segunda-feira, 3 de julho de 2017

Exames confirmam infecção por raiva em dona de pet shop


Exames laboratoriais realizados em São Paulo confirmaram a infecção por raiva na dona de pet shop Adriana Vicente da Silva, de 35 anos, que foi mordida por um gato de rua no Recife. Segundo o gerente do Centro de Vigilância Ambiental do Recife, Jurandir Almeida, a avaliação de DNA feita na paciente ainda internada apontou que a cepa envolvida no adoecimento dela é a mais prevalente em morcegos hematófagos (que se alimentam de sangue).

Segundo ele, provavelmente o gato se contaminou com o morcego. Com o resultado, a prefeitura irá intensificar ainda mais as ações de bloqueio com relação a esses mamíferos.

Desde a identificação do caso pela vigilância ambiental, no último dia 26, a cidade iniciou um mutirão para identificar casos suspeitos de raiva animal, vacinação em massa de cães e gatos domésticos e de rua, além de caça a morcegos numa área de 5 quilômetros, a partir da praça Oswaldo Cruz, no bairro da Boa Vista.

Neste perímetro de segurança estão cerca de 30 bairros. Até agora 12 mil domicílios já foram vistoriados e 1,2 mil animais imunizados contra a raiva.

Entre 2015 e 2017, Pernambuco registrou 50 casos de raiva em animais, sendo a maioria em bovinos e caninos. No Recife, a última ocorrência confirmada do vírus em cães e gatos aconteceu há mais de 12 anos. Essa aparente tranquilidade com relação aos animais domésticos das cidades não reflete a situação em outro mamífero: os morcegos. Neles há um risco maior de ocorrência.

Morcegos
Classificados como reservatórios naturais da doença, os morcegos são um dos principais responsáveis pelo aparecimento de casos em humanos e em pequenos animais nas áreas urbanas e, por isso, também estão no foco das ações de bloqueio no Recife. A cidade montou um mutirão contra raiva na última semana, após a empresária Adriana Vicente, 35, apresentar os sintomas da infecção depois de ser mordida por um gato de rua. Ela morreu na quinta-feira.

“Apesar de nos depararmos com essa situação aqui no Recife, nós estamos controlando, há algum tempo, a existência da raiva animal”, disse a coordenadora de vigilância ambiental e controle de zoonoses do Recife, Maria Luiza Coelho. “O morcego ganhou importância no decorrer dos anos. Com a construção das cidades estamos desalojando eles e mudando sua forma natural de vida”, comentou .

Eles podem passar o vírus entre si, e para outros animais da cadeia alimentar deles, no caso dos morcegos hematófagos (que se alimentam de sangue). Isso inclui bovinos, equinos, cachorros e até mesmo o homem. “Inclusive o gato, que mordeu a empresária, pode ter pego a doença de outro gato, de um cão ou de um morcego”, exemplificou. 
Ações preventivas
O protocolo indica que, além da captura de morcegos, sejam feitos ainda a observação de qualquer animal com suspeita de infecção pelo vírus, o recolhimento e coleta de material biológico de bichos mortos sem causa definida e a vacinação antirrábica anual de cães e gatos. “A captura de morcego é uma atividade da vigilância do controle da raiva animal. Fazemos esse trabalho de acordo com o relato de acidente com morcegos ou quando há relato de outros animais sendo atacados por eles”, comentou a coordenadora.
Por: Renata Coutinho, da Folha de Pernambuco
Professor Edgar Bom Jardim - PE

Como a rainha da Inglaterra ganha dinheiro?


Elizabeth 2ªDireito de imagemEPA
Image captionPor causa de acordo feito em 1760, monarca recebe espécie de "salário" do Tesouro britânico a cada dois anos

O governo britânico anunciou que a rainha Elizabeth 2ª vai receber um aumento de 8% no pagamento público que recebe, após o bom desempenho no último ano do Crown Estate, a entidade gestora do patrimônio da monarquia do Reino Unido, que anunciou um lucro de 328 milhões de libras (R$ 1,4 bilhão) em 2016/2017, um aumento de 24 milhões de libras (R$ 101 milhões) em relação ao ano anterior.
Isso significa que o Fundo Soberano - espécie de pagamento fixo do Tesouro Britânico à rainha que paga pelos salários dos funcionários da família, pelas viagens oficiais e pela manutenção dos palácios - para 2017/2018 será de cerca em 82,2 milhões de libras, um aumento de mais de 6 milhões.
Mas exatamente quão rica é a rainha? E de onde vem este dinheiro?
Apesar de muitos detalhes sobre as receitas da rainha serem públicos, sua exata fortuna é desconhecida, porque ela não é obrigada a revelar suas finanças pessoais.
A principal fonte de receita é o Fundo Soberano, composto por uma porcentagem fixa dos lucros do patrimônio da Coroa - gerenciados pelo Crown Estate - que são pagos ao Tesouro.
O Crown Estate foi criado em 1760, quando o rei George 3º chegou a um acordo com o governo estabelecendo que o lucro desse patrimônio iria para o Tesouro e, em troca, o monarca receberia um pagamento anual - o Fundo Soberano.
O Estate é uma entidade independente que administra um dos maiores portfólios de propriedades e concessões do país, que inclui residências, escritórios, lojas, empresas e centros comerciais. A monarquia é dona de terras em Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte.
A rainha ou rei em exercício recebe, do Tesouro, 15% dos lucros anuais do Crown Estate para pagar os custos com sua equipe, manutenção de propriedades, viagens e compromissos oficiais.
O governo já havia anunciado, no entanto, que entre 2017 e 2027 esse percentual aumentará para 25%, para ajudar a pagar uma reforma de 369 milhões de libras no Palácio de Buckingham.
Tecnicamente, o patrimônio da Coroa pertence ao monarca durante a duração de seu reinado, mas, na prática, não pode ser vendido por ele ou ela.

Palácio de BuckinghamDireito de imagemREUTERS
Image captionReforma do Palácio de Buckingham, uma das principais atrações turísticas de Londres, aumentará valor fixo pago à rainha

Riqueza privada

Já os gastos gerados por outros membros da família real são custeados por uma receita privada da rainha, o privy purse.
Os fundos para isso vêm em sua maioria do Ducado de Lancaster, um portfólio de terras, propriedades e bens da rainha que são administrados se forma separada do patrimônio da Coroa.
Este portfólio consiste de 18.454 hectares de terras na Inglaterra e no País de Gales, além de propriedades comerciais, agrícolas e residenciais.
Apesar de ser classificado como um patrimônio privado da rainha, não pode ser vendido por ela.
Assim como o patrimônio da Coroa, os lucros do Ducado de Lancaster vão para o Tesouro, que então financia parte das despesas da rainha não cobertas pelo Fundo Soberano.
O chanceler do Ducado de Lancaster é quem administra as propriedades e aluguéis deste ducado.
De forma separada, a receita do Ducado da Cornualha financia os gastos privados e oficiais do príncipe de Gales (Charles) e da duquesa da Cornualha (Camilla).
Ambos são isentos do pagamento de taxas para o governo porque são entidades da Coroa.
De acordo com o Sunday Times, a rainha tem ainda um portfólio de investimentos que consiste em sua maior parte de ações de empresas britânicas consideradas mais confiáveis, avaliado em 110 milhões de libras.
Seus bens ainda incluem uma coleção de selos, joias, carros, cavalos, o legado da rainha-mãe. Tudo isso contribui para sua fortuna pessoal.
Separadamente, ainda há a coleção real, que inclui joias da Coroa, obras de arte, móveis antigos, fotografias históricas e livros, num total de mais de 1 milhão de objetos avaliados em 10 bilhões de libras.
Mas esta coleção não pode ser contabilizada na fortuna da monarca porque é administrada em nome de seus sucessores e do país.

Gráfico

Sustento

No país, há grupos que fazem campanha pelo fim da monarquia e do pagamento do Fundo Soberano.
A ONG Republic publicou seu próprio relatório das despesas da família real em 2016/2017 e chegou a uma conta de 345 milhões de libras.
Para o chefe da ONG, Graham Smith, é "uma conta enorme para os pagadores de impostos" e para sustentar "vidas privilegiadas".
"O aumento mais recente do Fundo Soberano foi anunciado num momento em que há restrições salariais no setor público e uma forte discussão no Reino Unido sobre o abismo entre ricos e pobres", diz o analista para assuntos da monarquia da BBC Peter Hunt.
"Mas todos os anos, os críticos da instituição reclamam, e assistentes da família real garantem que mantêm os custos sobre controle e que o dinheiro extra é necessário para salvar o palácio (de Buckingham)."
No ano passado, a despesa bruta oficial da rainha aumentou em cerca de 2 milhões de libras.
Mesmo assim, o tesoureiro da monarca, Alan Reid, afirmou que ela representa "um excelente custo benefício".
"Quando você analisa estas contas, percebe que o Fundo Soberano custou, no ano passado, 65 pence (R$ 2,74) por pessoa ao Reino Unido. Isso é o preço de um selo", afirmou.
Fonte:BBC
Professor Edgar Bom Jardim - PE

Prefeitura de João Alfredo firma parceria para realizar cirurgias



O município de João Alfredo receberá entre os dias 4 e 8 de julho, a caravana de cirurgias de cataratas da Fundação Altino Ventura (FAV). A ação faz parte do Projeto Catarata, que percorre os municípios pernambucanos com triagem de pacientes e procedimentos cirúrgicos. Além do município sede, o projeto também vai contemplar Feira Nova, Bom Jardim e Orobó. De acordo com o cronograma da Fundação Altino Ventura, serão realizados mais de 130 procedimentos em uma unidade médica móvel que ficará instalada na Unidade Mista Joana Amélia Cavalcanti. De João Alfredo são quase 60 pessoas. A Secretaria de Saúde de João Alfredo ainda disponibilizará salas de recepção, de enfermagem, de exames complementares, para consultório médico e de insumos. Toda a estrutura está pronta para receber os pacientes. O grupo de trabalho será formado por 14 profissionais da FAV e 08 da Secretaria Municipal de Saúde.
 *Publicação de 01 de Julho - Governo Municipal.

Professor Edgar Bom Jardim - PE

domingo, 2 de julho de 2017

Máfia: Tabela beneficia Flamengo no Brasileirão 2017

CBF BENEFICIA FLAMENGO


O engenheiro Horácio Nelson Wendel é considerado um especialista em análise de tabelas no meio do futebol. Em anos anteriores, seu trabalho chegou a ser consultado, participando da formatação das rodadas de algumas edições do Campeonato Brasileiro.

Ao analisar detalhadamente os pontos positivos e negativos da tabela do Brasileirão 2017, Horácio notou um beneficiado evidente: o Flamengo: “A tabela do Brasileirão 2017 é toda feita para o Flamengo ser campeão. Um absurdo”, afirmou.

De acordo com O Tempo, o especialista encontrou 73 erros na tabela do campeonato e denunciou a falta de cuidado e critério da CBF para a montagem da mesma. Para Horácio, a nítida "parcialidade clubística" gera uma imediata desvalorização do produto, que tende a cair em descrédito.


E a tabela do campeonato brasileiro 2017 é voltada para beneficiar o Flamengo, isso é uma vergonha! Os outros clubes deveriam posicionar-se.

Dentre os inúmeros apontamentos de Horácio, estão:
1) O Flamengo joga cinco vezes seguidas na cidade do Rio de Janeiro nas rodadas 21-22-23-24-25;
2O Flamengo jogará três vezes seguidas no Rio nas rodadas 7-8-9 e mais três vezes seguidas no Rio nas rodadas 11-12-13;
3O Flamengo fará 11 jogos em casa e 1 jogo fora de casa, em 2 períodos seguidos, de 12 rodadas;

Entretanto, a crítica de Horácio não se resume ao suposto benefício ao Flamengo. De acordo com ele, a tabela inteira está condenada. O Corinthians, por exemplo, joga quatro vezes seguidas em São Paulo nas rodadas 11-12-13-14 e dentre as rodadas 21 e 25 jogará 4 vezes em casa e apenas 1 vez fora.


a tabela do campeonato brasileiro favorece claramente Flamengo e Corinthians com largas sequência de jogos em casa.

Os problemas não acabam aí. Para o engenheiro, há um intencional "desencontro" de nível técnico: “Nas 10 primeiras rodadas, os 10 melhores clubes de 2016 jogam contra os seis piores e os quatro vindos da Série B. Nas nove últimas rodadas, os 10 melhores jogam entre si, e os 10 piores jogam entre si”.
Fonte:90min.com
Professor Edgar Bom Jardim - PE

O que as pessoas comem nas regiões com as expectativas de vida mais altas do mundo?


Pessoas que moram nas regiões com as maiores expectativas de vida do mundo têm alguns hábitos em comum

Qual é o segredo para uma vida longa? Essa pergunta desperta a curiosidade de cientistas e leigos.
Alimentar-se bem pode ser uma das respostas - se não para viver eternamente, ao menos para passar dos cem anos de idade.
E é justamente a alimentação que chama a atenção em cinco regiões do planeta onde a população atinge uma idade média superior a cem anos.
"O que descobrimos é que as pessoas nessas regiões não só vivem mais tempo - cerca de dez anos acima da média - mas vivem melhor a sua velhice", disse à BBC o cientista americano Dan Buettner, que batizou essas cinco regiões de "zonas azuis".

Feijões e outros grãosDireito de imagemPANDA3800
Image captionEspecialista diz que pessoas que moram nas chamadas "zonas azuis" vivem melhor sua velhice

Em seu livro As Zonas Azuis, Buettner estudou os hábitos alimentares na ilha de Okinawa, no Japão, na cidade de Loma Linda, na Califórnia (EUA), na ilha de Ikaria, na Grécia, na Sardenha (Itália) e na península de Nicoya, na Costa Rica.
Mas de que se alimentam essas pessoas para ajudar em sua longevidade?
"A maioria dos alimentos que consomem vêm de plantas. Mas, acima de tudo, são alimentos não processados ​ou muito pouco processados", disse Buettner, que contou ter partido da "bastante estabelecida" noção de que apenas 20% da nossa longevidade média pode ser atribuída à genética. "Os 80% restantes (se devem) ao estilo de vida e ao ambiente."

Sem leite ou refrigerante

De acordo com Buettner e uma pesquisa que contou com o apoio da National Geographic, os três alimentos básicos são as folhas verdes (vegetais), oleaginosas e grãos.
Mas existem muitas variações e complementos que dependem exclusivamente de cada região.
"Eles comem carboidratos, mas não processados como bolos ou donuts, mas sim grão de trigo ou batatas", disse o pesquisador.

JaponesaDireito de imagemGETTY IMAGES
Image captionNo Japão existem várias regiões onde as mulheres são as que mais vivem no planeta

Uma das coincidências nas dietas é a ausência total de refrigerantes e produtos derivados do leite de vaca.
"Muitas dessas pessoas que conseguiram ter uma vida tão longa só conheceram os refrigerantes há cerca de dez anos. E comem queijo, mas os que vêm de cabra ou pecorino, de ovelhas", disse ele.
Quando se trata de proteína, o peixe é rei.
"Eles consomem cerca de três porções de peixe por semana, a mesma frequência dos ovos. Mas comem pouca carne vermelha, cerca de cinco porções por mês", disse Buettner.
"É o que eles têm ao seu alcance. Seu consumo se limita muito ao que eles são capazes de produzir localmente."

E o que bebem?

Em 2013, perguntaram a Stamatis Moratis, um morador da ilha de Ikaria de 98 anos de idade, qual era o segredo para viver tanto.
E sua resposta não era peixe nem grãos ou vegetais. "É o vinho."

Homem bebendo vinhoDireito de imagemGETTY IMAGES
Image captionVinho é uma das bebidas que fazem parte das tradições de muitas dessas regiões

"O vinho que eu tomo é puro, nada é adicionado. O vinho produzido comercialmente têm conservantes, que não são bons", disse ele na época à BBC.
De acordo com Buettner, as bebidas preferidas das pessoas dessas áreas são água e vinho.
"Tomam, em média, seis copos de água e muitos deles têm, dentro de suas culturas, o hábito de tomar umas três porções de vinho por semana", detalhou.
Mas há uma outra surpresa: o café também tem lugar cativo.
"Vimos que em algumas destas zonas azuis o consumo de café é bastante comum, especialmente porque o consideram um potente antioxidante", acrescentou o pesquisador.

Influência dos processados

Uma das conclusões da pesquisa de Buettner é a péssima influência de alimentos processados ​​em dietas ao redor do mundo - algo que se expandiu pela influência dos EUA. A ponto de algumas das zonas azuis estarem perto de perderem tal "status" por força da incorporação de comidas processadas em suas dietas.
Ao mesmo tempo, é curioso que uma dessas zonas azuis esteja localizada precisamente nos Estados Unidos: Loma Linda, na Califórnia.
E talvez a resposta para a longevidade dali seja a religião.
Cerca de metade dos 24 mil habitantes desta cidade são membros da Igreja Adventista do Sétimo Dia. E vivem dez anos a mais do que a maioria dos americanos.

Idosos fazem exercícios em Loma Linda
Image captionA cidade de Loma Linda, nos Estados Unidos, é uma das zonas azuis ao redor do mundo

"Acho que cheguei a esta idade (101 anos em 2015) porque não bebo ou fumo, vou para a cama cedo e agradeço a Deus por sua bondade", disse Betty Streifling à BBC.
Nesse sentido, Buettner diz que ninguém pode mudar seus hábitos alimentares da noite para o dia, mas sim o ambiente.
"É muito difícil tentar mudar a atitude das pessoas frente à comida, mas se em vez de se depararem com uma hamburgueria ou sorveteria a cada duas quadras elas tivessem a seu alcance lojas de alimentos saudáveis, certamente as taxas de longevidade aumentariam", opinou.
"Além disso, nessas áreas azuis, a ideia de 'alimentação saudável', que para muitos é uma imposição, para eles é simplesmente 'comer normalmente', como têm feito há anos", concluiu.
"O segredo é dedicar o tempo a preparar esses alimentos básicos que os humanos consomem há milhares de anos, torná-los saborosos - considerando que nosso paladar foi destruído pelo açúcar, pelo sal e pela gordura (dos alimentos processados)."
Professor Edgar Bom Jardim - PE