domingo, 21 de maio de 2023

Olhares Para o Rio Tracunhaém - 21ª SNM - Museus, Sustentabilidade e Bem...

        Rio Tracunhaém Bom Jardim- PE -  Foto: Pollyanna Valença- Museu de Bom Jardim


sexta-feira, 19 de maio de 2023

A arte celebra a Sustentabilidade: atear vida em tempos de morte

21ª Semana Nacional de Museus em Bom Jardim Pernambuco 


Yuri Francisco - Diálogos com estudantes das escolas Sonho Meu, EREM Justulino Ferreira Gomes e EREM Raimundo Honório. Momento de reflexão, compreensão sobre a vida dos povos originários, políticas genocidas, política de Estado, arte, sustentabilidade e bem-estar. 







Hoje foi um dia inesquecível para dezenas de adolescentes de nossa terra. Muitos estudantes tiveram a oportunidade de visitar um museu pela primeira vez. 

Momento ímpar, aula diferente,  diversidade, experiência sensorial que estrutura a compreensão de temas da atualidade. Ficou claro, comprovado, o Museu de Bom Jardim é um ambiente de múltiplas aprendizagens e  encantamentos. Durante toda semana, estudantes, professores, escolas, artesãos, artistas e profissionais da cultura estiveram mobilizados para o sucesso das diferentes ações. 

A Semana Nacional de Museus é um evento criado pelo IBRAM. O tema celebrado neste ano é: Museus, Sustentabilidade e Bem-Estar. Foram muitas leituras, reações, revelações, pesquisas, produções, falações, encontros e encantamento no Museu de Bom Jardim. 


O coletivo do artesanato esteve presente assumiu seu lugar de fala divulgando o artesanato, sensibilizando nossas juventudes. Mac Sedícias fez apresentações musicais para  destacar memórias da nossa identidade histórica.




Imagens: Edgar S. Santos- Museu de Bom Jardim
Professor Edgar Bom Jardim - PE






sábado, 13 de maio de 2023

Semana Nacional de Museus: Museu de Bom Jardim revela talentos no Canal do YouTube.




O Museu de Bom Jardim participa da 21ª Semana Nacional de Museus, ação idealizada pelo Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM).
 
Em todo território nacional o setor museal se articula com o objetivo de intensificar a relação dos museus com a população.

O tema  celebrado neste ano é: "Museus, sustentabilidade e bem-estar ". A 21ª Semana Nacional de Museus (SMN) ocorrerá entre o período de 15 a 21 de maio 2023.

A programação do Museu de Bom Jardim terá exposição de artes integradas, oficinas de arte, roda de diálogos, ensaio fotográfico, feira cultural, exibição de vídeos no canal Museu de Bom Jardim no YouTube. Fique por dentro. Acessehttps://www.youtube.com/@museudebomjardim228

A programação é gratuita - Classificação livre - Horário: 8:00h às 12:00h e 13:00 às 15:00h. Local Rua Manoel Augusto nº 90, Centro Bom Jardim. 

Assista agora






Professor Edgar Bom Jardim - PE

terça-feira, 9 de maio de 2023

Museu de Bom Jardim participa do I Encontro da Rede de Museus de Pernambuco com Secult-PE, Fundarpe e Remupe

I Encontro da Rede de Museus de Pernambuco foi ponto de partida para a retomada do diálogo entre museus e o Governo Estadual e fortalecimento de políticas públicas



Foi entregue pela Rede de Museus de Pernambuco (Remupe) um documento basilar com demandas e proposições do setor museológico para a Secretaria de Cultura do Estado de Pernambuco e a Fundarpe.

Em tempos de diluição de fronteiras e novas formas de fruição a partir dos dispositivos digitais, como pensar e planejar os museus? Este questionamento comum aos museólogos, historiadores, produtores culturais, artistas e tantos outros profissionais que atuam no segmento foi o ponto de partida do 1º Encontro da Rede de Museus de Pernambuco, com a Secretaria de Cultura de Pernambuco (Secult-PE) e Fundarpe. Ocorrido nesta terça-feira (9) no Museu do Estado de Pernambuco (Mepe), o evento marcou a retomada do diálogo entre os órgãos governamentais e a rede museal pernambucana, representada por gestores de todas as regiões do Estado.

Como destacou o secretário de Cultura, Silvério Pessoa, a participação da Secult-PE nesta rede reafirma a missão pedagógica e de troca de conhecimento da instituição. “Uma secretaria de Cultura aberta, em movimento é necessária para o campo da museologia. O dia de hoje marca essa nossa proposta reafirmando questões como a ancestralidade, a memória oral e visual, os registros em suas formas mais variadas”, pontuou. “Nossa gestão está com dois grandes eixos baseados em uma política cultural e de um sonho que estão relacionados com o subúrbio e com essa urbanidade que está em constante diálogo com a tecnologia. Dentro da realidade do mundo de hoje, como ficam os novos tempos de contemplação?”

O secretário-executivo de Cultura, Leo Salazar, ratificou o compromisso da governadora Raquel Lyra com o fortalecimento das políticas públicas na área da museologia e com a interiorização das ações. Uma escuta ativa da classe vem sendo realizada através dos programas SECULT-PE de ANDADA e Fala, Periferia!, experiências que, para Leo, só têm a somar com a Rede de Museus de Pernambuco.


 

Em tempos de diluição de fronteiras e novas formas de fruição a partir dos dispositivos digitais, como pensar e planejar os museus?

Na ocasião, foi entregue pela Rede de Museus de Pernambuco (Remupe) um documento basilar com demandas e proposições do setor museológico para a Secretaria de Cultura do Estado de Pernambuco e a Fundarpe. Assinada pelas instituições representadas na Remupe e por profissionais e agentes culturais, a carta destaca a diversidade cultural e patrimonial presentes nos mais de 150 museus no Estado e propõe propostas, soluções e ações práticas divididas em nove eixos.

São eles: Mecanismos e Gestão, Incentivo e Fomento, Estruturação de Espaços Museais e de Memória Social, Museus e Patrimônio, o Valorização Profissional e Formação, Museus e Educação, Política de Combate ao Preconceito, Produção e Pesquisa e Museus e Turismo. Confira aqui o documento na íntegra.

A gerente de Equipamentos Culturais da Fundarpe, Maria Rosa Maia, que esteve representando a presidente da instituição, Renata Borba, destacou a importância deste documento para o fortalecimento da rede e para a construção de ações futuras. A mesa também foi composta pela coordenadora-geral do Funcultura, Clarice Andrade, e, pela Rede de Museus, a mesa também contou Elinildo Marinho, do Museu das Tradições do Cavalo Marinho Boi Pintado, e Fabiana Salles, do Museu da Abolição.

Após as considerações dos representantes do Governo do Estado e da Remupe sobre as propostas do documento, houve um segundo momento marcado pelas contribuições dos presentes. Além do Recife da das cidades da Região Metropolitana, museus de Bom Jardim, Vitória de Santo Antão, Jatobá, Afrânio, Escada, Igarassu e tantos outros municípios de todas as regiões de Pernambuco estiveram representados. Uma construção coletiva que vive agora um novo momento marcado pela retomada das discussões e pela vontade política de colocar as ações em prática.


Fotos: Felipe Souto
Por Secult-PE/Fundarpe
Professor Edgar Bom Jardim - PE

terça-feira, 11 de abril de 2023

Lula é alegria, trabalho e esperança do povo brasileiro



Lula ergue os braços em aceno para o público durante sua posse presidencial

CRÉDITO,REUTERS

Legenda da foto,

Lula 100 dias de alegria, trabalho e esperança


Os primeiros cem dias do terceiro mandato presidencial de Luiz Inácio Lula da Silva foram marcados por mudanças profundas em relação à gestão anterior, de Jair Bolsonaro.

O petista reestabeleceu uma relação mais harmônica entre os Poderes, removeu militares de cargos civis, resgatou o multilateralismo na política externa, adotou um controle mais rígido sobre armas e passou a valorizar a vacinação e a proteção ambiental, ampliou os recursos para merenda escolar, bolsas de estudos, ciência e tecnologia, retomou bolsa família, minha casa minha vida, programa de vacinação em massa, criou novos ministério para avançar nas questões dos povos originários, igualdade racial, cultura, justiça, meio ambiente e pesca, por exemplo.

O povo brasileiro voltou a ter esperança. Jornalistas não são mais ameaçados de apanhar ou morrer pelo gado do cercadinho. A educação volta a ser pensada com seriedade, acabou o tráfico de influência religiosa no ministério da educação. 

Mesmo tendo cumprido 30% dos seus compromissos de campanha  em apenas  100 dias após a posse, o presidente Lula tem enfrentados os destruidores do meio ambiente, grileiros, pistoleiros do agronegócios, parte da imprensa, banqueiros, dirigentes do banco central, a bancada da bala, o bolsonarismo, lideranças das religiões evangélicas, os pitbulls milicianos reprodutores do ódio, criadores das notícias falsas, tramadores dos atentados terroristas de 8 de janeiro.

O presidente Lula conseguiu retomar o respeito, a paz e a harmonia entre os Poderes da República, abriu novos caminhos para o diálogo internacional, reativou o reconhecimento da nossa diplomacia entre os diversos organismos internacionais. Lula já visitou e recebeu diversos líderes mundiais. Atualmente, faz  nova viagem à China com centenas de empresários. O G7 já convidou o presidente Lula para sua próxima reunião. 

Breve, muito em breve veremos uma onda crescente de trabalho, redução da fome  e a melhoria da qualidade de vida do povo brasileiro.





LEIA

Íntegra do discurso lido pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante evento que marca os 100 dias da gestão do Governo Federal em Brasília (DF), no dia 10 de abril de 2023

Brasília, 10 de abril de 2023

Quero começar citando uma frase muito pequena, mas que traduz a enormidade do desafio que cumprimos nesses primeiros 100 dias de governo:

O Brasil voltou.

Antes de tudo, o Brasil voltou a ter governo. Um governo que se espelha no povo brasileiro e acorda cedo para trabalhar.

O Brasil voltou para trabalhar naquilo que deveria ser a razão de ser de todos os governos: cuidar das pessoas.

O Brasil voltou a cuidar sobretudo dos brasileiros e brasileiras que mais precisam, e que nesses últimos anos foram as principais vítimas da ausência de governo.

O Brasil voltou para conciliar novamente crescimento econômico com inclusão social. Para reconstruir o que foi destruído e seguir adiante.

O Brasil voltou para ser outra vez um país sem fome.

Ao mesmo tempo que prepara o terreno para as obras de infraestrutura que foram abandonadas ou ignoradas pelo governo anterior, o Brasil voltou a cuidar de saúde, educação, ciência e tecnologia, cultura, habitação, segurança pública.

O Brasil voltou com ações e programas que ajudaram a resgatar a dignidade, a cidadania e a qualidade de vida do povo brasileiro:

O Bolsa Família. O Programa de Aquisição de Alimentos. O Programa Nacional de Alimentação Escolar. O Minha Casa Minha Vida.

O Mais Médicos. O Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania, e tantos outros.

O Brasil voltou a cuidar do que era urgente e inadiável: o povo brasileiro.

Senhores ministros, senhoras ministras, meus amigos e minhas amigas.

O Brasil voltou a olhar para o futuro.

Olhar para o futuro significa investir em rodovias, ferrovias, portos, aeroportos, geração e transmissão de energia, conectividade, expansão do pré-sal, energia solar e eólica, entre outras iniciativas que irão colocar outra vez o Brasil no rumo do desenvolvimento.

Mas significa, antes de tudo, olha para as pessoas.

Não se constrói um país verdadeiramente desenvolvido sobre as ruínas da fome, dos ataques à democracia, do desrespeito aos direitos humanos e das desigualdades de renda, raça e gênero.

Não se chega a lugar nenhum deixando para trás a metade mais sofrida da nossa população.

Por isso, foi preciso reerguer alicerces, pavimentar novamente a estrada em direção ao futuro. E foi o que fizemos nestes primeiros 100 dias de governo.

O Brasil voltou a cuidar da saúde, com o Mais Médicos renovado e ampliado, que vai aonde a população desassistida está, e com o Programa Nacional de Imunização, para evitar que um único brasileiro adoeça ou morra por falta de vacina. Ao mesmo tempo, a primeira etapa dos mutirões de cirurgias começou em todo o país.

O Brasil voltou com ações efetivas de combate à violência contra as mulheres. E avançou no combate à desigualdade de gênero no mundo do trabalho, enviando ao Congresso Nacional a Lei de Igualdade Salarial entre mulheres e homens.

O Brasil voltou para cuidar de seus primeiros habitantes. Criou o Ministério dos Povos Indígenas, deflagrou ações emergenciais para interromper o genocídio dos yanomami, provocado pelo governo anterior.

O Brasil voltou para fazer reparação histórica ao povo negro deste país, com o Ministério da Igualdade Racial, a titulação de terras quilombolas e a cota para negros nos cargos de chefia do serviço público.

O Brasil voltou a cuidar de seus biomas, sobretudo da maior floresta tropical do planeta, com o restabelecimento do Fundo Amazônia e a criação e instalação da Comissão de Prevenção e Controle do Desmatamento.

O Brasil voltou a ter uma política externa ativa e altiva, retomando as boas relações com todos os países do mundo.

O Brasil voltou a dialogar com prefeitos, governadores, deputados, senadores. O Brasil voltou a conversar sobretudo com a sociedade civil, por meio da recriação do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e o Conselho de Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social Sustentável, entre outras instâncias de participação.

O Brasil voltou a cultivar a harmonia e o convívio republicano entre os Três Poderes, cujo maior exemplo foi a pronta reação à tentativa de golpe de 8 de janeiro.

No dia seguinte à barbárie, os Três Poderes marcharam unidos – do Palácio do Planalto ao Supremo Tribunal Federal, passando pelo Congresso Nacional – para dizer NÃO ao fascismo.

O Brasil voltou a dizer SIM à democracia.

Meus amigos e minhas amigas.

Foram 100 dias de muito trabalho. Temos mais 1.360 dias para seguir reconstruindo este país. E já estamos a caminho.

Apresentamos o novo arcabouço fiscal, que traz soluções realistas e seguras para o equilíbrio das contas públicas. Que dá um fim às amarras irracionais – e sistematicamente descumpridas – do falido teto de gastos. Que garante a volta do pobre ao orçamento. E que possibilita a aplicação de recursos no desenvolvimento econômico do país.

Estamos trabalhando em uma reforma tributária que corrige as distorções históricas de um sistema de tributação regressivo e injusto para os brasileiros e os entes federados. E cria um ambiente muito mais dinâmico e descomplicado para o setor empresarial.

Retomamos a capacidade de planejamento de longo prazo. E esse planejamento será traduzido em um grande programa que traz de volta o papel do setor público como indutor dos investimentos estratégicos em infraestrutura.

Com muito diálogo federativo, vamos retomar as obras paradas e acelerar as que estão em ritmo lento, além de selecionar novos investimentos estratégicos para o país.

Já recebemos dos governos de cada estado uma lista de obras prioritárias, e os ministérios estão identificando outros investimentos estruturantes. Até o início de maio, anunciaremos a lista definitiva de empreendimentos e os mecanismos que farão com que eles saiam rapidamente do papel e gerem milhões de empregos de qualidade.

Vamos aproveitar a experiência que já tivemos com o PAC e os programas de concessão para aprimorar esses mecanismos, tornando-os ainda mais eficientes.

Articularemos ainda com mais eficiência os investimentos públicos e privados e o financiamento dos bancos oficiais, em uma mesma direção: a do desenvolvimento com inclusão social e sustentabilidade ambiental.

Nosso programa de investimentos estratégicos em infraestrutura contará com seis eixos: transportes; infraestrutura social; inclusão digital e conectividade; infraestrutura urbana; água para todos e transição energética.

A transição energética será acelerada. Vamos lançar editais para contratação de energia solar e eólica que, somados, representarão capacidade de geração equivalente à de nossas maiores usinas hidrelétricas. E os leilões para novas linhas de transmissão irão tornar ainda mais rápida e atrativa a implantação desses parques de energia limpa.

E não perderemos a oportunidade de nos tornarmos uma potência global do hidrogênio verde.

A Petrobrás financiará a pesquisa para novos combustíveis renováveis. Ao mesmo tempo, retomará o papel protagonista nos investimentos, ampliando a frota de navios da Transpetro e gerando emprego em nossos estaleiros.

Na inclusão digital e conectividade, levaremos Internet de alta velocidade para as escolas e para os equipamentos sociais, a exemplo de postos de saúde, melhorando o acesso dos profissionais e dos usuários aos prontuários e exames.

No transporte, as ferrovias, rodovias, hidrovias e portos voltarão a ser pensadas de modo estruturante. Reduzirão o custo do escoamento de nossa produção agrícola. E incentivarão o florescimento de uma nova base industrial, mais tecnológica e mais limpa.

Vamos acelerar a construção das ferrovias, essenciais para a integração do país e o escoamento da nossa produção agrícola.

Além disso, vamos equacionar as concessões de rodovias e aeroportos que ficaram desequilibradas, retomando os investimentos previstos.

No eixo de água para todos, a Integração do São Francisco retomará seu ritmo. Concluiremos obras fundamentais, a exemplo da adutora do Agreste Pernambucano; do Cinturão das Águas do Ceará; do Canal Acauã-Araçagi da Paraíba; e da Barragem Oiticica do Rio Grande do Norte.

Na infraestrutura urbana, investiremos fortemente na melhoria das condições de habitação e vida das pessoas que moram em favelas, palafitas e outros locais precários. E vamos tirar do papel obras de prevenção a desastres causados por cheias e deslizamentos.

O Minha Casa, Minha Vida contratará 2 milhões de moradias.

O Novo Marco do Saneamento, aprovado na semana passada, remove as amarras que por tanto tempo impediram o investimento no setor. Em dez anos, vamos praticamente universalizar o fornecimento de água tratada e a coleta e tratamento de esgoto, com investimentos públicos e privados.

A qualidade de vida nas cidades não se faz apenas de casas, saneamento e transporte. E é exatamente por isso que o programa também conta com um eixo específico para infraestrutura social, com investimentos em hospitais, escolas, creches e centros de cultura e de esportes.

Para além do programa de investimentos estratégicos em infraestrutura, lançaremos em maio o Plano Safra do agronegócio. Queremos aumentar a produtividade no campo, e criar mecanismos que garantam a sustentabilidade socioambiental.

O Brasil voltará a ser referência mundial em sustentabilidade e enfrentamento das mudanças climáticas. E cumprirá as metas de redução de emissão de carbono e desmatamento zero.

O desmatamento será combatido em todos os biomas brasileiros. Desenvolveremos a economia da sociobiodiversidade, integrando a pesquisa científica e o conhecimento tradicional.

A mudança para uma economia de baixo carbono será tratada como estratégia de desenvolvimento do país. A transformação da estrutura produtiva nacional passará por uma Reindustrialização Verde e Digital.

O combate às mudanças climáticas também se dará nos centros urbanos. Vamos incentivar e promover ações de redução das emissões de carbono na mobilidade urbana e na construção civil.

Minhas amigas e meus amigos,

Sempre tenho dito que governar é cuidar das pessoas. E que garantir que cada brasileira e cada brasileiro consiga fazer as três refeições do dia é minha obsessão.

O Brasil sairá novamente do Mapa da Fome com a integração das ações já existentes e outras que serão articuladas pela Câmara Interministerial que reúne 24 de nossos 37 ministérios.

A população mais pobre e a classe média precisam se ver livre das amarras das dívidas.

Com o Programa Desenrola, os consumidores poderão renegociar seus débitos e limpar seus nomes.

Vamos trabalhar para que os bancos públicos possam garantir crédito facilitado e com prazos adequados para micro, pequenas e médias empresas e cooperativas, além de microcrédito para empreendedores individuais.

Nossas crianças e jovens vão recuperar o tempo perdido na pandemia. Em conjunto com estados e municípios, desenvolveremos políticas para superar a defasagem no ensino, a evasão e o abandono escolar.  A escola de tempo integral, da creche ao ensino médio, ganhará maior amplitude. E nossos estudantes, educação de qualidade.

Ampliaremos vagas nas universidades. Retomaremos o Programa Nacional de Assistência Estudantil, que assegura a permanência dos estudantes carentes no ensino superior.

Depois de anos congeladas, as bolsas da Capes e do CNPq foram reajustadas, beneficiando 258 mil doutores, mestres e pesquisadores.

Fortaleceremos o Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, para que universidades e centros de pesquisa produzam ainda mais conhecimento para alavancar o desenvolvimento nacional.

Na saúde, retomaremos o Aqui Tem Farmácia Popular, garantindo medicamentos gratuitos e baratos para a população.

E implantaremos a rede atenção médica especializada multiprofissional, perto do usuário que precisa de consultas, exames e cirurgias com menor tempo de espera.

Cuidar das pessoas também é garantir sua segurança, em especial daqueles que mais sofrem com a violência.

Uniremos os estados, municípios e a sociedade civil organizada em um pacto para enfrentar o massacre dos jovens negros e da periferia.

As políticas para combater todas as formas de violência contra as mulheres serão ampliadas por meio do Programa Mulher Viver Sem Violência e das novas unidades da Casa da Mulher Brasileira. E garantiremos que não haja impunidade aos agressores.

Em parceria com Estados e municípios, iremos ampliar as políticas de garantia de direitos às juventudes, aos idosos, às pessoas com deficiência e à comunidade LGBTQIA+.

Como já fizemos com o povo yanomami, seguiremos protegendo os direitos e os territórios dos povos indígenas, povos e comunidades tradicionais, quilombolas e de comunidades de matriz africana e de terreiro, assegurando  o bem viver e a cidadania.

O combate ao crime organizado e às facções criminosas será prioridade. Fortaleceremos as áreas de investigação e a inteligência tecnológica das forças policiais. E valorizaremos de verdade os profissionais de segurança, usando programas como o Bolsa Formação.

Seguiremos combatendo a desinformação nos meios analógicos e digitais, contribuindo de maneira firme com o debate sobre a regulamentação das plataformas digitais que ocorre no Congresso Nacional.

O acesso à cultura, ao esporte e ao lazer será ampliado, bem como o apoio aos empreendedores culturais e aos atletas de alto rendimento.

Seguiremos fortalecendo a democracia brasileira, enfrentando e vencendo a ameaça totalitária, o ódio, a violência, a discriminação e a exclusão que pesam sobre o nosso país.

Ampliaremos ainda mais o diálogo com o Legislativo, o Judiciário, os entes federados e a sociedade brasileira.

Ainda neste semestre, serão deflagrados os debates do Plano Plurianual Participativo. Com atividades nos 27 Estados, ele possibilitará à sociedade participar ativamente no processo de planejamento das ações para a reconstrução do Brasil. E contribuirá muito para a transparência orçamentária.

Minhas amigas e meus amigos.

Cada ministra e cada ministro aqui presentes, juntamente com suas equipes, merecem todo o nosso reconhecimento, pelo tanto que foram capazes de entregar em tão pouco tempo.

Mas a mensagem principal que deixo aqui é a seguinte: se preparem, pois temos de trabalhar muito mais.

Quero terminar citando outra frase, que traduz o nosso sentimento ao fim destes primeiros 100 dias:

O Brasil voltou a ter futuro. E isso é apenas o começo


Fonte:https://www.gov.br/planalto/pt-br/ 
Foto: BBC Brasil /  Reuters

Professor Edgar Bom Jardim - PE

Violência nas escolas




Após uma série de ataques em escolas pelo Brasil, o temor por novos casos espalhou-se pelas redes sociais e pelas escolas de Pernambuco. Em entrevista concedida à Rádio Folha na manhã desta terça-feira (11), o presidente do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino no Estado de Pernambuco (Sinepe), José Ricardo Diniz, afirmou que as instituições privadas têm tomado providências sobre as ameaças de ataques. 

“Já vínhamos preocupados com a segurança há bastante tempo. As escolas redobraram a segurança, com novas políticas de acesso, entrada e saída. Essas medidas foram tomadas por conta dos acontecimentos recentes aqui no Brasil”, disse José Ricardo Diniz.

De acordo com o representante das escolas privadas, 2.100 instituições de ensino foram orientadas sobre os cuidados em relação à segurança. Diniz chama atenção, ainda, para um trabalho de integração entre os órgãos responsáveis pela segurança pública e as gestões das escolas. “Estamos mantendo um contato com o serviço de inteligência da SDS [Secretaria de Defesa Social de Pernambuco], através da subchefia da Polícia Civil. Desde sexta-feira (7), estamos nesse trabalho, que não é algo fácil, é extremamente complexo”.

A galera do bem tem que continuar correndo, com inteligência. Não vai adiantar só força policial, força física; o aparato físico policial por si só não resolve. Nesse sentido, a questão da inteligência deve desempenhar um papel fundamental”, completou Diniz.

Sobre ameaças compartilhadas nas redes sociais por supostos agressores, o presidente do Sinepe afirma que tais postagens não podem ser relativadas. “A gente não pode, nem deve, desdenhar, nem superlativar o que tem nas redes sociais. Isso é o que a turma do mal quer. Também não podemos fazer com que nós mesmos disseminemos o pânico.”, afirmou José Ricardo Diniz.

“A sociedade, as famílias, devem estar atentas ao comportamento dos adolescentes. Nós não devemos pensar que estamos invadindo os espaços deles, não se trata disso. É sobre exercer nosso papel de pai, mãe, responsáveis, pela educação deles. A escola também tem um papel fundamental nesse processo e no desenvolvimento da cidadania”, completou.

Nos últimos dias, uma série de ameaças foi compartilhada nas redes sociais; nelas, os supostos alvos seriam escolas da Região Metropolitana do Recife e de outros municípios pernambucanos. Sobre as postagens, a Secretaria de Defesa Social (SDS-PE) afirmou que haverá uma mobilização integrada no monitoramento e combate às ameaças de violência nas escolas.

"As redes sociais estão sendo monitoradas e, com isto, já foram identificados e encaminhados para delegacias competentes suspeitos de praticarem ameaças e atos semelhantes a terrorismo", disse a Secretaria em nota. 

Nesta terça (11), representantes das secretarias de Educação e Esportes e de Defesa Social de Pernambuco se reúnem com os gestores das Gerências Regionais de Educação para discutir o assunto. O encontro deve acontecer por meio de uma videoconferência


Professor Edgar Bom Jardim - PE

segunda-feira, 10 de abril de 2023

Brasileiros se preocupam mais com pobreza do que com mudanças climáticas




Favela no Rio de Janeiro

CRÉDITO,REUTERS

Legenda da foto,

Pobreza e a desigualdade social é o tema apontado como mais problemático pelos brasileiros — citado por 41% dos entrevistados, contra 31% da média mundial



Os brasileiros se preocupam mais com pobreza e desigualdade social, crime e violência e corrupção do que com inflação, mudanças climáticas, conflito militar entre nações e covid-19.

Essa é a conclusão de uma pesquisa online global realizada pelo Instituto Ipsos em 29 países entre fevereiro e março deste ano.

Segundo a sondagem, que ouviu 24.516 pessoas entre 16 a 74 anos no total, das quais 1 mil no Brasil, a pobreza e a desigualdade social formam o tema apontado como mais problemático pelos brasileiros — citado por 41% dos entrevistados, contra 31% da média mundial. A pesquisa tem margem de erro de 3,5 pontos porcentuais para mais ou para menos.

Além do Brasil, Bélgica, Holanda e Japão consideram a pobreza e desigualdade como sua maior fonte de preocupação


"Pobreza e desigualdade social foi a agenda da eleição", lembra Helio Gastaldi, diretor de pesquisas de opinião pública e reputação corporativa na Ipsos Brasil.

"A pandemia de covid-19 afetou de forma drástica todos os países do mundo, mas mais notadamente aqueles com maior desigualdade social e com maior proporção da população economicamente ativa atuando na informalidade".

"O Brasil perdeu muitas vagas de emprego, e a população que vivia na informalidade, com todas as suas dificuldades que ela traz, encarou um período muito desafiador. Quando a situação começou a se normalizar, passamos a viver um período de inflação alta, que acaba afetando mais fortemente os mais pobres", conclui.

Já inflação lidera o ranking global — e tem sido assim nos últimos 12 meses, mas não no Brasil.

Entre fevereiro e março, quatro em cada dez pessoas (42%) ouvidas pelo levantamento consideraram a alta dos preços como o mais preocupante entre todos os 18 temas pesquisados, que vão desde inflação a acesso ao crédito, passando por pobreza e desigualdade social, crime e violência, corrupção, saúde, impostos, entre outros.

No Brasil, contudo, a inflação só foi apontada como preocupante por 28% dos entrevistados, portanto, abaixo da média mundial (42%).

Entretanto, Gastaldi faz uma ressalva.

"A inflação hoje está menos da metade do que o pico, de 11%. Naquele momento, as pessoas reportavam a inflação como preocupante, pois percebiam a escalada dos preços. Mas a população continua sentindo seus efeitos. Ela deixa de reportar a inflação como problemática, mas continua sentindo suas consequências, e passa a expressar suas opiniões de forma diferente", nota.

Em relação à inflação, os argentinos foram os mais preocupados (66%), enquanto os indonésios (22%) os menos preocupados.

Segundo o levantamento, em fevereiro, pela primeira vez, mais da metade dos entrevistados na Colômbia, França e Austrália considerou a subida dos preços como problemática.

No mês passado, Hungria, Estados Unidos, Coreia do Sul e Itália registraram o maior nível de preocupação, mas desde então esse índice caiu, com destaque para os húngaros, com redução de nove pontos percentuais na comparação mensal.

Além da pobreza e desigualdade e inflação, os brasileiros também demonstraram maior preocupação com crime e violência (36%) e corrupção política e financeira (31%) — em ambos os temas o índice nacional está acima da média global, respectivamente, 29% e 26%.

Em relação ao crime e violência, os sul-africanos foram os mais preocupados (59%). Já os poloneses, os menos preocupados (3%). Sobre corrupção política e financeira, a África do Sul também liderou o ranking (55%). Na outra ponta, aparece Cingapura (3%).

No caso do desemprego, o Brasil está em linha com a média global. Dos entrevistados, 28% afirmaram que a falta de trabalho é preocupante, patamar similar ao restante do mundo.

Nesse quesito, os sul-africanos foram os que mais demonstraram preocupação com a falta de trabalho (67%). Na outra ponta, estão os holandeses — o desemprego foi citado apenas por 7% dos entrevistados.

Menor preocupação

Mulher em supermercado

CRÉDITO,PA MEDIA

Legenda da foto,

Inflação lidera ranking global — e tem sido assim nos últimos 12 meses, mas não no Brasil

Além da inflação, os brasileiros também se disseram menos preocupados com mudanças climáticas (9%), conflito militar entre nações (2%) e covid-19 (5%). Em todos esses tópicos, o índice nacional é inferior às médias globais de 15%, 10% e 6%, respectivamente.

Questionado sobre a menor preocupação do brasileiro com as mudanças climáticas, Gastaldi diz que o tema continua influenciado pelo nível socioeconômico e saiu do radar do governo anterior, de Jair Bolsonaro (PL).

"Há dois fatores para isso. O primeiro tem a ver com a classe. A percepção desse problema é muito mais presente na classe média do que na população mais pobre, que enxerga dificuldades muito mais urgentes", diz.

"Em segundo, esse tema entra diretamente na agenda de comunicação do governo anterior, do grupo político que governou o Brasil nesse período. Houve muitas informações desencontradas em vários assuntos, especialmente em relação ao meio ambiente. Isso deixou parte da população num estado de indiferença por não compreender não só a gravidade do tema, mas não ter mais clareza sobre a pertinência dele", acrescenta.

No caminho certo?

No mês passado, pela primeira vez desde que a pesquisa começou a ser feita, em 2010, mais da metade dos entrevistados brasileiros disse considerar que o país estava no rumo certo (56%).

Esse porcentual variou ligeiramente para baixo em março (55%), o que, segundo Gastaldi, indica "uma oscilação dentro da margem de erro, mas claramente um ponto de arrefecimento nesse crescimento".

Ele disse acreditar que o índice continue positivo, mas que não deve subir nos próximos meses.

Em sua leitura, isso tem a ver com o otimismo em relação ao novo governo, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas já dá sinais de que está cedendo após 100 dias do início do mandato.

"Já tínhamos uma perspectiva de melhora desde o ano passado. Chegou a 35% em novembro e para 40% em dezembro. Havia uma expectativa de mudança quanto ao novo governo. Em janeiro, chegou a 48%. E, em fevereiro, 56%".

"Parece que a população também está fazendo um balanço de que o governo está com dificuldade de cumprir tudo o que prometeu, embora o voto de confiança continue. O cenário é positivo e traz alento, mas a percepção é de que não houve grandes mudanças. Não parece um grande entusiasmo de que o governo entregou o que a população queria nesses 100 dias", nota Gastaldi.

O índice brasileiro, no entanto, é bem superior à média global. No mundo, apenas 38% consideram que seus países estão no caminho certo, e 62%, no caminho errado.

Nessa categoria, os mais otimistas são os indonésios — 83% acreditam que seu país está no caminho certo.

Já os argentinos são os mais pessimistas, com apenas 13% compartilhando uma visão positiva sobre o futuro do país.

A sondagem também verificou a opinião dos entrevistados quanto à situação econômica atual de seus países.

Entre os brasileiros, 32% avaliaram como "boa" e 68% "ruim", um pouco abaixo da média mundial de 33% e 67%, respectivamente.

A melhor avaliação positiva veio de Cingapura, com 77% considerando como "boa" a situação econômica de seu país. Na outra ponta, estão os japoneses e os argentinos — em ambos os países, 91% dos entrevistados descreveram-na como "ruim".


  • Luis Barrucho
  • Role,Da BBC News Brasil em Londres

Professor Edgar Bom Jardim - PE