domingo, 29 de janeiro de 2012

Concreto armado sustentava prédio que caiu


Edifício Liberdade usou concreto armado para sustentação.
Vizinhos menores eram de alvenaria estrutural, menos resistente.

Eduardo CarvalhoDo G1, em São Paulo
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info prédio estrutura VALE ESTE ESTE (Foto: Arte/G1)
O Edifício Liberdade, que desabou na noite de quarta-feira (25) no centro do Rio, foi construído com a técnica do concreto armado -- a mais usada nas edificações brasileiras - segundo engenheiros ouvidos pelo G1.
O desmoronamento destruiu dois prédios vizinhos. Até a manhã deste sábado (28), foram encontrados 17 corpos.
Segundo Paulo Fernando Neves Rodrigues, professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o prédio Liberdade foi erguido há cerca de 70 anos empregando a técnica do concreto armado para sustentação - a mais utilizada nas edificações brasileiras.
“Nela se utiliza concreto e armações de aço (vigas) já prontas, que ficam dentro do concreto”, disse o especialista.
Sustentação
De acordo com Paulo de Mattos Pimenta, professor-titular do Departamento de Estruturas e Geotécnica da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), os pilares (elementos verticais neste tipo de construção) são essenciais para a sustentação de obras desse tipo.
"Esse prédio já devia ter problemas estruturais, mas ninguém nunca apontou nenhum defeito. (...) Normalmente, as paredes são elementos de vedação, mas quando há problemas estruturais, elas ajudam na sustentação”, afirma.
Pimenta diz que há duas explicações para a queda dos outros prédios, os edifícios 13 de maio e Colombo. “Ou o prédio mais alto tombou na vertical, sobre as construções menores, o que indicaria um problema estrutural, ou os escombros foram se espalhando e acumulando sobre os demais imóveis, causando a demolição”, complementou.
Edifício Liberdade e os vizinhos que foram derrubados em foto de 2009 feita do  33º andar de um prédio vizinho (Foto: João Carlos Caribe/G1)Edifício Liberdade e os vizinhos que foram
derrubados em foto de 2009 feita do 33º andar de
um prédio vizinho (Foto: João Carlos Caribe/G1)
Segundo Rodrigues, da UFRJ, a manutenção em prédios antigos deve ser realizada em períodos curtos, de cinco em cinco anos. “Mas muitos síndicos fecham os olhos para isso e realizam pequenas obras, como pinturas da fachada, para esconder essas pequenas alterações, que podem ser prejudiciais”, afirma.
Alvenaria e metais
Os outros dois edifícios, segundo análise de Rodrigues, eram de alvenaria estrutural, técnica de agrupamento de blocos, sem uso de aço, empregada nas construções mais antigas.
Este tipo de sustentação é mais encontrado em prédios residenciais de até 13 andares, principalmente em construções populares. “Esses prédios não aguentam muita flexão e tremores. Ele tem menor resistência e estabilidade do que aquelas construções de concreto armado”.
Outro método de sustentação bastante empregado no país, principalmente em prédios comerciais, são as estruturas metálicas, com a junção de grandes vigas de ferro, sem uso de concreto.
Fiscalização
De acordo com Manoel Lapa, vice-presidente do Clube de Engenharia do Rio de Janeiro, as estruturas de concreto armado, como as do Edifício Liberdade, são feitas para durar décadas, assim como ocorre em cidades como Londres e Paris, onde, segundo Lapa, há edifícios construídos com o mesmo estilo que estão “em pé” há mais de 200 anos.
“O problema são as modificações feitas sem acompanhamento de fiscais públicos. Tem que haver mais participação da prefeitura, que hoje não é obrigada a conceder licenças para obras de modificação interna”, complementa.
De acordo com o Plano Diretor municipal da capital fluminense, apenas obras que impliquem acréscimo de área e alterações das áreas comuns das edificações passam pelo crivo da prefeitura, que precisa emitir licença.
Ainda segundo a legislação, a responsabilidade pelos projetos deve ser “exclusivamente” dos profissionais que o assinarem, que deverão “adotar técnicas preventivas e de controle para segurança dos imóveis vizinhos, respondendo civil e criminalmente sobre eventuais danos causados a terceiros”.
De acordo com a Defesa Civil, a hipótese mais provável para o desabamento é a de que uma obra, no nono andar do edifício Liberdade, tenha afetado a estrutura do prédio. A reforma teria ocorrido em um dos andares da empresa TO - Tecnologia Organizacional, que também teria outra obra, no terceiro piso.
Na quinta-feira (26), um representante do Crea disse que considerava as obras ilegais por não ter registro delas (saiba mais). Na sexta (27), um dos sócios da TO - Tecnologia Organizacional negou que a obra tenha tido influência na queda do edifício (saiba mais).
Infográfico mostra detalhes e localização dos prédios que desabaram no Rio (Foto: Editoria de arte/G1)

Santa não segura o Araripina e perde a segunda partida no Pernambucano: 2x0

Elias Roma Neto jconline   Por professoredgarbomjardim-pe.blogspot.com

Vandelei comemora o primeiro gol do Araripina, marcado por ele / Foto: Clemilsom Campos/JC Imagem

Vandelei comemora o primeiro gol do Araripina, marcado por ele

Foto: Clemilsom Campos/JC Imagem

ARARIPINA – Mesmo contando com a reestreia do atacante Carlinhos Bala, o Santa Cruz acabou derrotado pelo Araripina por 2x0, neste sábado, no Chapadão do Araripe. Foi a primeira vitória do Bode na competição. Com o triunfo, a equipe sertaneja subiu para 8º, com 6 pontos, mas pode ser ultrapassada no complemento da rodada, neste domingo. Já o Santa permanece em terceiro, mas também pode ser ultrapassado
O jogo começou de forma equilibrada, com ambos os times atacando. Neste cenário, o Araripina se deu melhor. Aos 5 minutos, Marcelo Pitbull cruzou do lado esquerdo para a área, os zagueiros falharam na troca de marcação e Vanderlei desviou de cabeça, tirando de Tiago Cardoso e abrindo o placar.

Não demorou para o Santa ter uma boa chance. Aos 8, Branquinho recebeu a bola pelo lado direito, driblou dois e foi derrubado na área por Pitbull. Este foi o quarto pênalti em cinco rodadas para o Tricolor. Na cobrança, Weslley bateu rasteiro, no meio, e o goleiro Leo defendeu – foi a segunda penalidade consecutiva perdida pelo maestro, que havia desperdiçado uma contra o Ypiranga.

A partir daí, o Santa passou um tempo perdido em campo, dando muitos espaços ao redor da área, com a marcação falha no setor. O Araripina chegou com perigo, mas pecou nas horas de finalização.

O treinador Zé Teodoro manteve a mesma equipe para o segundo tempo, mas diante da ineficiência dos jogadores, resolveu sacar o meia Natan e o volante Anderson Pedra para as entradas de Luciano Henrique e Carlinhos Bala – este foi bastante vaiado pelos torcedores, por ter rejeitado uma oferta de defender o Araripina antes do Estadual. A esta altura, o Santa Cruz já dava muitos espaços para os contra-ataques do Bode

Mesmo assim, o time se atirou como pôde. Aos 15, Leandro Souza cabeceou no travessão. Aos 30, Branquinho recebeu pela esquerda, driblou a zaga, mas chutou em cima do goleiro. Pouco depois, aos 35, o atacante teve outra chance, cabeceando na trave após novo cruzamento de Luciano Henrique.

Com a defesa aberta, o tricolor levou o segundo aos 42. Aílton cruzou da esquerda, Marcelo Paraíba escorou para dentro e Cristovão fuzilou Tiago Cardoso. Os tricolores ficaram na bronca com Sebastião Rufino Filho por conta de um pênalti que ele marcou em cima de Flávio Recife – no entanto, havia sido sinalizado impedimento antes e o árbitro voltou atrás na marcação.

Exposição conta vida de Padre Cícero


Peças estarão na Ceart, na Praça Luíza Távora, até esta terça-feira (31). 
Exposição com 30 peças é homenagem ao centenário de Juazeiro do Norte.

Do G1 CEPor professoredgarbomjardim-pe.blogspot.com
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Estátua de Padre Cícero (Foto: Governo do Estado / Produção)Estátua de Padre Cícero em Juazeiro do Norte
(Foto: Governo do Estado/Produção)
A história de Padre Cícero Romão Batista emJuazeiro do Norte está exposta na Central Cearense de Artesanato (Ceart), na Praça Luiza Távora, no Bairro Aldeota, emFortaleza. A exposição é uma homenagem aos 100 anos comemorados pelo município e ficará aberta ao público até terça-feira (31), das 9h às 21h, segundo a Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social (STDS) do governo do estado.


As 30 peças em argila, confeccionadas pelo artesão José Travassos Filho, contam as lutas e conquistas políticas, sociais e religiosas de Padre Cícero. As peças trazem informações que se confundem com a história da região, como o processo da Beata Maria do Egito, a expulsão e reconciliação do padre com a Igreja Católica, a eleição para prefeito, a Guerra do Rosário, a amizade com Lampião e o Beato José Lourenço.

Artistas dão vidas aos bonecos gigantes de Olinda


Bonecos, que são a cara do carnaval de Pernambuco, medem até 4 metros.
Nos dias de folia, encontro reúne mais de 100 exemplares, em Olinda.

Katherine CoutinhoDo G1 PE  Por professoredgarbomjardim-pe.blogspot.com
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Bonecos gigantes fazem parte da tradição de Olinda. (Foto: Katherine Coutinho / G1)Bonecos do acervo de Silvio Botelho, que já fez mais
de 100 gigantes. (Foto: Katherine Coutinho / G1)
Os bonecos gigantes já fazem parte da tradição do carnaval, principalmente em Olinda, onde acontece o encontro e a corrida desses foliões durante os dias de Momo. A busca pela perfeição e riqueza de detalhes dos artistas que dão vida a esses gigantes faz com que, a cada ano, os bonecos, que chegam a medir quatro metros, pareçam mais reais, encantando a todos.
Com 38 anos de carreira, Silvio Botelho é um dos maiores defensores desses gigantes, tendo criado, há 26 anos, o Encontro de Bonecos Gigantes, que acontece na manhã da terça-feira de carnaval, com mais de 100 bonecos. “Eu tenho um comprometimento com esse senhor, o carnaval. O boneco é uma das almas do carnaval olindense. Quando você fala em Rio de Janeiro, pensa em escola de samba. Em Olinda, no boneco gigante”, defende Silvio, que só em casa tem cerca de 40 bonecos.
O primeiro boneco feito por Silvio foi o Menino da Tarde, filho imaginário do gigante Homem da Meia-noite e da Mulher do Dia, agremiações que desfilam pelas ladeiras de Olinda todos os anos. “Eu tinha 16 para 17 anos quando Ernandes Lopes me fez essa encomenda”, lembra o artista plástico. De lá para cá, já foram mais de 900 bonecos. “Eu parei de contar, sei que foram mais de 900, mas números exatos não sei mais”, conta. Há menos de um mês do carnaval, Silvio tem trabalhado 12 horas por dia para dar conta da demanda. “Chego a ter que recusar pedidos, não tenho condições”, diz.
Silvio trabalha há dois meses no boneco de Luiz Gonzaga. (Foto: Katherine Coutinho / G1)Silvio trabalha há dois meses no boneco de Luiz
Gonzaga. (Foto: Katherine Coutinho / G1)
O processo de criação de um boneco gigante não é tão simples quanto pode parecer a alguns. É preciso tempo, dedicação e amor pelo que faz. “Se tiver sol, são umas duas semanas, mas alguns levam mais tempo. Estou há dois meses trabalhando em um de Luiz Gonzaga”, explica Silvio, que foi responsável pela utilização de fibra de vidro nos bonecos, deixando-os mais leves. Muitos eram feitos de papel machê, com acabamento de massa de parede, o que os deixava mais pesados. “Essas ideias eu busco nas coisas simples da vida. Às vezes, é nas pessoas do dia-a-dia que você encontra ideias fantásticas”, acredita.
O trabalho exige dedicação e carinho. “Fazer boneco é uma arte, não é brincadeira. E depois de pronto, dá um orgulho danado. Eu faço com o coração, se você não tem amor pelo que faz, não fica perfeito”, acredita José Carlos Urbano, que trabalha com bonecos há quase 20 anos, já tendo feito figuras como Lia de Itamaracá. “Fazer pessoas conhecidas é sempre mais complicado, tem aquela exigência, né?”, pondera Urbano.
Primeira etapa é modelagem em barro. (Foto: Katherine Coutinho / G1)Primeira etapa é modelagem em barro.
(Foto: Katherine Coutinho / G1)
A primeira etapa é moldar o rosto do boneco em barro, como explica Leandro Costa, da Embaixada dos Bonecos. “Dessa base, nós fazemos um molde em gesso, fazendo uma espécie de negativo, para depois colocar a fibra de vidro. É a mesma técnica para o corpo e para o rosto. Eu trabalho com uma equipe de mais quatro pessoas. Eu faço os desenhos, tem um para moldar o barro, outro para a fibra e uma pessoa fundamental, que faz a maquiagem do boneco”, detalha Leandro.
Além do rosto e do corpo do boneco, outro ponto importante é a roupa. “Ela tem que caracterizar bem o personagem. Um dos meus favoritos foi o Luiz Gonzaga que fizemos. Deu muito trabalho, tanto de corte, quanto de costura, cola, mas eu amo o resultado”, diz Sineide Castro, esposa de Leandro Costa e ‘designer’ das roupas dos bonecos da Embaixada.
Bonecos da Embaixada dos Bonecos. (Foto: Katherine Coutinho / G1)Luiz Gonzaga, Reginaldo Rossi e Alceu Valença em
bonecos. (Foto: Katherine Coutinho / G1)
A busca pela perfeição dos bonecos, pela aproximação do real, é um dos pontos principais, acredita Leandro. “A gente quer aperfeiçoar, mas sem perder a essência do boneco. Essas criações são uma forma de materializar o que está na cabeça das pessoas. A minha base, assim como a do meu pai, é a arquitetura”, explica Leandro, que já conta com mais de 70 bonecos, reprodução de pessoas famosas, ícones da história brasileira e mundial, além de figuras de terror.
Para este ano, Sineide e Leandro esperam ter resolvido um dos problemas de quem trabalha com bonecos gigantes: a mão. “Ela normalmente é feita de papel machê. É pesada, vai batendo nas pessoas... E quando chove é um problema. Participamos de um evento no ano passado e 30 pares de mão quebraram por causa da chuva”, conta Sineide. “Então procuramos uma solução... Neste ano, estamos fazendo as mãos em poliuretano, que é uma espécie de espuma, feito aquele macarrão que as pessoas usam na piscina”, adianta, animado, Leandro.
Maria Expedita diz que gigantes parecem reais, não bonecos. (Foto: Katherine Coutinho / G1)Maria Expedita diz que os gigantes parecem reais,
não bonecos. (Foto: Katherine Coutinho / G1)
Quem fica animada com tanta dedicação é a aposentada Maria Expedita Gomes do Nascimento, vizinha do gigante mais conhecido de Olinda, o calunga do Homem da Meia-noite, desde 1974. “Eles parecem vivos, não parecem bonecos”, diz, admirada. O ilustre vizinho é uma criatura real mesmo para a aposentada. “Quando ele sai [meia-noite do sábado para domingo de carnaval], eu estou sempre aqui na porta. Ele sempre me cumprimenta. O Homem da Meia-noite tem uma magia...”, finaliza.

Muito Bom ! GotosoZinho, Que Delícia !...


Fotos do Mural - Por Manuel Mariano no Face - Acesse: professoredgarbomjardim-pe.blogspot.com

Feliz Aniversário !

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Amor e Poesia



Fotos do Mural - Por Márcio Alexandre no Face - Acesse: professoredgarbomjardim-pe.blogspot.com