Mostrando postagens com marcador Cultura. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Cultura. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 22 de junho de 2018

Bom Jardim das Rosas Vermelhas e Forró Sem Pantim no Globo Repórter

O São João do Renascimento: natureza, gente sofrida, forte, gente de muita fé, esperança, cultura, trabalho e tecnologia sustentável. Nesta sexta, 22 de junho de 2018, Bom Jardim vai mostrar a luta, a garra, o talento de nossos artistas populares, representantes da identidade cultural do nordeste brasileiro. A cultura resiste com a força do povo.
A sanfona está tocando, o povo está dançando e a fogueira está queimando. A festa de São João está mais animada do que nunca e você vai descobrir o motivo nesta sexta-feira (22), no #GloboRepórter.
https://www.instagram.com/p/BkL_nSMlLnb/  

Professor Edgar Bom Jardim - PE

domingo, 17 de junho de 2018

Sábado animado em Bom Jardim


Bonjardinenses  tiveram uma boa oportunidade de dançar forró no Pátio de Eventos João Salvino Barbosa,, nesta noite de sábado(16). A festa intitulada "São João Arretado de Bom" promovida pela prefeitura municipal, Departamento de Cultura teve um bom público que acompanhou os shows de Luan Douglas e Mel com Terra. O prefeito João Lira se fez presente e pode verificar que a população precisa de momentos de lazer e cultura, alguns dos pontos fracos de sua administração. Outro problema  da gestão municipal é misturar entretenimento com cultura. 

Os festejos promovidos pela prefeitura continuam no  dia 23 com shows da  Banda Aquários e Anjos do Forró. Pelo segundo ano consecutivo o prefeito João Lira não apoia a realização do Grande Encontro de Forrozeiros de Pernambuco em Bom Jardim. A cidade deixa de prestigiar 5 grandes forrozeiros representantes da legítima cultura popular nordestina.  É comum aos prefeitos esse tipo de comportamento. Quem não tem cultura não tem pátria. Quem não valoriza a cultura de raiz, a cultura popular verdadeiramente não respeita o povo. 


Professor Edgar Bom Jardim - PE

Cultura bonjardinense resiste no São João. Rosa Vermelha é show



Mesmo diante das dificuldades para  conseguir patrocínio financeiro a Junina Rosa Vermelha, mais uma vez venceu a escassez de recursos com os esforços de seus membros e de pequenas doações  voluntárias, formiguinhas para realizar grandes apresentações e manter a tradição dos festejos juninos. O tema deste ano é Paixão Negra. Parabéns aos seus idealizadores, diretores e componentes. 

Fotos de Vanessa, Bebeto/Lúcio(Facebook)
Professor Edgar Bom Jardim - PE

sábado, 9 de junho de 2018

Música nova de Roberto Cruz - Já é Amor (Clipe Oficial)



Já está disponível em todas as plataformas a nova música do cantor e compositor Roberto Cruz, Já é Amor, um xote daqueles que faz a gente sentir vontade de dançar bem agarradinho. O clipe já faz sucesso no Youtube, através do canal do artista(Robertocruzoficial). 
Os fãs do forró e da boa música já podem ver, ouvir e baixar gratuitamente um dos hit desse São João. O cantor e compositor Roberto Cruz é natural de Bom Jardim-PE.



Acesse:
https://www.youtube.com/watch?v=BTKAYw0QMOM
https://www.suamusica.com.br/AR2producoes/ja-e-amor
Professor Edgar Bom Jardim - PE

Globo Nordeste vai exibir Especial Causos & Cantos em Bom Jardim



Será exibido neste sábado 9 de junho, às 12 horas,  o Programa Causos & Cantos, Especial de São João 2018. O show de forró ficou por conta de Cezzinha do Acordeon. Noé Souto, Rinaldo Barros, Eva Souto participam fazendo depoimentos. Dona Neva vai mostrar a gastronomia local da época. Fique ligado. A cultura de Bom Jardim sobrevive com a força e a criatividade do povo.


Professor Edgar Bom Jardim - PE

sábado, 2 de junho de 2018

Gravação do Globo Repórter em Bom Jardim

Forró Sem Pantim, Junina  Rosa Vermelha, Grupo da Terceira Idade irão ser destacados no programa que vai ao ar entre 15 e 22 de junho. Beatriz Castro e Chico José estiveram fazendo parte da produção do programa.

Fotos Enio Andrade.
Professor Edgar Bom Jardim - PE

quarta-feira, 16 de maio de 2018

O São João do Forró Sem Pantim no Globo Repórter



O  Globo Repórter vai mostrar o legítimo forró pé de serra, principal manifestação da cultura nordestina, imortalizado no som da sanfona, zabumba e triângulo, tradicional nas festividades populares do interior é bem representado no show do Forró Sem Pantim. O especial será exibido no mês de junho. 

O nome do grupo expressa a simplicidade, sinceridade e desejo de fazer a alegria acontecer nos palcos, salões, escolas, feiras, terreiros matutos ou qualquer outro ambiente onde é convidado para celebrar nosso maior patrimônio, a cultura nordestina, o forró – o grupo é composto por Welinton Martins de Moura, (Vogal/Zabumba), Sérgio Mendes de Souza (Zabumba), Jose Gomes de Souza (Vocal / Triângulo) Itamar da Costa Melo (Sanfoneiro) e  Wilton Augusto Martins (Ganzá).

Repertório autêntico, compromissado com a continuidade do legado do verdadeiro forró pé de serra, do xote e baião. Luiz Gonzaga, Dominguinhos, Elba Ramalho, Fala Mansa, Jorge de Altinho e tantos outros cantores, poetas e compositores são reverenciados nas apresentações do grupo.

O grupo é afinado, tocam juntos desde 2010, tem boa presença de palco e envolve o público presente em suas apresentações. Forró Sem Pantim, é constituído por gente simples, músicos e agricultores que tocam junto e promovem a cultura, a poesia matuta traduzidas nas canções do forró, que tanto reverencia a história de vida, o cotidiano de alegria, desafios, paixão e trabalho do nordestino.

Festas e eventos com Forró Sem Pantim: Projeto Cultura Rua, Cultura em Todo Lugar; Festa de São Sebastião, Bom Jardim ( 2014), Festa dos 18 anos da Feira Agroecológica das Graças, Recife, 2015;  Arraiá  do CVT ( Centro de Vocações Tecnológico de Confecções ) Centro Cultural Varonil Bom Jardim (2015); São João Bom D+ Só em Bom Jardim na Comunidade Escolar do Feijão, 2015; IV Encontro dos Forrozeiros de Pernambuco na cidade de Bom Jardim (2016); São de Rua na Cidade de João Alfredo( 2017), São João na Rua da Palha, Bom Jardim(2017).



culturapopularpe.com.br
Fotos:Chicopezão/Bom Jardim Notícia
Professor Edgar Bom Jardim - PE

domingo, 13 de maio de 2018

Saudade de Bom Jardim . Música e Vídeo



Homenagem Dona Têca Pessoa à nossa terra querida Bom Jardim. Veja aqui em LEIA MAIS



Por Roberto Cruz
https://www.youtube.com/watch?v=249RGIzwcWE&feature=share

Professor Edgar Bom Jardim - PE

sábado, 28 de abril de 2018

6ª edição do Prêmio Culturas Populares


Recife foi a capital escolhida para o lançamento da 6ª edição do Prêmio Culturas Populares, maior premiação do setor promovida pelo Ministério da Cultura (MinC). O ministro Sérgio Sá Leitão lançou o projeto, ontem, no Museu do Cais do Sertão, no Bairro do Recife, cujo auditório foi aberto especialmente para o evento. As inscrições poderão ser feitas a partir da próxima segunda-feira pelo site do MinC ou pelos Correios. O prêmio é um reconhecimento do trabalho cultural desenvolvido por pessoas e grupos populares, ou seja, não é necessário apresentar novos projetos para sair vencedor. A homenageada deste ano é Selma do Coco, que morreu em 2015. Essa é a segunda vez que uma mulher é homenageada em seis edições.

Este ano o prêmio tem novidades. Serão cinco iniciativas escolhidas por região e poderão entrar no rol expressões como grafitagem e tecnobrega, por exemplo. Além disso, os trabalhos somente podem concorrer com outros da própria região. Também foi aberta uma categoria para prestigiar projetos que promovem acessibilidade cultural a pessoas com deficiência. Outra boa notícia é o valor do prêmio, que este ano dobrou para R$ 20 mil. Quem ganhou no ano passado não pode participar nesta edição. 

"O prêmio é uma maneira de incentivar a manifestação de caráter popular e tradicional. O objetivo é estimular financeiramente essas iniciativas para continuarem trabalhando. Diante das adversidades, as pessoas pensam em desistir", destacou o ministro. Na hora da votação, que terá jurados de todas as regiões, será levado em conta não a qualidade do projeto inscrito no MinC, mas sim a qualidade do trabalho desenvolvido. 

O ministro disse, ainda, que esta forma de repasse de verbas como prêmio é menos burocrática que o convênio. Ele citou, por exemplo, que há 40 convênios parados no programa Cultura Viva por falta de documentação dos beneficiados. Leitão também apontou 20 premiados no Culturas Populares do ano passado sem receber porque não apresentaram toda a documentação solicitada pelo MinC. 

O lançamento aconteceu em meio a apresentações populares no auditório do museu. Dorinha do Coco, Aurinha do Coco, Lia de Itamaracá e o grupo de coco formado por netas de Selma do Coco prestigiaram o ritmo. O grupo Papanguarte, de Bezerros, colocou o ministro para dançar o frevo. Também se apresentaram o Maracatu Estrela Brilhante de Igarassu, além de quadrilha junina, afoxé e os músicos Robertinho do Recife e Beto Brito. 

O prêmio estava suspenso desde 2012 e voltou à cena no ano passado. "Devia ter mais recursos, mas espero que seja uma política de caráter contínuo. Tudo que fazemos em cultura tem dimensão econômica, seja a arte do pequeno artesão ou o grande festival. O investimento em cultura gera aumento de arrecadação para os entes públicos. E aí, o que é feito na crise? Primeira coisa é cortar investimento em cultura. Isso não é inteligente", analisou o ministro. 

O Prêmio Culturas Populares já teve 9 mil inscrições em cinco edições, 1.545 premiados e R$ 18,7 milhões em prêmios distribuídos nas cinco regiões. Cada candidato somente pode se inscrever em uma categoria. Serão 200 prêmios para iniciativas de mestres e mestras (pessoas físicas), 180 para grupos (sem constituição jurídica CNPJ), 70 para pessoas jurídicas sem fins lucrativos, 20 para herdeiros de mestres e mestras in memoriam e 30 para grupos e pessoas jurídicas que comprovem ações em acessibilidade cultural. Na comissão de seleção estarão 30 membros, sendo 15 titulares e 15 suplentes. Serão servidores públicos e representantes da sociedade civil.

Com informações do Diário de Pernambuco
Professor Edgar Bom Jardim - PE

domingo, 22 de abril de 2018

Fenearte 2018 faz homenagem ao Mestre Salu


Um dos mestres mais conhecidos da cultura popular pernambucana será o homenageado da 19ª edição da Fenearte (Feira Nacional de Negócios do Artesanato), que vai ocorrer entre os dias 4 e 19 de julho.

Manoel Salustiano, o Mestre Salu, é conhecido por sua versatilidade: era músico, cantor e dançarino em brincadeiras como cavalo marinho, forró de rabeca, mamulengo, ciranda, coco e maracatu rural, para os quais também atuava como artesão, confeccionando instrumentos e indumentárias. Detentor de renome internacional, Salu faleceu em agosto de 2008, e o fato da Fenearte ter sua história como tema emocionou sua família. 

"É uma notícia maravilhosa. Mais do que um reconhecimento por tudo que ele fez pela cultura de Pernambuco, é uma prova de que o legado dele não permanece vivo só em nós, os filhos", diz Maria Imaculada Salustiano, a Moca.

"Tudo o que Salu plantou continua vivo, os encontros de cavalo marinho, a associação de maracatu rural, a Casa da Rabeca, as pontes que possibilitaram que outros mestres também pudessem mostrar o que sabem ao resto do mundo. Ele foi e é muito importante para Pernambuco, e a gente agradece a homenagem e acha muito justo que ele tenha sido lembrado", complementa o cantor Maciel Salu.


Dos quinze filhos que o mestre teve, dez têm levado adiante a herança artística da família (Moca e Maciel, junto com Pedrinho, Dinda, Mariana, Betânia, Manoelzinho, Cleiton, Cristiano e a caçula Bia, de apenas 14 anos). "Cada um de nós tem seus próprios interesses, suas carreiras. Mas a gente concilia para continuar mantendo vivo o legado de Salu", descreve Maciel.
Até o momento, o tema da Fenearte não foi anunciado oficialmente, e a assessoria de imprensa da Fenearte só vai se pronunciar após isso ocorrer. "Ainda vai haver uma reunião com o governador Paulo Câmara e os organizadores da Fenearte. Estamos no aguardo da agenda dele", explica Maciel Salu.

"Não sabemos bem como vai ser, pois ainda não temos detalhes sobre a logística. Mas a expectativa é poder mostrar a obra de Salu em toda a sua dimensão. Temos um grande acervo de fantasias, instrumentos e fotos", acrescenta Moca, que é atualmente a presidente da Casa da Rabeca e a vice do maracatu Piaba de Ouro, duas das grandes conquistas do pai.

Segundo o arquiteto Carlos Augusto Lira, que coordena a mostra e deu entrevista à coluna Persona (de Roberta Jungmann, da Folha de Pernambuco), a entrada do Centro de Convenções ganhará golas gigantes de maracatu rural e enormes pés de cana-de-açúcar, em reverência ao mestre que veio da Zona da Mata.

Também deve haver um estande da família, com mostra dos produtos que até hoje são produzidos por eles, como rabecas e trajes bordados de lantejoulas. "Deve haver apresentação do Piaba de Ouro, do Cavalo Marinho Boi Matuto de Olinda, da Família Salu e dos projetos individuais dos filhos", afirma Maciel.

Trajetória

Manoel Salustiano Soares nasceu em Aliança, na Zona da Mata Norte, em 1945, e faleceu aos 62 anos, por conta de problemas cardíacos causados pelo mal de Chagas (que já o tinham impedido de dançar, no início dos anos 1990, e o obrigaram a colocar um marcapasso no coração). Filho de seu João Salu, rabequeiro de mão cheia, ele ampliou o leque de atuação artística da família.

Cortador de cana em vários engenhos da região, Salu migrou para o Recife aos 17 anos, sonhando em viver da sua arte. Acabou alcançando renome internacional, sendo declarado doutor honoris causa pela Universidade Federal de Pernambuco e agraciado com os títulos de comendador da Ordem do Mérito Cultural, em 2001, pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso e de Patrimônio Vivo de Pernambuco, pelo governo do Estado, em 2002.

Tornou-se referência para a nova safra de músicos pernambucanos, influenciando o movimento mangue e seus desdobramentos. Apresentou-se em diversos países, como França, Estados Unidos, Cuba e Bolívia, e em 2001 subiu ao palco durante o Rock in Rio. Mestre Salustiano faleceu aos 62 anos, deixando 15 filhos. Vários de seus netos já participam das brincadeiras da família, levando as tradições do avô e do bisavô adiante.
Por: Mariana Mesquita, da Folha de Pernambuco 
Foto: Diego Nigro
Professor Edgar Bom Jardim - PE

terça-feira, 17 de abril de 2018

A boa música de Bom Jardim na tela da globo

O programa "Bom Dia Pernambuco" - Rede Globo Nordeste, mostrou a boa música de Bom Jardim, na manhã desta terça-feira, 17 de abril, por ocasião da implantação do Sinal Digital da emissora que passa a ser no Canal 36.1
O Grêmio Lítero Música Bonjardinense é a base de vários grupos musicais e orquestras em nossa cidade: Orquestra Bonjardinense, Orquestra Levino Ferreira de Frevo, Sopros, Octeto, Os Cabras da Peste do Forró,  Projeto Musical  Levino Ferreira, são partes vivas do DNA dos Mestre Levino Ferreira, Mestre Teté,  Mestre Zé Pessoa ( Zé Bagre), Mestre Dimas Sedícias,  Maestro Luis Gonzaga Oliveira, Maestro Lula Barbosa, Maestro Laurivan Barros, Maestro Juliano Barbosa, Maestro Luís Félix, Mastro Mac Sedícias, Maestro Lúcio Sócrates, Maestro Felipe Barbosa, Professor Geová Gomes, Professor Marcelino Goveia, Professor Claudio Barros, Professor Kelson Sousa, Professor José Carlos,  Professor Luciano Batista e tantos músicos de várias gerações do passado e no presente.
Por Edgar S. Santos.
https://professoredgarbomjardim-pe.blogspot.com.br/2018/04/a-boa-musica-de-bom-jardim-na-tela-da.html
Foto: Via TV/ Rede Globo
Professor Edgar Bom Jardim - PE

quarta-feira, 11 de abril de 2018

Vai começar a gravação do Especial Causos e Cantos da Rede Globo Nordeste em Bom Jardim

Tudo pronto para festa começar. Cezinha do Acordeon, atração exclusiva  do show global no projeto Causos & Cantos,  nesta linda noite de quarta-feira 11,  no Pátio da Matriz de Sant'Ana, centro de  Bom Jardim.  A festividade começa às 19 horas. O cantor e instrumentista  é  uma das boas revelação da música nordestina. Cezinha é discípulo de Domingos.  O programa será exibido  na programação do São João Globo Nordeste. #vamosparaOforróemBomJardim  



Professor Edgar Bom Jardim - PE

quinta-feira, 29 de março de 2018

Jesus é condenado à morte. Cena da Paixão de Cristo em Bom Jardim

Noite de  quinta-feira, temperatura baixa, possibilidades  de chuvas, pouca gente da cidade de Bom Jardim veio prestigiar a primeira noite da Paixão de Cristo 2018. 

Mais um ano de muita luta para promover  o teatro local. Fica cada vez mais claro a necessidade de um maior interesse de todos os segmentos da nossa sociedade em prestigiar, se fazer presente, estruturar melhor o ambiente, cenas, favorecer o acesso, fomentar o financeiro. O povo precisa compreender o significado amplo da cultura e seus impactos para sociedade. O grupo de teatro local necessita reinventar, rever procedimentos para ter maior sucesso. 

Existe uma lacuna grande quanto ao apoio dado e  à ser coroada pela prefeitura, no tocante a cultura de modo geral. 

Cultura, mais cultura, por favor!

Professor Edgar Bom Jardim - PE

segunda-feira, 26 de março de 2018

Bom Jardim presente na IV Conferência Estadual de Cultura de Pernambuco

Professor Edgar S.Santos e Edilene Gomes representaram Bom Jardim na IV CEC-PE.
“É uma sensação de felicidade e, porque não, de dever cumprido realizar esta última etapa da IV Conferência Estadual de Cultura (IV CEC-PE), que reuniu desde o ano passado, em 26 pré-conferências regionais e setoriais, mais de duas mil pessoas para discutir um tema nobilíssimo: aprovar um Plano Estadual de Cultura (PEC) para Pernambuco. Quero dizer que, uma vez aprovado, esse documento fecha a estruturação do nosso Sistema de Cultura do Estado que, junto com o Funcultura, um dos maiores fundos de incentivo à cultura do país, e o pleno funcionamento dos nossos três Conselhos de Cultura, indicará os rumos que iremos tomar nas políticas culturais de Pernambuco nos próximos dez anos”, foram com essas palavras que o secretário estadual de Cultura, Marcelino Granja, definiu a realização da Plenária Final da IV CEC-PE, que aconteceu nos últimos dias 23, 24 e 25 de março, no Centro de Formação e Lazer do Sindsprev (Recife).
Jan Ribeiro/CulturaPE
Jan Ribeiro/CulturaPE
Delegados do Poder Público e da Sociedade Civil participaram das decisões 
O encontro contou com a participação de 222 delegados, oriundos de 58 municípios pernambucanos, e serviu para ajustar/aprovar a proposta final do PEC. Na noite da sexta-feira (23), os participantes puderam se credenciar e conhecer, na solenidade de abertura, a organização e metodologia de trabalho adotada para a Plenária Final da IV CEC-PE. Assim como vinha acontecendo nas pré-conferências regionais e setoriais, os delegados, eleitos nesses encontros preparatórios, foram divididos em quatro grupos de trabalhos (GT’s) e, ao longo do sábado (24), debateram e sugeriram edições/supressões/adições às ações e objetivos estratégicos presentes numa versão do Plano Estadual de Cultura resultante da sistematização das discussões e propostas formuladas em cada pré-conferência.
Os GTs contaram com a mediação de representantes da Secult-PE e da Fundarpe e ficaram agrupados a partir dos oito eixos do PEC: 1) Patrimônio Cultural e Memória e Territórios, e Territorialidade e Políticas Afirmativas, mediado por Jacira França e Wellington Lima (Fundarpe); 2) Desenvolvimento Simbólico da Cultura e Economia da Cultura, mediado por Tarciana Portella e Jorge Clésio (Secult-PE); 3) Pesquisa e Formação Artístico-Cultural e Cultura e Educação, mediado por Teresa Amaral e Luciana Lima (Secult-PE); 4) Cultura e Comunicação, e Gestão, Infraestrutura e Participação, mediado por Zezo Oliveira e Sílvio Lira (Secult-PE).
Jan Ribeiro/CulturaPE
Jan Ribeiro/CulturaPE
O processo da Conferência envolveu quase 2 mil pessoas, de todas as regiões do estado 
Aos grupos, era permitido propor duas novas ações estratégicas para cada eixo temático que estivesse discutindo, que, por sua vez, poderiam ser validadas ou não na Plenária-Geral. “É de suma importância o caráter democrático adotado nesse plano, sobretudo, na maneira participativa que ele vem sido construído, ouvindo a população, ouvindo os produtores, ouvindo os artistas. Essa construção conjunta é o que há de mais saudável para democracia. Na verdade, democracia é isso: um processo aberto e transparente que envolva tanto o poder público quanto os agentes da cadeia produtiva do Estado”, disse o músico, compositor e poeta Alexandre Revoredo, delegado do Agreste Meridional, sobre as discussões dos GT’s.
No início da noite do sábado (24), e com o término das atividades dos GTs, os delegados formaram a Plenária-Geral, a fim de apresentar e validar as ações estratégicas do PEC. Coube aos relatores de cada GT mostrarem o que foi discutido nos grupos. Nessa etapa, os delegados não podiam criar novas ações, só editar e suprimir as propostas dos GT’s.
Jan Ribeiro/CulturaPE
Jan Ribeiro/CulturaPE
Silvana Meireles, secretária executiva de Cultura, coordenou a IV Conferência Estadual 
O primeiro a se apresentar foi o GT1 (Patrimônio Cultural e Memória e Territórios, e Territorialidade e Políticas Afirmativas), sob a relatoria da delegada Ivone Gomes. Tanto o eixo 1 quanto o eixo 8 foram aprovados, com pequenas alterações e acréscimos nas ações estratégicas. “Esse é um momento de revisão e condensação das ideias. Acompanhei os debates nos grupos durante todo o dia, e quero ressaltar que todos vocês fizeram um trabalho excelente e, para nossa alegria, deram contribuições significativas ao nosso Plano Estadual de Cultura. Resta-nos agradecer a confiança que vocês depositaram em nossa gestão”, disse o secretário Marcelino Granja, que conduziu a votação da plenária junto à presidente da Fundarpe, Márcia Souto, e à secretária-executiva estadual de Cultura, Silvana Meireles.
A Plenária-Geral continuou na manhã do domingo (25), com a discussão dos GT’s 3 (Pesquisa e Formação Artístico-Cultural e Cultura e Educação), relatoria de Williams Santana e Juliana Aguiar; 2 (Desenvolvimento Simbólico da Cultura e Economia da Cultura), relatoria de Eduardo Manuel; e 4 (Cultura e Comunicação, e Gestão, Infraestrutura e Participação), relatoria de Miguel Farias.
Após um debate acalorado sobre os diversos temas que perpassam as ações e os objetivos estratégicos do PEC – os delegados podiam solicitar até quatro destaques para manifestar suas opiniões/observações sobre cada eixo temático em questão, uma versão final do documento foi aprovada para ser submetida ao Conselho de Políticas Culturais do Estado. ”Temos aqui quase pronto o primeiro Plano Estadual de Cultura de Pernambuco. Aprovamos, na plenária da IV CEC-PE, a proposta final do documento que seguirá agora para o Conselho de Políticas Culturais, responsável por validar suas propostas, antes do encaminhamento à Assembleia Legislativa, quando, então, o PEC se tornará uma lei. Isso é um marco importantíssimo para o Estado e, consequentemente, para as nossas políticas culturais, que sairão dessa lógica de eventos, de descontinuidades e incertezas, para ter um planejamento. Com isso, a gente vai fortalecer a cultura pernambucana e o seu Sistema Estadual de Cultura, que agora tem seu CPF: três conselhos, um Funcultura e, em breve, o Plano Estadual de Cultura consolidado”, disse secretária-executiva estadual de Cultura, Silvana Meireles.
Jan Ribeiro/CulturaPE
Jan Ribeiro/CulturaPE
A presidente da Fundarpe, Márcia Souto, destacou os próximos passos para implementação do Plano 
Já a presidente da Fundarpe, Márcia Souto, destacou que “chegamos ao final da IV CEC-PE com um documento muito importante, o Plano Estadual de Cultura, um planejamento que servirá para os próximos dez anos. Contamos com a participação/contribuição de artistas/produtores de todas linguagens e de vários fazedores de cultura de todo o Estado, uma vez que as nossas discussões para contruí-lo atingiram mais de 75% dos municípios pernambucanos. Isso demonstra nossa preocupação em dar conta da dimensão do patrimônio cultural do Estado, que é grandioso, rico, diverso e precisa estar estampado nesse plano. Agora, vamos nos empenhar em sua implementação e acompanhar de perto o debate no Conselho de Políticas Culturais, a fim de fechar os últimos detalhes desse plano e partir para o trabalho”.
Delegado da IV Conferência, o poeta Zecarlos do Pajeú, de Tabira, registrou em verso a conquista popular:
Construímos o Plano de Cultura que o Estado da gente precisava.
Nossos povos são donos das receitas
Das histórias de rostos culturais,
Nossos sonhos de alguns anos atrás
Já saíram das rotas mais estreitas,
Vinte e seis conferências foram feitas,
Passo a passo a gente caminhava,
Nossa gente heróica, pura e brava
Outra vez revelou sua bravura.
Construímos o Plano de Cultura que o Estado da gente precisava.
Com informações de cultura.pe.gov.br
Professor Edgar Bom Jardim - PE

quinta-feira, 22 de março de 2018

Pernambuco faz Plano Estadual de Cultura. Votação do texto final acontecerá na Plenária Final da IV Conferência Estadual de Cultura, dias 23, 24 e 25 de março, no Recife.



A Secretaria de Cultura de Pernambuco e a Fundarpe, em parceria com os Conselhos de Políticas Culturais, de Preservação do Patrimônio Cultural e do Audiovisual, finalizaram o ciclo de pré-conferências setoriais e regionais de Cultura, cujo principal objetivo foi debater e colher contribuições para o texto final da Minuta do Plano Estadual de Cultura de Pernambuco (PEC-PE).
Foram 26 encontros da gestão estadual de cultura com a sociedade civil e gestores públicos municipais, em todas as microrregiões do estado e com todos os segmentos da cultura (ver quadro). Ao todo, as pré-conferências reuniram 1942 participantes e elegeram 160 delegados titulares da sociedade civil e 33 titulares do poder público. O próximo passo será a realização da Plenária Final da IV Conferência Estadual de Cultura, que acontece nos dias 23, 24 e 25 de março, no Recife, no Centro de Formação e Lazer do Sindsprev (BR 101 Norte – Km 57 – Guabiraba).
Os delegados eleitos aprovarão uma proposta de Plano, que seguirá para aprovação do Conselho Estadual de Política Cultural e posterior desdobramento em legislação, Lei e Decretos que normatizarão o planejamento da política pública de Cultura do Estado.
O Plano Estadual fortalece o Sistema Estadual de Cultura de Pernambuco, ao se somar aos seus outros dois pilares: o Sistema de Inventivo à Cultura, que tem no Funcultura o principal mecanismo de fomento da produção independente no estado. Os recursos do Funcultura saltaram de R$ 30 para 36 milhões, com a sanção da Lei 16.113, de 5 de julho de 2017, que também criou novas modalidades de financiamento da cultural: o Mecenato Cultural de Pernambuco (MCP) e o Crédito Pernambucano de Incentivo à Cultura (CREDCULTURA), ambos em fase de regulamentação. O segundo pilar do Sistema Estadual de Cultura são os mecanismos de participação popular na elaboração da política cultural, por meio dos Conselhos, que em Pernambuco são logo três, desde o final de 2015: o Conselho de Preservação do Patrimônio Cultural, o Conselho de Política Cultural e o Conselho Consultivo do Audiovisual de Pernambuco. Todos atuando na formulação das políticas públicas de cultura do estado e em seus segmentos.

Jan Ribeiro
Pre-Conferência Setorial Teatro e Ópera ofereceu importante contribuição para a minuta do Plano Estadual de Cultura
A minuta de proposta de Plano, em discussão na IV Conferência, foi elaborada pela Secretaria de Cultura e Fundarpe, a partir de demandas anteriores, desde as propostas retiradas das três conferências estaduais de cultura, dos seminários do Todos por Pernambuco, das comissões e fóruns setoriais.
“Essa IV Conferência é muito importante e tem várias singularidades, principalmente por este momento do país, que tem afetado a democracia. Quando nós, do Estado, pensamos a Conferência, esse processo tinha sido interrompido no país (por parte do Ministério da Cultura, que não convocou nova Conferência Nacional de Cultura). Levamos esse debate para os conselhos estaduais de cultura de Pernambuco e a conclusão foi de realizar a conferência. Nas democracias consolidadas, a realização de conferências é prática comum de diálogo amplo com a sociedade civil, todas as vezes em que temas estratégicos precisam ser discutidos e pactuados para o desenvolvimento de uma política pública”, pontuou a secretária-executiva de Cultura Silvana Meireles, em sua fala na última pré-conferência, que reuniu dezena de fazedores de cultura do Sertão do Moxotó, no município de Arcoverde.
Para Silvana, uma das grandes vilãs da política pública para a cultura é a descontinuidade, daí a importância  do Plano Estadual de Cultura, que deve virar lei e nortear as políticas para os próximos 10 anos.
PRÉ-CONFERÊNCIAS – O processo de realização das pré-conferências começou em novembro de 2017 e seguiu até março deste ano. Foram treze setoriais: Artesanato, Audiovisual, Literatura, Teatro e Ópera, Circo, Design e Moda, Gastronomia, Cultura Popular, Música, Patrimônio Cultural, Fotografia, Artes Visuais e Dança. E treze regionais: Agreste Setentrional, Sertão de Itaparica, Sertão do Pajeú, Sertão do São Francisco, RMR Norte, RMR Centro, Zona da Mata Norte, Sertão Central, Sertão do Araripe, Agreste Central, Agreste Meridional, Zona da Mata Sul e Sertão do Moxotó.
Jan Ribeiro
Jan Ribeiro
Em Arcoverde, a Pré-Conferência do Sertão do Moxotó encerrou a primeira etapa de realização da IV Conferência Estadual
O Plano está dividido em oito eixos: Patrimônio Cultural e Memória; Gestão, Infraestrutura e Participação Social; Desenvolvimento Simbólico da Cultura, Economia da Cultura, Pesquisa e Formação Artístico Cultural, Cultura e Educação, Cultura e Comunicação e Territórios, Territorialidades e Políticas Afirmativas. Dentro desses oito eixos, foram formulados 24 objetivos estratégicos com 96 ações estratégicas. Após discussões em grupos de trabalho durante as pré-conferências, as propostas/ações estratégicas tiveram uma média de 78% de aprovação, e cerca de 21% das propostas foram editadas.
Na última das pré-conferências, que aconteceu no município de Arcoverde, a função do evento, de contribuir para a estruturação da política pública do Estado (e consequentemente de seus municípios) ficou mais que demonstrada. Arcoverde é um exemplo do quanto os municípios estão cientes do papel de cada esfera pública na estruturação do Sistema Nacional de Cultura. “Em abril de 2017 a Prefeitura de Arcoverde criou a Secretaria de Comunicação e Cultura de Arcoverde. Agora já temos o projeto de criação do nosso Conselho de Cultura e a minuta da lei do Fundo de Incentivo à Cultura, que em breve será encaminhado para a Câmara dos Vereadores. No segundo semestre deste ano vamos vencer mais uma etapa para fortalecimento da cultura e queremos fazer parte desse processo de construção no nível estadual de uma política pública para o estado, que contemple também a realidade da nossa região”, colocou a secretária da pasta, Tereza Padilha.
IV CONFERÊNCIA – A IV Conferência Estadual de Cultura acontecerá nos dias 23, 24 e 25 de março com um objetivo central: aprovar o primeiro Plano Estadual de Cultura de Pernambuco. Os delegados e as delegadas eleitas nas pré-conferências chegarão à Plenária Final com o objetivo de ajustar a minuta final do Plano Estadual de Cultura de Pernambuco e aprová-la, por meio de votação. “O resultado exitoso dos debates acontecidos até aqui são resultado do empenho e do compromisso de muitos artistas, agentes culturais e produtores,do Conselho Estadual de Política Cultural de Pernambuco, do Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural de Pernambuco, do Conselho Consultivo do Audiovisual de Pernambuco, além de todo corpo da Secretaria de Cultura e da Fundarpe. Juntos estamos construindo os caminhos para a garantia dos instrumentos de participação social e dando passos largos rumo ao primeiro Plano Estadual de Cultura de Pernambuco”, comemora o secretário de Cultura de Pernambuco, Marcelino Granja

SERVIÇO:
IV CONFERÊNCIA ESTADUAL DE CULTURA
Data: 23, 24 e 25 de março
Local: Centro de Cultura e Lazer do Sindsprev PE (BR 101 Norte – Km 57 – Guabiraba Fone: 3437-5019)
Com informações de cultura.pe.gov.br
Professor Edgar Bom Jardim - PE