sábado, 17 de junho de 2017

De Cuba a Paris: Seis políticas de Obama que Trump reverteu


Trump nesta sexta-feira, ao assinar sua nova política nas relações com CubaDireito de imagemREUTERS
Image captionPresidente americano anunciou nesta sexta recuos na aproximação com Cuba, com restrições a alguns tipos de viagens e transações comerciais

O anúncio do presidente Donald Trump, nesta sexta-feira, de que vai revisar partes do acordo de aproximação entre Estados Unidos e Cuba é a mais recente de uma série de medidas tomadas para reverter políticas implementadas por seu antecessor, Barack Obama.
Desde que assumiu o poder, em janeiro, Trump já alterou políticas relacionadas a comércio, meio ambiente, saúde, segurança e outros setores.
Entenda, a seguir, as principais delas:

Cuba

A nova política dos Estados Unidos em relação a Cuba, anunciada pelo presidente em um discurso no bairro de Little Havana, que reúne a comunidade cubana exilada em Miami, volta a impor restrições para viagens de americanos à ilha.
Viajantes americanos só poderão visitar Cuba como parte de grupos organizados e desde que comprovem que o objetivo da viagem não é turismo e se enquadra em uma das categorias permitidas, como atividades educacionais ou de pesquisa. Essas restrições haviam sido relaxadas por Obama, e não havia fiscalização rígida sobre o motivo da viagem.
Também ficam proibidas transações comerciais com empresas controladas por entidades militares ou serviços de segurança cubanos, o que, na prática, impede investimentos americanos em boa parte de setores como o de turismo.

Vendedores cubanos em HavanaDireito de imagemREUTERS
Image captionNova política de Trump vai impor restrições a americanos em Cuba

Em seu discurso, Trump disse que os lucros de investimento e turismo vão parar nas mãos dos militares do regime cubano, "que explora e abusa dos cidadãos".
Apesar das mudanças, porém, algumas das ações iniciadas por Obama em 2014 para normalizar as relações entre os dois países permanecem em vigor. Ainda que Trump tenha declarado "o cancelamento do acordo completamente unilateral do governo passado", a revisão do acordo Washington-Havana foi limitada e os laços diplomáticos bilaterais não foram rompidos.
Americanos-cubanos poderão continuar viajando e enviando dinheiro para moradores da ilha, voos diretos e cruzeiros marítimos entre os dois países continuarão em operação e as embaixadas em Washington e Havana permanecerão abertas.
As medidas foram criticadas por grupos de defesa de direitos humanos e por líderes empresariais como um retrocesso. O governo cubano afirmou que "as novas medidas estão destinadas ao fracasso, como foi mostrado repetidamente no passado, e não conseguirão enfraquecer a revolução ou o povo cubano".
Do outro lado, alguns congressistas como o senador Marco Rubio, de origem cubana, queriam políticas ainda mais duras e a reversão completa do acordo de Obama. E alguns ativistas cubanos elogiaram as restrições a transações comerciais com entidades militares, chamando-as de "mafiosas".
Segundo a Casa Branca, as mudanças anunciadas pro Trump deverão entrar em vigor nos próximos meses.

Acordo climático

No início do mês, Trump anunciou a saída dos Estados Unidos do Acordo de Paris sobre o clima, que tem como meta manter o aumento das temperaturas médias globais abaixo de 2°C em relação à era pré-industrial.
A justificativa de Trump é de que o acordo prejudica as indústrias americanas, comprometendo a geração de empregos em setores como o carvoeiro.
A assinatura do acordo global, em dezembro de 2015, foi considerada histórica por unir quase todos os países do mundo com o objetivo de frear as mudanças climáticas.
Com a saída, os Estados Unidos, segundo maior emissor de gás carbônico do mundo, se juntam aos únicos dois países que ficaram de fora do acordo: Síria e Nicarágua.
Ao anunciar a saída, Trump disse que o acordo é desvantajoso para a economia americana e que seus termos levam ao fechamento de fábricas.
Disse ainda que tentaria negociar uma nova entrada do país no pacto ou um novo acordo, mas a ideia é rejeitada por outros países.
O anúncio foi recebido com críticas em todo o mundo. Dentro dos Estados Unidos, governos estaduais e lideranças empresariais já avisaram que seguirão cumprindo os compromissos estabelecidos em Paris.

Imigração

O novo governo anunciou o fim de um programa implementado por Obama em 2014 com o objetivo de permitir que imigrantes em situação irregular cujos filhos fossem cidadãos americanos permanecessem no país sem ameaça de deportação.

Pessoas fazem protesto contra deportações na CalifórniaDireito de imagemEPA
Image captionGoverno anunciou fim de programa que permitia que imigrantes em irregulares cujos filhos fossem cidadãos americanos permanecessem no país sem ameaça de deportação

Diversos Estados haviam processado o governo Obama por causa desse programa, chamado DAPA, impedindo sua implementação.
Mas Trump anunciou que não vai acabar, por enquanto, com outro programa, o chamado DACA, destinado a imigrantes ilegais que foram trazidos ao país quando crianças. Calcula-se que quase 800 mil imigrantes sejam beneficiados por esse projeto.

Parceria Transpacífico

Em janeiro, logo após tomar posse, Trump retirou os Estados Unidos do Acordo Transpacífico de Cooperação Econômica (TPP, na sigla em inglês), uma de suas promessas de campanha.
O acordo assinado em 2015 com Austrália, Brunei, Canadá, Cingapura, Chile, Japão, Malásia, México, Nova Zelândia, Peru e Vietnã previa redução de barreiras comerciais e unificação de legislação em diversos temas.
O pacto sofria resistência por parte de sindicatos americanos, que temiam a transferência de empregos para regiões com mão-de-obra mais barata.

Guerra às drogas

O Departamento de Justiça reverteu no mês passado uma orientação em vigor durante o governo Obama de evitar impor penas mínimas obrigatórias para crimes não violentos relacionados a drogas, reservando a punição para traficantes violentos.
A nova orientação é de que promotores federais busquem sempre condenações pelo crime mais grave que possam provar e com a maior pena possível.

Homem fuma maconhaDireito de imagemAFP
Image captionTrump orientou que sejam aplicadas as leis sempre mais rígidas em relação às drogas

Na regra de penas mínimas obrigatórias, o juiz é obrigado a condenar o réu a longas sentenças de prisão de acordo com a quantidade de droga envolvida.
Críticos consideraram a decisão um retrocesso e lembraram que a Guerra às Drogas dos anos 1980 e 1990 não funcionou e provocou superlotação que persiste até hoje nas prisões americanas, mas o secretário de Justiça, Jeff Sessions, defendeu a medida como parte crucial da promessa de Trump de manter o país seguro.

Transgêneros

Trump revogou uma medida que instruía escolas a permitirem que estudantes transgênero usassem os banheiros de acordo com o gênero com o qual se identificam.
Opositores da medida de Obama a consideravam um abuso de autoridade, e vários Estados entraram com ações contra o governo federal.
Mas defensores de direitos civis ressaltam que a mudança pode deixar esses alunos suscetíveis a discriminação.
Com a reversão, cada Estado poderá decidir como proceder.
BBC
Professor Edgar Bom Jardim - PE

Bonjardinense foi vítima de latrocínio em Poço Fundo


                                                       Zezinho de João Nestor. 
Na manhã deste sábado, 17 de junho, deu entrada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Santa Cruz do Capibaribe, Agreste de Pernambuco, o comerciante conhecido por Zezinho, com ferimentos provocados por arma de fogo. O crime aconteceu no distrito Poço Fundo.
De acordo com informações, o comerciante José Alfredo da Silva, de 58 anos de idade, mais conhecido por “Zezinho da Padaria”, estava em seu estabelecimento comercial quando dois elementos chegaram e logo foram atirando contra o mesmo.
 Ainda segundo informes, os assassinos são os mesmos que tentaram o assaltar na semana passada, onde Zezinho reagiu e conseguiu dispersar os assaltantes.
 O comerciante foi atingido na cabeça por um disparo de arma de fogo, sendo socorrido por populares até a UPA, porém não resistiu aos ferimentos e morreu. A Polícia Civil esteve realizando o levantamento cadavérico e encaminhou o corpo para o Instituto de Medicina Legal (IML) da cidade de Caruaru, também no Agreste.

O sepultamento do corpo de Zezinho será amanhã(domingo) em Bom Jardim. Breve confirmaremos o horário.
Professor Edgar Bom Jardim - PE
Com Informações de Agreste Notícia

sexta-feira, 16 de junho de 2017

Ministro da Cultura pede para sair do Governo Temer

l João Batista de Andrade envia carta ao presidente da República demonstrando desinteresse em ser efetivado como ministro da Cultura.
O Ministério da Cultura (MinC) é um dos pontos mais problemáticos da gestão Temer. Logo que assumiu, após a saída da presidente Dilma Rousseff (PT), o peemedebista anunciou o fim da pasta e recuou depois de grande pressão do movimento artístico.
O MinC, então, foi assumido por Roberto Freire, que pediu demissão após a delação premiada de Joesley Batista. O empresário acusou o presidente Michel Temer de receber propina.
Professor Edgar Bom Jardim - PE

Eliane será sepultada nesta sexta-feira em Bom Jardim

O corpo da jovem Eliane, casada, agricultora, 21 anos de idade, está sendo velado em sua residência no Sítio Várzea Alegre, de onde virá nesta sexta-feira,16 de junho de 2017,  às 16:30 minutos para o sepultamento no cemitério de Bom Jardim. A família enlutada agradece a solidariedade de todos.
Professor Edgar Bom Jardim - PE

quinta-feira, 15 de junho de 2017

Crise, falência estatal e desemprego levam a explosão no número de moradores de rua no Rio


Jorge e Silvia, moradores de rua no RioDireito de imagemBBC BRASIL
Image captionJorge (ao lado da mulher, Silvia) nunca tinha se imaginado morando na rua, mas dificuldade em conseguir trabalho o deixou sem opções

Jorge Luiz de Souza já foi pedreiro na construção civil, operador de caldeira na indústria cervejeira, operário na indústria química, dirige caminhões. Mas sua rotina hoje, aos 37 anos, se resume a passar as noites na rua e os dias procurando emprego no Rio.
"Experiência eu tenho muita, só não faço dinheiro", diz com uma risada amarga, levando nas costas a mochila acumulando seus principais pertences.
"O terrível é que hoje não tem nada. Todas as portas estão fechadas. Eu sei fazer, é só ter oportunidade. Mas ninguém está contratando, independentemente da minha experiência."
Jorge acabara de receber um pão com presunto e um café quente servido num copo de plástico no Largo da Glória, onde cerca de 300 moradores de rua se juntam bem cedo nas quintas-feiras à espera do café da manhã oferecido pelo Projeto Voar.
O grupo de voluntários repete a ação três vezes por semana, em três pontos diferentes no Rio. O número de moradores de rua teve um aumento vertiginoso nos últimos anos, tendo praticamente triplicado de 2013 para cá.
Em abril deste ano, o número de pessoas vivendo nas ruas da cidade chegou a 14.150, de acordo com a Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos - contra 5.580 em 2013.
Para a secretária da pasta, Maria Teresa Bergher, a conjunção de dificuldades do momento atual ajuda a explicar o aumento.
"Vivemos uma crise econômica muito séria no país e o Estado do Rio está falido. O desemprego agora apresentou queda em todas as regiões do Brasil, menos no Estado do Rio", afirma Bergher. "Tudo isso faz com que tenhamos uma situação bastante séria."

Morador de rua instalado na Glória, no RioDireito de imagemBBC BRASIL
Image captionQuantidade de moradores de rua praticamente triplicou no Rio nos últimos anos

É o avesso do otimismo despertado com o ciclo dos megaeventos dos últimos anos, diante da Copa do Mundo e dos Jogos Rio 2016.
"Muitas pessoas vieram para o Rio nos últimos anos porque a cidade foi vendida com uma imagem de beleza e de promessa. Mas muitas pessoas que vieram com esperança de emprego e de uma vida melhor acabaram ficando nas ruas", diz a secretária municipal.

Primeira vez na rua

Jorge já tinha ficado desempregado antes, mas a diferença é que sempre aparecia alguma coisa em pouco tempo. Agora não. Desde a demissão coletiva da empresa da área química onde teve carteira assinada por sete anos, não consegue nada.
Nunca tinha se imaginado dormindo na rua. Mas foi o que restou. Atualmente, quando não consegue vaga em um abrigo da prefeitura, se encolhe para dormir nas calçadas do Centro ou da Glória, e rapidamente aprende para onde não deve voltar.
É o caso do Aterro do Flamengo, onde tentara passar a noite anterior ao café da manhã, ao lado de sua mulher. Até que presenciaram três assaltos violentos em sequência. "A polícia fica no Aterro até as 22h e depois é um Deus nos acuda. Não dá para dormir lá", conclui Jorge.
O casal então buscou refúgio no monumento ao IV Centenário do Descobrimento do Brasil, na Glória. Inaugurada em 1900, a obra é pontuada por uma imponente estátua de Pedro Álvares Cabral, erguendo uma bandeira em postura de vitória e com inscrições louvando a descoberta da "terra bendicta". À noite, o pedestal de granito fica cercado de moradores de rua.

Efeito dominó

Silvia Aparecida de Souza, parceira de Jorge, está na mesma situação que ele. Perdeu o emprego de babá há um ano e meio. A patroa também foi mandada embora do trabalho e, ato contínuo, teve que demiti-la.
"Foi efeito dominó, caiu uma e depois a outra", resume Silvia, que tem 46 anos. "Foi muito difícil." De lá para cá, ela não conseguiu mais nada. "E não estou escolhendo não, faço faxina, o que pintar."
Os dois são de Petrópolis, na região serrana do Rio. Moravam juntos, mas tiveram que abandonar o endereço há dois meses, e agora passam a maior parte do tempo separados. Jorge dorme na rua ou em abrigos da prefeitura; Silvia geralmente dorme na casa da avó em Caxias, na zona norte do Rio.
"Ficar na rua é muito perigoso para mulher. Se durmo com ele na rua, ele não consegue dormir, preocupado comigo", diz Silvia. "Mas quando estou na casa da minha avó e ele na rua, eu também não consigo dormir, preocupada com ele."
No Dia dos Namorados, no começo da semana, eles passaram o dia juntos, mas tiveram que se separar novamente à noite. "A gente fica com muita saudade", lamenta Silvia.

Moradores de rua no Centro de São PauloDireito de imagemAFP
Image captionMoradores de rua no Centro de São Paulo; 'tamanho da população em situação de rua no Brasil sempre tem relação com pobreza, desigualdade social, infraestrutura urbana', diz pesquisador do Ipea

100 mil na rua

A assistente social Vanda Amorim coordena os cafés da manhã na Glória há quase 11 anos. Ela diz que, do começo do ano passado para cá, o número de frequentadores dobrou. O projeto passou a receber uma média de 150 moradores de rua em um dia para, atualmente, mais de 300 pessoas por edição.
"Temos visto pessoas que não fazem parte daquele contexto normal de moradores de rua, que já vivem há muitos anos de catar material reciclado ou, por causa de drogas, já se acomodaram nessa vida de sobrevivência na rua", explica Vanda.
"Têm outro perfil, estão mais arrumadinhas, têm uma linguagem boa. Esses aí não querem perder tempo. Geralmente tomam café para suprir a fome e vão logo embora", descreve. "Estão correndo atrás."
De acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o Brasil tem pouco mais de 100 mil pessoas vivendo nas ruas. A estimativa se baseia em dados 2015, já que não há estatísticas nacionais para medir a população de rua. Assim, é difícil acompanhar o avanço desses números e o impacto da recessão.
"O tamanho da população em situação de rua no Brasil sempre tem relação com pobreza, desigualdade social, infraestrutura urbana", afirma o pesquisador do Ipea Marco Antonio Carvalho Natalino, autor do estudo.
"A redução da atividade econômica e o desemprego não são os únicos fatores que levam as pessoas para as ruas. Mas com o aumento desses índices, estamos vendo isso com mais força agora. É visível. Há um aumento da população em situação de rua em todas as grandes metrópoles no Brasil", afirma Natalino, especialista em política pública e gestão governamental.
Natalino critica a falta de dados nacionais e atualizados para acompanhar a situação real no país, que seriam essenciais para formular políticas públicas adequadas para atender às demandas de moradores de rua.
"Populações de rua já costumam ser invisibilizadas. O Estado as torna ainda mais invisíveis por não produzir informações. Ele para de olhar para esse público como alvo de políticas sociais e de serviços públicos", considera.
Em São Paulo, cidade que concentra a maior população e o maior número de moradores de rua no país, os números estão defasados.
O último censo foi realizado em 2015, não havendo ainda uma atualização na gestão do prefeito João Doria (PSDB). De acordo com os dados disponíveis, a população de rua na cidade aumentou de 14.478 em 2011 para 15.905, em 2015.

Moradores de rua no Centro de São PauloDireito de imagemAFP
Image captionApesar da falta de números, sabe-se que tem aumentado o número de moradores de rua em todas as principais metrópoles do país

Peregrinação por emprego de barriga vazia

Entre os pertences acumulados na mochila preta de Jorge está uma pasta com cópias de seu currículo, que já submeteu a empresas do Rio, de Petrópolis e de Minas Gerais.
O documento lista suas experiências profissionais, ensino médio incompleto e destaca, entre suas principais características, "excelente relacionamento interpessoal e capacidade de liderança".
Após o café da manhã, ele entrega uma cópia para voluntários do Projeto Voar, pedindo que lhe avisassem sobre oportunidades.
Sua rotina tem sido essa. "Amanheceu, saio à procura de emprego, vou batendo em portas para ver o que consigo. Só não consigo ir muito longe porque não tenho dinheiro para a passagem (de ônibus)", diz. "Você vai gastar uma energia e não tem um alimento no estômago. É duro".
Mas ele enfatiza que só está na rua por causa do desemprego.
"Não sou dependente químico, não consumo bebida nenhuma, tenho exames toxicológicos. Estou em busca de emprego para poder trazer sustento para mim e para a minha família."

Berço partido

Jorge teria nascido em uma família com boas condições financeiras. Mas seu pai foi assassinado quando ele ainda estava na barriga da mãe. "Mataram meu pai para roubar os caminhões que ele tinha. A minha mãe me botou no mundo e me largou. Com 15 dias de vida, meu padrinho me pegou para criar."
Ele viveu com o padrinho até os 7 anos, e depois ficou de casa em casa, "que nem cigano". Só conhece as histórias de como as coisas eram antes. "Meu pai tinha uma vida boa, uma família boa, ele transportava boi para corte, cortava lenha e transportava toras."
Da infância quebrada vieram dois sonhos. O primeiro era constituir uma família, que fez com que se casasse já aos 16 anos. Virou pai aos 22 anos, e hoje tem três filhos do primeiro casamento.
Com idades de 7, 12 e 14 anos, as crianças moram em Petrópolis com a mãe. Jorge diz que, com o desemprego, não tem conseguido enviar ajuda financeira.
"A minha filha vai fazer 13 anos neste mês e pela primeira vez estou com receio de não poder dar nada. Todo ano eu dou um bolinho, fazemos uma festinha, mas esse ano eu não tenho o que fazer", lamenta.
"Não sou nenhum político igual a esses aí... Vivo do trabalho mesmo", diz ele.
O segundo sonho era dirigir um caminhão e trilhar o caminho do pai que não conheceu. Recentemente, conseguiu trocar sua carteira de habilitação para dirigir carretas - "uma grande conquista". Mas os empregos na área minguaram.
"Deixei currículo em várias transportadoras, mas não está tendo vaga. Tem empresa com 30 carretas paradas. Imagina. Isso são 30 pais de família! Está tudo parado, o país está parado, não tem o que transportar."
Jorge passou no teste para trabalhar como motorista de ônibus no Rio - mas também não apareceram vagas por enquanto.
Professor Edgar Bom Jardim - PE

Pessoas unidas para realização de um trabalho maravilhoso que une fé e devoção em Bom Jardim

Preparativos para Solene Procissão do Corpo e Sangue de Cristo em Bom Jardim -TRADICIONAL TAPETE

Maria Teresa Monteiro "Pessoas unidas para realização de um trabalho maravilhoso que une fé e devoção. Parabéns!"

Fotos: Herbert Henriques/Severino Barbosa (Facebook)

Oficialmente, o dia de Corpus Christi – assim como o Carnaval e a Sexta-feira Santa – não é um feriado nacional. A legislação brasileira delega aos estados e municípios a instituição de outros feriados – não mais que quatro –, além daqueles decretados na lei nº 10.607/2002. Contudo, tradicionalmente, o dia de Corpus Christi é adotado como feriado, ou no mínimo ponto facultativo, por quase todos os municípios do país.
História
A expressão latina Corpus Christi significa “Corpo de Cristo”. É uma comemoração católica, cujo nome litúrgico completo é Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo. Mesmo sendo corriqueira a abreviação em latim, não é de uso universal. Na Itália, por exemplo, o mais comum é se falar em Corpus Domini, “o Corpo do Senhor”.






A solenidade tem a sua origem no século XIII, a partir das inspirações de uma monja agostiniana conhecida como Santa Juliana de Cornillon, que viveu em Liége, na Bélgica. Aos 16 anos, ela teve uma visão na qual se via a Lua, toda brilhante, atravessada por uma faixa escura. Na oração, compreendeu que a Lua representava a vida da Igreja na terra e a faixa sem luz significava a ausência de uma festa litúrgica dedicada à Eucaristia.
Juliana manteve em segredo a sua visão por cerca de vinte anos. Depois de ter assumido a liderança do convento em que vivia, confidenciou a visão a outras duas religiosas e a um padre, ao qual pediram que sondassem entre os clérigos e os teólogos o que pensavam da proposta.
A resposta foi positiva e o bispo de Liége – cidade já conhecida por seu fervor pela Eucaristia – instituiu a festa na sua diocese, sendo em seguida imitado por outros bispos. Foi o papa Urbano IV, que havia conhecido Juliana antes de se tornar pontífice, que estendeu a comemoração a toda a Igreja, com a bula Transiturus de hoc mundo, em 1264, seis anos depois da morte de Juliana. A data fixada – e estabelecida como dia de preceito, ou seja, de obrigatoriedade de ir à missa – foi a segunda quinta-feira após a solenidade de Pentecostes, que ocorre, por sua vez, no sétimo domingo a partir da Páscoa.

Festejar a Eucaristia

A data veio ao encontro da ausência de uma comemoração no calendário litúrgico da Igreja Católica dedicada especialmente à exaltação da Eucaristia, o pão e o vinho que, segundo a fé católica, ao serem consagrados na missa com a repetição do gesto e das palavras de Jesus na última ceia, o tornam presente de modo “verdadeiro, real e substancial: com o seu Corpo e o seu Sangue, com a sua Alma e a sua Divindade” (Compêndio do Catecismo da Igreja Católica, n. 282).
O dia mais propício seria o da instituição do sacramento da Eucaristia, isto é, a Quinta-feira Santa, mas o clima da celebração desse dia, que se encerra com a perspectiva da prisão e da morte de Jesus, não é o mais adequado a uma comemoração festiva. Inserido no Tempo Comum do calendário litúrgico, o dia de Corpus Christi dá espaço a manifestações mais expressivas e alegres da devoção dos fiéis, como a rica decoração que, em muitos lugares, inclusive no Brasil, se caracterizou pela confecção de tapetes para a procissão com a Eucaristia, feitos principalmente com serragem colorida. Ao mesmo tempo, sendo uma data móvel dependente do dia da Páscoa, não perde a sua ligação com o mistério pascal, centro da fé cristã.
Quando Urbano IV oficializou a comemoração, pediu a santo Tomás de Aquino, um dos maiores teólogos do seu tempo e da história da Igreja, que compusesse os textos do ofício litúrgico da solenidade. Usados até hoje, são largamente difundidos e alimentam a fé dos fiéis. Segundo o papa Bento XVI, “são obras-primas em que se fundem teologia e poesia”.

Corpus Christi e o estado laico

A noção de feriado, isto é, de um dia comemorativo em que não se trabalha, vem do âmbito religioso. Já entre os romanos eram dias de festa que, cumprindo a função de demarcar a passagem do tempo, se referiam a divindades. No cristianismo, têm uma função clara: dispensar o fiel da obrigação do trabalho para que possa participar da missa em um dia importante do calendário da Igreja. Por isso, a existência de feriados religiosos não fere a laicidade do Estado, que apenas garante com isso o direito do fiel participar da vida da sua religião.
Foi só com a Revolução Francesa, no final do século XVIII, que o modelo foi adotado fora da esfera religiosa: o 14 de julho, dia da Queda da Bastilha, se tornou o primeiro feriado de natureza civil. Lentamente, foram se estabelecendo outras datas, como o dia 1º de maio como Dia do Trabalhador, adotado em diversos países na segunda metade do século XIX.
Nem todos os dias de preceito da Igreja Católica são feriados no Brasil. As solenidades da Epifania (6 de janeiro), da Ascensão do Senhor (6ª quinta-feira após a Páscoa), de São Pedro e São Paulo (29 de junho), da Assunção de Nossa Senhora (15 de agosto) e de Todos os Santos (1º de novembro) são comemoradas no país no domingo seguinte, por disposição da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. Já a solenidade da Imaculada Conceição (8 de dezembro) é dia de feriado em várias cidades – como Campinas, João Pessoa, Salvador, Aracaju, Manaus e Belo Horizonte –, mas passa despercebida em muitas outras.
Na própria Itália, Corpus Christi não é feriado e a comemoração é transferida para o domingo seguinte. Além disso, lá o dia de Todos os Santos é feriado, mas Finados não é.
Fonte: semprefamilia
Professor Edgar Bom Jardim - PE

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Tem Forró começando agora na Rua da Palha

TODOS CONVIDADOS
Moradores e comerciantes da rua da Palha promovem a primeira festa do São João 2017 na cidade de Bom Jardim, nesta quarta-feira(14). É uma festinha familiar com forró pé de serra  animada pela Banda Forró Sem Pantim e Quadrilha Junina Rosa Vermelha. Venham todos a festa começa agora e vai até a meia noite.

A Quadrilha Rosa Vermelha apresenta o tema: "Aparição de Nossa Senhora Aparecida".




Professor Edgar Bom Jardim - PE

Proposta que pretende acabar com funk chega ao Senado

Show de Funk em Francisco Morato (SP) (Crédito: Alex Silva/Estadão)
Uma sugestão legislativa que propõe o fim do funk no Brasil tramita no Congresso Nacional desde o início do mês de maio. A polêmica ideia de acabar em definitivo com atividades relacionadas ao ritmo musical é de autoria do microempresário Marcelo Alonso, 46, um webdesigner paulistano que nutre uma profunda “cólera” pelo estilo.
Criador do site “Funk é lixo”, Alonso até flerta com a política em alguns momentos da entrevista. “Posso entrar para política para defender nossos valores morais, que estão sendo destruídos”, avalia. Casado e pai de um adolescente, ele mora numa casa simples em um subúrbio próximo à cidade de Guarulhos, região metropolitana de São Paulo.
O projeto não tem data para começar a ser debatido nem tampouco colocado em votação. Contudo, os debates vem ganhando força.
Confira o vídeo com a discussão sobre a sugestão legislativa de fim do funk
Críticos ressaltam aspectos de censura
Entre as pessoas que vivem e trabalham com funk, a proposta é fortemente criticada. “A ideia deste projeto é censurar o que as pessoas pensam, falam e vivem. A gente não pode tentar calar as pessoas”, entende o pesquisador Renato Barreiros, diretor do documentário “O Fluxo” (2014), sobre os bailes funk nas ruas de São Paulo e estudioso da cultura da periferia.
Barreiros traça um paralelo entre a proibição do funk e a ditadura militar. “Nos anos de chumbo, não existia só censura política, mas censura moral. Os generais diziam por nós: isso pode, isso não pode. O problema é que não se sabe aonde isso acabar tudo isso”, alerta. Estimativa da prefeitura de São Paulo calcula que cerca de um milhão de jovens se reúne aos fins de semana para se divertir embalados pelas batidas do funk.
“Apologia ao crime”
O autor da ideia, o microempresário Alonso, rebate o pesquisador. Para ele, os chamados bailes “pancadões” são somente um recrutamento marginal organizado nas redes sociais por e para atender criminosos, estupradores e pedófilos. “O funk faz apologia ao crime, fala em matar a polícia. Sou pai de família e se eu não me preocupar com o futuro, amanhã só teremos marginais”, diz Alonso.
Quase sem fôlego quando conclui as frases, Alonso emenda: “Os pancadões ou fluxos são arruaças, um quebra-quebra que danifica o patrimônio público, sem contar a falta de respeito para com a mulher, classificando-a como: cachorra, cadela, novinha, safada, puta, biscate.”
O microempresário acredita que as pessoas que curtem a batida da música abraçam uma apologia do mal. “Isso é crime. Essa turma usa a bunda como cérebro para convencer principalmente as crianças, adolescentes ou a mente em formação”, dispara. “Uso o meu intelecto para conscientizar os pais, pessoas de bem, formadores de opinião, policiais, pessoas ligadas à Justiça para mudar este cenário”.
Comunidade do funk reage
O paulistano Lucas Castro, popularmente conhecido como MC Taz, é outro que bate duro nos argumentos do autor do projeto. “Ele não tem conhecimento de causa para falar essas asneiras. Fala só por discriminação. A indústria do funk movimenta uma cadeia com centenas de empregos, além de ser a grande diversão dos pobres da periferia”, comenta.
Com cerca de 30 milhões de visualizações de seus vídeos no canal Youtube, Taz é um exemplo de como o funk é popular na internet. Canais de Youtube, como o Kondzilla chegam a ter 5 bilhões de visualizações de vídeos.
O produtor cultural Alan Silva, morador do Capão Redondo, periferia da capital paulista, é mais um que discorda do projeto. “A música leva autoestima aos jovens pobres que estão excluídos nas periferias”, diz. “Vinte mil assinaturas não dão direito a ninguém de acabar com a diversão de milhões de brasileiros. O funk é um grito de liberdade da periferia”, diz.



MC Balão: “eu canto o que vejo” (Crédito:Divulgação)

Seguindo o mesmo raciocínio, o funkeiro MC Balão condena a ideia legislativa. “O funk incentiva as pessoas a terem novos sonhos. Se antes o moleque da favela queria ser jogador de futebol, hoje ele quer ser MC”, avalia.
Para ele, o gênero musical é reflexo da vivencia deles nas ruas, nas comunidades. “Essa ideia é um ataque a liberdade de expressão. Eu canto o que vejo”, alega. “A Ivete Sangalo canta a Bahia, porque ela vive lá. Eu canto o que vivencio aqui na periferia”, conclui.
E-cidadania foi usado para sugestão
A ideia de Alonso pode se tornar realidade graças a uma medida importante adotada pelo Senado, em 2012, que busca aprofundar a participação popular no cotidiano político nacional, o “e-cidadania”. Funciona assim: qualquer pessoa pode visitar o site do Senado e registrar uma ideia de lei e se, em quatro meses, ela conseguir 20 mil assinaturas, o texto é encaminhado para o debate no parlamento.
Se a sugestão for aprovada, depois de tramitar pelas comissões e votações em plenário, vira lei. “Lancei e plantei democraticamente a semente de esperança para as pessoas que assim como eu acreditam que esse lixo será destruído”, afirma. O discurso de defesa da ideia está pronto na ponta da língua: “Não existe preconceito e, sim conceito formado de que o funk é lixo. Aliás, funk não é lixo, até porque o lixo pode ser reciclado”, provoca Alonso.
Romário será relator
Até agora, a iniciativa do microempresário deu certo. A ideia, que surgiu depois de Alonso ter por duas vezes sua página no Facebook derrubada por ser considerada propagandista de ódio, foi aceita no Senado no dia 26 de maio, depois de atingir 21.983 apoios. Em sorteio, o projeto foi parar nas mãos de Romário (PSB/RJ) para ser relatado.



Senador Romário é contra proposta de fim do funk (Crédito:Agência Brasil)

O senador avalia ser um grande equívoco relacionar a ocorrência de eventuais atos criminosos durante os bailes funk com a manifestação artística e cultural que advém da música.
Para ele, “os bailes entretêm a juventude e levam divertimento para uma grande parcela da população, justamente para aquela que já se sente marginalizada pela pobreza e exclusão social”.
Além disso, diz o “baixinho”, deve ser observado que a violência, o desrespeito ao próximo, os atos de vandalismo, o uso excessivo de álcool e a exploração sexual são comuns a todas as festividades conhecidas e não são exclusividade dos bailes funk. “Certamente, durante o carnaval, podemos observar as mesmas cenas que chocaram os apoiadores da presente Sugestão, mas, nem por isso, sugere-se criminalizá-lo”, entende o senador.
Também, em direção diametralmente oposta a ideia de criminalizar o funk, o deputado federal Chico Alencar (PSol/RJ), rebate com veemência os sofismas do microempresário. “É preconceito, sim. Espero que essa ideia não prospere”. Autor de um projeto de lei que, ao contrário do quer Alonso, visa reconhecer o funk como forma de manifestação cultural popular digna do cuidado e da proteção do poder público, Alencar avalia que propostas como a apresentada pelo microempresário incentivam a violência ao discriminar um segmento importante da cultura nacional.
“O baile funk é a distração da juventude e dos mais pobres nas periferias”, diz o deputado. A proposta de Alencar caminha a passos vagarosos na Câmara dos Deputados e desde o ano passado descansa nos escaninhos do Congresso Nacional. “Ninguém fica parado diante de um funk maneiro, saudável e criativo”, argumenta Alencar.
Alan Rodrigues. IstoÉ/Terra.
Professor Edgar Bom Jardim - PE

10 dúvidas comuns sobre gramática


A Língua Portuguesa é cheia de armadilhas. Por isso, qualquer brasileiro – mesmo professores – tem seus momentos de dúvida sobre como falar ou escrever alguma coisa. Não à toa, alguns dos conteúdos mais acessados em NOVA ESCOLA dizem respeito a dúvidas gramaticais.
Aproveitando que este sábado, 10 de junho, é o Dia da Língua Portuguesa, resolvemos listar 10 dos nossos melhores conteúdos sobre gramática para ajudá-los.
Vamos lá?
Nova escola
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A corrupção e a falência do Estado do Rio de Janeiro

Professor sem dinheiro para fazer a feira. Desvios dos recursos da aposentadoria, insegurança.
Sem palavras!
Indignação total. Aqui em casa, meu marido, que trabalhou por 32 anos no Estado e se aposentou a quase 3 anos também vive essa situação indignante. Nós ainda temos o meu salário, tem sido difícil, mas fico pensando e sofrendo com os milhares de outros trabalhadores do Estado que não tem outra fonte de renda.
É muita indignação!!
Só nos resta lutar!!
Fonte:  Janira Rocha (Facabook)
Professor Edgar Bom Jardim - PE