sábado, 21 de julho de 2012

Deu na revista Época


INVESTIGAÇÃO - 20/07/2012 23h18 - Atualizado em 20/07/2012 23h22
TAMANHO DO TEXTO

Os três amigos

Novas gravações da Polícia Federal mostram Carlinhos Cachoeira e Demóstenes Torres fazendo negócios em nome do governador de Goiás, Marconi Perillo

MURILO RAMOS, MARCELO ROCHA E DIEGO ESCOSTEGUY
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ÉPOCA teve acesso a novas conversas telefônicas interceptadas pela Polícia Federal na Operação Monte Carlo – que, no final de fevereiro, deslindou a infiltração do crime organizado no governo de Goiás. A íntegra das conversas – 5,9 gigabytes de informação – corre sob segredo de Justiça na 11ª Vara Federal de Goiânia. Nela, encontra-se fartura de trechos inéditos – e explicitamente reveladores, sobretudo sobre o envolvimento do tucano Marconi Perillo, que governa o Estado de Goiás, com o esquema liderado pelo bicheiro Carlinhos Cachoeira e pela construtora Delta. Entre outras novidades, há diálogos em que se diz que Perillo “mandou passar” à Delta um contrato que poderia render R$ 1,2 bilhão. Noutros diálogos, cita-se Perillo como responsável por ordenar, por intermédio do ex-senador Demóstenes Torres (ex-DEM), que o diretor do Detran no Estado, indicado por Cachoeira, contratasse uma empresa de um amigo do governador. Descobre-se, ainda, que um irmão de Perillo, chamado Antônio Pires Perillo, ou Toninho, tinha um celular Nextel habilitado nos Estados Unidos para conversar com Cachoeira – e que Toninho prestou serviços a ele.
ESCOLHA O governador Marconi Perillo. De acordo com a Polícia Federal, ele se empenhou para que uma obra em Goiânia  fosse entregue à construtora Delta (Foto: Dida Sampaio/AE)
Desde que a existência da quadrilha de Cachoeira veio a público, em fevereiro, sabia-se que a força do grupo escorava-se, entre outros políticos, no senador Demóstenes. O envolvimento de Perillo aparecia, até então, por indícios. Na semana passada, ÉPOCA revelou as evidências – contidas num relatório enviado pela PF à Procuradoria-Geral da República – de que a Delta firmara um “compromisso” político com Perillo: comprara a casa que o governador vendia, pagara R$ 500 mil a mais do que ela valia – e passara a receber em dia o que o governo de Goiás lhe devia.
De acordo com as gravações, outros acertos de Perillo com as empresas ligadas ao esquema de Cachoeira acontecem em março de 2011, logo após a venda da casa para a Delta. No dia 1º de março, Perillo vende a casa. No dia 2, começam os negócios. Às 21 horas, Demóstenes liga para Cachoeira. O assunto é urgente: Demóstenes tem um “recado” a transmitir a Cachoeira. De quem? De Perillo. Descobre-se, portanto, que a relação de Perillo com a quadrilha de Cachoeira era ampla – envolvia não apenas seu assessor Wladmir Garcez, que acabara de intermediar os pagamentos da Delta pela casa, mas também Demóstenes. Diz Demóstenes: “Fala, professor. O seguinte: tava precisando falar com você. Ou se você não puder, manda o Wladmir (Garcez) falar comigo. Não é nada daquele assunto, não. É outro, que apareceu agora. É um recado do Marconi. Precisava te passar” (ouça o áudio). Cachoeira pergunta se Demóstenes está em Goiânia. “Tô aqui”, diz Demóstenes. “Se você puder vir aqui... Se não puder, manda o Wladmir que eu explico o que é.” Cachoeira não titubeia: “Vou aí agora então”.
Pouco mais de meia hora depois, após o encontro com Demóstenes, Cachoeira liga para o presidente do Detran de Goiás, Edivaldo Cardoso, conhecido como Caolho. Caolho fora nomeado para o cargo assim que Perillo assumiu o governo, segundo a investigação, por indicação de Cachoeira, que o encarregara de assegurar que a Delta e demais “empresas amigas” faturassem alto não somente no Detran, onde ele assinaria contratos e autorizaria pagamentos, mas também nas demais áreas do governo de Goiás. Como Caolho faria isso? Graças a seu acesso privilegiado à cúpula do governo tucano, Caolho tinha bom trânsito com Perillo e seus assessores. Deveria ainda manter Cachoeira a par de possíveis novos projetos do governo.
estresse O senador Demóstenes Torres e o bicheiro Carlinhos Cachoeira. Segundo escutas da PF, eles ficaram estressados com a pressão  de Perillo (Foto: Cadu Gomes/Reuters e Sergio Lima/Folhapress)
É nesse contexto que transcorre o diálogo entre Cachoeira e Caolho naquela noite de março – um breve, porém claro, sinal do empenho de Perillo em ajudar a turma. Cachoeira diz a Caolho: “Tenho um recado do Marconi e do Demóstenes para você”. Caolho pergunta do que se trata. “Por telefone é ruim, né?”, afirma Cachoeira. Ato contínuo, Caolho pergunta se os dois podem se encontrar. Cachoeira, cansado depois de um dia intenso e sem encontrar uma brecha na agenda do dia seguinte, acaba transmitindo o recado de Perillo por telefone. “Você teve com a Politec?”, diz Cachoeira. “Tive, ué”, responde Caolho. Temendo uma bronca, Caolho se adianta e conta tudo: “Quem mandou, pediu para eu receber a Politec foi o Marconi (Perillo). Ligou e pediu para eu receber o cara (da empresa Politec)” (ouça o áudio). Cachoeira confirma: “Aí mas ele (Perillo) não lembra, não. O problema é esse. Ele falou lá que você tinha que fechar (com a Politec), o negócio deles lá”.
Caolho explica em detalhes a ordem de Perillo para contratar a Politec. “O homem (Perillo) que ligou para mim. O Barros (Carlos Alberto Barros, fundador da Politec) estava lá no palácio, ele (Perillo) me ligou, falou comigo pessoalmente para eu receber o cara lá”, diz. Cachoeira determina então que Caolho resolva logo o contrato com os executivos da Politec: “O Demóstenes falou para você nem chamar o Marcelo (Marcelo Augusto Gomes de Lima, gerente de projetos da empresa)”. Caolho conta que a Politec já o procurara para oferecer serviços de vistoria para carros. Diz Caolho: “Esse negócio foi o Marconi que pediu. (...) Ele (Perillo) ligou e eu atendi. Não mandou recado, não. Ligou no telefone e falou assim, ó: ‘Eu tô aqui com o Barros (da Politec). Você conhece ele? Ele vai te procurar. Você pode receber ele aí hoje?’ Eu disse: ‘Posso, governador, manda ele vir aqui que eu falo com ele agora’”. Perillo, segundo o relato de Caolho, é direto: “(Perillo) falou: ‘Atende ele (Barros, da Politec) aí que é meu amigo, tá?’”.
Ao perceber que o assunto já estava encaminhado no Detran, Cachoeira se irrita com a pressão de Perillo e ordena que Caolho explique a situação aos executivos da Politec. Diz Cachoeira: “Fala para eles (Politec): ‘O que foi politicamente combinado já está fechado’”. Caolho também reclama: “Povinho estressado... E o Marconi também tem uma memória de grilo”. “Mas aí você já passa lá amanhã e resolve esse estresse”, diz Cachoeira. Em seguida, ele afirma que os executivos da Politec também pressionaram Demóstenes. Noutra ligação com Cachoeira, cinco minutos depois, Caolho está mais leve: “Amanhã resolvo isso. Hahaha! Eu acho divertido um negócio desses. O governador manda receber o cara, o cara chega para mim e diz que conversou com ele. (...) ‘O senhor (Barros, da Politec) só põe no papel aqui para mim que eu vou autorizar’: foi essa minha conversa com ele (da Politec)”.
Os interesses da Politec, do amigo de Perillo, foram atendidos. A empresa conseguiu prestar serviços ao Detran, presidido por Caolho, sem licitação nem contrato formal. O serviço de vistoria de carros, antes feito por múltiplas empresas credenciadas, passou a ser executado exclusivamente pela Politec. Em fevereiro deste ano, o Departamento Nacional de Trânsito, o Denatran, detectou irregularidades no sistema oferecido pela Politec ao Detran de Goiás. Descobriu-se que a Politec não era homologada no Denatran nem repassava as informações das vistorias ao banco de dados do órgão – brecha que permitia, em tese, que carros roubados ou fora dos padrões de segurança fossem revendidos. Diante dos fatos, o promotor Rodrigo Bolelli determinou ao Detran goiano que encerrasse a contratação informal da Politec.
A Politec, que nasceu em Goiânia, é uma grande empresa de tecnologia. Vale R$ 254 milhões e mantém contratos com governos estaduais, além do governo federal. Desde que Perillo virou governador, no ano passado, recebeu R$ 8 milhões do Estado de Goiás. Quando Barros abordou Perillo no ano passado, a Politec já estava encalacrada com a PF. Em 2009, ela e outras três empresas foram alvo da Operação Mainframe, ação conjunta da Polícia Federal e da Secretaria de Direito Econômico (SDE) contra o cartel que presta serviços de informática ao governo federal. Num dos endereços vasculhados pelos agentes da PF foram encontradas anotações com nomes de políticos e valores anotados ao lado. Havia, segundo os investigadores, o nome de um senador – a identidade dele é mantida sob sigilo. As investigações desse caso ainda estão em curso.
Caolho era mesmo próximo a Perillo? Ao que tudo indica, sim. Semanas depois da pressão para a contratação da Politec, no dia 30 de março, Perillo foi jantar na casa de Caolho, ao lado de Cachoeira – e admite isso. Escutas da PF revelam que Cachoeira e Caolho esmeraram-se nos preparativos para o convescote. Num dos áudios, Cachoeira afirma que levaria uma garrafa de vinho e uma de champanhe ao encontro. Pouco antes da tertúlia, Cachoeira liga para Garcez e pede que se apresse: Perillo deveria chegar antes do previsto. Esse jantar é um dos três encontros que Perillo admite ter tido com Cachoeira. O segundo foi na sede do governo goiano. O terceiro, na casa do ex-senador Demóstenes Torres (ouça o áudio).
As novas investigações da PF também se referem a um segundo caso: a instalação em Goiânia do VLT, veículo leve sobre trilhos. Na tentativa de criar uma agenda positiva, Perillo reuniu secretários na semana passada para definir o cronograma da licitação que escolherá a empresa responsável pela instalação do trem. Perillo espera que, na segunda quinzena de agosto, o edital seja lançado. O VLT deverá fazer a ligação leste-oeste da cidade, com 12,9 quilômetros de extensão, uma obra incluída no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
Segundo a investigação da PF, as articulações do governo, no ano passado, para implantar o VLT em Goiânia ficaram comprometidas porque o contrato fora dirigido para a Delta. Num diálogo interceptado no dia 30 de março de 2011, Garcez narra a Cachoeira uma conversa mantida com o presidente da Agência de Transportes e Obras Públicas (Agetop) e tesoureiro de Perillo na campanha de 2010, Jayme Rincón. Nesse diálogo, segundo Garcez, Rincón disse que o governador escolhera a Delta para administrar as obras. “O governador já tinha falado com ele (Rincón) sobre o negócio do VLT e que é pra passar o negócio pra Delta”, afirmou (ouça o áudio). Em entrevista a ÉPOCA, Rincón disse não ter conversado com Garcez sobre o VLT: “Não tem a menor consistência. Nem se cogitava o VLT. Esse assunto não é afeito a minha área”. ÉPOCA perguntou a ele por que participara da reunião com Perillo no início da semana, para tratar justamente desse assunto. Rincón afirmou que acompanha temas de infraestrutura do governo goiano e que a única participação da Agetop será ceder funcionários para elaborar uma carta-consulta ao BNDES.
As investigações da PF trazem ainda um terceiro assunto à tona: o envolvimento de Antônio Perillo, irmão do governador, com a quadrilha de Cachoeira. De acordo com os áudios, ele pertencia ao clube dos que usavam aparelho Nextel para falar com integrantes da turma do bicheiro. Numa das ligações, Cachoeira pergunta onde Toninho está. Toninho diz que está na saída de Goiânia. Diante de um convite de Cachoeira para encontrá-lo na sede da Delta Construções, Toninho foi rápido: “Vamos agora” (ouça o áudio). Em outro telefonema, Cachoeira demonstra intimidade com ele. “Toninho, você me chamou aqui e desligou o telefone. Tá parecendo aquelas biscates”, diz Cachoeira. Em 8 de abril do ano passado, Cachoeira conversa com Roberto Coppola, seu sócio argentino no ramo dos jogos de azar. Quando Cachoeira informa a Coppola sobre a possibilidade de ir a Buenos Aires na Semana Santa,Coppola diz que Toninho também iria à Argentina no período (ouça o áudio). Toninho chegou a acionar Garcez, em 14 de fevereiro deste ano, para perguntar por que seu Nextel não funcionava. No mesmo dia, Eliane Pinheiro, ex-chefe de gabinete de Perillo, pede a Garcez que verifique a situação do aparelho, pois “Toninho está de viagem marcada para Miami”.
A mensagem
Para os políticos
As investigações da PF desnudam as conexões entre Cachoeira, Perillo e Demóstenes
Para o eleitor
É importante considerar esse tipo de informação na hora de votar
O governador Marconi Perillo afirmou que “jamais disse a quem quer que seja” para passar as construções do VLT de Goiânia para a Delta. “Esta afirmação é infame e irresponsável. Como é que o governador poderia pedir a alguém para ‘passar uma obra’ que não existia nem no papel nem se sabia ainda se seria executada?”, afirma. Segundo Perillo, o projeto do VLT ainda está em fase de elaboração. Em relação à Politec, Perillo afirmou que “todos os empresários que o procuram são por ele encaminhados aos órgãos competentes para que se inteirem dos projetos e assuntos relacionados ao governo”. Tudo isso, segundo ele, de forma transparente. “As informações são prestadas pelos responsáveis por cada área do governo sempre obedecendo aos princípios de ética, lisura e transparência.” Perillo foi questionado também sobre as relações de seu irmão com Cachoeira, incluindo o aparelho Nextel doado pelo grupo do bicheiro. Perillo disse que a pergunta deveria ser formulada ao irmão e que não tem conhecimento desse assunto. No comunicado, Perillo disse que não mais se pronunciará a respeito de assuntos de ordem pessoal. “Não cabe alimentar ilações retiradas fragmentadamente de mais de 30 mil horas de gravações, com o único intuito de criar polêmicas e estabelecer relações entre fatos que não se coadunam. Entre todas as gravações divulgadas, não existe nenhuma comprobatória de negócio ou contrato que efetivamente tenha beneficiado alguma pessoa ou empresa.”
A crer na versão de Perillo, o que se lê, ouve e se descobre a cada dia nas investigações da PF decorre não somente de uma sofisticada ação orquestrada “politicamente” pelo PT, mas também de uma extraordinária sucessão de coincidências e mentiras contadas por diferentes integrantes da turma de Cachoeira. Coincidências e mentiras corroboradas por cheques, transferências bancárias, atos de governo. É verdade que Garcez poderia estar usando indevidamente o nome de Perillo e ter criatividade suficiente para inventar recados ou acertos. Mas era amigo de Perillo, frequentava seu gabinete e lhe entregava cheques de Cachoeira. O mesmo vale para Cachoeira, Cláudio Abreu, da Delta, e para os demais personagens envolvidos nos repasses de dinheiro. Como se descobre agora, o mesmo sinuoso raciocínio teria de ser aplicado ainda a Caolho, Demóstenes, ao irmão de Perillo...



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sexta-feira, 20 de julho de 2012

Violência nos EUA


Tiroteio durante sessão de Batman, nos EUA, deixa 14 mortos e 50 feridos

O incidente ocorreu durante a estreia do filme no estado americano do Colorado


AFP/jc

Atualizada às 9h

Um atirador matou 14 pessoas e feriu ao menos 50 nesta madrugada durante a estreia do novo filme do Batman em um cinema na periferia de Denver, a poucos quilômetros do local do massacre de Columbine, ocorrido em 1999.
O ataque provocou pânico entre as centenas de espectadores que foram a um shopping local assistir à primeira sessão de "Batman - o Cavaleiro das Trevas ressurge", último filme da trilogia e que era esperado ansiosamente por milhares de fãs.
Segundo Dan Oates, chefe da polícia de Aurora, testemunhas indicaram que o atirador lançou o que poderia ser uma bomba de gás lacrimogêneo ou de fumaça. "Eles escutaram um assobio, depois uma espécie de gás surgiu e o atirador abriu fogo", explicou.
De acordo com as primeiras informações da imprensa, dois atiradores agiram em duas salas de cinema, mas Oates negou a afirmação e disse não "haver provas" da presença de uma segunda pessoa.
O policial indicou que as buscas começaram na casa do suspeito, que disse possuir explosivos em seu apartamento. O prédio foi evacuado.
Um porta-voz da polícia, Frank Fania, declarou à rede de televisão CNN que o atirador era um homem de aproximadamente 20 anos, utilizava um colete à prova de balas e estava munido com um rifle e duas pistolas.
Segundo policiais, o suspeito foi preso em um estacionamento atrás do cinema e não ofereceu resistência.
O ataque foi iniciado durante uma cena de tiroteio do filme, o que aumentou a confusão e o pânico geral, de acordo com testemunhas entrevistadas pela imprensa.
"Nós continuamos a assistir o filme por um momento", disse à ABC uma testemunha, identificada apenas como Jack. Em seguida, após se darem conta que os tiros eram reais, "todos entraram em pânico".
As pessoas começaram a correr em direção a saída do cinema enquanto os policiais chegavam ao local e gritavam "abaixem-se", segundo uma outra testemunha, Banjamin Fernandez, de 30 anos, citado pelo Denver Post.
A presença de muitos fãs fantasiados pode ter facilitado a fuga do atirador para o estacionamento em meio à confusão, e algumas informações indicam que ele também utilizava uma máscara de gás.
Dezenas de carros da polícia e de equipes de socorro foram para o local e cercaram o shopping.
Dez vítimas morreram no local e outras quatro no hospital, informou o chefe Oates.
A polícia não forneceu informações sobre as vítimas, mas o filme (recomendado para maiores de 13 anos nos EUA) atraiu um público majoritariamente adolescente e jovem.
Muitos cinemas do país organizaram sessões especiais às 0h00 desta sexta-feira para a estreia do filme, que deve arrecadar milhões de dólares em receitas.
O presidente americano, Barack Obama, declarou estar "chocado" com o incidente, e prometeu dar apoio às vítimas e punir os culpados.
A primeira-dama "Michelle e eu estamos chocados e tristes pelo horroroso e trágico tiroteio no Colorado", afirmou em um comunicado, informando que agentes federais e locais continuam trabalhando na cena do crime.
"Minha administração fará o que for necessário para dar apoio à população de Aurora neste momento extraordinariamente difícil", acrescentou, ao destacar seu compromisso para "levar os responsáveis perante a justiça, dar segurança aos cidadãos e cuidar dos feridos", disse.
A emissora KDVR, afiliada local da rede de televisão Fox, transmitiu na quinta-feira uma reportagem sobre os milhares de fãs, muitas vezes fantasiados de personagens da famosa história em quadrinhos, se preparando para assistir às primeiras sessões.
Aurora é um subúrbio de Denver perto do local do tiroteio de 1999 na escola de Columbine, onde 13 pessoas foram mortas a tiros e outras 24 ficaram feridas.


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quinta-feira, 19 de julho de 2012

Nus em sinal de protesto contra o governo



Protesto ocorreu na estação Mieres, em Asturias.
'De tantos cortes, ficamos nus', dizia cartaz.

Do G1, com agências internacionais
24 comentários
Oito bombeiros ficaram nus nesta quinta-feira (19) em uma pequena localidade do norte daEspanha para protestar contra a política de austeridade do governo, acrescentando assim uma nota insólita às manifestações sindicais previstas para a tarde em todo o país.
Quando iniciavam seu turno em Mieres, localidade mineradora de Asturias, os oito bombeiros, vestidos apenas com seus capacetes na cabeça e suas botas nos pés, saíram do quartel e se alinharam em frente a um muro, onde havia um grande cartaz que dizia "de tantos cortes ficamos nus".
Bombeiros nus protestam contra as medidas de austeridade do governo da Espanha nesta quinta-feira (19) (Foto: Cesar Manso/Reuters)Bombeiros nus protestam contra as medidas de austeridade do governo da Espanha nesta quinta-feira (19) (Foto: Cesar Manso/AFP)
Bombeiros nus protestam contra as medidas de austeridade do governo da Espanha nesta quinta-feira (19) (Foto: Cesar Manso/AFP)Bombeiros nus protestam contra as medidas de austeridade do governo da Espanha nesta quinta-feira (19) (Foto: Cesar Manso/AFP)
"Vale mais oito bombeiros mostrando o traseiro que uma manifestação contra os cortes", proclamou Javier Piedra, de 41 anos, um dos 16 bombeiros que integram a brigada de Mieres.
 Os bombeiros participaram ativamente nos últimos dias das manifestações para protestar contra o plano do governo que prevê economizar 65 bilhões de euros e que afeta principalmente os funcionários, privados neste ano de seu pagamento extraordinário de Natal.
"Queremos apoiar os companheiros que vão protestar nesta tarde", explicou Pierda, acrescentando que apenas "aqueles que descansam" participarão das manifestações, e os demais não poderão abandonar seus postos de trabalho.
Nesta quinta-feira, os sindicatos UGT e CCOO convocaram manifestações em 80 cidades da Espanha.



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BOM JARDIM 141 ANOS DE EMANCIPAÇÃO: João Lira, afirma que realiza obras até o final de seu governo

O prefeito do Bom Jardim, João Francisco de Lira, afirmou ao Blog que o trabalho vai continuar até 31 de dezembro. ... "Continuarei realizando obras, pagando ao funcionalismo em dia, cumprindo com meu dever constitucional até o último minuto de minha administração... Agradeço ao povo pela oportunidade de governar o município e ser aprovado em pesquisa  de opinião com mais de 70% ... Espero que Bom Jardim continue nesse caminho, de melhorias que iniciamos... Por último, desejo neste dia especial (19 de Julho), muitas felicidades para todos. Parabéns, Bom Jardim ! "

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19 de Julho:Bom Jardim, 141 anos de Emancipação Política

Atrações da noite na Praça de Eventos




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Sport, futebol de segunda categoria. Até quando o torcedor de Pernambuco vai morrer do coração ?


Sport sai na frente, mas toma a virada do Grêmio: 3x1

POSTADO POR BRENO PIRES /JC
Elano teve ótima atuação e comandou a vitória gremista | Foto: Divulgação/Grêmio
O tabu está mantido. O Sport, enfrentando o Grêmio no Olímpico em Campeonatos Brasileiros, não sabe o que é vitória. Nesta noite, o Leão começou no caminho certo, marcando forte, e saiu na frente perto do fim do primeiro tenmpo com gol de Felipe Azevedo. No entanto, tomou o empate na segunda etapa e não teve o equilíbrio para segurar o adversário. O atacante reserva Leandro marcou duas vezes e garantiu a vitória por 3 a 1.
O resultado deixa o Sport estacionado com 12 pontos, após três jogos sem perder. Os rubro-negros podem perder algumas posições no complemento da rodada. O Grêmio foi aos 18 e, dependendo de outros resultados, pode entrar no G-4. O próximo confronto do Leão é contra o Atlético-MG, sábado, na Ilha do Retiro, às 18h30. Já os gremistas enfrentam o Botafogo, domingo, no Engenhão, na estreia de Clarence Seedorf no time carioca.
O JOGO
O Grêmio no ataque, o Sport na defesa. O panorama da partida durante os 30 primeiros minutos foi esse. Os jogadores rubro-negros entraram em campo com o objetivo principal de marcar e, quando com a bola, tentar contra-atacar.

Comandado pelos talentosos meio-campistas Zé Roberto e Elano, que já jogaram Copa do Mundo, o Grêmio envolvia bastante. Acertava passes e lançamentos explorando as laterais. Mas a marcação rubro-negra era benfeita e mantinha a grande área a salvo.

As primeiras duas tentativas perigosas do Grêmio vieram de fora da área. Fernando chutou forte aos 11 minutos, para defesa de Magrão. Aos 19, Elano carimbou o travessão em uma boa cobrança de falta.

O jogo só mudou de tom aos 30 minutos, quando o Sport se sentiu mais à vontade para também atacar.

A primeira chegada leonina veio com Marquinhos Gabriel, que cruzou da direita, mas a defesa gremista rebateu. A resposta veio em sequência. Kléber recebeu na área, passou por Edcarlos e chutou forte, no canto esquerdo do goleiro Magrão, que espalmou para escanteio. Aos 34, foi a vez de Marcelo Grohe trabalhar. Foi buscar no ângulo uma cobrança de falta precisa de Marquinhos Gabriel.

A partida ficou aberta. E o Sport conseguiu encaixar o tão esperado contra-ataque fatal aos 36 minutos. Felipe Azevedo recebeu pela direita e, com muita visão de jogo, fez um passe cruzado para a esquerda da área, na chegada de Gilberto. Era o 9 rubro-negro contra o 1 tricolor. O atacante chutou mal, em cima do goleiro.

O lance não abateu o Sport. O equilíbrio continuou. E, em um bom cruzamento de Reinaldo, Felipe Azevedo nem precisou pular para colocar de cabeça a bola à direita do goleiro Grohe, que ficou parado. 1 a 0 para o Leão.

Mesmo precisando do gol, o Grêmio não conseguiu se impor no restante do primeiro tempo. E o Sport sai com a vitória parcial, merecida, pelo sucesso no plano tático defensivo e o mérito de Felipe Azevedo ao quebrar a igualdade no placar.

VIRADA 

O time do Sport continou bem na marcação na volta para a etapa complementar. Não recuou territorialmente e, com isso, conseguia na maior parte do tempo manter o Grêmio distante da meta de Magrão, mesmo com mais posse de bola.

O meia Elano, era o principal jogador da equipe gaúcha em campo. Aos quatro minutos, ele chegou perto ao driblar um defensor e bater para fora. Ele também mandou um chute para fora aos 8 minutos.

A situação começou a mudar com a entrada do atacante Leandro, aos 14 minutos, na vaga do volante Fernando. O Grêmio intensificou a busca pelo empate. E conseguiu aos 18. Elano puxou para si, driblou dois na intermediária e tocou para Kléber, que bateu no canto esquerdo. Magrão defendeu, mas deu rebote, e Marcelo Moreno estava lá para completar. Empate.


O técnico Vagner Mancini promoveu a estreia do meia Felipe Menezes aos 20 minutos, na vaga do volante Renan. O jogador apareceu bem ao cobrar uma falta para Edcarlos cabecear, aos 24, para a defesa de Grohe. No entanto a mexida se provou ruim para o Sport, na medida que o time perdeu o encaixe na marcação que teve até aquele momento.

O Grêmio passou a ter mais espaço e, aí, conseguiu imprimir a velocidade para chegar à vitória. Em uma bela jogada, Tony cruzou da direita, Kléber cabeceou e Magrão fez uma excelente defesa. Mas não adiantou. Leandro pegou rebote e soltou a bomba no alto, virando o jogo aos 28.

À frente no placar, o time gaúcho ficou à vontade para tocar mais a bola. Em uma jogada muito bem trabalhada, com troca de passes entre vários jogadores, Elano recebeu de Kléber e tocou voltando para Leandro ampliar, aos 34 minutos, decidindo a partida.

O Sport ainda entrou com Gilsinho na vaga de Marquinhos Paraná, mas não surtiu efeito. Ainda poderia ter virado goleada. Aos 43, Edcarlos deu um bote na hora que Leandro ia finalizar frente a frente com Magrão, em contra-ataque. No final, um 3 a 1 amargo para os rubro-negros, pelo gostinho de vitória que sentiram até os 18 minutos do segundo tempo.
Ficha do jogo:
Grêmio 3 x 1 Sport
Sport: Magrão; Moacir, Bruno Aguiar, Edcarlos e Reinaldo; Tóbi, Rithelly, Renan (Felipe Menezes), Marquinhos Gabriel (Gilsinho) e Felipe Azevedo; Gilberto. Técnico: Vagner Mancini.

Grêmio: Marcelo Grohe; Tony, Vilson, Gilberto Silva e Pará; Fernando (Leandro), Souza, Elano e Zé Roberto; Kléber e Marcelo Moreno (Leo Gago). Técnico: Vanderlei Luxemburgo.

Campeonato Brasileiro Série A. Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre. Horário: 19h30. Árbitro: Jaílson Macedo Freitas (BA). Auxiliares: Carlos Berckembrock (SC) e Marcos Rocha de Amorim (BA). Gols: Felipe Azevedo, aos 38 minutos do primeiro tempo (Sport). Marcelo Moreno, aos 18, e Leandro, aos 28 e aos 34 do segundo tempo (Grêmio).


Sport, futebol de segunda categoria. Até quando o torcedor de Pernambuco vai morrer do coração ?
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Brasileiro concorre ao prêmio de melhor professor dos Estados Unidos



Alexandre Lopes foi eleito o melhor entre 180 mil professores da Flórida.
Natural de Petrópolis (RJ), ele se especializou em ensinar crianças autistas.

Ana Carolina MorenoCom informações do G1
O brasileiro Alexandre Lopes, que dá aula para crianças especiais na escola Carol City Elementary, em Miami, foi eleito o melhor professor da Flórida (Foto: Reprodução/Macys's)O brasileiro Alexandre Lopes, que dá aula para crianças especiais na Carol City Elementary, na Flórida
(Foto: Reprodução/Macys's)
Um brasileiro de 43 anos, natural de Petrópolis, no Rio de Janeiro, foi eleito na última quinta-feira (12) o melhor entre os mais de 180 mil professores da rede estadual de ensino da Flórida, nos Estados Unidos. Além de prêmios em dinheiro, um carro, uma viagem a Nova York, um anel de ouro e um treinamento espacial na Nasa, Alexandre Lopes, que emigrou do Brasil em 1995, agora é candidato ao título de melhor professor dos Estados Unidos.
A etapa nacional da disputa fica aos cuidados do Departamento Nacional de Educação do governo federal. Lopes já tem presença garantida no evento de divulgação do resultado, em maio de 2013 na Casa Branca, em Washington, com a presença do presidente americano.
Até lá, ele vai viajar pelo estado onde mora dando palestras para outros professores sobre sua metodologia na sala de aula. Doutorando da Universidade Internacional da Flórida, ele se especializou na educação especial para a primeira infância e, há oito anos, trabalha na escola Carol City Elementary, em Miami.
O brasileiro leciona para dois grupos de 12 e 13 crianças com idades de três a cinco anos, na idade considerada nos Estados Unidos como pré-escolar. Parte dos alunos é autista e, como a Carol City Elementary fica em uma região de baixo poder aquisitivo, a maioria dos estudantes pertence a minorias dentro da sociedade americana. Alguns ainda são filhos de imigrantes e não têm o inglês como idioma nativo.
É uma inclusão total e irrestrita, da maneira que eu gosto, com alunos deficientes, imigrantes, minorias... Como eu acho que a sociedade deveria ser"
Alexandre Lopes, eleito o
melhor professor da Flórida
"É uma inclusão total e irrestrita, da maneira que eu gosto, com alunos deficientes, imigrantes, minorias... Como eu acho que a sociedade deveria ser", conta. Lopes considera sua abordagem "holística" e afirma que se envolve em todos os aspectos da vida de seus "aluninhos", como gosta de se referir às crianças que ensina, tanto da parte acadêmica quanto da emocional e da social. Para o brasileiro, isso significa incluir  todos os membros mais próximos da família no processo escolar, muitos deles ainda se adaptando à notícia de que seus filhos são autistas.
Aceitando a diversidade
Na sala de aula do brasileiro, porém, todos são iguais. "Eu não diferencio meus alunos. Procuro ser consistente para fazer com que meus alunos com autismo tenham os outros como modelo, e para fazer com que meus outros alunos aceitem todas as diferenças que existem na nossa sociedade", explica Alex, como é conhecido pelos alunos e colegas de trabalho. Suas técnicas variam de acordo com o conteúdo das aulas. Segundo ele, música e dança são dois elementos que predominam durante as atividades, mas a adoção da tecnologia também ajuda os pequenos estudantes a se expressarem.
Entre os equipamentos está uma tela que reproduz, ao toque de um botão, mensagens pré-gravadas na voz dele ou de um estudante. O instrumento é usado pelos alunos autistas para que eles possam comunicar o reconhecimento dos símbolos, um processo que, segundo Lopes, acontece nestas crianças de maneira diferente das demais.
Lopes usa tecnologia, instrumentos e música para transmitir conhecimentos a crianças de três a cinco anos (Foto: Reprodução/Macys's)Lopes usa tecnologia, instrumentos e música para transmitir conhecimentos a crianças de três a cinco anos (Foto: Reprodução/Macys's)
Para aprender a construir palavras, os aluninhos usam blocos de madeira que representam cada letra e os unem e separam para formar sílabas, sempre atentos aos sons das palavras para compreender a relação entre as rimas e a formação das palavras com grafia parecida. "Isso serve para tirar a palavra do abstrato e torná-la uma coisa concreta, o que é muito importante para crianças com deficiência", explica.
Alexandre também digitaliza as páginas de livros, ocultando as frases escritas para reescrever a história a partir das imagens de forma coletva e, assim, conseguir tirar das crianças a linguagem construída durante as demais atividades.
A imigração, o atentado e a mudança
O início da vida adulta de Lopes não poderia ser mais distante de seu cotidiano atual, trabalhando sete horas por dia, cinco dias por semana, com um intervalo de 30 minutos para o almoço. No início da década de 1990, o hoje melhor professor da Flórida trocava Petrópolis pela capital fluminense para estudar produção editorial na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Naquela época, ele havia abandonado o sonho de criança de ser professor, já que sempre houvia relatos de como a carreira exigia muito e pagava pouco.
Ele conta que arrumou um emprego na Pan American Airways para pagar o aluguel no Rio de Janeiro. Depois de formado, o então bacharel se apaixonou e decidiu se mudar para os Estados Unidos em julho de 1995. "Mas eu jamais deixei o Brasil. A vida me trouxe aos Estados Unidos, mas tenho muito orgulho da minha origem e de ser quem sou", diz.
Durante vários anos, Lopes seguiu trabalhando como comissário de bordo para várias companhias aéreas americanas, onde fazia traduções de inglês, português e espanhol nas rotas da América Latina. Mesmo com os benefícios e as muitas viagens que pôde fazer pelo mundo, ele afirma que sentia falta de estudar. "Eu queria algo que fosse um pouco mais recompensador, mas era difícil porque tinha que pagar as minhas contas", lembra.
Jamais deixei o Brasil. A vida me trouxe aos Estados Unidos, mas tenho muito orgulho da minha origem e de ser quem sou"
Alexandre Lopes
Após os atentados terroristas de 11 de setembro de 2001, sua empresa ofereceu pacotes de benefício a quem aceitasse se afastar do emprego e abrir mão do salário. Lopes, já com mais de 30 anos de idade, aproveitou a chance para buscar uma nova formação. Segundo ele, sua ideia original era se tornar professor de línguas estrangeiras, mas uma conselheira vocacional sugeriu, além do curso de educação, um curso introdutório em educação especial na primeira infância.
"Me apaixonei pela área e minha professora se apaixonou pelo meu trabalho. Ela me recomendou para uma bolsa de mestrado na Universidade de Miami", explica o professor, que foi aprovado no processo seletivo com bolsa integral e, assim que completou seus créditos e estágios obrigatórios, recebeu o convite para iniciar uma turma de educação inclusiva na Carol City Elementary, onde está desde 2005, com um salário mais baixo do que recebia quando era comissário de bordo.
Lopes agora equilibra o trabalho com a pesquisa de doutorado na Universidade Internacional da Flórida, onde também foi selecionado para estudar com bolsa integral, e o Projeto Rise, uma iniciativa americana em nível federal que estimula a formação continuada de professores de escolas com população carente no país.
Alex foi eleito omelhor professor da Flórida na última quinta-feira (12); à direita, ele recebe um beijo de seu pai, Enir Lopes (Foto: Reprodução/Macys's)Alex foi eleito o melhor professor da Flórida na última quinta-feira (12); à direita, ele recebe um beijo de seu pai, Enir Lopes, que viajou de Petrópolis a Miami para a cerimônia (Foto: Reprodução/Macys's)
Eleito entre mais de 180 mil docentes
Durante mais de seis meses, Lopes passou por uma série de longas e trabalhosas etapas para conquistar o título de melhor professor de toda a rede estadual da Flórida. O processo começou com uma votação entre os próprios colegas da escola em que ele trabalha, na região centro-norte do condado de Miami, o quarto maior dos Estados Unidos, com 25 mil docentes. Ele então preparou um material por escrito com dezenas de páginas, no qual explicava sua filosofia educacional, suas motivações e sua metodologia de ensino.
O documento foi avaliado na sua região e ele foi selecionado como um dos cinco finalistas, que receberam visitas em suas salas de aula de uma comissão com 13 examinadores e participaram de entrevistas. Lopes venceu a disputa e, no início do ano, passou a concorrer ao posto de melhor professor do condado. O resultado, também favorável ao professor petropolitano, saiu em fevereiro deste ano, junto com um carro 0 km, prêmios em dinheiro e uma bolsa de estudos, à qual ele abriu mão por já ter uma no doutorado.
A etapa estadual, que tem patrocínio da rede de lojas de departamento Macy's, exigiu novos artigos, visitas à sala de aula e entrevistas, além do envio de um vídeo apresentando o trabalho na escola e um encontro de três dias na cidade de Orlando com os mais de 70 professores dos condados e distritos especiais da Flórida.
Assim como as exigências da competição, as recompensas também são maiores, e incluíram surpresas e um prêmio de US$ 5 mil (mais de R$ 10 mil) aos cinco finalistas, além de US$ 10 mil (mais de US$ 20 mil) ao grande vencedor, anunciado na noite da última quinta-feira.
A fama, o dinheiro e as regalias que tem recebido nos últimos meses, porém, são honras menores para Lopes. "Eu tive uma vida muito feliz, de muitas alegrias. Mas as alegrias que eu encontro com o sucesso dos meus alunos não se comparam com nada que eu já experimentei", afirmou ele, que diz ter uma admiração especial pelo pais de alunos com deficiência. "Essas crianças são filhas desses indivíduos, mas elas também são parte da nossa sociedade, é injusto que deixemos esses pais sozinhos com o grande desafio que enfrentam."


Professor Edgar Bom Jardim - PE