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sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

Venezuela:Jair X Daciolo

Cabo Daciolo contesta Jair Bolsonaro em rede social

terça-feira, 8 de janeiro de 2019

Mais uma:Brasil se retira do Pacto Global da ONU sobre Migração

O presidente Bolsonaro e seu chanceler Ernesto Araújo: 'no que depender de mim enquanto chefe de Estado, (os imigrantes) não entrarão' - 14/11/2018 (Globonews/Reprodução)
O governo de Jair Bolsonaro comunicou nesta terça-feira, 8, à Organização das Nações Unidas a retirada do Brasil do Pacto Global sobre Migração, assinado por 160 países em dezembro passado em Marrakesh, no Marrocos. A medida já havia sido anunciada pelo próprio Bolsonaro e pelo ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, que consideram que o acordo representa perda de soberania brasileira para tratar do tema.
Com a decisão, o governo brasileiro escolheu o mesmo caminho dos Estados Unidos, que nem chegou a negociar o pacto, e de Itália, Austrália, Israel e vários países da Europa Central, que se retiraram das negociações antes da conclusão final. Em seu discurso de despedida do Itamaraty, o ex-chanceler Aloysio Nunes Ferreira, ainda fez um apelo a seu sucessor para que mantivesse o Brasil no acordo, alegando não haver subtração de soberania.
O pacto tem o objetivo de reforçar a cooperação internacional sobre uma “migração segura, ordenada e regular” e foi ratificado em 19 de dezembro pela Assembleia-Geral da ONU. Seus termos não incluem nenhum tipo de punição a países que, eventualmente, não cumpram suas regras nem impunha a responsabilidade a seus membros de receber um número de imigrantes e refugiados.
Mas o pacto foi percebido de maneira distinta pelo presidente Bolsonaro e seu chanceler. Em letras amarelas sobre um fundo verde, Araújo afirmou ser o pacto “inadequado para lidar com o problema”. “A imigração não deve ser tratada como questão global, mas sim de acordo com a realidade e a soberania de cada país”, afirmou o ministro das Relações Exteriores pelo Twitter. O presidente do Brasil foi além em transmissão pelo Facebook, em dezembro. “Não somos contra os imigrantes. Mas, para entrar no Brasil, tem de ter um critério bastante rigoroso. Caso contrário, no que depender de mim enquanto chefe de Estado, não entrarão.”
No mesmo dia da assinatura do acordo, 10 de dezembro, a ONU comentou a intenção brasileira de retirar-se em 2019. “É sempre lamentável quando um Estado se dissocia de um processo multilateral, em especial um (país) tão respeitável de especificidades nacionais”, declarou Joel Millman, porta-voz da Organização Internacional de Migrações.
Segundo Millman, apesar da saída de alguns países, 164 governos assinaram o documento. “Esse é um quadro para cooperação”, alertou. 
Para entidades dedicadas ao tema, a decisão do Brasil de se afastar do mecanismo terá um impacto sobre emigrantes nacionais espalhados pelo mundo. “Hoje há muito mais brasileiros vivendo no exterior do que migrantes aqui no Brasil”, alertou Camila Asano, coordenadora de programas da organização não governamental Conectas. 
“São compatriotas que muitas vezes passam por dificuldades, seja na Europa, EUA, Japão ou outras partes do mundo. O Pacto Global de Migração consolida e reforça direitos das pessoas, inclusive os mais de 3 milhões de brasileiros vivendo fora, de não serem discriminadas por serem migrantes”, completou Camila Asano.
Paal Nesse, do Conselho Norueguês de Refugiados, também lamentou a decisão de vários governos de deixar o esforço e indicou que não existem indicações de que o Pacto mine a soberania de um país. “O Pacto prevê um espaço suficiente para que cada governo possa ter sua política”, indicou o representante de uma das maiores entidades que lidam com refugiados e migrantes. “Não há nada que indique a soberania seria abandonada ou perdida”, insistiu. 
Para ele, a decisão de governos de se distanciar do Pacto “enfraquece o momento político e mina os esforços internacionais para ter a migração organizada de forma mais ordenada”. Como exemplo, ele citou os termos do Pacto que incentivam a cooperação regional. “Vimos na América do Sul, com a crise na Venezuela, como tal medida é necessária”, indicou. 
Ele ainda lembra que, no caso brasileiro, o interesse em fazer parte do Pacto seria a defesa dos interesses de seus próprios migrantes, espalhados pelo mundo. “O Brasil é um exemplo de um país que recebe migrantes. Mas que é também fonte de emigração”, comentou. “Cada governo quer que o seu cidadão seja tratado sem discriminação no exterior e isso exige cooperação”, completou.
(Veja Com Estadão Conteúdo)
Professor Edgar Bom Jardim - PE

domingo, 6 de janeiro de 2019

A droga mora na história


Imagem relacionada

O assunto é polêmico. Não foge de controvérsias incessantes.Mas há muita história que não deve ser esquecida, As sociedades nunca se recusaram às celebrações. Como viver sem festas, sem fantasias, sem ilusões? Quem gosta de mitologia observa como os mitos se assanham e curtem seus rituais. Não é recente o uso de drogas. Há uma carência que puxa a necessidade de fugir da mesmice e viajar por sonhos estimulados. Quem viveu a época intensa do LSD? Quem não se toca  com as disputas violentas, com as medidas tomadas pelos governos, com as jogadas de interesses brutais? Lembrem-se do que fizeram Reagan e Nixon? Fabricam-se muitas trapaças disfarçadas em boas intenções e propagandas financiadas. As dúvidas sobrevivem e possuem permanências.
Não faltam acusações. É a droga que provoca violência ou é a desigualdade social que se expande no meio de inúmeras tensões? O que estimula a competição entre as gangues são os chamados bandidos das favelas ou a participação de privilegiados bem nutridos se faz presente? Um sistema de repressão sofisticado busca punições, cria fantasmas, detona inocentes. A droga circula e tem patrocínio. Não mora apenas nas favelas. Reside em centros de luxo, não deixa de participar de comemorações midiáticas. As informações ganham espaço quando mostram momentos que incomodam as elites e surgem suspeitas que abalam os certos grupos.  O sensacionalismo move delírios.
Instituem-se leis de proibição e seleções políticas. Não se comunica, por exemplo,  a trajetória histórica da maconha e sua utilidade. As condenações causam medo, as polícias se armam, mas as guerras econômicas alimentam-se de motivos nada humanitários e discursos cínicos . Cabem perguntas: O que representa a indústria farmacêutica? Quando se elabora uma lista de perseguições os critérios se justificam pela salvação da saúde pública? Será que os psicotrópicos e o álcool não produzem estragos imensos omitidos pelos órgãos públicos? As notícias são controladas e se constrói uma drogaria em cada esquina. Quem segura esse esquema? Quem desenha as angústias? Quem lucra com a vendas de angústias e melancolias?
A sociedade doente, marcada pelos anseios de consumo, pelas depressões, síndromes de pânico, desamores mostra que precisa de respostas para curar seus males. Joga-se nas drogas fermentando alívios e enganos ou vestindo alegrias com datas marcadas.Uma análise histórica esclareceria medos e angústias ou descreveria os lugares poucos comentados. A questão não é contemporânea. Atiça necessidades biológicas, inquieta mercados ambiciosos, traça linguagens simbólicas. Os interesses anunciam que a violência registra modos de viver desde os tempos de Adão e Eva. Não é à toa que o racismo continua, que a opressão não cede. Os especialistas da persuasão também,atuam como uma cortina de fumaça. O espaço da ingenuidade é amargo e traiçoeiro.
Paulo Rezende
Professor Edgar Bom Jardim - PE

domingo, 30 de dezembro de 2018

Ambiente:Noruega é o primeiro país do mundo a banir o corte de árvores

Paisagem no condado de Hedmark, Noruega
Paisagem no condado de Hedmark, Noruega (iStockphoto/Getty Images/Getty Images)
A Noruega se tornou o primeiro país do mundo a se comprometer com o fim desmatamento em todo o território nacional, após decisão do Parlamento na semana passada. Para cumprir com a meta, o governo proibiu o corte de árvores e baniu a compra e a produção de qualquer matéria-prima que contribua para a destruição de florestas no mundo.
Na sessão decisiva, o Parlamento também se responsabilizou a encontrar uma maneira de fornecer alguns produtos essenciais, como carne, soja, madeira e óleo de palma, sem causar impactos no ecossistema. De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), esses quatros produtos são responsáveis por quase metade do desmatamento das florestas tropicais do planeta. A Noruega é a primeira nação a botar em prática a promessa feita junto à Alemanha e à Grã-Bretanha de promover esforços significativos contra cadeias de produção que gerem corte de árvores, assinada na Cúpula do Clima da ONU, em 2014.
Não é a primeira vez que o país escandinavo toma uma atitude pioneira em favor da proteção do meio-ambiente. Segundo a rede CNN, em 2008, a Noruega deu ao Brasil 1 bilhão de dólares (mais de 3 bilhões de reais) para ajudar a combater o desmatamento na Amazônia e a situação foi reduzida em 75% em sete anos. Além disso, o país está no processo de restringir as vendas de carros movidos à gasolina até 2025.
Fonte:Veja

Professor Edgar Bom Jardim - PE

sexta-feira, 28 de dezembro de 2018

Meio Ambiente:Quais são países mais vulneráveis a desastres climáticos?


Crianças recebendo garrafas d'água na Tailândia, em área alagadaDireito de imagemGETTY IMAGES
Image captionO relatório também destaca a vulnerabilidade das crianças em áreas afetadas por desastres
Um novo estudo afirma que 9 dos 15 países com maior risco de sofrerem desastres naturais, incluindo aqueles relacionados a mudanças climáticas, são ilhas.
O World Risk Report 2018 (Relatório de Risco Mundial 2018, em tradução livre) analisa o risco de terremotos, tsunamis, furacões e inundações em 172 países - e também avalia a capacidade que eles têm de responder a eventos como esses.
O estudo é da Universidade Ruhr de Bochum, na Alemanha, e da Development Helps Alliance, uma aliança de ONGs humanitárias alemãs.
Ele foi divulgado num momento em que a Indonésia registra pelo menos 429 mortos e 150 desaparecidos em decorrência de um tsunami que atingiu a costa do país no último sábado.

Top 15

No relatório, os pesquisadores destacaram a difícil situação das crianças nessas áreas marcadas pela vulnerabilidade - cerca de uma em cada quatro crianças no mundo vive em uma área afetada por desastres.
Além disso, dados da ONU mostram que mais da metade das pessoas desalojadas por conflitos ou desastres naturais em 2017 tinham menos de 18 anos.
Zonas de risco (Fonte: World Risk Report 2018)
PaísÍndice de risco (Numa escala de 100)
1. Vanuatu50.28
2. Tonga29.42
3. Filipinas25.14
4. Ilhas Salomão23.29
5. Guiana23.23
6. Papua Nova Guiné20.88
7. Guatemala20.60
8. Brunei18.82
9. Bangladesh17.38
10. Fiji16.58
11. Costa Rica16.56
12. Camboja16.07
13. Timor Leste16.05
14. El Salvador15.95
15. Kiribati15.42
As ilhas estão no topo da lista devido à vulnerabilidade a fenômenos climáticos, incluindo o aumento do nível do mar.
A pequena ilha de Vanuatu, no Pacífico Sul, foi considerada a nação mais vulnerável do mundo, seguida pela vizinha Tonga.

Ilhas

O arquipélago das Filipinas, com uma população de mais de 104 milhões de pessoas, está em terceiro lugar.
Embora a Oceania tenha sido, em geral, a região considerada de maior risco pelos pesquisadores alemães, países da África não apenas figuram de forma expressiva entre os 50 principais países com probabilidade de sofrer um desastre natural como também correspondem a 13 dos 15 com maior "vulnerabilidade social" a desastres.
Segundo o relatório, o Catar é o país com o menor risco.
Mapa mostrando o índice de risco mundial a desastres naturais, por país

Vulnerabilidade social

Os pesquisadores destacaram a necessidade de preparação para desastres naturais extremos, usando como exemplo positivo a forma como as nações europeias reagiram à onda de calor que atingiu o continente na primavera e no verão, causando secas que afetaram diretamente a agricultura.
"Foi a vulnerabilidade relativamente baixa dos países afetados pela seca que os poupou do desastre", escreve Katrin Radtke, professora da Universidade Ruhr de Bochum.
O índice de risco é calculado levando em conta não só a probabilidade de um desastre natural acontecer mas também como um país está preparado para um evento do tipo, considerando fatores como normas de construção, níveis de pobreza e os planos existentes para uma eventual crise.
Imagem mostra imóveis em área atingida por terremotoDireito de imagemGETTY IMAGES
Image captionRelatório avalia riscos de áreas serem atingidas por terremotos, por exemplo, assim como a capacidade de resposta a esse tipo de evento
Isso explica por que nações com histórico de desastres naturais, como o Japão e o Chile, atingidos por terremotos, não estão entre os 20 países de maior risco.
Ou como a Holanda, que há séculos tem lutado contra o nível do mar, ocupa apenas a posição número 65.
"Esses países não conseguem reduzir o suficiente os possíveis riscos decorrentes de eventos naturais, mas eles não são os mais vulneráveis", diz o relatório.
Imagem mostra edifícios e pessoas pilotando jet skis em DohaDireito de imagemGETTY IMAGES
Image captionO Catar foi considerado o país com o menor risco de desastres naturais
"Em relação ao clima, 2018 foi um ano surpreendente, e de aprendizado. Mais uma vez, ficou claro que estar bem preparado para eventos naturais extremos é fundamental", disse Angelika Bohling, presidente da Development Helps Alliance.
Professor Edgar Bom Jardim - PE

terça-feira, 25 de dezembro de 2018

Indonésia:Tsunami, registrado há três dias, destruiu 882 casas, 73 hotéis, vilas e edifícios localizados no litoral

Foto: Fotos Públicas
Foto: Fotos Públicas
A cada dia aumenta o número de vítimas em decorrência do tsunami desencadeado após erupção do vulcão Anak Krakatau, na região costeira da Indonésia. O balanço mais recente divulgado nesta terça-feira (25) é de 429 mortos e 1.459 feridos, além dos desaparecidos.
O tsunami, registrado há três dias, destruiu 882 casas, 73 hotéis, vilas e edifícios localizados no litoral. De acordo com o porta-voz da Agência Nacional de Gerenciamento de Desastres, Sutopo Purwo Nugroho, 16.082 pessoas foram deslocadas.

O desastre também destruiu um porto marítimo e 434 navios e embarcações nos distritos de Pandeglang e Serang mais atingidos na província de Banten, e nos distritos de Lampung Selatan, Panawaran e Tenggamus na província de Lampung.

Buscas
As buscas se estendem por terra e mar entre as ilhas de Java e Sumatra, já que muitas vítimas teriam sido arrastadas pelas ondas. "Os navios que procuram as vítimas já recuperaram vários corpos no mar", disse Sutopo.

Mais de 2 mil soldados e policiais, além de pessoal do escritório de busca e salvamento e do escritório da agência de gestão de desastres participaram de uma operação de socorro emergencial.

Falhas
O porta-voz admitiu que falhas no sistema de alerta contribuíram para o agravamento da situação. "A ausência e o fracasso dos primeiros sistemas de alerta de tsunamis contribuíram para as enormes baixas porque as pessoas não tiveram oportunidade de serem deslocadas."

A agência de meteorologia e geofísica proibiu atividades nas áreas costeiras após o tsunami.

Em 26 de dezembro de 2004, um enorme tsunami desencadeado por um poderoso terremoto atingiu países ao longo do Oceano Índico, matando 226 mil pessoas, incluindo 170 mil na província de Aceh, na ponta norte da ilha de Sumatra, na Indonésia.

Vulcão
A área do vulcão Anak Krakatau está cercada de estâncias turísticas, uma zona industrial, uma movimentada faixa de navegação e algumas áreas residenciais. No sábado, ondas de 4 a 5 metros atingiram a costa.

Anak Krakatau é um dos 129 vulcões ativos na Indonésia, uma vasta nação de arquipélagos que abriga 17,5 mil ilhas, situada em uma zona propensa ao terremoto do chamado Anel de Fogo do Pacífico.
Com informações do DP.
Professor Edgar Bom Jardim - PE

sábado, 15 de dezembro de 2018

Mundo:Por que bombardeiros russos estão aterrissando na Venezuela

A Russian Tupolev Tu-160 strategic long-range heavy supersonic bomber aircraft is pictured upon landing at Maiquetia International Airport, just north of Caracas, on December 10, 2018Direito de imagemAFP
Image captionThe strategic bombers landed at Simón Bolívar airport on Monday
A força aérea russa aterrissou nesta semana na Venezuela.
Quatro aeronaves - incluindo dois bombardeiros Tupolev 160 (Tu-160), com capacidade para transportar armas nucleares - pousaram na segunda-feira no Aeroporto Internacional de Maiquetía Simón Bolívar, nos arredores de Caracas - em uma demonstração de apoio da Rússia ao governo do presidente Nicolás Maduro.
O ministro da Defesa venezuelano, Vladimir Padrino, participou de um evento de boas-vindas às aeronaves e afirmou que elas fazem parte de exercícios de cooperação militar entre os dois países.
"Estamos nos preparando para defender a Venezuela até o último momento caso seja necessário."
"Vamos fazer isso com nossos amigos porque temos amigos no mundo que defendem relações respeitosas e de equilíbrio", completou.
No domingo, Maduro afirmou que havia uma tentativa "coordenada diretamente pela Casa Branca de perturbar a vida democrática na Venezuela e tentar dar um golpe de Estado contra o governo constitucional, democrático e livre do país" em andamento.
Padrino explicou que os aviões russos são "logísticos e bombardeiros" e acrescentou que ninguém deve se preocupar com a presença das aeronaves no país.
"Somos construtores da paz, não da guerra", declarou.
Bombardeiro Tupolev 160Direito de imagemAFP
Image captionOs bombardeiros Tupolev 160 têm capacidade para transportar armas nucleares
O embaixador da Rússia na Venezuela, Vladimir Zaemskiy, disse, por sua vez, que uma das áreas de cooperação entre os dois países é militar-técnica - e, segundo ele, "se desenvolveu de forma muito frutífera nos últimos anos".

Aliança Maduro-Putin

Um exercício militar conjunto foi anunciado poucos dias depois do encontro de Maduro com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, em Moscou. A reunião resultou na assinatura de contratos da ordem de US$ 6 bilhões em investimentos russos nas áreas de mineração e petróleo na Venezuela.
Os dois países são aliados próximos de longa data. E o governo de Maduro, pressionado pelas sanções impostas pelos Estados Unidos e pela União Europeia contra o que consideram violações de direitos humanos na Venezuela, quer reforçar esses laços - incluída, aí, a frente militar.
O embaixador da Rússia lembrou que a cooperação na área de defesa começou em 2005, quando Hugo Chávez era presidente.
Mas o plano de ambos os governos agora é aprofundar essa relação.
Maduro e PutinDireito de imagemGETTY IMAGES
Image captionEncontro de Maduro e Putin resultou na assinatura de contratos da ordem de US$ 6 bilhões em investimentos russos nas áreas de mineração e petróleo
O ministro Padrino contou que Caracas aguarda a chegada de uma delegação russa com a qual devem discutir formas de fortalecer o arsenal das Forças Armadas venezuelanas - embora a difícil situação dos cofres públicos do país sul-americano, que vive a maior recessão de sua história, seja um obstáculo para a aquisição de armamentos mais sofisticados.
Em meio à grave crise econômica, política e social que a Venezuela atravessa, especialistas ouvidos pela BBC News Mundo, serviço em espanhol da BBC, acreditam que a presença militar russa pode ter o objetivo de "desencorajar" terceiros a realizar "algum tipo de intervenção militar" no país.
Mas, além de beneficiar a Venezuela, essa aliança também é considerada vital para o governo Putin, de acordo com os analistas.
A anexação russa da Crimeia em 2014 foi duramente condenada por países ocidentais, gerando uma onda de sanções econômicas contra o país que continuam sendo renovadas.
A partir daquele momento, as relações entre a Rússia e os EUA e a União Europeia se deterioraram drasticamente. E é nesse contexto que a Venezuela ganha uma importância especial.
"(Moscou) está procurando países que ainda querem se relacionar com eles, e isso inclui a Venezuela", destaca Steven Pifer, ex-embaixador dos EUA na Ucrânia e pesquisador do centro de análises Brookings Institution.
"O que o Kremlin quer é passar a imagem de uma Rússia que não está isolada, quando na verdade está."
Ajudar econômica e militarmente a Venezuela - um dos poucos países que apoiaram a ação russa na Crimeia - serve para sustentar que "a Rússia tem conexões ao redor do mundo".
O editor do serviço russo da BBC, Famil Ismailov, concorda e destaca outra vantagem para Putin ao apoiar Caracas: a imagem que pode vender dentro do país.
"É muito importante mostrar ao público interno que, apesar das sanções, a Rússia cumpre seu papel de superpotência e tem países amigos. Vale a pena pagar por isso", explica Ismailov, fazendo referência a Putin.

Uma 'provocação' aos EUA

O envio das aeronaves para a Venezuela também serviria como um recado aos EUA, de acordo com especialistas.
O governo russo criticou em diversas ocasiões a "interferência" dos EUA na Ucrânia e o envio de tropas americanas para o Mar Negro e o Báltico, como parte das operações da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).
E mandar os bombardeiros para a Venezuela pode ser uma resposta, uma maneira de "colocar o dedo na ferida" dos EUA.
"Parte da razão (para o envio dos bombardeiros) é treinar pilotos russos em voos de longa distância, outra parte é destinada simplesmente a irritar os Estados Unidos", afirma o ex-embaixador na Ucrânia.
As autoridades americanas fizeram, por sua vez, críticas duras ao envio dos aviões.
"A Rússia envia bombardeiros para a Venezuela e nós, um navio-hospital", afirmou o coronel Robert Manning, porta-voz do Departamento de Defesa dos EUA.
Em entrevista coletiva no Pentágono, Manning se referiu ao USNS Comfort, que partiu em meados de outubro rumo à América Central e à América do Sul com a missão de oferecer ajuda humanitária aos refugiados venezuelanos.
"O mais importante é que estamos ao lado do povo da Venezuela em um momento de necessidade", acrescentou.
O secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, afirmou que se trata de "dois governos corruptos esbanjando recursos públicos".
O governo russo classificou a declaração como "completamente inapropriada" e "pouco diplomática".
Mas a Rússia não é a única a enviar jatos militares para outros países. Os EUA também mandaram aviões para seus aliados, incluindo a Ucrânia, cujas relações com Moscou permanecem tensas após a anexação da Crimeia.
Presentational white space

Tu-160

Confira abaixo as principais características dos bombardeiros Tupolev 160:
Bombardeiro Tu-160 na VenezuelaDireito de imagemAFP/GETTY IMAGES
Image captionOs bombardeiros Tupolev 160 são conhecidos como 'cisnes brancos' na Rússia
Conhecidos como Cisnes Brancos na Rússia, são aviões do tipo "swing-wing (de geometria variável)", com velocidade máxima duas vezes maior que a do som. A frota foi lançada em 1981, e modernizada em 2000. O alcance de voo é de cerca de 12 mil quilômetros e os aviões têm capacidade para transportar armamentos nucleares.
Fonte: BBC
Professor Edgar Bom Jardim - PE