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quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Praia de Copacabana é invadida por veículo que atropela diversas pessoas


Um carro invadiu a calçada da Praia de Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro, e atropelou diversas pessoas nesta quinta-feira, 18/01/2018, por volta das 20:40 minutos. Foram mais de 10 pessoas feridas no local. Polícia e bombeiros fazem o socorro dos feridos. A praia estava lotada. O carro também atingiu cadeiras e objetos de vendedores. Muitos curiosos no local.
Professor Edgar Bom Jardim - PE

EUA:Promotores dizem que filhos da família Turpin ficaram 'acorrentados por meses'

O procurador Mike Hestrin ao lado de membros do Judiciário e das fotos de David Turpin e Louise TurpinDireito de imagemREUTERS
Image captionO procurador Mike Hestrin afirma que as crianças foram acorrentadas como forma de castigo
Promotores da Califórnia, nos Estados Unidos, detalharam nesta quinta-feira as acusações de abusos cometidos pelos pais de 13 crianças encontradas acorrentadas e trancafiadas na casa da família.
David Turpin, de 56 anos, e Louise Turpin, 49, são acusados de tortura, abuso e prisão ilegal, segundo o procurador Mike Hestrin explicou a repórteres.
Pouco mais tarde, em juízo, o casal se declarou inocente dos crimes.
Mas, segundo Hestrin, todos os 13 irmãos foram encontrados severamente desnutridos.
Ainda segundo ele, a adolescente que conseguiu fugir de casa no início da semana e denunciar os abusos planejou por dois anos escapar com os irmãos.
Ela fugiu por uma janela com um dos irmãos - que no entanto ficou com medo e voltou para casa.
Jornalistas e pedestres se reunem em volta da casa da família Turpin, onde crianças foram encontradas enclausuradasDireito de imagemREUTERS
Image captionCrianças foram encontradas desnutridas em casa suja

Castigos

Os filhos dos Turpin, que têm idade entre dois e 29 anos e foram escolarizados em casa, estão em tratamento no hospital desde que foram libertados.
Hestrin contou que o casal punia os filhos amarrando-os - primeiro usando cordas e depois os acorrentando na cama com correntes e cadeados. Os castigos podiam durar de semanas a meses.
Se forem condenados por todas as acusações, cada um dos cônjuges pode receber pena de 94 anos de prisão.
O casal Turpin e seus filhos
Image captionFilhos do casal Turpin eram acorrentados com cordas e cadeados | Foto: David-Louise Turpin/Facebook
Os 13 irmãos foram encontrados com aparência de doentes em uma casa suja e mal-cheirosa, segundo policiais haviam revelado anteriormente. Os agentes disseram que, inicialmente, pensaram que todas as crianças eram menores de idade, mas depois perceberam que alguns eram na verdade adultos desnutridos.
Hestrin disse que, no momento da chegada dos policiais, três das crianças estavam acorrentadas a camas.

As acusações contra David e Louise Turpin:

  • 12 acusações de tortura
  • Uma acusação contra David Turpin de ato obsceno contra uma criança
  • 7 acusações de abuso contra adulto dependente
  • 6 acusações de negligência/abuso de crianças
  • 12 acusações de prisão ilegal
  • Com informações da BBC.
Professor Edgar Bom Jardim - PE

Nota zero:cerca de 309 mil participantes zeraram redação do Enem 2017

A divulgação do resultado do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) aconteceu na manhã desta quinta-feira (18). Nos primeiros 10 minutos, cerca de 80 mil candidatos conseguiram acessar a nota. Das 4.725.330 redações corrigidas, 309.157 tiveram uma surpresa negativa: a nota zero. Os principais motivos foram fuga ao tema (5,01%), redações em branco (0,80%) e texto insuficiente (0,33%). Em 2016, um total de 291.806 participantes zeraram a redação. Um total inferior à 17.351 se comparado a 2017.

Saiba mais: MEC antecipa abertura para inscrições do Sisu
O tema da redação do Enem 2017 foi "Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil". Dos milhares de candidatos, 205 desrespeitaram os direitos humanos. Essa foi a primeira edição onde essa medida não invalidou a redação do participante. No entanto, interferia em 200 pontos a menos no valor total da avaliação do texto.

Foto: Pixabay
Arte: Isabela Veríssimo/Esp.DP
Foto: Pixabay Arte: Isabela Veríssimo/Esp.DP

Quem ainda não conferiu a nota, consegue acessar a Página do Participante no site do INEP. Segundo Mendonça Filho, ministro da educação, o sistema foi reforçado para suportar o grande número de acessos, problema recorrente dos anos anteriores.

Resultados dos participantes Enem 2017
Número de inscritos: 6.731.341
Participantes pagantes: 1.999.749
Participantes isentos: 4.731.592
 
Número de candidatos que faltaram as provas: 2.016.783 (29,96% do total de inscritos)
 
Resultado por prova
 
Redação
Média dos participantes – 558
Quantidade de redações nota 1.000 – 53
Quantidade de redações nota 0 – 309.157 (6,54% do total)
Quantidade de redações corrigidas – 4.725.330
 
Motivos para nota zero na redação
Fuga ao tema: 5,01%
Cópia do texto motivador: 0,09%
Texto insuficiente: 0,33%
Não atendimento ao tipo textual: 0,11%
Parte desconectada: 0,17%
Redações em branco: 0,80%
Outros motivos: 0,03%
 
Linguagens e códigos
Média dos participantes – 510,2
Nota máxima – 788,8
Nota mínima – 299,6
Quantidade de provas em branco – 3.803
Matemática
Média dos participantes – 518,5
Nota máxima – 993,9
Nota mínima – 310,4
Quantidade de provas em branco – 959
 
Ciências humanas
Média dos participantes – 519,3
Nota máxima – 868,3
Nota mínima – 307,7
Quantidade de provas em branco – 8.364
 
Ciências da natureza
Média dos participantes – 510,6
Nota máxima – 885,6
Nota mínima – 298,0
Quantidade de provas em branco – 676
 
*Escala de proficiência vai é de 0 a 1.000
 
Fontes: MEC e Inep
Professor Edgar Bom Jardim - PE

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Música nojenta:Funk sugere 'tacar' bebida, transar e abandonar na rua e gera revolta na web

Jovem viralizou ao criticar a canção em imagem. Foto: Yasmin Formiga/Reprodução
Jovem viralizou ao criticar a canção em imagem. Foto: Yasmin Formiga/Reprodução


Na corrida para alcançar o pódio dos hits do carnaval de 2018, uma música intitulada Só surubinha de leve, do MC Diguinho, tem repercutido na internet e se tornado alvo de críticas por conteúdo depreciativo às mulheres. "Só uma surubinha de leve com essas filha da put*" e "Pode vir sem dinheiro, mas traz uma piranha, aí!" são algumas dos versos. É no refrão da canção que surge a frase mais problemática, em que a letra faz apologia ao estupro após embriaguez intencional: "Taca a bebida, depois taca a pica e abandona na rua".

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No YouTube, a música está disponível desde 14 de dezembro do ano passado, acumulando 13 milhões de visualizações. Foi nesta terça-feira (16), no entanto, que o funk ganhou destaque por alcançar o primeiro lugar na lista As virais 50 do Brasil (um das mais importantes da plataforma de streaming Spotify), ultrapassando até mesmo Que tiro foi esse?, da carioca Jojo Marontinni, conhecida por Jojo Toddynho, cuja popularidade foi alavancada por brincadeira reproduzida por Anitta, Bruno Gagliasso, Giovanna Ewbank, Ana Maria Braga, Daniela Mercury e vários outros famosos.

Leia também: Funk que sugere 'tacar' bebida, transar e abandonar na rua será excluído

Na internet, diversas pessoas se mostraram incrédulas não apenas com o conteúdo da canção, mas também com seu êxito comercial no streaming. O sucesso de composições depreciativas vai ao encontro de uma cultura que normaliza a violência contra a mulher. Segundo dados levantados pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública no ano passado, o Brasil registrou, em média, 135 estupros por dia em 2016. Foram 49.497 casos no total.

Nas redes, a crítica de maior repercussão foi a da paraibana Yasmin Formiga, que publicou uma imagem na qual aparece maquiada como se estivesse sido violentada e segura um cartaz com o polêmico refrão da música. Na descrição da publicação - que ultrapassou 100 mil compartilhamentos -, Yasmin escreveu: "Sua música ajuda para que as raízes da cultura do estupro se estendam. Sua música aumenta a misoginia. Sua música aumenta os dados de feminicídio. Sua música machuca um ser humano. Sua música gera um trauma. Sua música gera a próxima desculpa. Sua música tira mais uma. Sua música é baixa ao ponto de me tornar um objeto despejado na rua".

Oriundo dos morros do estado do Rio de Janeiro, o funk carioca hoje é um dos gêneros musicais mais escutados no país (das dez músicas nacionais mais tocadas no Spotify, seis são do ritmo), junto com o sertanejo. O teor "proibidão" de algumas letras, baseadas em temas como sexo explícito, drogas e violência, motivou a criação da Sugestão Legislativa (SUG) 17/2017 no Senado Federal. A ementa de cunho conservador, que nos recorda a proibição das rodas de samba no século 20, sugeria "tornar o funk um crime à saúde pública de crianças, adolescentes e à família", mas foi barrada pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa e amplamente questionada por artistas do segmento.

Atualmente, o estilo também passa por uma renovação de viés pop, com uma estética que dialoga com o mainstream internacional e letras mais "leves" - essa mudança é encabeçada por nomes como Anitta, Ludmilla, MC Livinho e MC Kevinho. Surgido na periferia, o estilo explora temas do cotidiano e também mazelas sociais vividas naquele meio ou na sociedade como um todo - os casos de assédio, estupro e violência contra a mulher, por exemplo, permeiam todas as classes e foram alvo recente de centenas de denúncias contra ícones de Hollywood. Para que composições como Só surubinha de leve sejam menos usuais, é necessário uma mudança na sociedade. É como disse Anitta ao criticar a SUG 17/2017: "Educação, queridos. Invistam em educação primeiro".
Com informação de Diário de Pernambuco
Professor Edgar Bom Jardim - PE

Mundo: o que se sabe sobre a polêmica relação de Trump com a Rússia

Trump e PutinDireito de imagemREUTERS
Image captionRelação de Trump com Putin é alvo de polêmicas desde o fim das eleições americanas | Fotos: AFP/Getty Images
A proximidade do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, tem dominado as manchetes há mais de um ano e envolvido o governo Trump em controvérsias.
Nesta semana a polêmica ganhou novo capítulo - na terça-feira, o ex-assessor sênior do presidente, Steve Bannon, foi ao Congresso para prestar depoimento. As duas casas legislativas fazem investigações sobre a suposta ligação da Rússia com a equipe que trabalhou na campanha de Trump para as eleições americanas de 2016.
A força-tarefa do Departamento de Justiça que conduz a principal investigação sobre o caso também o convocou para depor diante de um grande júri - procedimento que seria substituído, depois de um acordo feito por Bannon, por um interrogatório conduzido pelo líder da operação, Robert Mueller, informou nesta quarta a rede de TV CNN.
Mas qual é, afinal, a ligação entre Trump e a Rússia? Como começou? No que vai dar?
Steve Bannon chegando ao Congresso para prestar depoimentoDireito de imagemGETTY IMAGES
Image captionSteve Bannon (ao centro) foi ouvido por uma comissão do Congresso americano na terça-feira (16)
Quatro pessoas ligadas à campanha eleitoral e ao governo de Trump já foram acusadas formalmente. O presidente nega qualquer irregularidade e diz que não há nenhuma evidência concreta contra ele.
A BBC reuniu o que se sabe de mais importante sobre o caso e as perguntas que ainda precisam ser respondidas.

Quem investiga o caso?

Robert Mueller, um respeitado ex-diretor do FBI, foi escolhido pelo Departamento de Justiça para comandar uma força-tarefa sob supervisão do órgão. O objetivo é investigar uma possível influência russa nas eleições – uma das suspeitas mais sérias da história dos EUA envolvendo o alto escalão da política.
A operação inclui advogados renomados que atuam no setor privado, advogados do Departamento de Justiça e agentes do FBI.
Donald Trump e Michael Flynn em 2016Direito de imagemREUTERS
Image captionMichael Flynn foi demitido por Trump em fevereiro de 2017
Além da força tarefa, o caso também está sendo investigado por quatro comissões diferentes do Congresso americano – as comissões de Inteligência da Câmara e do Senado, a comissão de Justiça do Senado e a comissão de supervisão da Câmara.

Quais as suspeitas contra Trump envolvendo a Rússia?

As equipes responsáveis pela campanha eleitoral de Trump e pela transição de governo foram acusadas de conspirar com agentes russos para influenciar as eleições americanas em prol do candidato republicano.
Agências de inteligências dos EUA, como a CIA e a NSA, chegaram "com grande confiança" à conclusão de que a Rússia estava por trás de um esforço para favorecer Trump nas eleições de 2016.
Tanto o presidente americano quando Vladimir Putin menosprezaram as acusações. Trump disse que estava sendo vítima da "maior caça às bruxas política da história".

Quais as evidências?

Pelo menos 12 assessores de Trump tiveram contato com agentes russos durante a campanha e a transição, de acordo com uma análise de dados públicos feita pela CNN. Eles se encontraram pessoalmente com pessoas ligadas ao governo russo pelo menos 19 vezes e se comunicaram pelo menos 51 vezes.
O grupo inclui o cunhado e conselheiro de Trump Jared Kushner, seu filho Donald Trump Jr., seu ex-assessor de Segurança Nacional, Michael Flynn, e o secretário de Justiça, Jeff Sessions.
Michael Flynn em 2017Direito de imagemREUTERS
Image captionEx-assessor de Segurança Nacional de Trump, Michael Flynn é uma das pessoas envolvidas no escândalo
Trump Jr. e Jared Kushner se encontraram com um grupo de russos, incluindo a influente advogada russa Natalia Veselnitskaya, em 2016. A reunião foi na Trump Tower, em Nova York, e aconteceu após um articulador russo contatar Trump Jr. dizendo que tinha material que incriminaria a candidata democrata, Hillary Clinton.
O filho do presidente admitiu o encontro, mas se defendeu das acusações – embora tenha dito que a advogada tinha oferecido apenas "disparates" e que "provavelmente deveria ter agido um pouco diferente".
Partidários de Trump afirmam que interações com estrangeiros são rotina em qualquer campanha para a Casa Branca, mas dois dos assessores de Trump já admitiram ter mentido sobre os encontros.

Quem foi formalmente acusado?

Quatro pessoas foram denunciadas oficialmente pela força-tarefa que investiga o caso: ex-dirigente da campanha de Trump Paul Manafort, um antigo sócio dele chamado Rick Gates, um conselheiro de campanha de Trump chamado George Papadopoulos e Michael Flynn.
Tanto Gates quanto Manafort se declararam inocentes em 12 acusações, incluindo a de conspirar contra os Estados Unidos.
Papadopoulos, que é acusado de tentar marcar encontros entre Trump e representantes russos, admitiu ter mentido ao FBI sobre o caso.
Membro mais sênior ligado a Trump a ser indiciado, Flynn também admitiu ter mentido ao FBI sobre encontros que ele teve com o embaixador russo, Sergei Kislyak.

Trump sabia?

A confissão de Flynn de ter mentido em juízo sobre os encontros faz parte de um acordo que ele fez com a promotoria. Ele receberá penas bem mais leves do que as que teria enfrentado sem o acordo, como, por exemplo, por fazer negócios privados com um país estrangeiro enquanto ocupava um cargo público.
Especialistas em legislação dizem que esse tipo de acordo só costuma se oferecido quando um acusado tem evidências que incriminem alguém de um cargo superior.
Trump demitiu Flynn em fevereiro, dizendo que ele tinha mentido para o vice-president Mike Pence sobre seu encontro com o diplomata russo.
Críticos questionam se o presidente sabia da relação de Flynn com o embaixador. Os jornais americanos têm dito que resposta para essa pergunta pode fazer parte do acordo do ex-assessor de Segurança Nacional com a Justiça.

Qual a importância de Steve Bannon?

Um dos articuladores da ideia "A América em primeiro lugar" como tema da campanha de Trump, Bannon era um dos assessores mais próximos do presidente antes de ser demitido em agosto.
Nas últimas semanas ele entrou publicamente em conflito com o presidente, depois de fazer comentários negativos sobre Trump e sua família no livro Fire and Fury (Fogo e Fúria), de Michael Wolff. Recém-publicado nos EUA, o livro chega ao Brasil em março.
Bannon chamou a reunião do filho do presidente com os russos de "antipatriótica" e "traiçoeira" e disse que o Departamento de Justiça iria "desmascarar Trump Jr. em rede nacional".
Trump respondeu dizendo que seu ex-assessor "estava louco".

Como a Rússia interferiu nas eleições?

Adulterar urnas de votação, por exemplo, é algo que difícil nos Estados Unidos. Mas é possível interferir nas eleições de outras formas – através de pessoas.
Membros das agências de inteligência americanas dizem que a Rússia tinha uma operação nesse sentido em duas frentes.
A primeira supostamente envolvia mandar e-mails de "phishing" – uma técnica pouco sofisticada para tentar enganar as pessoas e conseguir suas senhas – para figuras do Partido Democrata.
A Catedral de São Basílio em 2009Direito de imagemGETTY IMAGES
Image captionAgências de inteligência americanas dizem que a Rússia atuava em duas frentes para tentar influênciar a eleição nos EUA | Foto: AFP/Getty Images
Hackers teriam conseguido invadir os sistemas do comitê do partido e vazar milhares de e-mails revelando o trabalho da campanha de Hillary Clinton, com comentários privados e embaraçosos.
A segunda frente supostamente envolvia um esquema para encher as redes sociais – e especialmente o Facebook – com notícias falsas contrárias ao partido democrata.
De acordo com o depoimento de representantes do Facebook para o Congresso, o conteúdo distribuído pelos russos impactou 126 milhões de americanos na rede social durante e depois da eleição.

Desde quando se sabe sobre a intervenção da Rússia?

De acordo com o Washington Post, a CIA mandou um relatório para a Casa Branca em agosto de 2016 dizendo que Vladimir Putin estava por trás de uma tentativa de interferir nas eleições.
Segundo os jornais americanos, o governo de Barack Obama ficou receoso de divulgar a suspeita – o medo supostamente seria de a revelação ser interpretada como uma tentativa de interferir no pleito. A administração então teve uma resposta relativamente discreta.
Outras agências de inteligência chegaram separadamente à mesma conclusão, e os republicanos no Congresso estavam relutantes em apoiar uma crítica pública à Moscou.
Diplomatas russos foram notificados, mas um pronunciamento público do governo sobre o caso só foi feito no fim de setembro de 2016, quando todas as principais agências de segurança concordaram. Para evitar parecer partidário, o documento não foi assinado pelo então presidente.

Trump pode interferir na investigação?

No fim do ano passado surgiram rumores de que o presidente poderia demitir Mueller, o chefe da força-tarefa, e conferir perdão presidencial a Flynn, na tentativa de barrar a investigação.
Os rumores começaram depois de um dos advogados do líder americano ter acusado a força-tarefa de obter e-mails ilegalmente. Os investigadores disseram que o material foi conseguido por meios legais.
A manobra seria vista por democratas como obstrução de justiça e poderia desencadear pedidos para pedir um impeachment do presidente. Por enquanto, no entanto, parece estar descartada – um advogado da Casa Branca disse que demitir o investigador estava fora de cogitação.
Em fevereiro de 2017, o FBI estava investigando Michael Flynn por causa de seus contatos com os membros do governo russo.
James ComeyDireito de imagemREUTERS
Image captionJames Comey foi removido do cargo de diretor do FBI quando a agência investigava Flynn
O então diretor do FBI, James Comey, esteve em uma reunião na Casa Branca com o presidente, o vice-presidente, Mike Pence, e o secretário de Justiça, Jeff Sessions. Segundo um relatório de Comey escrito logo após o encontro, o presidente teria pedido para Pence e Sessions saírem da sala e sugerido que o diretor do FBI parasse de investigar Flynn.
Alguns meses depois, em maio, o presidente demitiu James Comey, citando "aquela coisa da Rússia", em uma movimentação que chocou Washington e deu margem a rumores sobre uma tentativa de encobrir o caso.
A repercussão do caso levou o Departamento de Justiça a criar a força-tarefa e apontar Mueller para liderar a investigação.

O que vai acontecer agora?

Há muita especulação sobre Mueller estar considerando se é possível embasar uma acusação de obstrução de Justiça contra o presidente. É difícil dizer se a decisão de demitir Comey sozinha daria um caso - especialistas divergem sobre isso, pois é preciso provar que a intenção do presidente foi encobrir a investigação.
É praticamente impossível acusar o presidente em exercício de um crime – o caso teria que ser apresentado pelo Poder Executivo, do qual Trump é o chefe.
Seria possível apresentar acusações de obstrução de Justiça para um pedido de impeachment. Há implicações políticas suficientes para isso, principalmente diante de casos do passado, como a abertura de pedido de impeachment de Bill Clinton – que acabou inocentado durante o processo – e a resignação de Richard Nixon.
Mas um impeachment é algo improvável, já que o Partido Republicano tem maioria em ambas das casas do Congresso, onde o processo seria apresentado e julgado. É preciso que uma maioria simples na Câmara abra o processo e mais de dois terços do senado vote pelo impedimento.

O que os americanos pensam sobre o escândalo?

Pesquisas apontam que a maioria das pessoas leva o caso a sério.
Uma delas, feita pelo jornal Washington Post e pelo canal ABC News e publicada em novembro de 2017, mostra que 49% dos americanos acreditam que Trump provavelmente cometeu um crime. Mais da metade – 53% – afirma que as acusações contra as pessoas associadas ao presidente indicam que houve uma conspiração.
Uma pesquisa da rede CBS mostra que dois terços do eleitorado pensa que o acordo de cooperação e a declaração de culpa de Michael Flynn são um "problema sério" para o governo Trump.
Fonte:BBC.
Professor Edgar Bom Jardim - PE