terça-feira, 7 de agosto de 2018

Estupidez: Mourão liga índio à 'indolência' e negro à 'malandragem'



Candidato à Vice-Presidência da República na chapa de Jair Bolsonaro (PSL), o general da reserva Hamilton Mourão disse ontem que o Brasil herdou a cultura de privilégios dos ibéricos, a indolência dos indígenas e a malandragem dos africanos. A declaração foi feita em um evento em Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul, quando Mourão falava sobre as condições de subdesenvolvimento do País e da América Latina. 

"E o nosso Brasil? Já citei nosso porte estratégico. Mas tem uma dificuldade para transformar isso em poder. Ainda existe o famoso ‘complexo de vira-lata’ aqui no nosso país, infelizmente" disse Mourão. "Essa herança do privilégio é uma herança ibérica. Temos uma certa herança da indolência, que vem da cultura indígena. Eu sou indígena. Meu pai é amazonense. E a malandragem. Nada contra, mas a malandragem é oriunda do africano. Então, esse é o nosso cadinho cultural." 

Mourão participou de almoço da Câmara de Indústria e Comércio da cidade na primeira agenda de campanha dele como vice na chapa de Bolsonaro. A declaração foi antecipada pelo site da revista Veja e confirmada pelo jornal "O Estado de S. Paulo".

No evento, o general também afirmou ser favorável à democracia e voltou a dizer que "intervenção militar não é varinha mágica", apesar de tê-la defendido no passado. Em setembro passado, Mourão chegou a falar na possibilidade de intervenção militar caso as instituições do País não resolvam a crise política, "retirando da vida pública esses elementos envolvidos em todos os ilícitos". Anteontem, no evento que referendou seu nome para a vice de Bolsonaro, ele admitiu que não foi "feliz na forma como disse isso" e que isso deu "margem para outras interpretações". 

O general da reserva negou que seu comentário tenha sido racista. "Quiseram colocar que o Bolsonaro é racista, agora querem colocar em mim. Não sou racista, muito pelo contrário. Tenho orgulho da nossa raça brasileira", afirmou. "O que eu fiz foi nada mais nada menos que mostrar que nós, brasileiros, somos uma amálgama de três raças, a junção do branco europeu com o indígena que habitava as Américas e os negros africanos que foram trazidos para cá", disse. 

Ele disse ter criticado também os portugueses: "Eu falei que a herança de privilégios é ibérica, do português que gosta de ter privilégios". 

Repercussão


A fala do general foi criticada por presidenciáveis. O candidato do PSOL, Guilherme Boulos, afirmou que Bolsonaro e Mourão "se merecem". "Quando o preconceito se junta com a estupidez o resultado é esse", criticou nas redes sociais. A candidata da Rede, Marina Silva, também avaliou o comentário como preconceituoso. "Extremismo e racismo são uma combinação perigosa. Não podemos tolerar racismo numa corrida presidencial." 

Já Bolsonaro se desvencilhou da declaração de seu vice. "Ele que explique para vocês, se é que ele falou. Eu não tenho nada a ver com isso", disse. Sobre a crítica de Marina, Mourão disse que respeita a concorrente. "Gostaria de sentar e conversar com a Marina, porque aí talvez ela entendesse quem eu sou e não tecesse comentários sem conhecer a pessoa. Eu tenho muito respeito por ela, que teve uma origem difícil e por seu mérito ocupa uma posição de destaque no cenário nacional." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. 
Com informações do Diario de Pernambuco
Professor Edgar Bom Jardim - PE

segunda-feira, 6 de agosto de 2018

Redes sociais: O poder do Whatsapp de manipular eleitores


Whatsapp é o aplicativo de mensagensmais utilizado no Brasil. Dos 120 milhões de usuários no país, 48% adotam a plataforma como fonte de notícias, segundo levantamento do Instituto Reuters para Estudo de Jornalismo. O aplicativo, no entanto, é frequentemente utilizado para a divulgação de fake news, que podem influenciar os rumos das eleições de outubro, alertam especialistas.
"O Whatsapp tem um enorme potencial para a manipulação de eleitores. Ele facilita a interação dentro de círculos fechados, onde a criptografia permite discutir tópicos sensíveis. Isso torna o aplicativo suscetível a ser usado para espalhar desinformação e influenciar o comportamento dos eleitores", explica Vidya Narayanan, diretora de pesquisa do Projeto de Propaganda Computacional da Universidade de Oxford, grupo que investiga como algoritmos e automação são utilizados nas redes sociais para manipular a população.
Com 1,5 bilhão de usuários no mundo, o aplicativo acumula casos de atividade maliciosa. Na Índia, maior mercado do Whatsapp, em julho oito pessoas foram mortas em decorrência de rumores sobre "sequestradores de crianças" em grupos de conversa.
Para conter a propagação de notícias falsas, a empresa limitou a distribuição simultânea de conteúdopara apenas cinco grupos e removeu o botão de compartilhamento rápido na Índia. Um limite semelhante foi implementado para usuários em outros países. Além disso, o aplicativo passou a marcar claramente mensagens encaminhadas.
A Índia também serve como exemplo em termos de mau uso do Whatsapp durante campanhas eleitorais. Em eleições legislativas deste ano no país, o aplicativo virou parte central de campanhas.
Os dois partidos mais importantes afirmaram ter mais de 20 mil grupos de Whatsapp que os permitiriam mobilizar instantaneamente milhões de simpatizantes. Muitas mensagens nestes grupos eram falsas e inflamatórias; algumas instigavam rivalidades entre hindus e a minoria muçulmana para fins eleitorais. 
Partidos utilizaram milhares de "guerreiros de WhatsApp" para atuarem em grupos, entre outras táticas, divulgando pesquisas eleitorais falsas. Indivíduos ligados a legendas políticas bombardearam com informações dezenas de eleitores que foram designados a acompanhar durante o pleito. Esses, por sua vez, integravam diversos grupos onde espalhavam desinformação e ataques a opositores. Grupos independentes também atuaram por conta própria.
Memes, áudios e vídeos falsos foram distribuídos, incluindo um vídeo de um linchamento na Guatemala descrito como um ataque de muçulmanos a uma hindu.Como, em geral, não é possível identificar a origem das informações, é complexo punir atores maliciosos.
O Whatsapp não possui anúncios ou direcionamento de publicações como o Facebook, mas consegue atingir eleitores específicos. Políticos indianos criaram milhares de grupos para chegar a cada distrito ou vilarejo de certas regiões. Além disso, pode-se instruir administradores e membros a adicionarem apenas pessoas de certas faixas etárias.
Desinformação em forma de notícia
Um aspecto relevante do Whatsapp é que adicionar alguém a diversos grupos automaticamente o/a expõe a dezenas de mensagens diárias, que chegam diretamente ao seu celular. Ou seja, isso pode tornar candidatos quase onipresentes, em vez da exposição tradicional em horário eleitoral definido e limitado.
Outro problema é que muitos usuários do aplicativo não são familiarizados com tecnologia, logo possuem dificuldades em checar informações na internet.
O Digital News Report 2018, do Instituto Reuters para Estudo de Jornalismo, aponta que 61% dos brasileiros compartilham notícias em redes sociais ou por e-mail. Um cenário no qual atores maliciosos podem espalhar desinformação disfarçada de notícia no Whatsapp para fins eleitorais. "Existe essa possibilidade. A disseminação de qualquer tipo de informação no Whatsapp pode ser mais rápida do que conversas cara a cara", explica Antonis Kalogeropoulos, coautor do relatório.
Apesar de dificultar o combate às notícias falsas, a criptografia é crucial para manter a segurança de usuários em países repressivos. Então, como lidar com o problema? "Com educação ao usuário e ferramentas que facilitem a checagem de notícias compartilhadas", sugere Samantha Bradshaw, pesquisadora do Projeto de Propaganda Computacional.
Um bot "do bem"
A verificação de fatos é a aposta de alguns programadores em Taiwan. Cansados de mensagens com golpes no LINE, o aplicativo de conversas mais popular do Estado asiático, um grupo de voluntários criou um bot para enfrentar a desinformação.
Chamado de Cofacts, o bot surgiu, em especial, para esclarecer os milhares de usuários que possuem pouca familiaridade com a internet, definidos como "imigrantes digitais" pelo web developer e cocriador do dispositivo Johnson Liang.
"Eles não sabem como procurar informações no Google, simplesmente absorvem o que veem nos grupos de conversa. Receber respostas diretamente no LINE reduz as barreiras para que ganhem perspectivas diferentes", explica.
Mensagens suspeitas podem ser encaminhadas para o bot, que enviará ao usuário uma verificação de fatos sobre o tema, se uma existir em seu banco de dados. Caso ainda não haja uma checagem disponível, editores voluntários a produzirão.
O projeto já tem 38 mil usuários, quase 20 mil mensagens respondidas e mais de 600 editores registrados no site cofacts.g0v.tw. Os editores podem classificar as mensagens em categorias simultâneas como "contém desinformação" ou "contém opinião" e precisam citar ao menos três fontes. 
O Cofacts não garante a qualidade das checagens, mas trabalha com a perspectiva de que quanto maior o número de editores, melhor será o conteúdo produzido – em um esquema similar ao da Wikipedia.
Apesar de o projeto ser conhecido pela Facebook, proprietária do WhatsApp, Liang não acredita que um bot similar possa ser implementado no aplicativo de mensagens. "A função mais valiosa de um chatbot é a resposta automática quando uma existe em um banco de dados. Infelizmente, o Whatsapp não fornece essa funcionalidade, além de interromper bots."
A Facebook não respondeu às perguntas da DW Brasil, mas a empresa já anunciou que financiará pesquisas sobre desinformação no Whatsapp.
Carta Capital
Professor Edgar Bom Jardim - PE

Maurício Rands para governador do PROS em Pernambuco



O nome de Maurício Rands (PROS) foi lançado neste domingo à noite como candidato a governador por uma coligação que reúne o PDT, PROS e Avante. As articulações para a formação do grupo surgiu a partir dos últimos acontecimentos, com a retirada pelo PT da candidatura de Marília Arraes. 
 
A chapa majoritária terá a ex-vereadora do Recife Isabella de Roldão como vice e Silvio Costa (Avante) em uma das duas vagas para o Senado. O segundo nome ainda depende de articulações entre os apoiadores da coligação para ser definido.
 
O grupo se apresenta como uma "terceira via" - uma alternativa à polarização das eleições no estado, que estará dividida entre o palanque do governador Paulo Câmara (PSB), que tenta a reeleição,  e do senador e candidato pelo PTB, Armando Monteiro Neto.  
 
A definição do bloco, que deve ser palanque para Ciro Gomes no estado, só foi confirmada depois de um dia inteiro de reuniões e telefonemas entre dirigentes do PROS, Avante, PDT e ainda do PSB. A Frente Popular, liderada pelo por Paulo Câmara tinha a esperança de manter os pedetistas na coalizão. "Se não vierem, vamos para a disputa democrática", disse Câmara no fim da convenção com os pessebistas.  Na coligação, no entanto, Silvio Costa (Avante) apoia Lula, e o PROS nacional já definiu aliança com o OPT.  

O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, havia determinado o desembarque da legenda da base de Câmara depois que declarou apoio ao ex-presidente Lula, condenado e preso pela Operação Lava Jato. Os petistas fecharam um acordo com o PSB para que o partido optasse pela neutralidade na disputa nacional, em troca rifaram a candidatura da vereadora do Recife, Marília Arraes (PT). O PSB, por sua vez, tenta impedir que o ex-prefeito de Belo Horizonte Márcio Lacerda concorra com o governador mineiro, Fernando Pimentel (PT), que tenta a reeleição.

 A princípio, cogitava-se nos bastidores a participação também da Rede, mas o partido pretende manter a candidatura de Júlio Lóssio a governador. 
 
Segundo a Agência Estado, a vereadora do Recife, Marília Arraes (PT), que teve a candidatura retirada pelo partido, daria apoio ao bloco. A reportagem do Diario não conseguiu falar com a vereadora.  

Pela manhã, Tulio Gadêlha, que deve concorrer a deputado federal pelo PDT, disse que com a saída de Marília da disputa pelo governo, "se faz necessário a criação de um grupo no campo da centro-esquerda" para tentar romper a polarização entre Paulo Câmara (PSB), que tenta a reeleição, e Armando Monteiro Neto (PTB).  
Com informações de Diario de Pernambuco  
 

Professor Edgar Bom Jardim - PE

Polícia Federal aponta falha mecânica como causa do acidente que vitimou Eduardo Campos

Foto: Renato Araújo / Creative Commons
Foto: Renato Araújo / Creative Commons
A conclusão do inquérito que investiga as causas do acidente que vitimou o ex-governador Eduardo Campos e mais seis pessoas, ocorrido em 2014, aponta que houve falha mecânica na aeronave Cessna 560XL. As informações foram apresentadas às famílias do ex-governador e de outras vítimas do acidente, na manhã desta segunda-feira (6), em uma reunião ocorrida no Aeroporto Internacional do Recife-Guararapes/Gilberto Freyre.

De acordo com o advogado Antônio Campos, irmão de Eduardo, o relatório do delegado Rubens Maleiner apresentado aos familiares diz que houve uma falha mecânica no compensador do profundor. Localizada nas asas traseiras, a peça é essencial para manter a inclinação correta da aeronave. “O relatório discorda da análise apresentada pelo Cenipa. Entre dez hipóteses inicialmente levantadas, restaram quatro, das quais a da falha mecânica foi a mais forte”, explica Campos. As outras possibilidades, segundo o advogado, eram a desorientação espacial dos pilotos, perda de controle após colisão com algum animal ou defeito exclusivamente no profundor. 

O relatório da PF discordou da conclusão do Cenipa, apresentada em janeiro de 2016. Na ocasião, o órgão havia apontado que a queda foi ocasionada por falha humana somada às condições meteorológicas no local. Para Antônio Campos, no entanto, a hipótese de sabotagem não pode ser descartada. “Quando o relatório for apresentado ao Ministério Público Federal e perante o juiz da 5ª Vara de Santos (SP), vou fazer questões suplementares nesse sentido para serem respondidas pelo delegado”. O advogado disse que vai apresentar alguns documentos que embasam a suspeita. “Temos vários elementos fáticos que mostram que o avião esteve em oficinas e em hangares sem segurança. É possível que uma falha mecânica seja provocada (intencionalmente)”.

A Polícia Federal ainda não se posicionou oficialmente sobre o caso. Entre os familiares de Eduardo Campos presentes na apresentação estavam a viúva do ex-governador, Renata Campos, e os filhos.
Com informações do Diario de Pernambuco

Professor Edgar Bom Jardim - PE

Quem não ver o exílio e a ditadura de cada dia?



Resultado de imagem para exilio
A modernidade trouxe referências do passado, mas prometia mudar. Queria revoluções, mas aconteceram genocídios. A violência tomou outra forma. A política não conseguiu navegar no mar da liberdade. Os tempos produziam  máquinas, ciências, urbanizações. O grito do progresso parecia apagar os sinais de desigualdades. A modernidade não cumpriu seu projeto. Acenou com democracias e nem se desfez das ditaduras. O fim do absolutismo não transformou a história como se esperava. Os totalitarismos se consolidaram. Riem das farsas.
A sociedade vive num exílio, faltam utopias, sobram discursos. Ninguém possui a varinha mágica, para negar que a humanidade se sufoca. Alguns afirmam que as possibilidades de criar outros valores estão abertas. Mas observem como as promessas não saíram da imaginação. As religiões caminham, junto com os pecadores, pedindo perdão aos deuses e ajoelhadas diante dos poderes de tiranos. Fazem alianças, inventam demônios, silenciam. Os mandamentos são princípios carentes de práticas.
Nietzsche padeceu de ataques medonhos. Esteve na galeria dos nazistas. Porém condenou os farsantes, mostrou a dificuldade de se descolar das fraquezas. Condenou o capitalismo. Ele aprofundava a miséria, Não se conseguiu alijá-la, concentrou  poderes. O  fascínio do individualismo se choca com a rebeldia. Ser animal social e apagar a solidariedade ou permitir que a desigualdade se globalize é um sinal de decomposição. A doença social deprime.
Portanto, o medo se alarga, porque não há como se segurar nas paredes que impedem  a violência. A história muda suas roupas, mas age para além de qualquer generosidade. A lei não é o limite, justifica a opressão. Desenhou-se um futuro que nunca existiu ou salvações que morreram. Fala-se no caos, na crise, como se eles fossem acidentais. Não se contempla o que aconteceu, não se percebe que as repetições têm o perfume da moda. O muro se mantém. A solidez do descaso fere a cultura. Ironia cruel. Paulo Rezende
Professor Edgar Bom Jardim - PE

domingo, 5 de agosto de 2018

Paulo Câmara e Luciana Santos formam a chapa da Frente Popular


Sem surpresa, a Frente Popular anunciou, neste domingo (05), achapa majoritária, encabeçada pelo governador Paulo Câmara(PSB), com a deputada federal Luciana Santos (PCdoB), na vice, e o deputado federal Jarbas Vasconcelos (MDB) e o senador Humberto Costa (PT) nas vagas ao Senado. A convenção estadual do PSB ocorre no Clube Internacional do Recife.

A coligação é formada por PSB, PT, MDB, PCdoB, PSD, PR, PP, Solidariedade, PPL, PMN, Patriotas e PRP. O grupo ainda tentar segurar o PROS e PDT, que estão tentando articular uma terceira via.

Apesar do PSB ter anunciado neste domingo (05), durante suaconvenção nacional, que se manterá neutro e não irá apoiar nenhuma candidatura específica à presidência da República, Humberto Costa declarou que o integrantes da chapa estão “unidos em prol da candidatura de Lula”. “Decidimos ficar com a esquerda, com a unidade das forças populares, unidos com Pernambuco e Brasil”, disse ele. “A luta continua e a Frente Populartem a reintegração do PT”.
Humberto Costa afirmou que o momento que Pernambuco mais cresceu foi com a parceria entre o ex-governador Eduardo Campos e o presidente Lula, e que Paulo Câmara sofreu discriminação do governo Temer. “Em Brasília, jamais faltei a um chamamento seu. Juntos, vamos construir um governo ainda melhor”, declarou.

O petista acrescentou que muitos questionam como “pessoas diferentes” (Jarbas e ele) possam estar juntos. “Estamos juntos por Pernambuco e pelo Brasil”, finalizou. "Estamos aqui para dizer que é fundamental reunir as forças de todas as tendências para fazer Paulo vitorioso", afirmou por sua vez Jarbas Vasconcelos.

Luciana Santos
 disse em seu discurso que "a parceria entre Eduardo Campos e o presidente Lula foi o tempo em que Pernambuco mudou a sua matriz econômica, e trouxe a Refinaria Abreu e Lima, a Hemobras e muitas outras obras importantes para o Estado". "Apesar da perseguição de que você, Paulo, foi vítima, você está aqui governador, lutando por Pernambuco. Queriam tirar a refinaria, a Hemobras e privatizar a Chesf. Mas você lutou", destacou ela.

O primeiro-secretário nacional do PSB e prefeito do Recife, Geraldo Julio, não veio à Convenção Estadual, porque foi à Convenção Nacional do partido, em Brasília, que consolidou a neutralidade da legenda na disputa presidencial. Isso, inclusive, foi parte do acordo entre PT e PSB.


Com informações da Folha de Pernambuco


Professor Edgar Bom Jardim - PE

Economia:As quatro poderosas armas que a China tem para atacar os EUA na guerra comercial


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da China Xi JinpingDireito de imagemAFP
Image captionDonald Trump e Xi Jinping estão em meio a uma guerra comercial que poderia empregar armas muito mais prejudiciais do que tarifas
Até agora, a guerra comercial entre os Estados Unidos e a China foi restrita à disputa em tarifas entre as duas maiores economias do mundo. Há, no entanto, outras armas que podem prejudicar seriamente o inimigo.
Representantes de Washington e Pequim têm ameaçado continuar impondo encargos sobre seus produtos, em meio a uma escalada que não dá sinais de afrouxamento.
Os confrontos ocorrem em meio à incerteza sobre a negociação nuclear dos EUA com a Coreia do Norte e, nesse contexto, Donald Trump tem atribuído grande parte do impasse à China, principal aliada do regime norte-coreano.
Mas seriam as tarifas apenas a ponta do iceberg? Além delas, há outras "armas" que o presidente chinês Xi Jinping tem para enfrentar Trump?
Aqui, mostramos quatro delas:

1. Tornar a vida mais difícil para as empresas dos EUA

Se o objetivo é complicar a vida de uma empresa, é possível fazê-lo de várias maneiras. Algumas opções são dificultar procedimentos na alfândega, complicar a regulamentação ou aumentar os custos. Alguns pesquisadores alertam para a possibilidade de a China adotar uma dessas táticas, mas, até agora, não há registros de que algo esteja ocorrendo em grande escala.
"A China tem histórico com esse tipo de comportamento e é claramente uma preocupação para os negócios americanos", disse à BBC News Mundo Mary Lovely, professora de economia da Universidade de Syracuse, de Nova York, e pesquisadora do Instituto Peterson de Economia Internacional, dos EUA, especializado em estudos e discussões de política econômica internacional.
Imagem mostra dois punhos fechados, um representando os Estados Unidos e outro a China, pintados nas cores das bandeiras desses dois paísesDireito de imagemGETTY IMAGES
Image captionSegundo analista, "a China está mais focada em tentar isolar os Estados Unidos do que em irritar os investidores estrangeiros"
"Embora tenha havido relatos sobre esse tipo de barreira contra duas empresas americanas, não há razão para acreditar que isso esteja acontecendo em uma escala maior, ao menos não por enquanto", diz Lovely, que afirma que estratégias não tarifárias têm um grande custo para ambas as partes.
Esses tipos de medidas, segundo ela, "reduzem a probabilidade de os exportadores fazerem os investimentos necessários para os mercados dos EUA e da China", diz.
"Elas reduzem a concorrência, aumentam os preços e diminuem as opções dos consumidores".
Tais medidas, porém, não são as únicas nem as mais prováveis.
"A China está mais focada em tentar isolar os Estados Unidos do que em alterar o tipo de troca ou irritar os investidores estrangeiros", acrescentou ela.

2. Deixar os Estados Unidos de fora das alianças

Outra possibilidade é que a China poderia tentar ganhar tempo. Como Xi Jinping tem planos de permanecer no poder, ele não tem a pressão de outros líderes para conseguir resultados imediatos.
Assim, o país pode ir lentamente construindo alianças comerciais com outros parceiros, tentando isolar os EUA.
Isso explicaria, em parte, dizem os analistas, a aproximação de Pequim com a Europa, com outros países asiáticos e com a América Latina.
Xi Jinping, presidente da China, encara Donald Trump, presidente dos EUADireito de imagemREUTERS
Image captionXi Jinping poderia estar apostando em ganhar tempo
O país poderia, inclusive, aderir ao Acordo de Cooperação Econômica Transpacífico, do qual Washington se retirou, entre outras opções de associação comercial.
E, desde que Trump entrou em disputas comerciais com a União Europeia, Canadá e México, Pequim olha com interesse a possibilidade de abertura de novos acordos.

3. Desvalorizar o yuan

Se a China decidisse lançar um ataque frontal, poderia desvalorizar sua moeda, o yuan. Essa, no entanto, é uma decisão muito difícil de tomar.
Alguns analistas acreditam que uma guerra cambial tem efeitos mais rápidos e efetivos, embora outros alertem para o fato de que ela pode se tornar uma faca de dois gumes.
Cédula de YuanDireito de imagemGETTY IMAGES
Image captionUma das possíveis armas da China poderia ser a desvalorização de sua moeda, o yuan, mas a medida não é tão simples de tomar
"A China pode injetar dinheiro em sua economia para apoiar suas empresas ou pode desvalorizar sua moeda", disse à BBC News Mundo Bryan Borzykowski, escritor especializado em investimentos, finanças pessoais e negócios.
"Acredito que as armas comerciais chinesas podem causar mais danos", acrescenta. "A questão é se eles realmente vão fazer isso".
Se o yuan cai, as tarifas têm um impacto menor. Nesse caso, os EUA teriam que aumentar o nível das taxas que impôs aos produtos chineses. E assim a disputa continua aumentando.

4. Deixar de comprar títulos do Tesouro

Embora os títulos do Tesouro sejam um investimento seguro, se o governo chinês se encontrar sob muita pressão poderá vender parte de seus títulos ou parar de comprar novos.
Isso teria um forte impacto na economia dos EUA, mas também teria efeitos em Pequim.
Imagem mostra dragão chinês em meio a prédiosDireito de imagemGETTY IMAGES
Image captionA China possui títulos do Tesouro, mas vendê-los traz grandes riscos
Isso porque se a China inundasse o mercado com esses títulos, o preço cairia. E, é claro, isso faria com que os próprios títulos que possui perdessem valor e não existe uma alternativa tão segura de investimento em outro lugar, dizem analistas.
Com todos os problemas que uma medida desse tipo teria, essa arma é uma das mais danosas.
"Isso levaria receitas públicas em um momento em que o governo tem um grande déficit", diz Kristina Hooper, estrategista de mercados globais da empresa norte-americana Invesco.

A China é "muito mais vulnerável"

Apesar das possibilidades, alguns especialistas não consideram muito provável que a China use outras armas para a guerra comercial além das tarifas.
"A China é muito mais vulnerável em uma guerra comercial do que os Estados Unidos. A economia americana é muito maior e está anos-luz em eficiência", disse à BBC News Mundo Scott Kennedy, diretor do Projeto sobre Negócios na China e Economia Política do Centro para Estudos Estratégicos e Internacionais em Washington.
Imagem mostra navios carregados de contêineresDireito de imagemGETTY IMAGES
Image captionAlguns analistas avaliam que a China não tem muitas opções além das tarifas
"A China não pode criar uma crise financeira vendendo os títulos do Tesouro americano. Se Pequim fizesse algo assim, os Estados Unidos responderiam imediatamente com tarifas maiores para compensar", analisa Kennedy.
Por outro lado, Pequim poderia efetivamente tornar a vida das empresas americanas mais difícil, mas seriam "casos isolados", complementa ele. Opiniões divergentes se somam a um debate internacional, que acompanha de perto os efeitos globais do confronto, cujas consequências vão muito além de suas fronteiras e que põe em risco o equilíbrio dos mercados em âmbito global.
A partir de outra perspectiva, o vencedor do Nobel de Economia, Joseph Stiglitz, tem dito que a China se encontra em "uma melhor posição para resistir à tempestade".
"(A China) tem ferramentas e recursos para ajudar aos que são prejudicados pelas consequências de uma guerra comercial", diz ele.
"A China está sentada sobre US$ 3 trilhões (o equivalente a R$ 11,25 trilhões) de reservas para ajudar a esses afetados".
Professor Edgar Bom Jardim - PE

sábado, 4 de agosto de 2018

REDE lançou Júlio Lóssio candidato a governador de Pernambuco



Agora é pra valer! A Rede Sustentabilidade lançou  oficialmente a candidatura de Júlio Lóssio ao Governo de Pernambuco. 
Professor Edgar Bom Jardim - PE