etc", complementa ela.

A padroeira do Brasil

Autora do livro 21 Nossas Senhoras que inspiram o Brasil (‎Planeta, 2020), a jornalista Bell Kranz conta que a devoção mariana foi trazida ao Brasil já pelas esquadras de Pedro Álvares Cabral — em um dos barcos foi trazida uma imagem da santa.

"[A tradição] chegou essencialmente pelos portugueses, pelos colonizadores", explica. "O Tomé de Sousa [primeiro governador-geral do Brasil] chegou à Bahia já com uma imagem da santa na bagagem… Nossa Senhora da Conceição! E logo erigiu uma capelinha em Salvador, que hoje é a grande catedral Conceição da Praia [Basílica Nossa Senhora da Conceição da Praia]."

"Eu diria que o Brasil foi escolhido por Nossa Senhora, não é fanatismo dizer isso", comenta Lira. Para ele, há uma "predileção especial de Nossa Senhora para com esta terra".

"Nossa Senhora da Conceição, Nossa Senhora das Dores, Nossa Senhora das Candeias (a mesma da Candelária e da Purificação), Nossa Senhora Aparecida (que é a mesma Conceição), penso que são as mais importantes para o Brasil pela veneração que o povo lhes atribui", acrescenta o hagiólogo.

"É claro que cada Estado brasileiro tem sua devoção. Por exemplo, na Bahia há uma forte devoção à Nossa Senhora da Boa-Morte. Em Minas Gerais, Nossa Senhora da Piedade que é a mesma Nossa Senhora das Dores e por aí vai. No Pará, em Belém, temos a linda manifestação à Nossa Senhora de Nazaré que anualmente leva milhões ao Círio de Nazaré. Aqui no Ceará é interessantíssima a devoção a Nossa Senhora das Dores, em Juazeiro do Norte, por exemplo", enumera Lira.

"E qual a razão? Não dá para explicar concretamente. É algo meio que filial mesmo. Amor de filho à sua mãe e uma mãe que é mãe de todas as mães, pais e filhos."

Kranz atenta para o fato de que, dada a religiosidade católica inerente à própria construção da nação brasileira, "desde a colonização, Nossa Senhora está presente em todos os momentos de nossa história".

E a ligação brasileira com a santa é umbilical. Isto porque, como bem lembra a jornalista, em 1646 o então rei português Dom João 4º "consagrou todo o reino, incluindo aí as colônias, a Nossa Senhora".

"Aí, 217 anos depois do descobrimento do Brasil, ela apareceu lá para os pescadores [Nossa Senhora Aparecida]", acrescenta Kranz.

Nossa Senhora

Maria se tornou "Nossa Senhora", assim chamada, somente no fim do período medieval. Mas, historicamente, a Igreja já a reconhecia como "Mãe de Deus" muito antes — mais precisamente a partir do século 5, depois do Concílio de Éfeso, em 431.

"[É quando] Maria recebe o título de Thotòkos, a Mãe de Deus, dogma que define explicitamente a maternidade divina de Maria. Daí em diante, ela passa a ocupar, por exemplo, o posto principal, o conteúdo da imagem do presépio se amplia e praticamente esse ícone resume a história da salvação", esclarece De Tommaso.

De acordo com o mariologista Guimarães, Maria "ganha destaque sociológico, cultural e religioso" no período medieval. É quando ela adquire "caráter de poder", tornando-se "aquela que destrói o mal".

Assume características fortes, "ganha rosto de rainha". Assim, passa a ser invocada como "guerreira", "a mulher que combate o mal e, com poder militar, destrói as heresias".

"Maria passa da dimensão cultural para a política", compara ele. "No período feudal, diante da opressão, Maria se torna a padroeira para os que nela buscam auxílio, e em troca de proteção, o fiel a louva com oração e atos de caridade."

A santa passa a ser invocada "como a mãe que protege diante da ira de Deus, por algum pecado cometido, não só de forma individual mas também comunitária".

"Com o surgimento das ordens mendicantes, Maria se aproxima das pessoas, ela é tirada do trono de realeza, onde fora colocada pela teologia monástica, e se faz irmã, pobre e vizinha das pessoas", diz Guimarães.

Ao fim do período medieval, Maria já era um ícone consolidado dentro do catolicismo, tema constante das pregações e protagonista de tradições como medalhinhas, procissões, novenas e outras manifestações.

Essa reportagem foi publicada originalmente em 12 de outubro de 2021

Fonte: BBC Brasil





Professor Edgar Bom Jardim - PE

sexta-feira, 18 de julho de 2025

3ª Bienal Bom Jardim Arte celebra a Cultura Popular e a Memória Social a partir do dia 22 de julho



A cidade de Bom Jardim, no Agreste Setentrional de Pernambuco, se prepara para receber mais uma grande celebração artística e cultural: a 3ª edição da Bienal Bom Jardim Arte, que terá início na próxima terça-feira, dia 22 de julho, e seguirá até o dia 23 de agosto de 2025, no Museu de Bom Jardim.

Com o tema “Museus, Memória Social e Cultura Popular”, o evento propõe um mergulho na riqueza das tradições, saberes e expressões artísticas populares, destacando a importância da preservação da memória e dos mestres da cultura popular — que serão os grandes homenageados desta edição.

A programação da Bienal contará com uma diversidade de atividades para todos os públicos: exposições de artes integradas, rodas de conversa, exibição de vídeos, Feira Cultural, oficinas e apresentações culturais. Mais de trinta artistas e expositores, vindos de diferentes cidades pernambucanas, apresentarão seus trabalhos, proporcionando um panorama vibrante da produção artística do estado.

Com classificação livre e entrada totalmente gratuita, a Bienal estará aberta ao público de segunda a sábado, nos horários das 8h às 12h e das 15h às 17h. A iniciativa convida moradores, estudantes, artistas, pesquisadores e visitantes a participarem dessa imersão cultural e educativa.

Idealizado e proposto pelo professor Edgar Severino dos Santos, do Museu de Bom Jardim, o projeto da 3ª Bienal Bom Jardim Arte foi contemplado com incentivo financeiro do Edital da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), promovida pelo Ministério da Cultura do Governo Federal, com coordenação da Secretaria de Cultura e Governo de Pernambuco.

A Bienal Bom Jardim Arte já se consolida como um dos mais importantes encontros culturais da região, reforçando o papel dos museus como espaços vivos de memória, criatividade e cidadania.

Para mais informações, acompanhe as atualizações pelas redes sociais do Museu de Bom Jardim ou visite o espaço, na rua Manuel Augusto/Centro, durante o período do evento. 

Fonte: 

dimassantos.com.br/3a-bienal-bom-jardim-arte-celebra-a-cultura-popular-e-a-memoria-social-a-partir-do-dia-22-de-julho/

Professor Edgar Bom Jardim - PE

domingo, 1 de junho de 2025

Anitta barra cachês milionários de prefeituras. Ministério Público de olhos em shows milionários dos sertanejos






A Justiça do Mato Grosso decidiu esta semana que o cantor Leonardo terá que devolver R$ 300 mil aos cofres da Prefeitura de Gaúcha do Norte, a 595 km de Cuiabá. O sertanejo recebeu, há um ano, R$ 750 mil para um show no município. O valor, segundo o Ministério Público Estadual (MPE), foi superfaturado.

Por mais bizarro que pareça, os cachês milionários — com dinheiro público — só começaram a ser barrados no Brasil depois que Zé Neto (da dupla com Cristiano) atacou a cantora Anitta: “A gente não precisa fazer tatuagem no ‘toba’ para mostrar se a gente está bem ou mal. A gente simplesmente vem aqui e canta, e o Brasil inteiro canta com a gente”.

Para bajular Jair Bolsonaro, em plena campanha eleitoral à reeleição, Zé Neto ainda repetiu a tese do presidente sobre a “mamata da Lei Rouanet”.

Anitta reagiu com humor à crítica sobre a tatuagem no “tororó” — como ela prefere definir na sua lição informal de anatomia —, mas acabou falando também sobre esquemas de desvios de verbas municipais por intermédio de cachês superfaturados.

A produtora dos seus shows havia recebido propostas do gênero. “Falei não”, disse ela.

A partir desse momento, o Ministério Público de vários Estados iniciou uma série de investigações sobre shows com valores suspeitos. Graças ao “efeito tororó”, o assunto nunca mais saiu da lupa dos procuradores.

O primeiro escândalo foi descoberto em Roraima, em 2022. A prefeitura de São Luiz, município com 8.232 habitantes, contratou o cantor Gusttavo Lima por R$ 800 mil.

Depois de muita polêmica e investigação do MPE, o mesmo cantor teve um contrato de R$ 1,2 milhão cancelado em Conceição do Mato Dentro, em Minas Gerais.

Outro inquérito foi aberto na cidade de Magé, no Rio de Janeiro, onde Lima faria mais um show do milhão. Na Bahia, o Tribunal de Justiça cancelou uma apresentação na Festa da Banana de Teolândia — o cachê seria de R$ 704 mil.

A decisão levou a prefeita Rosa Batinga (PP) ao choro. “A minha dor é muito grande, vocês não têm ideia. Eu queria estar hoje, de vermelho e preto, arrumada para o Embaixador (apelido de Gusttavo Lima)”, disse, em lágrimas.

Conhecido informalmente como “CPI do Sertanejo”, o escândalo provocou debate no país inteiro. Em Alagoas, o MP pediu cancelamento de uma apresentação do ídolo popular Wesley Safadão que levaria R$ 600 mil da prefeitura de Viçosa. No entendimento dos procuradores, esse gasto com as festas não deveria ultrapassar o limite de R$ 100.

Acossado pela maioria das investigações, Gusttavo Lima chorou, em um live no Instagram.  “Sou um cara que faz poucos shows de prefeitura. E quando a gente faz algum, a gente é massacrado como bandido, como se fosse um ladrão que estivesse roubando dinheiro público. E não é isso”.

No ano passado, reportagem de Deborah Magagna e Chico Alves no ICL Notícias revelou que shows de Gusttavo Lima consumiam até 50% de orçamento de cultura de pequenas cidades.

O senador Flávio Bolsonaro, filho do presidente, prestou solidariedade ao cantor. “Fique firme, meu irmão! Você é um cara do bem! Deus proverá”, escreveu nas redes sociais. A essa altura, o “efeito tororó” havia provocado o cancelamento de 40 shows.

A bendita tatuagem — com a palavra Love em destaque —  tem feito um bem danado aos cofres públicos.

Fonte: ICL Notícias. Por: Xico Sá


Professor Edgar Bom Jardim - PE

sábado, 14 de dezembro de 2024

Cultura: Prefeitura de Bom Jardim prorroga prazo para inscrição da PNAB





Agora os fazedores de cultura de Bom Jardim - PE, poderão se inscrever nos editais da Política Nacional Aldir Blanc até o dia 19 de dezembro. 
Os editais irão destinar mais de 300 mil reais para artistas, grupos culturais, instituições e fazedores de cultura que estejam em atividades comprovadas nos últimos três anos de existência.  Para saber mais procure a Secretaria de Esportes, Cultura e Turismo.



Local: Centro Educacional e Cultural Profª Marineide Braz

Período: Ate 19 de dezembro

Horário: Das 8h às 17h

Os editais estão disponíveis no link: https://bomjardim.pe.gov.br/pnab-bom-jardim/ 


Professor Edgar Bom Jardim - PE  com informações da prefeitura de Bom Jardim.

sábado, 9 de novembro de 2024

Artistas de João Alfredo serão contemplados com a Lei Aldir Blanc






Músicos, artesãos, movimentos culturais como: maracatu, caboclinho, mestre de capoeira e da religião de Matriz Africana, serão contemplados

Atenção artistas e fazedores de artes do município de João Alfredo, localizado no Agreste Pernambucano, começou nesta terça-feira (05) as inscrições para o Programa Nacional de Apoio à Cultura Aldir Blanc (PNAB). A iniciativa visa estruturar o sistema federativo de financiamento à cultura mediante repasses da União aos Estados, Distrito Federal e Municípios de forma contínua. Com isso, será possível investir regularmente em projetos e programas, não só de modo emergencial como aconteceu em outros programas, como foi a Lei Aldir Blanc 1 e na Lei Paulo Gustavo.

Segundo Alex Lima, Diretor Municipal de Cultura de João Alfredo, as inscrições seguem até o próximo sábado, dia 09 de novembro, e será necessário o comprovante de residência de cada candidato no ato de inscrição. “Deixando bem claro, que cada artista de João Alfredo precisa apresentar o seu comprovante de residência, porque isso é uma Lei que cada município tem. E cada um contempla o seu artista local”, afirmou Alex.

Antes do início das inscrições, a Diretoria de Cultura de João Alfredo realizou duas escutas culturais, para os lançamentos dos editais, com músicos, artesãos, representantes de movimentos culturais como: maracatu, caboclinho, mestre de capoeira e da religião de Matriz Africana, dentre outros. A segunda escuta aconteceu na última sexta-feira, dia 01 de novembro, reunindo aproximadamente 80 disseminadores de artes, na sede da Diretoria de Cultura.

Serão mais de 120 artistas joãoalfredenses contemplados com o PNAB, Alex Lima explica como será a divisória por categoria. “Cerca de 40 músicos, 50 artesãos e vários projetos da cultura e de fazedores de artes serão contemplados com a Lei Aldir Blanc. Isso marca um grande momento para a cultura joãoalfredense na gestão do prefeito João Martins”, destacou o diretor de cultura.

Alex ressalta a importância de cada artista comprovar através de arquivos, que são verdadeiramente fazedores de cultura. “Por isso que pedimos uma comprovação mais recente, por exemplo, sou artesão e participei da Feira “Mostra Tua Arte, João Alfredo”, mostram as fotos da sua participação no evento”, explicou.

Após as inscrições cada projeto e artista passam por uma comissão julgadora que pontuarão cada iniciativa. O mês de dezembro é a previsão de pagamento para os fazedores de artes contemplados com a Lei Aldir Blanc.
 

As inscrições acontecem na sede da Diretoria de Cultura de João Alfredo, localizada na Av. Meira Vasconcelos, próxima à Assembleia de Deus e ao Banco do Brasil, das 8h às 16h. E seguem até o próximo sábado, 09 de novembro, no horário das 8h às 13h.

Informações de: oreporterquechegaprimeiro.blogspot.com/



Professor Edgar Bom Jardim - PE