terça-feira, 20 de outubro de 2026

Lula teve maioria dos votos nas seções com mudança de local para o 2º turno






Por Guilherme Pavarin

A cinco dias da votação, o número de seções eleitorais que terão mudança de local no segundo turno caiu de 1.106 na manhã de segunda-feira (19) para 441 nesta terça-feira (20). Nas seções que permanecem na lista, Lula (PT) recebeu 50,7% dos votos nominais no primeiro turno, contra 42,8% de Flávio Bolsonaro (PL), uma diferença de 7.846 votos a favor do petista.

As mudanças atingem cerca de 126 mil eleitores — 0,08% do eleitorado brasileiro. Sudeste e Nordeste concentram a maior parte: 302 das 441 seções afetadas. 

O Sudeste aparece na frente, com 163 alterações, onde o candidato do PL recebeu 18.139 votos, ou 50,1% dos votos nominais, ante 15.247 de Lula, com 42,1%. 

No Nordeste, que reúne 139 seções alteradas, o cenário se inverte e com diferença maior: Lula teve 20.831 votos, ou 68,7%, contra 8.087 de Flávio, ou 26,7%. 

A lista de mudanças de seções reduziu em quase 90% em poucos dias. Na semana passada, a Justiça Eleitoral informava que 4.352 seções teriam o endereço alterado.

Segundo o TSE, a oscilação se deve a ajustes nos sistemas das zonas eleitorais. A Corte afirma que as mudanças de endereço são de competência dos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) e só são adotadas quando consideradas necessárias, como em casos de danos causados por chuvas, problemas estruturais ou questões de segurança.

Na segunda-feira (19), o Ministério Público Eleitoral recomendou ao TSE oito medidas para ampliar a divulgação das mudanças, entre elas avisos pelo e-Título, WhatsApp e SMS e cartazes nos locais afetados. (Leia abaixo como conferir seu local de votação)

Minas e Piauí com mais alterações

Minas Gerais lidera a lista de mudanças de seções para o segundo turno, com 118 das 441 seções distribuídas por 23 municípios. Flávio Bolsonaro teve 12.150 votos nominais nessas seções no primeiro turno, contra 11.606 de Lula — diferença de 544 votos. Araguari, com 16 seções, e Januária, com 13, são as cidades mineiras mais afetadas. 

O TRE-MG afirma que mudanças entre os turnos são feitas apenas em situações excepcionais, como danos provocados por chuvas e vendavais ou problemas de infraestrutura que não possam ser resolvidos até a votação. O tribunal, porém, não justificou cada uma das alterações que permanecem na lista.

Segundo estado com mais mudanças, o Piauí tem 41 seções alteradas em nove municípios. Lula venceu em todas elas e somou 5.433 votos nominais, ou 72,3%, contra 1.767 de Flávio Bolsonaro, ou 23,5%.

No primeiro turno, Minas Gerais registrou 22,82% de abstenção. No Piauí, a taxa foi de 17,15%, a terceira menor do país. No Brasil, 33.469.244 eleitores deixaram de votar, o equivalente a 21,08% do eleitorado.

Como saber onde votar no segundo turno

A Justiça Eleitoral recomenda que o eleitor confira o endereço antes de sair de casa no domingo (25), mesmo que tenha votado normalmente no primeiro turno. A consulta informa endereço, zona e seção eleitoral e também é indicada para quem pediu transferência temporária de local de votação. 

Uma das opções é o e-Título: depois de entrar no aplicativo, basta acessar a opção “Onde votar”. O endereço também pode ser conferido pelo Autoatendimento Eleitoral, disponível no site do TSE e dos TREs.

Outra alternativa é o ChatVote, assistente virtual disponível no site do TSE, no ícone localizado no canto inferior direito da página. O tribunal orienta o eleitor a usar os canais oficiais e fazer a consulta com antecedência para evitar deslocamentos ao endereço errado no dia da votação. (TSE)

Leia também


Professor Edgar Bom Jardim - PE

Diálogos da Resistência Democrática








Professor Edgar Bom Jardim - PE

Flávio Bolsonaro tentou duas vezes acabar com cotas raciais e para pessoas com deficiência







Por Cleber Lourenço

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tentou duas vezes retirar da legislação federal a reserva de vagas para negros, indígenas e pessoas com deficiência nas universidades e nos institutos federais. Em outubro de 2023, durante a discussão sobre a atualização da Lei de Cotas, o parlamentar apresentou emendas para substituir os critérios raciais e de deficiência por um modelo baseado exclusivamente na renda familiar. As propostas foram rejeitadas, e Flávio acabou votando contra a atualização da lei.

A primeira tentativa ocorreu durante a análise do Projeto de Lei 5.384/2020 na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Na emenda, Flávio propôs uma nova redação para a Lei 12.711/2012, que regulamenta o acesso às instituições federais de ensino superior e técnico.

O texto mantinha a reserva de 50% das vagas, mas alterava quem teria direito a elas. Em vez de garantir parte das oportunidades a estudantes de escolas públicas, com distribuição que também considerava raça, etnia e deficiência, a proposta estabelecia como único requisito a renda familiar de até um salário mínimo e meio por pessoa.

Na prática, negros, indígenas e pessoas com deficiência deixariam de contar com a reserva específica de vagas prevista na legislação. Esses estudantes ainda poderiam concorrer pelo critério econômico, mas perderiam a proteção estabelecida para enfrentar desigualdades raciais e barreiras de acesso à educação.

A mudança também retiraria a exigência de que as vagas reservadas fossem destinadas a estudantes que cursaram integralmente o ensino médio em escolas públicas.

Flávio chamou ampliação das cotas de medida ideológica

Na justificativa apresentada ao Senado, Flávio criticou a revisão da Lei de Cotas e questionou a ampliação das políticas de inclusão.

“Ora, se há um apagão de dados, é irresponsável a promoção de revisão puramente ideológica”, escreveu o senador.

O parlamentar também defendeu que a política de cotas deveria priorizar exclusivamente a situação econômica dos estudantes.

Na mesma justificativa, afirmou que sua proposta permitiria o acesso de estudantes de famílias com renda de até um salário mínimo e meio por pessoa, independentemente de terem estudado em instituições públicas ou privadas.

A argumentação colocava a renda como fator determinante para a distribuição das vagas, deixando de considerar mecanismos específicos de enfrentamento à desigualdade racial e de inclusão de pessoas com deficiência.

Segunda tentativa ocorreu após derrota na comissão

A primeira proposta não prosperou na CCJ. Mas Flávio voltou a defender a mudança quando o projeto chegou ao plenário do Senado.

Em 24 de outubro de 2023, apresentou uma nova emenda substitutiva, identificada como Emenda nº 8, para modificar o texto aprovado na comissão.

O líder do PL no Senado, Carlos Portinho (PL-RJ), pediu que a proposta tivesse preferência na votação. O requerimento foi derrotado por 46 votos a 24.

Durante a discussão, Flávio voltou a defender que as cotas fossem determinadas pela condição socioeconômica dos estudantes. Sua argumentação questionava a necessidade de critérios raciais na política de acesso às universidades.

Depois da rejeição, o Senado aprovou a atualização da Lei de Cotas. Flávio Bolsonaro votou contra o projeto.

O que estava em jogo na Lei de Cotas

A legislação de 2012 estabeleceu a reserva de metade das vagas nas universidades e instituições federais de ensino técnico para estudantes de escolas públicas. Dentro desse percentual, a distribuição também passou a considerar critérios de renda e pertencimento racial.

Em 2016, uma alteração na legislação incluiu expressamente as pessoas com deficiência entre os grupos contemplados pela reserva de vagas.

A atualização aprovada pelo Congresso em 2023 manteve as cotas raciais e para pessoas com deficiência, incluiu os quilombolas e modificou regras de distribuição das oportunidades.

Uma das principais mudanças foi determinar que os candidatos beneficiários das cotas concorram inicialmente às vagas de ampla concorrência. Apenas aqueles que não conseguirem classificação nessa modalidade passam a disputar as vagas reservadas.

A nova legislação também reduziu o limite de renda para a subcota destinada aos estudantes de baixa renda, de um salário mínimo e meio para um salário mínimo por pessoa.

As duas iniciativas de Flávio Bolsonaro seguiram direção diferente. Em vez de preservar os critérios raciais e de deficiência, o senador propôs substituí-los pela renda familiar.

As emendas não foram aprovadas. Com isso, a legislação federal continua garantindo reservas específicas de vagas para pretos, pardos, indígenas e pessoas com deficiência, além de incorporar os quilombolas à política de cotas.


Professor Edgar Bom Jardim - PE

domingo, 4 de outubro de 2026

Segundo Turno definirá o próximo Presidente do Brasil. O que dizem os dois candidatos finalistas






Lula: 'Segundo turno será a prova dos nove'

Lula discursa ao lado de Geraldo Alckmin

Em primeiro pronunciamento após o resultado do primeiro turno, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que ficou atrás de Flávio Bolsonaro (PL), afirmou que o resultado das eleições muitas vezes é "inesperado" .

O petista falou em um hotel em São Paulo, ao lado de seu vice, Geraldo Alckmin, da primeira-dama, Janja da Silva, e de aliados, como Fernando Haddad e Guilherme Boulos.

"A gente nunca consegue tudo aquilo que a gente queria. Eu confesso que estava convencido de que eu ia ganhar as eleições no primeiro turno, mas eu já pensei isso outras vezes. Eu lembro que pensei que iria ganhar no primeiro turno quando disputei com Alckmin, mas não ganhei. Lembro que pensei que iria ganhar no primeiro turno quando disputei com José Serra, mas não ganhei", disse.

"Mas a gente tem um segundo turno, que é a hora da prova dos nove. É a hora de mostrar a verdadeira fotografia do Brasil de hoje e do Brasil que a gente quer."

Lula afirmou que, no segundo turno, vai focar em apresentar propostas de governo e começar uma nova campanha, com apenas dois candidatos. "A partir de amanhã, a gente começa a mostrar a diferença de propostas para o Brasil."

A gente vai mostrar o que foi feito e o que a sociedade espera que seja feito. Ninguém mais do que nós pode oferecer à sociedade brasileira um futuro."

"O povo tem que escolher. Do outro lado, temos apenas incerteza com a biografia de um passado tenebroso. Não há biografia do pai, do filho ou de outros parentes."


Flávio Bolsonaro: 'É o fim da era do PT'

Flávio Bolsonaro

Em seu primeiro pronunciamento após o resultado do primeiro turno, o senador Flávio Bolsonaro (PL), que terminou à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmou que o resultado mostra que os brasileiros querem mudança e declarou: “Está decretado o fim da era do PT.”

“Eu estou muito feliz com o resultado que eu assisti agora, quase 56 milhões de brasileiros e brasileiras me dando voto de confiança para mudança. Essa é a leitura de hoje: o Brasil quer mudança”, afirmou.

"Está decretado o fim da era do PT, a mudança no nosso país. A era do PT que só está deixando como legado um recorde de mulheres assassinadas, um recorde de brasileiros endividados, um recorde de altos impostos, um recorde de desesperança, um recorde de empresas fechadas."

Flávio também criticou Lula, disse que o petista só pensa em poder e que "só precisa de um mandato" para resolver os problemas do país. O senador ainda afirmou que vai indicar ao menos quatro ministros para o Supremo Tribunal Federal (STF) que, segundo ele, "não vão tentar interferir em eleições"

"Eu estou preocupado com o futuro do Brasil. Eu estou disputando o Brasil. E é assim que eu vou continuar me comportando nessas próximas três semanas. Com uma campanha limpa, com alguém que não está preocupado com perpetuação no poder. Eu sou o único candidato que assumiu o compromisso pelo fim da reeleição, porque eu só preciso de um mandato para colocar o brasileiro e a brasileira no centro do meu governo, para que eu possa atacar e resolver os problemas reais do Brasil. Eu quero oportunidade de cuidar do Brasil, eu quero oportunidade de cuidar do povo brasileiro", declarou.


Fonte: BBC


Professor Edgar Bom Jardim - PE

Quem são os governadores eleitos em 2026 e quais Estados terão 2º turno: veja os resultados




Jorginho Mello foi reeleito em Santa Catarina; Jerônimo Rodrigues, na Bahia; e Raquel Lyra, em Pernambuco
Legenda da foto,Jorginho Mello foi reeleito em Santa Catarina; Jerônimo Rodrigues, na Bahia; e Raquel Lyra, em Pernambuco
Published
Tempo de leitura: 7 min

Neste domingo (4/10), os 26 Estados e o Distrito Federal escolheram seus próximos governadores.

Essas são os Estados que elegeram os governadores em primeiro turno, segundo os dados oficiais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE):

  • Alagoas - JHC (PSDB)

Com 52% dos votos, o ex-prefeito de Maceió (2021-2026) João Henrique Caldas (PSDB) foi eleito governador de Alagoas. Antes da comandar a capital, foi deputado estadual e deputado federal.

  • Amapá - Dr Furlan (PSD)

Com 62% dos votos, o ex-prefeito de Macapá foi eleito governador do Amapá. Ele renunciou à prefeitura em março de 2026, um dia depois de ser afastado do cargo em uma investigação sobre suspeitas de fraude em licitação nas obras de um hospital. Ele nega irregularidades. O TRE-AP aprovou o registro de sua candidatura, mas a decisão foi contestada no TSE. Em 24 de setembro, o relator, ministro Dias Toffoli, votou pelo indeferimento do registro. Um pedido de vista do ministro André Mendonça suspendeu o julgament.

  • Bahia - Jerônimo Rodrigues (PT)

Governador da Bahia desde 2023, foi reeleito com 55% dos votos. Antes de ser governador, foi secretário estadual de Desenvolvimento Rural e de Educação nos governos de Rui Costa (PT)



  • Ceará - Elmano de Freitas (PT)

Governador do Ceará desde 2023, foi reeleito com 52,8% dos votos. Antes de ser governador, foi deputado estadual por dois mandatos e secretário municipal da Educação de Fortaleza.

  • Goiás - Daniel Vilela (MDB)

Governador de Goiás desde março de 2026, após a saída de Ronaldo Caiado (PSD), Vilela foi eleito com quase 59% dos votos. Já havia disputado o governo de Goiás em 2018. Antes, foi vice-governador, deputado federal, deputado estadual e vereador de Goiânia. É filho de Maguito Vilela, ex-governador e ex-senador por Goiás.

  • Maranhão - Eduardo Braide (PSD)

Ex-prefeito de São Luís, foi eleito governador com 54% dos votos. Foi deputado estadual por dois mandatos e deputado federal. Deixou a prefeitura em março de 2026 para disputar o governo do Maranhão.



  • Mato Grosso - Otaviano Pivetta (Republicanos)

Pivetta é governador de Mato Grosso desde março de 2026, após a renúncia de Mauro Mendes (União Brasil), de quem foi vice. Antes, foi prefeito de Lucas do Rio Verde por três mandatos e deputado estadual. Foi reeleito com mais de 60% dos votos

  • Mato Grosso do Sul (MS) - Eduardo Riedel (PP)

Governador de Mato Grosso do Sul desde 2023, Riedel foi reeleito com mais de 67% dos votos. Antes de ser governador, ele foi secretário estadual de Governo e Gestão Estratégica e, depois, de Infraestrutura no governo Reinaldo Azambuja. Foi eleito governador em 2022, em sua primeira disputa por um cargo eletivo.

Eduardo Riedel foi eleito governador do MS
Legenda da foto,Eduardo Riedel foi eleito governador do MS
  • Minas Gerais - Cleitinho Azevedo (Republicanos)

Senador por Minas Gerais desde 2023, foi eleito com 55% dos votos.. Antes, foi deputado estadual e vereador de Divinópolis. É irmão de Gleidson Azevedo, prefeito de Divinópolis, e de Eduardo Azevedo, deputado estadual.

  • Pará - Dr Daniel (Podemos)

Com 51% dos votos, o ex-prefeito de Ananindeua, cidade da Grande Belém, foi eleito governador do Pará. Antes de ser prefeito, foi vereador, deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa do Pará.

  • Paraná - Sérgio Moro (PL)

Senador pelo Paraná desde 2023, o ex-juiz federal foi eleito governador com 50,1% dos votos. Ex-ministro da Justiça e Segurança Pública do governo Jair Bolsonaro. Como juiz, foi responsável em primeira instância pelos processos da Operação Lava Jato em Curitiba e deixou a magistratura em 2018 para integrar o governo Bolsonaro.

  • Paraíba (PB) - Lucas Ribeiro (PP)

O atual governador foi reeleito governador na Paraíba. Ribeiro foi eleito vice-governador em 2022 e assumiu o governo em abril de 2026, com a renúncia de João Azevêdo (PSB). Antes, foi vereador de Campina Grande, principal cidade do interior paraibano, entre 2017 e 2020, e vice-prefeito, entre 2021 e 2022. É filho da senadora Daniella Ribeiro (PP) e neto de Enivaldo Ribeiro, ex-prefeito de Campina Grande.

Lucas Ribeiro
Legenda da foto,Lucas Ribeiro seguirá como governador da Paraíba
  • Pernambuco - Raquel Lyra (PSD)

Governadora de Pernambuco desde 2023, foi reeleita com 53% dos votos. Foi a primeira mulher eleita governadora de Pernambuco - e agora a primeira reeleita. Antes, foi prefeita de Caruaru por dois mandatos e deputada estadual por dois mandatos.

  • Piauí - Rafael Fonteles (PT)

Governador do Piauí desde 2023, Fonteles foi reeleito com mais de 70% dos votos. Antes de ser governador, foi secretário estadual da Fazenda entre 2015 e 2022. É filho do ex-deputado federal Nazareno Fonteles (PT).

Rafael Fonteles
Legenda da foto,Rafael Fonteles foi reeleito governador do Piauí
  • Rio Grande do Sul - Zucco (PL)

Luciano Zucco (PL) foi eleito governador do Rio Grande do Sul com quase 58% dos votos. Deputado federal pelo Rio Grande do Sul desde 2023 e ex-deputado estadual, cargo que exerceu entre 2019 e 2023. Tenente-coronel da reserva do Exército, deixou a carreira militar em 2019 e foi líder da oposição na Câmara dos Deputados em 2025.

Zucco é eleito governador do RS
Legenda da foto,Zucco é eleito governador do RS
  • Rondônia (RO) - Marcos Rogério (PL)

Senador por Rondônia desde 2019 e ex-deputado federal por dois mandatos, Marcos Rogério (PL) é o novo governador de Rondônia. Antes de chegar à Câmara dos Deputados, foi vereador de Ji-Paraná. Trabalhou como radialista e jornalista antes de entrar na política.

  • Roraima (RR) - Arthur Henrique (PL)

Ex-prefeito de Boa Vista, eleito em 2020 e reeleito em 2024, Arthur Henrique é o governador de Roraima. Renunciou à prefeitura da capital do Estado em abril de 2026. Foi o mais votado na eleição suplementar para governador, em junho, mas não foi proclamado eleito porque seu registro havia sido indeferido pelo TRE-RR (Tribunal Regional Eleitoral de Roraima), e os votos ficaram sob análise judicial.

  • Santa Catarina - Jorginho Mello (PL)

Governador de Santa Catarina desde 2023, Jorginho foi reeleito com mais de 68% dos votos. Foi senador de 2019 a 2022. Antes, foi deputado federal por dois mandatos e deputado estadual por quatro mandatos, tendo presidido a Assembleia Legislativa. Também foi vereador de Herval d'Oeste no início da carreira política.

  • São Paulo - Tarcísio de Freitas (Republicanos)

Governador de São Paulo desde 2023, foi reeleito com quase 63% dos votos. Foi ministro da Infraestrutura do governo Jair Bolsonaro entre 2019 e 2022. Antes, foi diretor-geral do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) e secretário do Programa de Parcerias de Investimentos no governo Michel Temer.

  • Sergipe - Fábio Mitidieri (PSD)

Governador de Sergipe desde 2023, foi reeleito com quase 60% dos votos. Foi deputado federal por dois mandatos. Antes, foi vereador de Aracaju, secretário municipal de Esporte e Lazer e secretário estadual do Trabalho. É filho de Luiz Mitidieri, ex-deputado estadual por Sergipe.

Os Estados que vão ao 2º Turno

  • Acre - Mailza Assis (PP) x Alan Rick (Republicanos)

Com 49% dos votos, Mailza Assis (PP) vai para o segundo turno na frente. Ela é a atual governadora do Acre, assumindo com a saída de Gladson Cameli (PP). Foi senadora entre 2019 e 2023. Já Alan Rick (Republicanos) foi deputado federal por dois mandatos e é senador pelo Acre desde 2023.

  • Amazonas - Omar Aziz (PSD) x Professora Maria do Carmo (PL)

Omar Aziz, senador pelo Amazonas desde 2015, vai tentar ser governador novamente. Ele governou o Estado entre 2010 e 2014. Teve 40% dos votos.

A professora Maria do Carmo é empresária e reitora da Fametro, universidade privada importante do Amazonas. Nunca exerceu cargo eletivo, mas já concorreu como suplente ao Senado e como vice-prefeita da cidade de Manaus em 2024.

  • Distrito Federal - Celina Leão (PP) x Leandro Grass (PT)

Governadora do Distrito Federal desde março de 2026, quando assumiu definitivamente o cargo após a renúncia de Ibaneis Rocha (MDB), Celina Leão terminou com 49% dos votos. Ela vai enfrentar Leandro Grasse (PT), ex-deputado distrital e ex-presidente do Iphan.

  • Espírito Santo - Lorenzo Pazolini (Republicanos) x Ricardo Ferraço (MDB)

Ex-prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini teve 49,6% dos votos no primeiro turno. Em segundo lugar, veio Ricardo Ferraço, com 34% dos votos. Ferraço é o atual governador do Espírito Santo desde abril de 2026, quando sucedeu Renato Casagrande (PSB).

  • Rio de Janeiro - Douglas Ruas (PL) e Eduardo Paes (PSD)

Douglas Ruas, deputado estadual em primeiro mandato e presidente da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro) desde 2026, teve mais de 49% dos votos. Policial civil de carreira, é filho de Capitão Nelson (PL), prefeito de São Gonçalo.

Ele enfrenta Eduardo Paes (PSD), ex-prefeito do Rio de Janeiro, eleito quatro vezes para o cargo.

  • Rio Grande do Norte - Allyson Bezerra (União) x Cadu de Lula (PT)

O primeiro turno no RN teve Allyson Bezerra e Cadu de Lula com 36% dos votos, com Allyson um pouco à frente

Allyson é ex-prefeito de Mossoró, eleito em 2020 e reeleito em 2024. Antes, foi deputado estadual por um mandato. Cadu é ex-secretário da Fazenda do Rio Grande do Norte e auditor fiscal do Estado desde 2005. Antes de comandar a Fazenda, foi secretário estadual de Tributação.

  • Tocantins - Professora Dorinha (União) x Vicentinho Júnior (PSDB)

Professora Dorinha (União), senadora pelo Tocantins desde 2023, aparecia na frente no primeiro turno, com 45% dos votos. Vicentinho Júnior, deputado federal pelo Tocantins desde 2015, tem 43%.


Professor Edgar Bom Jardim - PE

Raquel Lyra é reeleita



                  


Professor Edgar Bom Jardim - PE

Apuração Eleições 2026. Confira tudo aqui









Professor Edgar Bom Jardim - PE