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sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

Como entender (e se preparar) para o novo Ensino Médio




Estudantes fazem fila para abertura dos portões para a prova do Enem no Rio de Janeiro   Foto: Fernanda Frazão/Agência Brasil

O novo Ensino Médio nem chegou e já virou uma dor de cabeça para professores e gestores. Afinal, diferente da BNCC (Base Nacional Comum Curricular) para Infantil e Fundamental, as orientações para essa etapa são menos detalhadas. Há uma grande indagação sobre estrutura física das escolas, currículos e didática. 
Para piorar, o debate sobre o novo Ensino Médio está cheio de medos e desconfianças. O apoio do MEC (como e o que fará) é tão vital quanto incerto. Pouca gente arrisca uma hipótese sobre os planos do ministério para essa etapa. Também há uma grande desconfiança de educadores e especialistas sobre a viabilidade da reforma. Muitos deles apontam dificuldades em oferecer percursos formativos em cidades pequenas ou pobres. E, com razão, muitos receiam que as mudanças agravem as já enormes desigualdades educacionais no país. 
Na prática, é um debate inexistente. 
Por isso, chega em boa hora o livro “Modelos Curriculares para o Ensino Médio. Desafios e Respostas em 11 Sistemas Educacionais”. Ele é uma ótima introdução ao debate e ajuda a pensar o Brasil.  Se quiser lê-lo, ele está disponível para download. É só clicar aqui.
Primeiro, ele conta uma breve história do Ensino Médio pelo mundo. No passado, em alguns países, ele não era obrigatório. A etapa fora pensada para poucas pessoas, com o objetivo de formar trabalhadores qualificados em cidades desenvolvidas. Num mundo rural, a prioridade era oferecer educação fundamental para todos. Média, só para alguns. 
Porém, especialmente na segunda metade do século 20, as cidades cresceram e a economia ficou mais complexa. A maior parte da população precisava de conhecimento além do Fundamental para navegar por esse planeta. Foi aí que se impuseram questões sobre como organizar o Ensino Médio – um movimento que dura até hoje. 
As autoras do livro, Alejandra Cardini e Belén Sanchez, são pesquisadoras do Cippec (Centro de Implantação de Políticas Públicas para Equidade e Crescimento), da Argentina. Elas deixam bem claro que não há respostas óbvias. Afinal, estamos falando de adolescentes às portas da universidade ou do mercado de trabalho em países, Estados e cidades em rápida transformação econômica e social. 
Por isso, o livro ainda fala sobre tradições educacionais e curriculares de cada lugar, indo das complexidades de cada modelo a pontos bem concretos, como promoções, avaliações e certificações. Não é um manual que ignora história e contexto de cada país. 
Após traçar um grande panorama de 11 países, o livro faz um estudo de caso sobre Ontário, no Canadá. Ele oferece pistas bem interessantes para pensar o Brasil, já que essa província (equivalente a um Estado brasileiro) passou por uma flexibilização curricular. Não é só o Brasil que passa por dilemas nessa etapa. 
Ao terminar a leitura, é fácil chegar a algumas conclusões. Na falta de um projeto para o Ensino Médio, o Brasil congelou a etapa e empilhou disciplinas. Criamos uma escola que obriga o estudante a se adaptar a ela. O que as melhores experiências do mundo mostram, porém, é o contrário. As salas de aula precisam mudar de acordo com os interesses de crianças e adolescentes. 
Tem mais. Em vez de combater a desigualdade a sério, o Brasil combateu a desigualdade educacional no discurso e de forma genérica. Quando você analisa currículo por currículo pelo mundo, vê a quantidade de trabalho que os técnicos e especialistas tiveram para montar padrões. Isso é combater desigualdade de verdade, analisando a vida real e montando trilhas pelos quais as pessoas possam criar seus próprios destinos.
Em defesa do Brasil, porém, há a contingência. O Ensino Médio é novo por aqui. Poucas décadas atrás, a lei previa apenas quatro anos de escolaridade obrigatória. Isso, certamente, adiou uma discussão mais profunda sobre a etapa. 
Por isso, a obra vem em boa hora. Ela não é um manual de implementação nem vai dar muitos detalhes sobre didática específica (toda obra tem limites). Porém, certamente será muito útil para quem quiser enfrentar uma verdade desagradável. Do jeito que está, é muito fácil abandonar o Ensino Médio. E, infelizmente, milhares de adolescentes, todos os anos, deixam de estudar porque nós não fomos capazes de tornar o ensino atraente, interessante e útil para eles e elas - especialmente os mais pobres. 
O Brasil pode e deve aprender com quem já enfrentou esse desafio. Há muito conhecimento aqui, é claro. Mas o que vem de fora, obviamente, também tem um enorme valor. Nova escola. POR:

Leandro Beguoci
Professor Edgar Bom Jardim - PE

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

Pesquisa mostra como alunos e professores enxergam valores como solidariedade e justiça

Foto: Getty Images
A recém aprovada Base Nacional Curricular Comum (BNCC) recomenda que a Educação Básica brasileira propicie a formação e o desenvolvimento humano global dos estudantes, de modo que possam ser capazes de construir uma sociedade mais justa, ética, democrática, responsável, inclusiva, sustentável e solidária. São amplas dimensões que compreendem a formação integral de um cidadão, contemplando aspectos cognitivos, afetivos, sociais e valorativos. Nesse sentido, a educação em valores sociomorais, tais como solidariedade, respeito, generosidade e justiça, faz parte do desenvolvimento de habilidades e competências necessárias aos alunos. Assim, hoje, quero apresentar uma avaliação educacional que teve como propósito mensurar justamente os valores sociomorais em alunos e professores da Educação Básica.
Em 2015, a Fundação Carlos Chagas (FCC) reuniu um grupo de pesquisadores de diferentes universidades do Brasil e iniciou uma pesquisa com o objetivo de construir, testar e validar uma escala para avaliar a adesão de alunos e professores aos valores sociomorais de justiça, respeito, solidariedade e convivência democrática. (TAVARES. et al., 2016)
O objetivo foi identificar como os estudantes e docentes têm se posicionado frente a situações que envolvem valores morais. Isso ajuda na avaliação dos efeitos do emprego de materiais didáticos, programas e intervenções que visam favorecer a construção de valores sociomorais no âmbito escolar, apontando se são ou não efetivos, e em que medida.
Para o desenvolvimento da pesquisa, construiu-se uma matriz conceitual dos valores foco de análise, a partir dos seguintes referenciais teóricos: os Parâmetros Curriculares Nacionais (BRASIL, 1998) – em seus cadernos sobre Ética – e conceitos da Psicologia da moralidade de Jean Piaget (1977 [1932]) e de Lawrence Kohlberg (1992).
Para mensurar a construção de valores morais, Piaget analisou o julgamento moral e a tomada de consciência do respeito às regras a partir de jogos e histórias fictícias envolvendo as ações de crianças. Ele estudou como elas raciocinam, explicam e resolvem situações que abrangem o uso de valores como igualdade, justiça, reciprocidade, cooperação e solidariedade, entre outros. A partir dos resultados de suas investigações, Piaget formulou a chamada “teoria psicogenética interacionista do desenvolvimento moral”, qualificadas pelos estágios pré-moral (ausência de moralidade e de regras); de moralidade heterônoma (obediência à autoridade); e de moralidade autônoma (autonomia).
Já Kohlberg (1992), dando continuidade aos estudos de Piaget, usou dilemas morais para investigar os níveis de raciocínio moral. Ele utilizou histórias hipotéticas, nas quais dois ou mais valores morais se contrapunham, exigindo uma decisão da criança. Com isso, revelava-se a perspectiva social a partir da qual os argumentos eram construídos. Segundo o autor, a perspectiva social ou percepção social refere-se a “como as pessoas veem as outras, interpretam seus pensamentos e sentimentos e consideram o papel e o lugar que ocupam em sociedade” Kohlberg (1992, p. 186). A partir da perspectiva social, Kohlberg descreveu três níveis de julgamento moral: 1. o pré-convencional, em que o indivíduo age levando em conta seus próprios interesses (egocêntrico); 2. o convencional, onde seus atos estão centrados nas normas sociais, familiares ou do grupo ao qual pertence (sociocêntrico); 3. o pós-convencional, em que há uma perspectiva mais avançada e as ações do sujeito são justas, levando em consideração o que é bom para ele e para qualquer outra pessoa do mundo (moral).
Na pesquisa da Fundação Carlos Chagas (FCC) foram elaborados questionários de 35 questões para cada um dos quatro valores (justiça, respeito, solidariedade e convivência democrática) a serem avaliados. Eles foram apresentados na forma de situações-problema, baseando-se em cenas do cotidiano de alunos ou professores e que poderiam ocorrer em diferentes espaços (na escola, na internet, com a família, etc.). Para cada questão foram apresentadas três alternativas favoráveis ao valor avaliado e duas contrárias a ele. Além disso, as alternativas se constituíam em níveis, que evidenciam, a partir da perspectiva social, o modo de adesão ao respectivo valor (perspectivas egocêntricasociocêntrica moral).
Os questionários foram aplicados em crianças (alunos do 5º ao 8º ano do Ensino Fundamental), adolescentes (9º ano do ensino fundamental e 1º ao 3º ano do ensino médio) e professores da educação básica, de escolas públicas e privadas. Os resultados apontaram algumas tendências: uma delas foi que os professores apresentaram níveis mais avançados de adesão aos valores do que os adolescentes e estes, por sua vez, mais do que as crianças. No valor de solidariedade, as crianças e adolescentes alcançaram, mais frequentemente, níveis mais avançados (mais sociocêntrico do que egocêntrico). Já os professores se concentraram numa perspectiva ainda mais avançada (a propriamente moral), o que não aconteceu nos outros valores.
O valor mais difícil de ser alcançado pelos estudantes foi o de convivência democrática, inclusive com respostas que assumiam posições não democráticas. Os professores, por sua vez, aderiram a este valor de modo sociocêntrico. Para os professores, o valor mais difícil, especialmente com relação às perspectivas mais avançadas foi o da justiça. De modo geral, o nível de adesão aos valores numa perspectiva propriamente moral foi muito difícil nos três grupos de participantes da pesquisa, sendo alcançado somente por professores no valor solidariedade.
Tais resultados reforçam a ideia de que a construção de relações mais justas e respeitosas é, sem dúvida, uma meta importante para a Educação. A escola, dependendo da qualidade das interações estabelecidas em seu interior, constitui-se um local propício para que esse desenvolvimento ocorra. Não estamos desconsiderando o papel formativo da família, porém, sabemos que é no ambiente escolar que o(a) aluno(a) irá conviver com o âmbito público (referindo-se ao coletivo) e a diversidade, e estabelecer relações de igualdade. É preciso, portanto, um olhar mais aprofundado para as questões da convivência e da formação de valores éticos. Entendemos que a construção, manutenção e convivência dos atores escolares em um ambiente cujo clima seja positivo podem promover uma experiência de formação valorativa ampliada. Isto é, uma formação para além das instruções e conhecimentos técnicos, com sentido ético e moral, onde o respeito, a solidariedade e a justiça sejam vividos e apreendidos por todos, fazendo da educação um valor. Um valor moral.  Nova Escola.

*Adriano Moro é doutor em Educação pela Unicamp e mestre em Psicologia da Educação pela PUC-SP. Ele integra o Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação Moral (Gepem), da Unicamp/Unesp e atua no departamento de pesquisas da Fundação Carlos Chagas (FCC).

Professor Edgar Bom Jardim - PE

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

Cidadania:Maranhão tem 431 detentos aprovados no ENEM


Este ano, segundo dados do Pessoas Privadas de Liberdade (PPL), 431 internos foram aprovados no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).
Somente na capital maranhense, pela Unidade Prisional de Ressocialização São Luís 2 (UPSL2), 69 detentos foram aprovados – a unidade com mais admissões bem-sucedidas de todo o país. No interior, a UPR de Balsas-MA também se destacou com 23 aprovações.
Um total de 838 presos se inscreveram para realizar o Enem no Maranhão – destes, um considerável resultado de 51,4% destes foram aprovados. Tal resultado comprova o trabalho realizado no estado em prol da educação e ressocialização prisional, por meio da Seap e da Seduc, secretarias de Administração Penitenciária e de Educação.
O número de presos inscritos foi o maior registrado até aqui. A UPSL2 da Região Metropolitana de São Luís contabilizou 12o inscrições, por exemplo (58% aprovados). Já a UPR de Imperatriz bateu recorde entre as cidades do interior, com 41 inscrições.
Felipe Camarão, secretário de Educação, afirmou que o “resultado é decorrente da aplicação correta das políticas públicas do Governo do Estado”.
As inscrições do ENEM PPL 2018 foram realizadas online pelos pedagogos responsáveis de cada UPR.
Maranhão tem 431 “detentos” aprovados no ENEM
Foto: Divulgação
A equipe pedagógica prisional é encarregada da aplicação da prova, da divulgação e acesso de informações e resultados, além do encaminhamento dos candidatos ao SISU (Sistema de Seleção Unificada), além de outros programas de acesso ao Ensino Superior.
razoesparaacreditar.com
Professor Edgar Bom Jardim - PE

terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

Bolsonaro acaba aposentadoria especial dos professores e torna obrigatória a contagem de pontos


Antes de se internar para nova cirurgia, Bolsonaro tratou com sua equipe econômica de todos os detalhes da reforma da previdência. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Antes de se internar para nova cirurgia, Bolsonaro tratou com sua equipe econômica de todos os detalhes da reforma da previdência. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Pelo projeto, aposentadoria integral será apenas para professores que cumprirem no mínimo 40 anos de sala de aula. E só vai para casa quem alcançar idade mínima de 60 anos

Dinheiro | O presidente Jair Bolsonaro (PSL) enviou hoje (4) ao Congresso Nacional projeto de reforma da previdência que na prática acaba a aposentadoria especial dos professores. Pelas regrais atuais, docentes se aposentam com cinco anos a menos de contribuição à previdência em relação aos demais trabalhadores. É uma forma de minimizar o enorme desgaste do exercício dessa profissão. Agora, pelo que está no projeto, professores terão que cumprir no mínimo 40 anos de sala de aula para ter direito à aposentadoria integral. E só poderão ir para casa a partir de idade mínima de 60 anos. Não é aposentadoria aos 60 anos. É aposentadoria a partir dessa idade, ou seja, pode chegar a 70, 75 ou mais. Vote na enquete ao final da matéria e diga se é contra ou a favor dessa reforma.

Pontos

Pela regra de transição anunciada, a partir de 2020 professores terão obrigatoriamente também que somar pontos para adquirir o direito de se aposentar. Para o cálculo, soma-se idade + tempo de contribuição. Professoras começam com 81 pontos. E professores com dez a mais, ou seja, 91 pontos.


Exemplo

Caso a reforma seja aprovada, se uma professora  avaliar que em 2020 adquiriu o direito de se aposentar ela terá que estar dentro desse critério de pontuação. Se tiver, por exemplo, 51 anos de idade, terá que ter no mínimo 30 de contribuição. Ou seja, iniciou na sala de aula aos 20 anos e não deixou de contribuir em nenhum mês. O mesmo raciocínio vale para o professor, só que com dez anos a mais no somatório idade + contribuição, isto é, de forma piorada em relação à mulher.


Pontuação aumenta até o limite de 100

A cada ano que passa, somatório cresce um ponto até o limite de 100. Nesse limite de 100, se uma professora que tem 60 anos de idade quiser se aposentar, terá que ter contribuído por 40 anos. O mesmo valerá para o professor. Quarenta anos, aliás, é o tempo mínimo de contribuição previsto na reforma para quem quiser aposentadoria integral. Continua, após o anúncio.

Aposentadoria integral (quase) impossível

Ao final da regra de transição, só terá aposentadoria integral quem contribuir por no mínimo 40 anos para a previdência. No caso de uma professora ou professor da rede pública que tenha iniciado na sala de aula aos 25 anos de idade, somente aos 65 conquistará uma aposentadoria integral. Ou seja, 40 anos de sala de aula. Caso queira se aposentar com a idade mínima de 25 anos de contribuição (atualmente é 15), só leva 60% do salário.
Com informações de: Estadão, Agência Brasil e Folha de S.Paulo


Fale sem paixão: você que votou ou não em Jair Bolsonaro, acha que essa reforma é boa ou ruim para os professores? Dê sua opinião na enquete abaixo.

Em sua opinião, o governo Bolsonaro está correto ao propor acabar a aposentadoria especial dos professores?
Professor Edgar Bom Jardim - PE Com informação de www.deverdeclasse.org

Tristes declarações do Ministro da Educação do Brasil

Brasil acima de tudo ?

O colombiano que se tornou ministro da Educação do governo Bolsonaro, retribui seu acolhimento pelo povo brasileiro, humilhando-o de forma mesquinha.

Em entrevista à Veja, Vélez Rodriguez disse que, “O brasileiro viajando é um canibal, rouba tudo”.

Klever Garrett

Professor Edgar Bom Jardim - PE

quinta-feira, 29 de novembro de 2018

Escola Dr. Mota Silveira celebra cultura popular


Sob a coordenação da professora de Sociologia Mercês Pedrôso, a   EREM Dr. Mota Silveira realizou no último dia 14 o projeto denominado Resgatando a Identidade Cultural. A ideia teve como objetivo transmitir aos estudantes daquele estabelecimento educacional os vários aspectos da cultura popular produzidos em Bom Jardim, contemplando as artes populares de modo geral, tais como folclore, artesanato, literatura, música, dança e gastronomia, sem esquecer a religiosidade praticada por adeptos dos vários credos religiosos em ação no município. O projeto foi desenvolvido em várias etapas, podendo ser destacadas, entre outras, as seguintes: “registrar lembranças e vivências ainda presentes na memória dos bonjardinenses; desenvolver ações em sala de aula que favoreceram o reconhecimento da cultura local; celebrar nossa cultura da ‘mostra’, como forma de expressão máxima, onde cada grupo executou uma ação envolvida na pesquisa e na prática; formar um cidadão  capaz de conhecer primeiramente sua cultura para depois explorar as demais, identificando-se nessa diversidade, baseado no respeito e na tolerância a qualquer forma de expressão cultural…” Coube aos alunos a produção de entrevistas em vídeo e áudio com personalidades atuantes em solo bonjardinense. No tocante à religião, foram entrevistados o padre Severino Fernandes, da Paróquia de Sant’Ana; o pastor Eri, da Igreja Batista; Dona Lêda, do Centro Espírita Sérgio Lourenço, bem como outros representantes de igrejas evangélicas locais. No campo artístico, as entrevistas enfocaram o escultor Marcos do Artesanato, o artista plástico Sandro Rock, o poeta Doddo Félix, a professora de ballet Glaucione Lopes, os cantores Dody dos Teclados e Ademir Galeno, o músico Cláudio Barros (In memoriam), e as chefes em gastronomia Rosângela e Maria (Restaurante Dama de Ouro). Integraram ainda o elenco acima, os animadores culturais, Prof. Edgar Santos (ex-Secretário Municipal de Cultura) e José Célio (diretor da Rádio Cult FM). O evento cultural realizou-se na área coberta da escola, em duas etapas (turnos da manhã e tarde), e contou com o total apoio da direção, professores, alunos e funcionários. A parte musical ficou a cargo dos músicos-colaboradores Mac Sedícias e Marcelino Gouveia de Barros. Digna dos maiores aplausos a brilhante iniciativa da professora Mercês Pedrôso e do EREM Dr. Mota Silveira. Seria de grande relevância que a ideia tivesse continuidade, com a realização de novas edições, inclusive abrangendo outras áreas do conhecimento humano, para engrandecimento dessa instituição educacional e dos bonjardinenses como um todo. BOM JARDIM AGRADECE!


Matéria: Doddo Félix
Fotos: EREM Dr. Mota Silveira
Acesse:https://culturapopularpe.com.br/erem-mota-silveira-celebra-cultura-popular/
Professor Edgar Bom Jardim - PE

sábado, 17 de novembro de 2018

STF | Professores podem receber com correção quase 48% em reajustes não pagos do piso do magistério!


Apesar dos questionamentos de prefeitos e governadores, o Supremo Tribunal Federal considerou em 2011 que o Piso Nacional do Magistério é constitucional. Estados e municípios, portanto, são obrigados a pagar. Professores devem agir o quanto antes, pois, por lei, na Justiça só é possível cobrar até os cinco anos anteriores 
DA REDAÇÃO | Milhares de professores das redes estaduais e muncipais da educação básica de todo o país podem ter até 47,14%% em reajustes não pagos e devem acionar a Justiça para receber tudo com juros e correção monetária. Tal percentual refere-se ao somatório das correções do Piso Nacional do Magistério de 2014 a 2018. Trata-se do cumprimento da Lei Federal 11.738/2008, ratificada pelo Supremo Tribunal Federal em 2011. Se o prefeito ou governador não pagou ou cumpriu apenas parcialmente, o docente tem o direito de receber corrigido através de intervenção no Poder Judiciário. Mais abaixo, veja anos e percentuais que podem ser cobrados.
O QUE DEVE SER FEITO
Em primeiro lugar, o professor deve procurar a assessoria jurídica de seu sindicato para saber se o prefeito e/ou governador pagou tudo direito conforme a lei do piso ou não. Se não tiver sindicato, a saída é consultar um advogado particular. De posse das informações e da constatação de que não houve o devido pagamento, a Justiça deve ser acionada.
Muitos sindicatos têm feito isso em todo o Brasil. Segundo matéria do G1 (01/02/2017), o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará (Sintepp) é uma das entidades que ameaçou o governo desse Estado de entrar na Justiça para obter o reajuste de 7,64% dado ao piso do magistério em 2017. 
As perdas de muitos professores em relação a esse piso vêm na verdade desde 2010. No entanto, só é possível reclamar judicialmente os últimos cinco anos. Após o anúncio, confira percentuais (%).
  • 2014 - 8,32
  • 2015 - 13,01
  • 2016 - 11,36
  • 2017 - 7,64
  • 2018 - 6,81
  • TOTAL: 47,14
  • Professores devem agir o quanto antes para não perderem ainda mais
    Caso queiram receber os reajustes devidos e corrigidos, os professores devem acionar a Justiça o mais rápido que puderem. Por lei, só é possível cobrar direitos não pagos dos últimos cinco anos. Por conta disso, embora muitos prefeitos e governadores não tenham pago reajustes do piso de 2010, 2011, 2012 e 2013, os educadores ficaram no prejuízo e não podem mais buscar a lei para reparar os danos relativos a esses períodos.
  • Veja o que isso representa em  percentual:
    • 2010 - 7,86
    • 2011 - 15.85
    • 2012 - 22,22
    • 2013 - 7,97
    • TOTAL: 53,9
    É preciso que os educadores, portanto, corram atrás dos seus direitos. Se não der na luta, vai na Justiça mesmo. Embora se saiba que o judiciário é lento, um dia o dinheiro sai. E como vem com juros e correção monetária, sempre representa um bom valor.

Professor Edgar Bom Jardim - PE

quarta-feira, 14 de novembro de 2018

CIDADANIA:MPF abre procedimento para evitar ações arbitrárias contra professores

Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil
Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil
O Ministério Público Federal (MPF) quer por fim a ações arbitrárias contra professores. De acordo com o órgão, procuradores dos Direitos do Cidadão nas cinco regiões do Brasil instauraram procedimentos administrativos para acompanhar práticas que possam representar assédio moral ou outras formas de ação arbitrária contra professores. 

O MPF diz que foram expedidas recomendações a pelo menos 24 instituições públicas de educação básica e superior com pedido para que se abstenham de qualquer atuação abusiva em relação a docentes. Recentemente, apoiadores do movimento Escola sem Partido têm incentivado gravações e denúncias de professores em sala de aula.

Além de advertir para que não atuem de forma arbitrária junto a seus docentes, as recomendações expedidas pelo Ministério Público Federal pedem que essas instituições adotem as medidas cabíveis e necessárias para que não haja qualquer forma de assédio moral em face desses profissionais – seja por parte de servidores, estudantes, familiares ou responsáveis.

O objetivo da ação, segundo o MPF, é assegurar atuação unificada para garantir os princípios constitucionais e demais normas que regem a educação no Brasil, em especial quanto à liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber, bem como o pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas. 

A iniciativa integra uma ação coordenada pela Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão, órgão do MPF, e tem a colaboração de Procuradorias Regionais dos Direitos do Cidadão, Núcleos de Apoio Operacional à Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão, além de instituições parceiras como ministérios públicos estaduais, Defensoria Pública da União, defensorias públicas do Estado e seccionais da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

Escola sem Partido
 
As gravações e denúncias têm sido incentivadas por apoiadores do movimento Escola sem Partido, uma das principais bandeiras para a educação do presidente eleito, Jair Bolsonaro. Individualmente, mais de 200 promotores e procuradores assinaram nota técnica em defesa do movimento. 

“Os projetos de lei federal, estadual ou municipal baseados no anteprojeto do Programa Escola sem Partido não violam a Constituição Federal; ao contrário, visam a assegurar que alguns dos seus mais importantes preceitos, princípios e garantias sejam respeitados dentro das escolas pertencentes aos sistemas de ensino dos estados e dos municípios”, diz trecho do documento. 

Em oposição ao movimento, a organização Interdisciplinaridade e Evidências no Debate Educacional (Iede) em parceria com professores e educadores lançou o movimento Escola com Diversidade e Liberdade , que angariou mais de 55,3 mil assinaturas.  

“A falta de clareza sobre o que é doutrinação possibilita que cada um entenda o que quiser sobre o termo e intérprete as aulas também de acordo com suas próprias convicções e ideologias. Assim, abrem-se caminhos para denúncias indevidas que podem corroer profundamente as relações de confiança entre educadores, estudantes e seus familiares, fundamentais ao bom funcionamento das escolas e à aprendizagem dos alunos”, diz trecho do texto. 
Com Informação de Diario de Pernambuco
Professor Edgar Bom Jardim - PE