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terça-feira, 18 de setembro de 2018

Qual é o tamanho atual do buraco na camada de ozônio?


Última visão do ozônio sobre Polo Sul (12 de setembro)Direito de imagemNASA
Image captionCamada de ozônio sobre o Polo Sul no dia 12 de setembro: em roxo e azul estão as áreas que têm menos ozônio, enquanto em amarelo e vermelho, as que têm mais
Apesar da pouca atenção que tem recebido recentemente, o buraco na camada de ozônio ainda existe, embora a comunidade científica esteja otimista sobre a redução do seu tamanho.
O ozônio é um gás incolor que forma uma fina camada na atmosfera e absorve os componentes nocivos da luz solar, conhecidos como raios "ultravioleta B" ou "UV-B", protegendo os seres humanos dos riscos de desenvolver câncer de pele ou catarata, entre outras doenças.
Mas nos últimos cem anos, a atividade do homem fez com que a camada de ozônio começasse a deteriorar.
É por isso que, em 1985, a descoberta de um buraco em cima no Polo Sul acendeu um alerta global. E o buraco na camada de ozônio passou a ser o maior ícone da luta pela preservação ambiental da época.
Dois anos depois, foi firmado o Protocolo de Montreal, em que os países signatários se comprometeram a reduzir a produção e comercialização de substâncias consideradas responsáveis pelo dano.
Com isso, a camada de ozônio começou a se recuperar. E, nas décadas seguintes, o tema perdeu protagonismo para outras questões ambientais, como o aquecimento global. O que não quer dizer que sua importância tenha diminuído.
Afinal, qual o estado atual da camada de ozônio?

Paciente em recuperação

TerraDireito de imagemGETTY IMAGES
Image captionO Protocolo de Montreal proibiu o uso de certas substâncias para proteger a camada de ozônio, vital para conter a radiação ultravioleta
De acordo com a última avaliação da Nasa, agência espacial americana, realizada em setembro de 2018, o tamanho do buraco na camada de ozônio é de 23 milhões de km², quase a mesma superfície da América do Norte (24,7 milhões de km²).
Mas, apesar dessa lacuna, a quantidade de moléculas de ozônio na atmosfera ao redor do planeta é "bastante constante, com uma redução de cerca de 2% nos últimos anos", diz Stephen Motzka, pesquisador químico da Administração Oceânica e Atmosférica dos EUA (NOAA, na sigla em inglês).
"Embora não haja nenhum indício de uma recuperação completa da camada de ozônio, há certamente uma melhoria na diminuição da concentração dos gases que causam a destruição do ozônio", diz Motzka à BBC.
Em 2017, a Nasa informou que o buraco atingiu o menor tamanho registrado desde 1988. Mas a melhora "excepcional", segundo os cientistas, estaria relacionada a condições climáticas, e não às ações de conservação.
Os especialistas esperam que o buraco seja reduzido para os níveis de 1980 até o ano de 2070.

Por que o buraco está sobre a Antártida?

Em 1986, a pesquisadora americana Susan Solomon mostrou que o ozônio estava sendo destruído pela presença de moléculas que contêm cloro e bromo provenientes dos clorofluorcarbonetos (CFCs).
Esses gases eram encontrados em quase tudo - de sprays para cabelo e desodorantes a geladeiras e aparelhos de ar-condicionado - e foram proibidos em 2006.
Quando tentamos localizar no planeta onde está o dano à camada de ozônio, olhamos para a Antártida.
"Quando falamos sobre o buraco na camada de ozônio, nos referimos à Antártida porque é onde a redução do ozônio é mais flagrante e maior durante uma época específica do ano, quando é a primavera (setembro-novembro)", explica Motzka.
O frio extremo da região e a grande quantidade de luz ajudam a produzir as chamadas nuvens estratosféricas polares.
Nestas nuvens frias, é produzida a reação química de cloro e bromo que destrói o ozônio.

Quais são os países mais afetados pelo buraco?

Aerossol poluente apontado para o planeta TerraDireito de imagemGETTY IMAGES
Image captionAs moléculas de clorofluorcarboneto sobem para a atmosfera, onde se dissolvem e atacam a camada de ozônio
Com a destruição da camada de ozônio, os perigosos raios ultravioletas do Sol encontram o caminho livre para atingir a superfície da Terra.
É por isso que alguns países da América Latina são mais afetados que outros pelo aumento dos níveis de radiação.
"Países com altas latitudes no hemisfério sul podem ter uma exposição maior e ser mais afetados pelos danos da camada de ozônio sobre a Antártida", diz Motzka.
Aqueles que estão mais próximos do buraco, como Argentina e Chile, são os mais vulneráveis, segundo o especialista.

Substâncias perigosas

Em maio deste ano, um estudo conduzido por Motzka mostrou que, em algum lugar da Ásia, estão sendo geradas emissões de produtos químicos proibidos nocivos à camada de ozônio.
As substâncias a que ele se refere são os mesmos clorofluorocarbonetos (CFC-11), uma combinação de flúor, carbono e cloro.
Poucos meses depois, a Agência de Pesquisa Ambiental (EIA), com sede no Reino Unido, afirmou que esses gases poderiam ser provenientes de espumas de isolamento térmico de poliuretano, produzidas na China para uso doméstico a um preço reduzido. Mas o caso ainda está sendo investigado.
Agora, ficará nas mãos dos países signatários do Protocolo de Montreal tomar medidas para contornar o problema na próxima reunião, que será em novembro deste ano no Equador.
"Para que a camada de ozônio se recupere, precisamos que os controles do Protocolo de Montreal sejam cumpridos", disse Motzka à BBC Mundo, serviço em espanhol da BBC.
Mas o especialista não perde a esperança.
"Ainda sou otimista sobre a recuperação da camada de ozônio no futuro", diz ele.
Professor Edgar Bom Jardim - PE

quinta-feira, 13 de setembro de 2018

Descoberta nova espécie de réptil que viveu há 237 milhões de anos


IlustraçãoDireito de imagemDIVULGAÇÃO
Image captionNova espécie de réptil foi batizada por pesquisadores de Pagosvenator candelariensis
Um fóssil doado anonimamente para o Museu Municipal Aristides Carlos Rodrigues, da cidade de Candelária, na região centro-oeste do Rio Grande do Sul, está ajudando a aumentar o conhecimento que se tinha sobre o Período Triássico (de 251 a 201 milhões de anos atrás) no território onde hoje fica o Brasil.
Pesquisadores das universidades federais do Rio Grande do Sul (UFRGS) e do Vale do São Francisco (Univasf) descobriram que os restos fossilizados pertenciam a uma espécie de réptil até então desconhecida, que viveu há 237 milhões de anos. Ela foi descrita num artigo publicado no periódico britânico Zoological Journal of the Linnean Society.
O Triássico é o primeiro período da Era Mesozoica - que teve ainda o Jurássico (entre 195 a 136 milhões de anos) e o Cretáceo (entre 136 a 65 milhões de anos) - um importante momento na história da vida dos animais terrestres, porque é o intervalo de tempo no qual surgiram os primeiros dinossauros, além dos ancestrais dos lagartos, crocodilos e mamíferos atuais.
Compostos por um crânio, uma mandíbula, algumas vértebras do pescoço e placas ósseas do dorso do animal, os restos foram analisados com técnicas de tomografia computadorizada, a partir das quais os cientistas obtiveram muitas informações sobre a anatomia dos ossos do animal sem danificá-los.
Quando descreveram a nova espécie, os pesquisadores não sabiam onde exatamente o fóssil havia sido encontrado, por isso a batizaram de Pagosvenator candelariensis, em homenagem ao município ao qual pertence o museu e que é rico em sítios paleontológicos de grande valor científico.
FóssilDireito de imagemDIVULGAÇÃO
Image captionFóssil doado a museu é composto por crânio, mandíbula, algumas vértebras do pescoço e placas ósseas do dorso do animal

Caçador dos pagos

O nome significa "caçador da região de Candelária". Pago ou pagos é um jargão do linguajar gaúcho usado para se referir à cidade natal ou região de origem de alguém. O termo é derivado do latim pagus, que significa aldeia, região, província. Venator, também do latim, quer dizer caçador.
Segundo o líder da pesquisa, Marcel Lacerda, que conduziu o trabalho durante seu doutorado no Programa de Pós-Graduação em Geociências da UFRGS, o Pasgosvenator era um animal de médio porte, com até três metros de comprimento, e, com base na comparação com outras espécies semelhantes já conhecidas, existe forte evidência de que seria um quadrúpede.
"Por causa dos dentes longos, recurvados e com serrilhas que o animal possuía, podemos inferir também que provavelmente ele era carnívoro", revela.
"O réptil devia se alimentar de pequenos e médios animais."
O professor de paleontologia da Univasf, Marco França, coautor do estudo, foi responsável pela análise mais acurada da linhagem evolutiva e dos parentescos da nova espécie. De acordo com ele, o Pagosvenator pertence ao grande grupo dos arcossauros, que, por sua vez, se divide em dois subgrupos: um formado por dinossauros, pterossauros e aves, e outro pelos ancestrais dos crocodilianos modernos.
"Ele não tem relação com as aves nem com os dinossauros, mas está na linhagem que deu origem aos crocodilos, embora ainda seja muito distante deles", explica.
Mais especificamente, o grupo a que pertence o Pagosvenator é o denominado de Erpetosuchidae.
"Apesar de ser conhecido e estudado há muito tempo (desde o século XIX), não se possui muitas informações sobre a anatomia e as relações de parentesco entre os componentes desse grupo", diz França.
IlustraçãoDireito de imagemDIVULGAÇÃO
Image caption'Não tem relação com as aves nem com os dinossauros, mas está na linhagem que deu origem aos crocodilos', explica pesquisador
"Isso porque ele é representado apenas por espécimes incompletos. Até nossa descoberta, havia apenas duas espécies descritas no mundo, a Erpetosuchus, do Triássico Superior (230 a 227 milhões de anos), da Escócia, e a Parringtonia, do Triássico Inferior (240-242 milhões de anos), da Tanzânia."
Já o Pagosvenator é do período entre o Triássico Médio e Superior, vindo de rochas datadas entre cerca de 240 a 235 milhões de anos atrás. Desse modo, o fóssil novo conectaria temporalmente os dois registros anteriores do grupo. Outra descoberta é que o novo réptil muda o local de origem dos Erpetosuchidae.
"Ele é o mais basal desse grupo", explica França. "Isso é significativo, porque indica que o animal que descobrimos estava mais próximo do ancestral comum de todos dos Erpetosuchidae. Sendo assim, a origem deles não estava na África ou na Europa, mas sim na América do Sul. Claro que temos que considerar que, nessa época, os continentes estavam unidos em um supercontinente chamado de Pangea."

Características regionais

O trabalho é importante, ainda, porque se soma a outros estudos na área que buscam compreender como era a região onde o Pagosvenator viveu há 230 milhões de anos.
"Graças a essas pesquisas, hoje sabemos que os predadores dessa época eram bem diversos", diz França.
"Vários deles, como o próprio Pagosvenator candelariensis, eram maiores que os dinossauros do mesmo período."
Dessa forma, a descoberta amplia o conhecimento das espécies fósseis do Rio Grande do Sul e do Brasil, e aumenta a compreensão dos processos evolutivos que levaram à diversidade de registros fósseis do país.
"Toda informação nova é útil para conseguirmos entender como eram o ambiente e a fauna daquela época", diz Lacerda. "São dados que ajudam a contar a história da diversidade da vida daquele período."
Professor Edgar Bom Jardim - PE

segunda-feira, 3 de setembro de 2018

Tragédia:Fogo destrói Museu Nacional. Veja fotos do arcervo

Muita tristeza, o trabalho, um acervo de duzentos anos ser consumido pelo fogo. Parte da história da humanidade ser consumida  pela falta de cuidado dos governantes. Uma violência sem tamanho. A educação, cultura e a ciência tiveram uma perda gigante. A incompetência do Estado, a corrupção de seus  governantes, o corte de verbas públicas para educação, cultura, ciência e arte resultam nesta precariedade. Uma tragédia. Destruição da Universidade, destruição da educação, da cultura e da ciência brasileira.

Um dos maiores meteoritos do Brasil, uma coleção de História Natural sem par na América Latina. Fósseis de dinossauros, múmias trazidas do Egito por D. Pedro II. Luzia, o esqueleto humano mais antigo já encontrado nas Américas, com mais de doze mil anos.
Tudo isso no Palácio Real que fica num parque que é e foi quintal de toda criança suburbana, a Quinta da Boa Vista.





Com informações de Guilherme Braga.

Museu Nacional do Rio pegou fogo na noite de domingoDireito de imagemREUTERS
Image captionMuseu Nacional do Rio pegou fogo na noite de domingo

O Museu Nacional do Rio de Janeiro, consumido por um incêndio na noite deste domingo, conta com um dos maiores acervos de antropologia e história natural do país - são cerca de 20 milhões de itens.
Localizado na Quinta da Boa Vista, em São Cristóvão, é o museu mais antigo e uma das instituições científicas mais importantes do Brasil.
Fundado por Dom João 6º no dia 6 de agosto de 1818, o museu acabou de completar 200 anos.
Atualmente, era administrado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e, por ser universitário, tinha caráter acadêmico e científico.
Muitas peças do acervo são exemplares únicos - de esqueletos de dinossauros a múmias egípcias, passando por milhares de utensílios produzidos por civilizações ameríndias durante a era pré-colombiana.

1. Luzia

Entre os itens provavelmente destruídos pelo fogo, está uma das principais atrações do museu: o fóssil humano mais antigo encontrado no Brasil, batizado de Luzia.
Descoberto em 1974, pela arqueóloga francesa Annette Laming-Emperaire, em Minas Gerais, teria 11.300 anos.

2. Sala dos dinossauros

Um dos grandes destaques da coleção de paleontogia, é o esqueleto Maxakalisaurus topai, o primeiro dinossauro de grande porte a ser montado no Brasil. A ossada foi encontrada em Minas Gerais.
Após um ataque de cupins na base de sustentação, em 2017, o Maxakalisaurus topai foi desmontado e guardado em caixas em um canto da sala de dinossauros, que foi fechada. O espaço foi reaberto em julho deste ano, após uma campanha de financiamento coletivo na internet.

Incêndio no Museu Nacional do Rio de JaneiroDireito de imagemGETTY IMAGES
Image captionHidrantes próximos ao Museu Nacional não estavam funcionando, segundo os bombeiros

De acordo com seus catálogos, o Museu Nacional possui uma das mais importantes coleções paleontológicas da América Latina, totalizando 56 mil exemplares e 18,9 mil registros.
A coleção consiste principalmente de fósseis de plantas e animais, do Brasil e de outros países, além de reconstituições e réplicas.

3. Meteorito Bendegó

A coleção conta ainda com o meteorito Bendegó, encontrado em Monte Santo, na Bahia, em 1794. Com 5.260 kg, a peça está na instituição desde 1888.
Por se tratar de um objeto metálico pesado, pode ser um dos poucos itens do museu que tenha sobrevivido às chamas.

4. Caixão de Sha Amun en su

Com mais de 700 peças, a coleção de arqueologia egípcia do Museu Nacional é considerada a maior da América Latina e a mais antiga do continente - com múmias e sarcófagos.
O caixão de Sha Amun en su é uma das atrações mais populares da seção. Trata-se de um presente que Dom Pedro 2º recebeu, em 1876, em sua segunda visita ao Egito.

5. Trono de Daomé

Outra raridade do acervo é o trono do rei africano Adandozan (1718-1818), doado pelos embaixadores do rei ao príncipe regente Dom João 6º, em 1811.

6. Coleção de arqueologia clássica

Uma das coleções mais valiosas do museu é a de arqueologia clássica, composta por 750 peças das civilizações grega, romana e etrusca.
Devido ao tamanho e ao valor, foi considerada o maior do gênero na América Latina.

7. Artefatos de civilizações ameríndias

O acervo de etnologia tinha artefatos da cultura indígena, como objetos raros do povo Tikuna, e afro-brasileira, além de itens de culturas do Pacífico. Havia pelo menos 1.800 artefatos de civilizações ameríndias da era pré-colombiana.
Segundo a historiadora Heloísa Bertol Domingues, o museu foi concebido nos moldes de instituições europeias. Na época da inauguração, quando o local ainda se chamava "Museu Real", Dom Pedro 1º escreveu que o objetivo era "propagar os conhecimentos e estudos das ciências naturais no Reino do Brasil".

'Tragédia para o Brasil e para o mundo'

Em nota, o Museu Nacional afirmou que ainda está mensurando os danos ao acervo.
"É uma enorme tragédia. A hora é de união e reconstrução. Infelizmente, ainda não conseguimos mensurar o dano total ao acervo, mas precisamos mobilizar toda a sociedade para a recuperação de uma das mais importantes instituições científicas do mundo", afirmou Alexander Keller, diretor do Museu Nacional, no texto.
A doutora em antropologia Alba Zaluar, que estudou no museu, classificou o incêndio como "uma imensa tragédia para o Brasil e para o mundo".
"O acervo do Museu Nacional é uma coisa única no Brasil, não tinha nada igual no país", afirmou Zaluar à BBC News Brasil.
"O prédio foi residência da família real. Tinha uma biblioteca da área de antropologia importantíssima. Estamos arrasados."
O presidente Michel Temer (MDB) disse, em nota, que o incêndio causou uma perda "incalculável ao Brasil".
"Foram perdidos duzentos anos de trabalho, pesquisa e conhecimento. O valor para nossa história não se pode mensurar, pelos danos ao prédio que abrigou a família real durante o Império. É um dia triste para todos os brasileiros", escreveu.

Prédio não teria alvará, segundo bombeiros

O incêndio começou às 19h30, quando o museu estava fechado, e só havia quatro seguranças no interior. Não foram registradas vítimas.
A reportagem da BBC News Brasil esteve no local. Em meio a um cenário de desespero, cidadãos ofereciam ajudam aos bombeiros para tentar debelar o fogo. Por volta das 23h20, o incêndio ainda não estava controlado.

Incêndio no Museu Nacional do Rio de JaneiroDireito de imagemREUTERS
Image captionBombeiros disseram que os hidrantes próximos ao museu não estavam funcionando

Segundo o coronel Roberto Bobadey, comandante-geral do Corpo de Bombeiros, membros da corporação tiveram problemas para encontrar água em hidrantes da região.
"Os dois hidrantes mais próximos estavam sem carga. Estamos usando o lago da Quinta da Boa Vista e de carros-pipa", disse.
O coronel também afirmou que o prédio não tinha alvará dos bombeiros para funcionar.
As causas do incêndio ainda são desconhecidas.
*Com reportagem de Júlia Dias Carneiro e Leandro Machado.BBC
Professor Edgar Bom Jardim - PE