O Banco Master foi citado pela primeira vez na CPMI do INSS no depoimento do advogado Eli Cohen, em 1º de setembro do ano passado, dois meses antes de o Banco Central determinar a dissolução do banco e de Vorcaro ser preso preventivamente pela primeira vez, junto com outros executivos do Master – também alvos das comissões.
Cohen, considerado o primeiro a investigar de forma privada e depois denunciar o esquema de descontos indevidos de aposentados e pensionistas, acusou bancos de operarem fraudes em empréstimos consignados para aposentados, entre eles o Master. Na ocasião, porém, poucos parlamentares deram atenção à menção ao Master. Dois deputados chegaram a apresentar requerimentos para convocar Vorcaro, mas eles não foram pautados de imediato.
O cenário mudou depois que o banqueiro e outros dirigentes foram presos em 18 de novembro e após a CPMI, no mesmo mês, receber informações da Secretaria Nacional do Consumidor. Segundo o órgão, o Master era um dos bancos com maior número de reclamações relacionadas à produtos de crédito consignado, o que motivou novos pedidos para convocá-lo e prestar esclarecimentos sobre a atuação do banco.
No início de dezembro, os parlamentares aprovaram a convocação de Vorcaro e as quebras de seus sigilos bancário, fiscal e telemático. A coisa, porém, não andou: o ministro do STF Dias Toffoli, então relator do inquérito sobre o Master, impediu que a CPMI tivesse acesso aos dados das quebras de sigilos. Essa decisão só foi revertida no final de fevereiro por André Mendonça, que assumiu a relatoria do caso depois da saída de Toffoli.
Por alguns dias, os parlamentares, munidos de papel e caneta (já que o uso de equipamentos eletrônicos foi proibido), puderam acessar os dados em uma sala-cofre. Não durou muito. Depois de vazamentos de conversas íntimas de Vorcaro com sua ex-namorada Martha Graeff, Mendonça voltou atrás e, no último dia 16, determinou que todos os documentos fossem devolvidos à Polícia Federal para que o conteúdo sobre a vida privada do banqueiro fosse excluído.
Já a CPI do Crime Organizado, assim que retomou os trabalhos em fevereiro, se voltou para Vorcaro e para o Master por entender que as relações dele com a Reag se encaixam em um dos principais objetivos da comissão: compreender como o crime organizado se infiltrou no sistema financeiro. Já na segunda sessão do ano, em 25 de fevereiro, os senadores aprovaram a convocação de Vorcaro e a quebra de sigilos do Master.
“É necessário apurar se houve a prática de ‘cegueira deliberada’, por meio da qual a gestão do banco teria optado por ignorar a origem criminosa de aportes bilionários para inflar artificialmente seus balanços e, subsequentemente, tentar transferir esses ativos de origem ilícita para instituições públicas (como o BRB)”, afirmou Vieira, autor de um dos requerimentos aprovados.
Já Eduardo Girão afirmou que a suspeita de uso de estruturas financeiras operadas pela rede do Master para ocultar e reinserir valores “oriundos do PCC” mostrariam a conexão do esquema do Master ao crime organizado, “demonstrando que o caso transcende mera fraude bancária e alcança dimensões de segurança pública e infiltração criminal no sistema financeiro nacional”, como escreveu ele.
Em um dos momentos mais profundos de sua participação no Roda Viva, a deputada Erika Hilton fez um resgate de sua história pessoal em um lar evangélico para confrontar o que chama de "cafetões da fé".
A parlamentar utilizou a retórica cristã para desmontar o pânico moral usado contra a comunidade LGBTQIA+ e defendeu a educação e a cultura como escudos contra o autoritarismo.
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Fabiano Zettel e Igreja Lagoinha Global
Cunhado de Vorcaro e considerado pela PF como o operador financeiro da organização criminosa supostamente liderada pelo banqueiro, o empresário e ex-pastor Fabiano Zettel também está preso e na mira das comissões no Congresso, mas, amparado por habeas corpus, ele não prestou depoimento aos parlamentares.
A CPI do Crime Organizado aprovou a quebra de vários sigilos de Zettel (bancário, fiscal, telefônico e telemático – este último são dados de plataformas digitais, como Meta e Google) para analisar sua proximidade com Vorcaro e a eventual participação em estruturas societárias que estão sendo investigadas. Recentemente, a CPMI do INSS pediu o compartilhamento desses dados. Além disso, o senador Humberto Costa (PT-PE) apontou as conexões de Zettel com a Reag, investigadas na Carbono Oculto.
“Fundos de investimentos controlados por Zettel, como o fundo Arleen, foram utilizados para realizar operações financeiras com pivôs da Carbono Oculto, servindo como duto para a lavagem de recursos de origem ilícita. A quebra de sigilo de Fabiano Zettel é fundamental para rastrear o fluxo financeiro entre seus fundos, a Reag, o Banco Master e os operadores do PCC, identificando os beneficiários finais das operações e a extensão da infiltração do crime organizado no sistema financeiro formal através de estruturas familiares e religiosas”, afirmou o senador. O fundo Arleen é justamente aquele que comprou parte da participação de uma empresa da família do ministro Dias Toffoli no resort Tayayá, no Paraná.
Estruturas religiosas supostamente ligadas a Zettel também apareceram na CPMI do INSS em mais uma rede complexa de conexões pela possível relação com os descontos ilegais em aposentadorias.
Em vários momentos, o deputado Rogério Correia (PT-MG) apontou para a proximidade entre Zettel e André Valadão, líder da igreja Lagoinha Global. A igreja possui uma fintech, a Clava Forte Bank, suspeita de integrar a fraude do INSS.
“Eu tenho comprovações de que tanto o Vorcaro como o Pastor Zettel, André Valadão e a Clava Forte Bank também receberam recursos que vieram de pessoas aposentadas. Nós precisamos investigar isso, fazer a quebra [de sigilo], para ver se isso era dízimo ou se era lavagem de dinheiro”, afirmou o deputado no início de dezembro.
Valadão, apontado como sócio do sogro de Zettel e pai de Daniel, Henrique Vorcaro, foi alvo de requerimentos para comparecer à CPMI, mas eles ainda não foram analisados. Correia também pediu quebras de sigilos de Valadão e da Clava Forte para investigar se havia um canal de circulação de valores desviados entre a fintech, o Master e outras instituições relacionadas a Zettel. Os requerimentos, porém, também não foram votados pelos parlamentares.
Correia e outros deputados também chamam a atenção para a proximidade entre Valadão e Felipe Machado Gomes, presidente de uma das associações suspeita de fraudar o INSS e investigado no STF por organização criminosa, lavagem de dinheiro e estelionato qualificado. Aos 35 anos, Gomes gastava mais de R$ 100 mil por mês em grifes de luxo, como mostrou o Metrópoles, e tinha vários carros de luxo, apreendidos em uma operação da PF em outubro autorizada por Mendonça. Amigo de Valadão, Gomes patrocinou evento de réveillon da Lagoinha em 2024. “Essa movimentação financeira ocorreu no auge da farra dos descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas”, afirma Correia.
BK Bank e a relação com o crime organizado
O plano de trabalho da CPI do Crime Organizado prevê investigar o uso de fintechs em operações de lavagem de dinheiro. Uma das fintechs na mira é a BK Bank. Em 25 de fevereiro, os senadores aprovaram a quebra dos sigilos bancário e fiscal da BK Bank e o envio, pelo Coaf, de relatórios sobre as movimentações financeiras.
“As apurações conduzidas pela PF e pelo MPF identificaram que o BK Bank operava como uma engrenagem essencial para a movimentação de recursos ilícitos ligados ao PCC. A instituição, sob a roupagem de fintech e emissora de cartões de benefícios, teria sido utilizada como instrumento de ocultação patrimonial, funcionando como verdadeira “caixa preta” que dificultava a rastreabilidade das operações. Foram detectadas transações bilionárias irregulares, estimadas em dezenas de bilhões de reais, que apontam para práticas de lavagem de dinheiro”, afirmou o senador Jaques Wagner (PT-BA), no requerimento que solicitou as quebras de sigilo.
Meses antes, ainda em outubro do ano passado, a relação da fintech com o PCC foi citada na CPMI do INSS, durante o depoimento justamente de Felipe Machado Gomes, que, se valendo de um habeas corpus, permaneceu em silêncio diante das perguntas dos parlamentares.
“A pergunta que não quer calar: os senhores usaram a estrutura do BK Bank, a mesma estrutura usada pelo PCC, o senhor é membro do Primeiro Comando da Capital? O senhor é parte integrante do PCC?”, perguntou o relator Alfredo Gaspar (União-AL).
Dias antes, a PF havia realizado uma operação contra Gomes e outros jovens presidentes de entidades envolvidas no esquema de fraudes do INSS.
A 'facção evangélica' que virou a terceira força do crime organizado do Brasil |BBC Brasil
Três agentes da Polícia Civil (PM) do Rio de Janeiro arremessam uma estrela de Davi enorme do alto de uma caixa d'água em Parada de Lucas, na Zona Norte da cidade.
Até ser destruído em uma operação da PM no último dia 11 de março, o símbolo de neon brilhava forte à noite, avisando a quem o avistasse que aquele era o Complexo de Israel: o conjunto de cinco comunidades na zona norte do Rio dominadas pelo Terceiro Comando Puro (TCP), facção que nos últimos anos ficou conhecida pela presença de traficantes que se dizem evangélicos.
Mas a queda da estrela de Davi no topo da caixa d'água foi mais simbólica do que prática. A facção, na verdade, está em franca expansão. É o que conta neste vídeo a repórter da BBC News Brasil Camilla Veras Mota.
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Inteligência Artificial: Para Quem Ela É Boa? |Canal do Cortella
Nesta aula exclusiva, o Professor Mario Sergio Cortella revela que a IA é o maior desafio ético da nossa geração. A pergunta central não é o que a máquina faz, mas Cui bono? Para quem ela é boa?
Se você quer sair do Reino da Necessidade — a luta diária por sobrevivência e emprego — e finalmente ingressar no Reino da Liberdade, você precisa de uma gestão ética e estratégica da tecnologia . Entenda como a IA pode reduzir o esforço humano para que tenhamos tempo para o que realmente importa: conviver, aprender e fruir a vida
Entenda como a influência midiática organiza percepções, define representações sociais e contribui para a manutenção de desigualdades no Brasil.
A influência midiática faz parte da sua rotina. Está no celular, na TV, no streaming, nas redes sociais. Em geral, aparece como informação, entretenimento ou opinião. Mas, quando você observa com mais atenção, percebe que ela também organiza sentidos, define visibilidades e estabelece limites sobre quem pode ser visto, ouvido e reconhecido.
A mídia não funciona como um canal neutro que transmite os fatos e programações de entretenimento. Ela organiza a realidade a partir de escolhas. Decide o que vira notícia, quem aparece, quais vozes são ouvidas e quais ficam de fora.
Tudo isso interfere diretamente na forma como você interpreta o mundo. A circulação de conteúdos, imagens e discursos cria referências sobre o que é considerado normal, desejável ou aceitável. A influência midiática, nesse sentido, atua na construção de subjetividades.
Os meios de comunicação participam da produção de sentido da experiência social. Ao selecionar temas e enquadramentos, contribuem para definir quais questões ganham relevância e como devem ser compreendidas. Isso não acontece de forma isolada, mas dentro de relações sociais marcadas por disputas simbólicas.
Neste artigo, você vai entender como a mídia atua na construção de estereótipos, de que forma isso impacta marcadores como raça, classe e gênero, e por que esse processo está ligado à estrutura de poder no Brasil em uma discussão que passa pela concentração dos meios de comunicação, pela lógica de produção do noticiário e pelas disputas por narrativa no espaço público.
O que são estereótipos e como a mídia ajuda a construí-los?
Os estereótipos são imagens, ideias ou crenças preconcebidas que simplificam a realidade e reduzem a complexidade das pessoas e dos grupos sociais, resumindo-os a padrões de interpretação que passam a orientar o modo como você percebe o outro.
Esses padrões não são neutros. Carregam valores, julgamentos e expectativas sociais. Mais do que distorções, os estereótipos atuam como estruturas que organizam a vida social e ajudam a manter hierarquias.
A repetição é central nesse processo. Quando determinadas imagens e narrativas aparecem de forma constante, elas deixam de ser questionadas e passam a ser vistas como naturais. É assim que se consolidam ideias sobre quem é perigoso, competente, quem pertence a determinados espaços, entre outros estereótipos.
A mídia tem papel direto nessa dinâmica. Ao reproduzir essas representações, contribui para a naturalização de desigualdades. Isso acontece tanto no jornalismo quanto no entretenimento, bem como através das redes sociais.
Raça, classe e gênero: como a mídia define quem ocupa cada lugar na sociedade
A forma como diferentes grupos são retratados na mídia não é aleatória. Existe um padrão recorrente de representação que associa determinados corpos a papéis específicos.
Pessoas racializadas historicamente ocupam menos espaço em novelas, publicidade, telejornais e programas de entretenimento. Um cenário que começou a mudar nos tempos contemporâneos. Por muito tempo, quando representadas, eram associadas a estereótipos como pobreza, sexualização e violência.
No entanto, esse cenário não mudou muito ao longo do tempo. Uma atualização do mesmo estudo, feita entre 2018 e 2023, identificou que o número de pessoas brancas representadas na revista no período foi de 83%, ao mesmo tempo em que negros e pardos apareciam em somente 17% as imagens.
Além disso, a lógica de representação baseada em estereótipos também aparece em outras dimensões. Mulheres são frequentemente associadas ao corpo, à aparência e à esfera privada. Pessoas LGBTQIAPN+ são retratadas por meio de caricaturas. A classe trabalhadora aparece de forma limitada, muitas vezes reduzida a situações de vulnerabilidade.
Esses enquadramentos não apenas refletem preconceitos existentes, mas ajudam a reproduzi-los. Ao estabelecer padrões sobre quem pode ocupar determinados espaços, a mídia contribui para limitar possibilidades concretas de reconhecimento e mobilidade social.
Jornalismo policial, criminalidade e o reforço do estereótipo
A forma como crimes são comumente noticiados é um dos exemplos mais visíveis da influência midiática na construção de estereótipos.
A seleção de casos, o destaque para determinados tipos de crime e a associação recorrente com grupos específicos criam uma percepção distorcida da realidade. Isso pode levar à generalização indevida e à construção de imaginários coletivos marcados pelo medo.
Na foto, um policial militar no Complexo da Maré, no ano de 2014. Foto: Mario Tama — Getty Images
Além disso, a cobertura muitas vezes ignora contextos sociais mais amplos. Em vez de explicar as condições que levam a determinadas situações, reforça narrativas simplificadas que associam indivíduos ou grupos a comportamentos criminosos.
Esse processo tem consequências diretas. A estigmatização afeta oportunidades de trabalho, acesso a direitos e relações sociais. Além disso, também influencia decisões institucionais, incluindo o funcionamento do sistema de justiça.
Como os estereótipos ajudam a sustentar desigualdades
Os estereótipos não operam isoladamente. Eles estão ligados a estruturas de poder que organizam a sociedade.
Ao associar determinados grupos a papéis específicos, esses padrões ajudam a justificar desigualdades. Tornam aceitável que alguns tenham mais acesso a recursos, oportunidades e reconhecimento do que outros.
A mídia contribui para esse método ao colocar em circulação representações que reforçam visões dominantes. Tais representações passam a orientar comportamentos, expectativas e decisões.
Os estereótipos, nesse sentido, não descrevem a realidade, mas participam de sua construção descrita pela mídia, que influencia como as pessoas se veem e são vistas.
Concentração midiática no Brasil — quem decide o que é representado?
Da esquerda para a direita, José Roberto Marinho, Roberto Irineu Marinho e João Roberto Marinho, o Conselho de Administração do Grupo Globo, maior conglomerado de mídia da América Latina. Foto: Tomás Arthuzzi / Grupo Globo
Para entender a influência midiática, é preciso olhar para quem controla os meios de comunicação.
Record, do bispo Edir Macedo e sua esposa Ester Bezerra
Rede TV!, de Amilcare Dallevo
Entre os regionais, destacam-se:
Rede Brasil Sul, no Rio Grande do Sul
Organizações Jaime Câmara, no Centro-Oeste
Rede Amazônica de Rádio e Televisão, atuante em cinco dos sete Estados do Norte
Grupo Zahran, nos estados do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul
Grupo Verdes Mares, no Nordeste
Essa estrutura limita a diversidade de vozes. A maior parte da programação segue linhas editoriais definidas por esses grupos, com pouca produção local e baixa representação de diferentes realidades culturais.
Quando a mídia opera sob essa lógica, a pluralidade informativa fica comprometida. O que circula não é apenas informação, mas também seus próprios interesses.
Como a mídia influencia a política e disputa narrativas?
A influência midiática também se manifesta de forma intensa na política. As disputas por poder passam, cada vez mais, pelos meios de comunicação.
A mídia funciona como espaço central onde narrativas são construídas, disputadas e legitimadas. A visibilidade de atores políticos, a definição de agendas e a forma como os temas são apresentados influenciam diretamente a opinião pública.
Isso não significa que a mídia controla tudo, mas que tem grande poder de influência. Existe uma relação dinâmica entre meios e sociedade. Mas a capacidade de amplificar ou silenciar vozes coloca os veículos de comunicação em uma posição estratégica.
Em períodos eleitorais, esse papel se intensifica. A presença midiática se torna determinante para a existência política de candidatos e propostas.
O papel das mídias independentes como alternativa de representação
Diante desse cenário, a discussão sobre democratização da comunicação ganha relevância. Ampliar a diversidade de vozes significa abrir espaço para outras narrativas, outras experiências e formas de interpretar o mundo. Isso passa por políticas públicas, regulação e também pelo fortalecimento de iniciativas independentes.
Mídias contra-hegemônicas, independentes, têm desempenhado um papel importante ao tensionar representações dominantes e apresentar perspectivas que não encontram espaço nos grandes veículos. Consumir conteúdo de pessoas que são estereotipadas pela mídia tradicional, abre portas para novas perspectivas e interpretações sobre suas vivências.
Essas iniciativas contribuem para mostrar a complexidade de grupos historicamente estereotipados e ampliar o debate público. Ao fazer isso, ajudam a questionar padrões estabelecidos e a produzir novas referências.
Como olhar para os estereótipos da mídia a partir de agora?
Quem define o que é notícia? Quem decide quais histórias merecem atenção? Quem tem acesso aos meios de produção e circulação de informação? Essas perguntas ajudam a entender que a comunicação não é um campo neutro.
É um espaço de disputa, onde diferentes interesses e visões de mundo se confrontam. No Brasil, essa disputa acontece em um cenário marcado por concentração econômica, desigualdade social e diversidade cultural. Isso torna o debate ainda mais relevante.
A forma como você consome informação faz diferença. Entender como a mídia opera permite identificar padrões, questionar narrativas e buscar outras referências. A influência midiática não é um fenômeno distante. Ela atravessa o cotidiano e interfere na forma como você percebe o mundo e se posiciona nele.
Observar quem fala, quem é representado e como essas representações são construídas é um caminho para ampliar a leitura crítica sobre a comunicação. Ao mesmo tempo, acompanhar e fortalecer iniciativas que ampliam a diversidade de vozes contribui para um ambiente informativo mais plural.
Discutir influência midiática é discutir quem define o que você vê, pensa e reconhece como realidade. E a disputa por representação, no fim das contas, é também uma disputa por possibilidades. Fonte: ICLNOTÍCIA
Manifestações anti-Trump tomam fortes proporções nos EUA e em países da Europa
O movimento "No Kings" (Sem Reis) tomou as ruas das principais capitais do mundo neste sábado. Nos Estados Unidos, multidões marcharam em Washington, Nova York e Atlanta, cruzando a ponte sobre o rio Potomac em direção ao Lincoln Memorial. Os manifestantes protestam contra o que chamam de "governo por decreto", o uso do Departamento de Justiça contra opositores e, principalmente, a entrada dos EUA na guerra contra o Irã. Com a reprovação chegando a 60%, a onda de indignação cruzou o Atlântico, registrando marchas massivas em Roma, Madri e Amsterdã.
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