sábado, 31 de março de 2018

Festa de Nossa Senhora dos Prazeres, conhecida como Festa da Pitomba, terá seu início neste domingo (1º) com a procissão da imagem da Padroeira


A 361ª edição da Festa de Nossa Senhora dos Prazeres, conhecida popularmente como Festa da Pitomba, terá início neste domingo (1º) com a procissão da imagem da padroeira e artistas de diversos estilos musicais no palco principal. O cortejo terá início às 15h, saindo da Matriz de Nossa Senhora do Rosário, no bairro de Prazeres, em Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife, com destino ao santuário. Logo após, será celebrada uma missa campal e, ao longo da semana, acontecerão as novenas. 

Além das atividades religiosas, a partir da quinta-feira (5) a programação fica por conta dos shows que seguem até o próximo dia 9 e já tem como atrações confirmadas nomes como Maestro Spok, Gerlane Lopes, Josildo Sá, Adilson Ramos, MC Tróia, MC Elvis, Banda Torpedo, Batista Lima, Fim de Feira e artistas locais. As apresentações da Festa da Pitomba começam a partir das 20h e seguem até a meia-noite, sempre no palco principal que estará montado no Parque Histórico Nacional dos Guararapes.

esquema especial de segurança, saúde e trânsito para os nove dias de festa. Ao todo, o esquema de segurança irá contar com 420 homens, sendo 150 policiais militares, 180 guardas municipais, 90 bombeiros e duas unidades móveis de videomonitoramento. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) dará suporte ao evento com um posto médico, além de viaturas, médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, condutores e bombeiros civis. Algumas secretarias municipais também promoverão diversas ações conjuntas, como orientações sobre o combate à violência contra a mulher, criança e adolescente, e campanhas educativas nas áreas da Saúde e Desenvolvimento Social. 

Já a Secretaria de Saúde fará testagem rápida todos os dias da Festa da Pitomba para diagnóstico e aconselhamento sobre Doenças Sexualmente Trnasmissíveis (DSTs), além de informar a população sobre prevenção, diagnóstico e tratamento dessas doenças. Apenas no dia 4, das 10h às 16h, serão realizados exames para diagnóstico de tuberculose.

Para garantir um melhor fluxo, a Secretaria Executiva de Mobilidade e Acessibilidade (Sema) interditará a avenida Guararapes. O bloqueio começará na avenida Dr. Júlio Maranhão e seguirá até o Monte dos Guararapes. A partir da segunda-feira (2) ao dia 8, agentes de trânsito fiscalizarão e interditarão as vias próximas ao Parque Histórico. No dia 9, último dia do evento, ocorrerá o trajeto da procissão de encerramento, com saída pelo Monte Guararapes, passando pela via local da PE-008 (avenida Dr. Júlio Maranhão), seguindo pela avenida Guararapes e rua dos Sonhos.
De: Folha de Pernambuco
Professor Edgar Bom Jardim - PE

Policial conceitua Bolsonaro de demagogo, populista e hipócrita

De;facebook.com/paulinho.trompete
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sexta-feira, 30 de março de 2018

Caminhada da Paixão é tradição na Semana Santa do Agreste

Religiosos, atletas amadores, frequentadores de academias, pessoas que fazem caminhadas unem religiosidade e prática sadia do viver, na Sexta-Feira Santa. Grupos da cidade de Orobó, Bom Jardim e João Alfredo, se organizam nas primeiras horas da manhã para ir até a Gruta de Nossa Senhora de Lourdes, localizada no distrito de Umari(Bom Jardim). A Caminhada da Paixão, vem atraindo a cada ano mais pessoas para o evento que agrega religiosidade, fé, sacrifício, esporte e saúde.

SIGNIFICADO: A Sexta-Feira Santa é uma reflexão sobre ao sacrifício de Jesus na cruz, um feriado religiosos comemorado pelos cristãos, simbolizando o dia da morte de Jesus Cristo, faz parte das festividades da Páscoa, que simboliza a ressurreição do Messias.  Páscoa é tempo de ressurreição, vida nova, prática do amor, prática do perdão, prática do bem, prática da não violência, não corrupção, prática  do bem, prática dos ensinamentos de Jesus Cristo. 


Fotos:Edinho Soares.
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“Temer se esconde atrás do foro privilegiado”, afirma Marina


Em entrevista concedida ao apresentador José Luiz Datena, nesta manhã, Marina Silva, pré-candidata à presidência da República pela REDE Sustentabilidade, não poupou palavras para condenar o esquema de propinas envolvendo o governo do presidente Michel Temer, investigado pela Operação Skala, por supostas irregularidades no Decreto dos Portos, editado em 2017.
“Este é mais um agravante da crise que estamos vivendo em relação à ética na política. No Palácio do Planalto, já há sete pessoas escondidas atrás do foro privilegiado sendo, o próprio presidente da república, uma delas. Michel Temer só não está sendo igualmente investigado, porque o próprio Congresso Nacional, após inúmeras negociatas, livrou o presidente de ser investigado como qualquer cidadão que comete crime”, enfatizou.
A Operação Skala, deflagrada pela Polícia Federal nesta quinta-feira, coloca o presidente diante da possibilidade de uma terceira denúncia criminal. As prisões provisórias, do advogado José Yunes, amigo e ex-assessor do presidente Michel Temer, o dono da Rodrimar, Antônio Greco, além de outros aliados do presidente, como o ex-ministro da Agricultura e ex-presidente da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) Wagner Rossi, foram decretadas com base em fortes indícios de práticas de crimes por corrupção.
Marina acredita que a prisão de empresários e políticos já representa uma vitória para a democracia. No entanto, defende que só com o fim do foro privilegiado, a justiça poderá ser de fato mais igualitária. “Precisamos urgentemente derrubar o foro porque ele virou um espaço de impunidade. E tem muita gente que vai se candidatar nessas eleições, não para prestar um serviço à sociedade, mas por desejar esse salvo-conduto”, afirmou.
Para a pré-candidata à presidência da REDE se a chapa Dilma-Temer tivesse sido cassada pelo TSE, com a consequente convocação de nova eleição, talvez essa crise não estivesse sendo aprofundada. “A transição precisava ter sido feita por alguém com credibilidade e legitimidade, o que não é o caso de Temer, que está escondido atrás do foro, como os seus ministros igualmente investigados e, infelizmente, outros mais de 200 deputados. O presidente da República deve ser o servo da democracia, o servo do respeito. E não o contrário”, pontuou.
Marina ressalta que não é possível que a sociedade continue acreditando que aqueles envolvidos nos escândalos e que criaram os problemas é que vão resolvê-los. O cidadão brasileiro terá um enorme poder nessas eleições, porque agora já sabe qual é a verdade que se escondia por trás discursos dos marqueteiros escondendo os volumosos esquemas de corrupção.
Fonte:redesustentabilidade.org.br/
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quinta-feira, 29 de março de 2018

Jesus é condenado à morte. Cena da Paixão de Cristo em Bom Jardim

Noite de  quinta-feira, temperatura baixa, possibilidades  de chuvas, pouca gente da cidade de Bom Jardim veio prestigiar a primeira noite da Paixão de Cristo 2018. 

Mais um ano de muita luta para promover  o teatro local. Fica cada vez mais claro a necessidade de um maior interesse de todos os segmentos da nossa sociedade em prestigiar, se fazer presente, estruturar melhor o ambiente, cenas, favorecer o acesso, fomentar o financeiro. O povo precisa compreender o significado amplo da cultura e seus impactos para sociedade. O grupo de teatro local necessita reinventar, rever procedimentos para ter maior sucesso. 

Existe uma lacuna grande quanto ao apoio dado e  à ser coroada pela prefeitura, no tocante a cultura de modo geral. 

Cultura, mais cultura, por favor!

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Quem são os amigos de Temer presos e quais acusações enfrentam

Michel TemerDireito de imagemPRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA
Image captionHá investigações para apurar suposto envolvimento de Temer com irregularidades no setor de portos desde os anos 1990
O inquérito que apura suposto pagamento de propina na edição do chamado decreto dos portos e tem o presidente Michel Temer entre os investigados teve novos desdobramentos nesta quinta-feira.
Em uma operação coberta de sigilo, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso mandou prender temporariamente alguns dos investigados, inclusive pessoas próximas de Temer.
Entre os detidos estão os amigos do presidente José Yunes, advogado e empresário, e João Batista Lima Filho, coronel da reserva da Polícia Militar de São Paulo. Ambos são suspeitos de operar propinas para Temer.
Além deles, foram presos também ao menos mais três pessoas: o ex-ministro da Agricultura Wagner Rossi (MDB), que foi de 1999 a 2000 diretor da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), estatal administradora do porto de Santos, assim como o empresário Antônio Celso Grecco, dono da Rodrimar, e Celina Torrealba, uma das donas do grupo Libra, empresas que operam em Santos.
As prisões foram confirmadas pela imprensa brasileira com os advogados dos investigados. O STF não se pronunciou, e a Polícia Federal, que realizou as prisões, disse que estava impedida de dar informações por determinação de Barroso.
No final de fevereiro, o ministro já havia decretado a quebra do sigilo bancário de Temer. Segundo a revista Veja, a medida atingiu também João Baptista Lima Filho, José Yunes e Rodrigo da Rocha Loures, ex-deputado federal também próximo ao presidente.
Na ocasião, o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, classificou a medida de "abusiva e desnecessária". Dias depois afirmou que entraria com pedido de impeachment contra o ministro que, segundo ele, estaria "abusando de sua autoridade e sendo parcial nas suas ultimas decisões".
Entenda melhor quem são os amigos de Temer presos e quais as acusações contra eles.
Porto de SantosDireito de imagemREUTERS
Image captionHá suspeitas de envolvimento de Temer em irregularidades ligadas ao Porto de Santos

Porto de Santos, história antiga

O decreto assinado pelo presidente em maio de 2017 ampliou o prazo de concessão dos portos no país de 25 anos para 35 anos, prorrogáveis até o limite de 70 anos. O inquérito em andamento investiga se a Rodrimar teria buscado intervir no decreto, com auxílio de Rocha Loures, para ampliar sua operação no Porto de Santos. Segundo o jornal Valor Econômico, os contratos da empresa, com datas de 1991, 1993 e 1999, estão vencidos e operam sob liminar. O presidente nega que o grupo tenha sido beneficiado pelas alterações aprovadas.
Já O Estado de S. Paulo revelou em 2016 que o grupo Libra foi o único beneficiário de uma brecha criada pela nova Lei dos Portos, aprovada em 2014, quando Temer era candidato a vice-presidente na chapa de Dilma Rousseff. O Libra tinha uma dívida milionária com o governo federal - o que o impediria de obter novos contratos públicos. Mas, graças à mudança na legislação, pode ganhar novos contratos de concessões para gerenciamento de Portos. O conglomerado de logística doou, em 2014, R$ 1 milhão para a conta de campanha do vice.
As suspeitas de envolvimento de Temer com irregularidades ligadas ao Porto de Santos, no litoral de São Paulo, no entanto, não vêm de agora. Há investigações apontando supostas propinas desde os anos 90. Segundo a imprensa brasileira, a história foi revelada inicialmente por Érika Santos, quando ela se separou de Marcelo Azeredo, que dirigiu a Codesp, órgão que administra o porto de Santos, entre 1995 e 1998, supostamente por indicação de Temer.
No processo de separação, Érika Santos acusou o marido de ter mais bens do que dizia, que seriam fruto de propina. Na ocasião, apresentou uma planilha que sugere pagamentos de empresas do Porto de Santos ao presidente e aliados. Segundo o jornal Folha de S.Paulo, esse documento está anexado ao inquérito que hoje investiga o decreto dos portos. A planilha traz siglas associadas a valores de propinas: MT, por exemplo, seria Michel Temer, e L representaria o coronel Lima. Ainda segundo o jornal, a planilha cita também as empresas Rodrimar, Libra e Argeplan Arquitetura e Engenharia, essa última de propriedade de Lima.
Segundo o jornal O Globo, a investigação acabou arquivada depois que Érika Santos mudou sua versão.
A Delação da JBS, em maio de 2017, acabou reabrindo essa história. O grupo comprou um terminal em 2014 da Rodrimar. Em depoimento em maio passado, o ex-executivo da JBS Ricardo Saud disse que Rocha Loures sugeriu o nome de Ricardo Mesquita, diretor de relações institucionais do grupo portuário Rodrimar, para receber propina que seria destinada a Temer.
Loures é também ex-assessor do presidente e foi filmado no ano passado recebendo uma mala da JBS com R$ 500 mil em ação controlada pela Procuradoria Geral da República (PGR).
Já o delator Lúcio Funaro, tido como operador de propinas do PMDB e próximo ao ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha, disse em agosto passado, em depoimento à PGR, que Temer teria pedido a Cunha para defender interesses de empresas, entre elas a Rodrimar e o grupo Libra, durante a tramitação da Medida Provisória dos Portos, em 2013. Cunha, na ocasião deputado federal, foi relator da medida na Câmara, atuação que lhe rendeu fortes embates com a presidente Dilma Rousseff na época.
"Essa MP foi feita para reforma do setor portuário e ela ia trazer um grande prejuízo para o grupo Libra, que é um grupo aliado de Cunha e, por consequência, de Michel Temer, porque é um dos grandes doadores das campanhas de Michel Temer", disse Funaro no depoimento, segundo o jornal Folha de S.Paulo.
Temer nega ter recebido propinas e agido para beneficiar empresas.
José YunesDireito de imagemREPRODUÇÃO
Image captionYunes foi assessor especial de Michel Temer em 2016, mas deixou o cargo depois de ser citado em delação da Odebrecht

Quem é José Yunes

A amizade entre José Yunes e Temer começou na faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), onde ambos estudaram entre o final dos anos 50 e início dos anos 60. Yunes inclusive foi diretor do Centro Acadêmico XI de Agosto, entre 1958 e 1961, segundo informações do Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil da FGV. Já Temer foi segundo-tesoureiro do centro acadêmico e chegou a concorrer a presidência em 1962, mas não foi eleito.
Depois, no final dos anos 70, Yunes entrou no MDB, partido de oposição à ditadura pelo qual foi eleito deputado estadual em São Paulo em 78. Temer, por sua vez, se filiou à legenda em 1981. Ambos atuaram na Assembleia Constituinte que elaborou a Constituição de 1988, Yunes por um período de poucos meses, já que havia sido eleito suplente pelo MDB (na época chamado PMDB).
Depois disso, o advogado não concorreu mais a cargos públicos, mas voltou à Brasília após o impeachment, em 2016, para assumir a função de assessor especial de Michel Temer.
Durou pouco no cargo. Após três meses, se demitiu ao ter seu nome envolvido no escândalo da delação da Odebrecht. O ex-vice-presidente de Relações Institucionais da empreiteira Cláudio Melo Filho disse que entregou dinheiro para campanhas do então PMDB no escritório de Yunes em São Paulo. Na ocasião, ele disse à Rede Globo que foi usado como "mula" por Edson Padilha, ministro-chefe da Casa Civil de Temer, e quem deixou a encomenda, um suposto documento, foi Lúcio Funaro, tido como operador de propinas do MDB pela Operação Lava Jato. Funaro fez acordo de delação e cumpre prisão domiciliar.
"Na verdade, eu fui um 'mula' involuntário. Por quê? Eu contei a história que é a minha versão dos fatos e real. O Padilha em 2014 pediu se poderia uma pessoa entregar um documento no meu escritório que uma outra pessoa iria pegar. Falei: 'sem problema nenhum'", contou à Rede Globo.
"Foi o que ocorreu. Agora, quem levou o documento, que eu não conhecia a pessoa, é o tal de Lúcio Funaro. Ele levou o documento. Eu não o conhecia. Ele deixou lá envelope e falou: 'uma outra pessoa vai falar em nome do Lúcio e vai pegar o documento'. Uma pessoa foi no escritório e pegou o documento que era um envelope, né? Essa é a realidade dos fatos", disse ainda Yunes, segundo a rede de televisão.
Funaro, por sua vez, acusou Yunes de ser administrador da propina de Temer, em depoimento à Procuradoria Geral da República, no ano passado. "José Yunes, além de administrar, investia a propina porque ele era dono de uma empreiteira, de uma incorporadora em São Paulo", disse, segundo reportagem da Folha de S.Paulo.
Sede da Argeplan em São PauloDireito de imagemREPRODUÇÃO/GOOGLE STREET VIEW
Image captionSuposto repasse da JBS para campanha de Temer à vice-presidência teria sido entregue na sede da Argeplan, empresa do Coronel Lima

E o Coronel?

O coronel reformado da Polícia Militar de São Paulo João Baptista Lima Filho é apontado por delatores da Operação Lava Jato como operador de propina bastante próximo a Temer.
A amizade entre os dois teve início nos anos 80, quando o presidente foi nomeado secretário de Segurança Pública de São Paulo. O cargo foi ocupado três vezes por Temer, primeiro entre 1984 e 1896 e depois por períodos mais curtos na primeira metade dos anos 90.
Temer sucedeu na pasta Miguel Reale Júnior, que veio a ser um dos autores do pedido de impeachment contra a ex-presidente Dilma Rousseff. Segundo reportagem do El País, o coronel Batista era assessor do gabinete de Reale Júnior e permaneceu ali quando Temer o sucedeu.
Já após a saída de Temer, Lima passou a atuar no setor de obras da Polícia Militar. Hoje, o coronel é dono da Argeplan, empresa de arquitetura e engenharia que tem entre seus clientes órgãos e empresas públicos como Petrobras, Infraero, governo de São Paulo, Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), entre outros citados no site da companhia.
Entre as acusações que pesam contra o coronel estão o suposto repasse de R$ 1 milhão pela JBS pelo contador Florisvaldo Caetano de Oliveira, a pedido do ex-diretor de Relações Institucionais do grupo, Ricardo Saud, de acordo com delação dos dois. O dinheiro seria destinado à campanha de 2014 de Temer à vice-presidência e teria sido entregue na sede da Argeplan, empresa de Lima.
Essas acusações deram origem à Operação Patmos, deflagrada em 17 de maio do ano passado, que encontrou na casa do Coronel notas fiscais indicando que ele pagou por reformas na casa de uma das filhas de Temer, Maristela.
Além disso, o coronel foi acusado de ter recebido R$ 1 milhão da construtora Engevix pelo empresário José Antunes Sobrinho, durante negociação em que tentou fechar acordo de delação.
O valor seria propina destinada a Temer como recompensa por um contrato de R$ 162 milhões da empreiteira com a Eletronuclear. Lima admitiu ter recebido o dinheiro da Engevix à revista Época, mas disse que se tratou de pagamento por serviços prestados por sua empresa.
BBC
Professor Edgar Bom Jardim - PE

quarta-feira, 28 de março de 2018

Corvina, o peixe mais vendido na feira livre de Bom Jardim durante a Semana Santa



Semana Santa é o período que mais se vende peixe na cidade de Bom Jardim. Poucas pessoas consomem carne durante este período. O tradicional peixe  da Quaresma foi vendido em diversas bancas na feira livre nesta quarta-feira(28). Os preços praticados eram os mesmos em diversos locais da feira. Nos mercadinhos haviam pouca diferença de para outro. Confira o preço médio por quilo: Corvina, o peixe  mais vendido de todos, custava em média R$ 9,50; Cavalinha R$ 7,00;  Tilápia R$ 10,00; Salmão  R$ 35,00; Cioba variação entre R$ 26,00 e  R$ 30,00; Bacalhau Verde R$ 35,00; Bacalhau salgado variação entre R$ 24,00 e  R$ 25,00.
O coco foi vendido por R$ 1,50 até R$ 4,00. Os valores variavam de acordo com o tamanho ou se ralado na hora. O pacote de bredo era vendido a unidade  por R$ 3,00 ou 2 unidades por R$5,00, dependendo do feirante e das negociações acordadas com os clientes.


Professor Edgar Bom Jardim - PE

Tempos de Ditadura:após tiros e sob tensão, Lula encerra caravana em Curitiba horas depois de discurso de Bolsonaro na cidade

Lula na caravana pelo ParanáDireito de imagemRICARDO STUCKERT
Image captionEm caravana pelo Paraná, ônibus da caravana de Lula chegou a ser atingido por tiros
Poucas horas depois de a caravana do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegar a Curitiba, ainda sob abalo pelo ataque que atingiu com ao menos três tiros dois ônibus da comitiva, era tensa a atmosfera para o que deveria ser a festa de encerramento da turnê pelo Sul do pré-candidato do PT.
No comício do petista, as mensagens de aposta em Lula eleito presidente em 2018 dividiram espaço com acusações contra os agressores.
Um cartaz grande pendurado na Praça Santos Andrade dizia: "Aqui não é Bagé", em referência aos protestos com os quais a caravana foi recebida, dias antes, na cidade gaúcha. Ali, ruralistas e manifestantes bloquearam a passagem da comitiva com caminhões e tratores, em um prenúncio dos sucessivos episódios de hostilidade que viriam nos dias seguintes.
As caravanas de Lula começaram pelo Nordeste como uma maratona para tentar reforçar a popularidade do petista, mas tiveram passagem conturbada pelo Sul do país.
Na viagem pela região, que começou pelo Rio Grande do Sul, passou por Santa Catarina e agora se encerra no Paraná, a caravana de Lula recebeu ovadas, pedradas e assistiu a confrontos entre manifestantes anti-Lula e militantes petistas.
Mais cedo, nesta quarta-feira, a animosidade contra a presença do petista se expressava em camisetas, pixulecos e cartazes no Aeroporto Internacional de Curitiba. O ato era para recepcionar o pré-candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL) - que disputou as atenções com Lula na capital paranaense antes de seguir caminho para uma agenda em Ponta Grossa, no interior do Estado.
Sobre um carro de som com a faixa "Lula ladrão: Em Curitiba só na prisão", Bolsonaro abriu seu discurso fazendo referência aos ovos jogados contra os ônibus e integrantes da caravana:
"Aqui não tem mortadela - aqui tem ovo!", gritou para uma plateia de seguidores, acenando com uma caixa de ovos em suas mãos, com a estrela vermelha do PT e um desenho de Lula vestido como presidiário estampado na embalagem.
O encerramento do ato de Bolsonaro no aeroporto se deu com uma convocação para que todos os presentes de reunissem na chamada Praça do Homem Nu e de lá partissem juntos para fazer oposição ao ato petista no centro de Curitiba, marcado para as 17h.
"Vamos enfrentar os vermelhos que vão estar na Praça Santos Andrade", disse um locutor no carro de som antes de terminar o evento.
Bolsonaro recebido por fãs no aeroporto
Image caption"Aqui não tem mortadela - aqui tem ovo!", gritou Bolsonaro no aeroporto
Outros adversários do petista na corrida presidencial repudiaram o ataque contra o pré-candidato. Geraldo Alckmin, do PSDB, que ensaiou uma crítica ao dizer, ainda na terça-feira, que o "PT colhe o que planta", tuitou nesta quarta-feira que "toda forma de violência deve ser condenada" e pediu que as autoridades apurem e punam os autores do ataque.

Pedras, tiros e pneu furado

Na noite de terça-feira, a caravana deixou o município de Quedas do Iguaçu, no interior do Estado, e se dirigia para Laranjeiras do Sul quando passageiros do ônibus que carregava jornalistas ouviram o que imaginaram ser pedras jogadas contra o veículo. Alguns quilômetros depois, o ônibus foi obrigado a parar porque os pneus começaram a murchar.
Haviam sido atingidos por "miguelitos", objetos pontiagudos colocados nas vias para furar pneus de veículos. Foi então que perceberam as perfurações na lataria do veículo. O ônibus da imprensa fora atingido por dois tiros, e o que carregava convidados da caravana petista, por um disparo. O terceiro veículo, onde estava Lula, não foi atingido.
Marcio Macedo, vice-presidente nacional do PT e coordenador das caravanas de Lula pelo Brasil, afirma que todos ficaram abalados.
"Claro que a gente se assustou. Foram tiros com a intenção de acertar. Poderiam ter atingido o presidente (Lula) ou qualquer um de nós", conta Macedo. "Graças a Deus não houve nenhum incidente mais grave e vamos seguir com o planejamento de encerrar a caravana hoje em Curitiba, em paz e harmonia."
Na segunda-feira, durante passagem da comitiva por Francisco Beltrão, no Paraná, seguranças do ex-presidente foram acusados de agredir um repórter do jornal O Globo.
Dois dias antes, em Chapecó (SC), o ex-deputado federal petista Paulo Frateschi foi atingido por um objeto durante um confronto entre militantes pró e contra Lula que deixou mutilada parte de sua orelha.
Caravana de Lula em Curitiba
Image captionConcentração de manifestantes favoráveis ao ex-presidente Lula na capital paranaense
Pesquisas de opinião apontam Lula como o pré-candidato à Presidência com maior intenção de votos nas eleições de 2018. Em segundo lugar, está Bolsonaro.
Na segunda-feira, o TRF-4 negou recurso da defesa de Lula e confirmou a condenação em segunda instância do ex-presidente a 12 anos e um mês de prisão pelo caso do tríplex do Guarujá. Em tese, assim, o ex-presidente já estaria inelegível pela lei da Ficha Limpa.
Uma eventual prisão do petista depende agora de decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que marcou para o dia 4 de abril a sessão para julgar o habeas corpus preventivo pedido pela defesa.
A pressão pela decisão dos ministros da Suprema Corte se soma à tensão em Curitiba, berço da Lava Jato, com panfletos distribuídos na rua afirmando que "O Brasil é maior que o STF".

Ato no Paraná

À medida que se aproximava o horário do ato petista, grupos anti-Lula começaram a se deslocar em direção à praça, alguns vistos carregando caixas de ovos.
No início da noite, antes mesmo que o ex-presidente chegasse ao ato, a situação na praça começou a ficar mais tensa. Um grupo de manifestantes anti-Lula se aproximou dos militantes petistas e começou a bradar "Lula na cadeia". Eles foram chamados de fascistas pelos militantes pró-Lula.
Agentes da Tropa de Choque e da Cavalaria da PM se colocaram entre os manifestantes para evitar confronto aberto.
Caravana de Lula em Curitiba
Image captionClima de tensão substituiu atmosfera festiva

Disputa de narrativas

Desde terça-feira, a assessoria de imprensa do ex-presidente e os assessores do governo do Paraná disputam versões sobre as condições de segurança da comitiva. A equipe de Lula afirmou ter pedido escolta policial ao Estado, o que teria sido negado pelo secretariado do governador Beto Richa (PSDB). Já o governo paranaense nega que tenha sido pedido um reforço na segurança.
"Nós planejamos isso há muito tempo e passamos todo o nosso cronograma para as autoridades de segurança do Estado. Isso foi previamente combinado. Queremos garantir a segurança de todos que estarão na praça. Queremos que o Estado cumpra o seu dever constitucional de garantir o direito da sociedade de se manifestar livremente", disse Marcio Macedo.
Em nota, a assessoria do governo do Paraná afirmou que "não houve qualquer pedido formal de escolta da caravana do ex-presidente nem ao próprio ex-presidente, embora ele tenha esta prerrogativa. Tanto é que o paradeiro dele é incerto e não sabido".
Um inquérito da Polícia Civil do Paraná vai apurar o ataque contra a caravana.
Com Informação da BBC
Professor Edgar Bom Jardim - PE

terça-feira, 27 de março de 2018

Mesmo com atendimento precário Caixa registra lucro líquido recorde de R$ 12,5 bilhões em 2017

*Foto:Edgar S. Santos
A Caixa Econômica Federal registrou lucro líquido recorde de R$ 12,5 bilhões, em 2017. O crescimento em relação a 2016 chegou a 202,6%. O lucro líquido recorrente alcançou R$ 8,5 bilhões, aumento de 106,9% em 12 meses.

Segundo o banco, houve redução nas despesas com Provisão para Devedores Duvidosos (PDD) em 4,2% e crescimento nas receitas com prestação de serviços em 11,5%, totalizando R$ 25,0 bilhões.

O presidente da Caixa, Gilberto Occhi, considera que o resultado excelente é consequência da melhor alocação de capital em todas as operações do banco, além do fortalecimento da gestão do risco dentro da empresa. O índice de inadimplência encerrou o ano com redução de 0,6 ponto percentual em 12 meses, alcançando 2,25%, abaixo da média de mercado (de 3,25%).

“A nossa estratégia neste ano de 2017 foi trazer sempre uma melhoria, o fortalecimento da nossa governança, melhoria da eficiência, assegurando a rentabilidade, por mais que tenhamos mantido nossa carteira de crédito com ligeira queda”, disse Occhi.
Ao final de 2017, a carteira de crédito da Caixa alcançou saldo de R$ 706,3 bilhões, apresentando leve redução de 0,4% em 12 meses, e manutenção da participação de mercado em 22,4%, a maior carteira entre as instituições brasileiras. “Esse desempenho ocorreu devido à retração de 15,3% na carteira comercial e foi compensado pelo crescimento de 6,3% das operações de habitação e 5,2% das operações de saneamento e infraestrutura. Essas evoluções estão em linha com o Plano de Capital da Empresa”, disse o banco.

Crédito imobiliário

Mantendo a liderança no mercado imobiliário, com 69% de participação, a carteira imobiliária da Caixa obteve saldo de R$ 421,7 bilhões. Os créditos concedidos com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), representam R$ 237,6 bilhões, queda de 2,6% sobre o ano anterior.

O vice-presidente de finanças da Caixa, Arno Meyer, informou que, apesar do saque das contas inativas do FGTS no ano passado, a redução dos recursos concedidos pelo fundo (2,6%) foi baixa. “Novas entradas fizeram com que o fundo caísse bem pouco”, avalia. Foram contratadas 482 mil novas unidades habitacionais pelo Programa Minha Casa, Minha Vida, somando R$ 57,8 bilhões. O pagamento de benefícios sociais, sobretudo Bolsa Família, foi de R$ 28,7 bilhões, alta de 1,5% em 12 meses.

Ativos e despesas de pessoal

Em dezembro, a Caixa possuía R$ 2,2 trilhões em ativos administrados, avanço de 1,9% em 12 meses. Os ativos próprios totalizaram R$ 1,3 trilhão, um crescimento de 0,4% em 12 meses.

As despesas de pessoal alcançaram R$ 22,4 bilhões no ano, avanço de 6,6% em 12 meses, impactadas pelo acordo coletivo e pelos planos de demissão voluntária, que geraram despesas não recorrentes de R$ 863,0 milhões, com o desligamento de 6,9 mil empregados.

O presidente da Caixa espera, para 2018, uma repetição do bom resultado de lucro recorrente registrado em 2017, investindo em redução das despesas e melhoria das receitas em prestação de serviços. “Os resultados orgânicos virão, principalmente, da melhor otimização do capital, do crescimento da carteira de crédito. Acredito muito na eficiência do banco”, declarou.
Com Informações da FPE.
Professor Edgar Bom Jardim - PE