segunda-feira, 30 de março de 2026
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Inteligência Artificial: Para Quem Ela É Boa? |Canal do Cortella
Influência midiática e a construção de estereótipos. Entenda como a mídia contribui para a manutenção de desigualdades no Brasil
A influência midiática faz parte da sua rotina. Está no celular, na TV, no streaming, nas redes sociais. Em geral, aparece como informação, entretenimento ou opinião. Mas, quando você observa com mais atenção, percebe que ela também organiza sentidos, define visibilidades e estabelece limites sobre quem pode ser visto, ouvido e reconhecido.
A mídia não funciona como um canal neutro que transmite os fatos e programações de entretenimento. Ela organiza a realidade a partir de escolhas. Decide o que vira notícia, quem aparece, quais vozes são ouvidas e quais ficam de fora.
Tudo isso interfere diretamente na forma como você interpreta o mundo. A circulação de conteúdos, imagens e discursos cria referências sobre o que é considerado normal, desejável ou aceitável. A influência midiática, nesse sentido, atua na construção de subjetividades.
Os meios de comunicação participam da produção de sentido da experiência social. Ao selecionar temas e enquadramentos, contribuem para definir quais questões ganham relevância e como devem ser compreendidas. Isso não acontece de forma isolada, mas dentro de relações sociais marcadas por disputas simbólicas.
Neste artigo, você vai entender como a mídia atua na construção de estereótipos, de que forma isso impacta marcadores como raça, classe e gênero, e por que esse processo está ligado à estrutura de poder no Brasil em uma discussão que passa pela concentração dos meios de comunicação, pela lógica de produção do noticiário e pelas disputas por narrativa no espaço público.
O que são estereótipos e como a mídia ajuda a construí-los?
Os estereótipos são imagens, ideias ou crenças preconcebidas que simplificam a realidade e reduzem a complexidade das pessoas e dos grupos sociais, resumindo-os a padrões de interpretação que passam a orientar o modo como você percebe o outro.
Esses padrões não são neutros. Carregam valores, julgamentos e expectativas sociais. Mais do que distorções, os estereótipos atuam como estruturas que organizam a vida social e ajudam a manter hierarquias.
A repetição é central nesse processo. Quando determinadas imagens e narrativas aparecem de forma constante, elas deixam de ser questionadas e passam a ser vistas como naturais. É assim que se consolidam ideias sobre quem é perigoso, competente, quem pertence a determinados espaços, entre outros estereótipos.
A mídia tem papel direto nessa dinâmica. Ao reproduzir essas representações, contribui para a naturalização de desigualdades. Isso acontece tanto no jornalismo quanto no entretenimento, bem como através das redes sociais.
Raça, classe e gênero: como a mídia define quem ocupa cada lugar na sociedade
A forma como diferentes grupos são retratados na mídia não é aleatória. Existe um padrão recorrente de representação que associa determinados corpos a papéis específicos.
No caso da população racializada, por exemplo, a cobertura midiática historicamente reforçou associações como criminalidade, marginalidade e falta de inteligência. Ao mesmo tempo, há também a invisibilização em espaços de prestígio, como ciência, economia ou política.
Pessoas racializadas historicamente ocupam menos espaço em novelas, publicidade, telejornais e programas de entretenimento. Um cenário que começou a mudar nos tempos contemporâneos. Por muito tempo, quando representadas, eram associadas a estereótipos como pobreza, sexualização e violência.
Um exemplo dessa falta de representação foi identificado em um estudo do Grupo de Estudos Multidisciplinares da Ação Afirmativa (GEMAA), que analisou peças publicitárias da revista Veja entre 1987 e 2017. Nas imagens observadas, cerca de 80% das pessoas representadas eram brancas.
No entanto, esse cenário não mudou muito ao longo do tempo. Uma atualização do mesmo estudo, feita entre 2018 e 2023, identificou que o número de pessoas brancas representadas na revista no período foi de 83%, ao mesmo tempo em que negros e pardos apareciam em somente 17% as imagens.
Além disso, a lógica de representação baseada em estereótipos também aparece em outras dimensões. Mulheres são frequentemente associadas ao corpo, à aparência e à esfera privada. Pessoas LGBTQIAPN+ são retratadas por meio de caricaturas. A classe trabalhadora aparece de forma limitada, muitas vezes reduzida a situações de vulnerabilidade.
Esses enquadramentos não apenas refletem preconceitos existentes, mas ajudam a reproduzi-los. Ao estabelecer padrões sobre quem pode ocupar determinados espaços, a mídia contribui para limitar possibilidades concretas de reconhecimento e mobilidade social.
Jornalismo policial, criminalidade e o reforço do estereótipo
A forma como crimes são comumente noticiados é um dos exemplos mais visíveis da influência midiática na construção de estereótipos.
A seleção de casos, o destaque para determinados tipos de crime e a associação recorrente com grupos específicos criam uma percepção distorcida da realidade. Isso pode levar à generalização indevida e à construção de imaginários coletivos marcados pelo medo.

Além disso, a cobertura muitas vezes ignora contextos sociais mais amplos. Em vez de explicar as condições que levam a determinadas situações, reforça narrativas simplificadas que associam indivíduos ou grupos a comportamentos criminosos.
Esse processo tem consequências diretas. A estigmatização afeta oportunidades de trabalho, acesso a direitos e relações sociais. Além disso, também influencia decisões institucionais, incluindo o funcionamento do sistema de justiça.
No sistema de justiça criminal, raça e território seguem determinando trajetórias: pessoas racializadas têm menos acesso a acordos que evitariam processos e estão mais expostas à condenação, sobretudo quando vivem em áreas periféricas. Isso indica que as mesmas imagens que circulam na mídia, associando estes grupos à criminalidade, não ficam restritas ao campo simbólico. Elas atravessam instituições, orientam práticas e ajudam a consolidar um padrão de desigualdade que se reproduz do noticiário até a decisão judicial.
Como os estereótipos ajudam a sustentar desigualdades
Os estereótipos não operam isoladamente. Eles estão ligados a estruturas de poder que organizam a sociedade.
Ao associar determinados grupos a papéis específicos, esses padrões ajudam a justificar desigualdades. Tornam aceitável que alguns tenham mais acesso a recursos, oportunidades e reconhecimento do que outros.
A mídia contribui para esse método ao colocar em circulação representações que reforçam visões dominantes. Tais representações passam a orientar comportamentos, expectativas e decisões.
Os estereótipos, nesse sentido, não descrevem a realidade, mas participam de sua construção descrita pela mídia, que influencia como as pessoas se veem e são vistas.
Concentração midiática no Brasil — quem decide o que é representado?

Para entender a influência midiática, é preciso olhar para quem controla os meios de comunicação.
No Brasil, a mídia é altamente concentrada, com presença em quase todo território. Poucos grupos empresariais controlam grande parte da produção e distribuição de conteúdo. Na radiodifusão, cinco conglomerados nacionais e alguns grupos regionais alcançaram praticamente todo o território.
Os nacionais:
- Rede Globo, comandada pela família Marinho
- SBT, com a família Abravanel
- Bandeirantes e a família Saad
- Record, do bispo Edir Macedo e sua esposa Ester Bezerra
- Rede TV!, de Amilcare Dallevo
Entre os regionais, destacam-se:
- Rede Brasil Sul, no Rio Grande do Sul
- Organizações Jaime Câmara, no Centro-Oeste
- Rede Amazônica de Rádio e Televisão, atuante em cinco dos sete Estados do Norte
- Grupo Zahran, nos estados do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul
- Grupo Verdes Mares, no Nordeste
Essa estrutura limita a diversidade de vozes. A maior parte da programação segue linhas editoriais definidas por esses grupos, com pouca produção local e baixa representação de diferentes realidades culturais.
Além disso, há uma relação próxima entre mídia e poder político. Em muitos casos, veículos de comunicação pertencem a políticos ou grupos ligados a eles. Isso cria um cenário em que interesses econômicos e políticos influenciam diretamente o conteúdo veiculado.
Quando a mídia opera sob essa lógica, a pluralidade informativa fica comprometida. O que circula não é apenas informação, mas também seus próprios interesses.
Como a mídia influencia a política e disputa narrativas?
A influência midiática também se manifesta de forma intensa na política. As disputas por poder passam, cada vez mais, pelos meios de comunicação.
A mídia funciona como espaço central onde narrativas são construídas, disputadas e legitimadas. A visibilidade de atores políticos, a definição de agendas e a forma como os temas são apresentados influenciam diretamente a opinião pública.
Isso não significa que a mídia controla tudo, mas que tem grande poder de influência. Existe uma relação dinâmica entre meios e sociedade. Mas a capacidade de amplificar ou silenciar vozes coloca os veículos de comunicação em uma posição estratégica.
Em períodos eleitorais, esse papel se intensifica. A presença midiática se torna determinante para a existência política de candidatos e propostas.
O papel das mídias independentes como alternativa de representação
Diante desse cenário, a discussão sobre democratização da comunicação ganha relevância. Ampliar a diversidade de vozes significa abrir espaço para outras narrativas, outras experiências e formas de interpretar o mundo. Isso passa por políticas públicas, regulação e também pelo fortalecimento de iniciativas independentes.
Mídias contra-hegemônicas, independentes, têm desempenhado um papel importante ao tensionar representações dominantes e apresentar perspectivas que não encontram espaço nos grandes veículos. Consumir conteúdo de pessoas que são estereotipadas pela mídia tradicional, abre portas para novas perspectivas e interpretações sobre suas vivências.
Essas iniciativas contribuem para mostrar a complexidade de grupos historicamente estereotipados e ampliar o debate público. Ao fazer isso, ajudam a questionar padrões estabelecidos e a produzir novas referências.
Como olhar para os estereótipos da mídia a partir de agora?
Quem define o que é notícia? Quem decide quais histórias merecem atenção? Quem tem acesso aos meios de produção e circulação de informação? Essas perguntas ajudam a entender que a comunicação não é um campo neutro.
É um espaço de disputa, onde diferentes interesses e visões de mundo se confrontam. No Brasil, essa disputa acontece em um cenário marcado por concentração econômica, desigualdade social e diversidade cultural. Isso torna o debate ainda mais relevante.
A forma como você consome informação faz diferença. Entender como a mídia opera permite identificar padrões, questionar narrativas e buscar outras referências. A influência midiática não é um fenômeno distante. Ela atravessa o cotidiano e interfere na forma como você percebe o mundo e se posiciona nele.
Observar quem fala, quem é representado e como essas representações são construídas é um caminho para ampliar a leitura crítica sobre a comunicação. Ao mesmo tempo, acompanhar e fortalecer iniciativas que ampliam a diversidade de vozes contribui para um ambiente informativo mais plural.
Discutir influência midiática é discutir quem define o que você vê, pensa e reconhece como realidade. E a disputa por representação, no fim das contas, é também uma disputa por possibilidades. Fonte: ICLNOTÍCIA
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Crédito,domingo, 7 de dezembro de 2025
Por que cantar é surpreendentemente bom para a saúde

Crédito,Getty Images
Está chegando a época do ano em que o ar se enche de vozes angelicais ou ressoa com hinos vigorosos, enquanto grupos de cantores de Natal espalham sua dose de alegria festiva.
Esses cânticos e essas solenidades típicas dos corais mantêm o clima alegre e triunfante.
E talvez esses grupos de cantores enfeitados podem estar certos sobre alguma coisa. Mesmo sem perceber, ao aparecer em shoppings, estações de trem, asilos e nas ruas com músicas alegres, eles também estão beneficiando a própria saúde deles.
Do cérebro ao coração, cantar oferece uma ampla série de vantagens, especialmente quando feito em grupo. A prática aproxima as pessoas, prepara o corpo para combater doenças e até ajuda a aliviar a dor.
Então, talvez valha a pena você também soltar a voz e entrar no clima
"Cantar é um ato cognitivo, físico, emocional e social", explica Alex Street, pesquisador do Instituto de Cambridge para Pesquisa de Musicoterapia, no Reino Unido, que estuda como a música ajuda crianças e adultos na recuperação de lesões cerebrais.
Psicólogos já notam há muito tempo que cantar em grupo cria um forte senso de união, o que envolve até os participantes mais tímidos.
Estudos indicam que pessoas que não se conhecem podem formar vínculos inesperados depois de cantar juntos por uma hora
E também não é surpresa que cantar faça bem aos pulmões e ao sistema respiratório.
Pesquisadores chegam a usar o canto como terapia para pessoas com doenças pulmonares, por exemplo.

Crédito,Getty Images
Boas vibrações
Cantar também gera outros efeitos físicos mensuráveis. Foi comprovado que melhora a frequência cardíaca e a pressão arterial. Cantar em grupos ou corais pode até fortalecer o sistema imunológico de maneiras que apenas ouvir música não consegue.
Há diferentes explicações para isso. Do ponto de vista biológico, se acredita que o canto ative o nervo vago, que está diretamente conectado às cordas vocais e aos músculos da parte posterior da garganta.
A expiração prolongada e controlada envolvida no canto libera endorfinas associadas ao prazer, ao bem-estar e à supressão da dor.
O canto ativa uma ampla rede de neurônios em ambos os lados do cérebro, estimulando regiões ligadas à linguagem, ao movimento e à emoção. Isso, somado à atenção necessária à respiração, faz do canto um eficaz redutor de estresse.
"As respostas de 'bem-estar' ficam claras nas vozes, nas expressões faciais e na postura", disse Street, da Instituto de Cambridge para Pesquisa de Musicoterapia.
Pode haver razões profundas para esses benefícios. Alguns antropólogos acreditam que nossos antepassados hominídeos cantavam antes de falar, usando vocalizações para imitar sons da natureza ou expressar sentimentos. Isso pode ter sido fundamental para o desenvolvimento de dinâmicas sociais complexas, expressão emocional e rituais.
Street afirmou que não é por acaso que o canto faz parte da vida de todo ser humano, seja ele músico ou não, observando que nossos cérebros e corpos estão sintonizados desde o nascimento a responder positivamente à música.
"Cantamos canções de ninar para crianças, e depois as cantamos em funerais", explicou. "Aprendemos a tabuada cantando e o alfabeto com estruturas rítmicas e melódicas."
Unidos pelo canto
Nem todos os tipos de canto são igualmente benéficos. Cantar em grupo ou em coral, por exemplo, demonstrou promover maior bem-estar psicológico do que cantar sozinho. Por isso, pesquisadores da área de educação usam o canto para estimular a cooperação, o desenvolvimento da linguagem e a regulação emocional em crianças.
Médicos também recorrem ao canto para melhorar a qualidade de vida de pessoas com diferentes condições de saúde. Em todo o mundo, pesquisadores estudam corais comunitários formados por sobreviventes de câncer e AVC, pessoas com Parkinson e demência, e seus cuidadores. No caso do Parkinson, por exemplo, o canto ajuda a manter a capacidade de articular palavras, que costuma se deteriorar com a progressão da doença.
Cantar também pode melhorar a saúde de forma geral, funcionando como um exercício muitas vezes subestimado, comparável a uma caminhada rápida. "Cantar é uma atividade física e pode trazer benefícios semelhantes aos do exercício", disse Adam Lewis, professor associado de fisioterapia respiratória da Universidade de Southampton, no Reino Unido.
Um estudo sugere que cantar, junto a exercícios vocais usados por cantores profissionais para aprimorar o ritmo e a afinação, representa um exercício comparável para o coração e os pulmões a caminhar em ritmo moderado na esteira.
Pesquisadores destacam os benefícios, muitas vezes subestimados, do canto em grupo para a saúde mental de pessoas com doenças crônicas de longa duração. Para Street, da Instituto de Cambridge para Pesquisa de Musicoterapia, a prática ajuda esses pacientes a focarem no que conseguem fazer, em vez do que não podem.
"Isso cria igualdade no grupo: cuidadores deixam de ser apenas cuidadores e profissionais de saúde cantam junto da mesma forma. Poucas atividades conseguem fazer isso", disse Street.
Cada vez que você respira
Entre os maiores beneficiados estão pessoas com doenças respiratórias crônicas, foco das pesquisas de Keir Philip, professor de medicina respiratória do Imperial College London, também no Reino Unido. Philip alerta que cantar não cura essas doenças, mas pode ser uma abordagem holística complementar.
"Para algumas pessoas, conviver com a falta de ar pode levar a uma mudança na forma como respiram, tornando-a irregular e ineficiente", disse Philip. "Algumas abordagens baseadas no canto ajudam nisso, trabalhando os músculos usados, o ritmo e a profundidade da respiração, o que pode contribuir para melhorar os sintomas."
Um de seus estudos mais notáveis envolveu adaptar um programa de respiração desenvolvido com cantores profissionais da English National Opera e aplicá-lo em um ensaio clínico randomizado com pacientes de covid longa.
Ao longo de seis semanas, os resultados mostraram que o programa melhorou a qualidade de vida dos participantes e aliviou parte das dificuldades respiratórias.

Crédito,Getty Images
Ao mesmo tempo, cantar não é isento de riscos para pessoas com condições de saúde preexistentes. Durante a pandemia de covid-19, o canto em grupo esteve ligado a eventos de superdisseminação, já que a prática pode liberar grandes quantidades de vírus no ar.
"Se você estiver com uma infecção respiratória, o melhor é faltar à aula de coral naquela semana, para não colocar os outros em risco", orienta Philip, do Imperial College London.
Mas talvez o benefício mais notável do canto seja seu efeito na recuperação cerebral. Isso pode ser ilustrado pela história de Gabrielle Giffords, ex-congressista dos EUA, que sobreviveu a um atentado em 2011, quando foi baleada na cabeça. Ao longo de vários anos, Giffords reaprendeu a andar, falar, ler e escrever, com terapeutas usando músicas da infância dela para ajudá-la a recuperar a fluência verbal.
Pesquisadores têm usado abordagens semelhantes para ajudar sobreviventes de AVC a recuperar a fala, já que o canto permite longas horas de repetição, necessárias para criar novas conexões entre os hemisférios cerebrais, frequentemente afetados pela doença.
Acredita-se também que cantar estimula a neuroplasticidade do cérebro, permitindo que ele se reorganize e forme novas redes neurais.

Crédito,Getty Images
Há teorias de que o canto pode beneficiar pessoas com declínio cognitivo, devido à intensa demanda que impõe ao cérebro, exigindo atenção contínua e estimulando a memória verbal e a busca de palavras.
"Há um número crescente de evidências sobre os benefícios cognitivos do canto em adultos mais velhos", disse Teppo Särkämö, professor de neuropsicologia da Universidade de Helsinque, na Finlândia.
"Ainda sabemos pouco sobre o potencial do canto para retardar ou prevenir o declínio cognitivo, pois isso exigiria estudos de grande escala com acompanhamento por vários anos", ponderou ele.
Para Street, da Instituto de Cambridge para Pesquisa de Musicoterapia, todas as pesquisas que mostram os efeitos do canto, seja no nível social ou neuroquímico, reforçam porque ele é uma parte tão universal da vida humana.
Uma de suas preocupações, porém, é que, à medida que as pessoas passam mais tempo conectadas à tecnologia do que umas com as outras em atividades como o canto, poucos estão experimentando esses benefícios.
"Estamos descobrindo muito, especialmente na reabilitação de lesões cerebrais", disse.
"Os estudos mostram que o canto pode ter esses efeitos, mesmo em pessoas com danos significativos, estão apenas começando a surgir. Faz sentido que possamos nos beneficiar tanto dele, porque o canto sempre teve um papel enorme em conectar comunidades."
Talvez este seja mais um motivo para aproveitar algumas canções de Natal ao redor da árvore este ano. Por: David Cox | BBC









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