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sábado, 7 de outubro de 2017

Novidades na XI edição da Bienal Internacional do Livro em Pernambuco


A XI edição da Bienal Internacional do Livro de Pernambuco abriu as portas nesta sexta-feira (6) com o público bastante resumido se comparado aos anos anteriores. Na noite de abertura, a feira contou com a presença do Ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, que discursou sobre a importância dos equipamentos culturais do Estado e prometeu a restauração de alguns deles. O prefeito de Olinda, Professor Lupércio, e o secretário de Cultura de Olinda, Gilberto Sobral, acompanhavam o ministro.

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Com o tema “Literatura, Democracia e Liberdade”, a feira homenageia os escritores Fernando Monteiro e Lima Barreto (in memoriam) e conta com espaços diferenciados para palestras, oficinas literárias, bate-papos, apresentações infantis, culturais e outras atividades. 

Este ano, os visitantes vão dispor de um setor específico para a cultura geek, que reúne desenhistas independentes de quadrinhos e propõe debates com escritores e artistas. A plataforma Bienal Geek - Távola Nerd foi aprovado pela estudante de Recursos Humanos Caroline Vantteroni, de 23 anos. "É a primeira vez que vejo um espaço para a cultura nerd e estou gostando", comentou.

Outra novidade é o espaço do Ministério da Educação. Equipado com painéis interativos, o espaço conta a história de programas do MEC, explicando o novo sistema de ensino médio, a escola em tempo integral e traz também um infográfico sobre os 80 anos das Políticas Públicas dos Programas do Livro no país. Além disso, é possível interagir ainda com um “livro virtual”, que conta histórias sobre os equipamentos da Fundação Joaquim Nabuco. 

O que também tem chamado atenção do público é um projeto de doação de livros vindo do Mato Grosso. O idealizador Clóvis Matos, de 62 anos, decidiu arrecadar livros infantis e reservar sua Kombi para leva-los à lugares em que crianças possuem pouco acesso a leitura.

A XI edição da Bienal Internacional do Livro de Pernambuco segue até o próximo dia 15 de outubro, das 10h às 22h, no Centro de Convenções de Pernambuco, localizado na Avenida Professor Andrade Bezerra, s/n, Salgadinho, em Olinda. Os ingressos custam R$ 10 (inteira), R$ 7 (ingresso social com pagamento mediante entrega de 1kg de alimento não perecível) e R$ 5 (meia).
Professor Edgar Bom Jardim - PE

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Vamos para o cinema! "Sob o delírio de Agosto", o filme, revela atores bonjardinenses em cena

Nesta sexta-feira, 06 de outubro 2017.
Local: Centro Cultural  Marineide Braz - Bom Jardim - PE
Indicado para maiores de 14 anos.
Entrada Franca


Professor Edgar Bom Jardim - PE

Na Inglaterra, exposições com nudez e cenas de sexo não têm restrição de idade

Quadro Banho, de Duncan Grant
Image captionObra de Duncan Grant na mostra sobre arte britânica queer da Tate Britain, em Londres | Foto: Tate Britain
A dona de casa chinesa Tao Wang, de 42 anos, e sua filha de sete anos saem do espaço dedicado a objetos da vida na Grécia e Roma antigas no Museu Britânico, em Londres, e entram na salinha anexa 69 A.
No local estão em exibição pequenos artefatos que dialogam com a questão da sexualidade e da identidade de gênero.
Está lá uma pintura de dois homens deitados, pelados, um de costas para o outro, se beijando na boca, datada do ano 490 a.C. e retirada de uma tumba etrusca. Em outra parede há uma lamparina romana de terracota encontrada na Turquia, do século 1 a.C., que tem esculpida uma cena de sexo oral entre duas mulheres. Outra obra, contemporânea, mostra em um baralho fotografias de pessoas queer(gênero fluido).
Menos de dois minutos depois, Wang sai da exposição "Desejo Amor Identidade: Explorando Histórias LGBTQ", que não contém classificação indicativa nem sinalização sobre o conteúdo em exibição.
A chinesa Tao Wang no Museu Britânico
Image captionA chinesa Tao Wang critica a falta de classificação indicativa na mostra 'Desejo, Amor, Identidade: Explorando Histórias LGBTQ', do Museu Britânico, em Londres | Foto: Lígia Mesquita/BBC Brasil
"Eu achei que fosse uma continuação dessa parte do museu. Deveria ter um aviso de que pode haver imagens inadequadas para crianças. Minha filha ficou me perguntando o que era, se era homem ou mulher (sobre pessoas queer), mas ela ainda é muito nova para eu explicar. Para mim não tem nada chocante, mas para ela ainda tem", diz a turista, moradora da cidade chinesa de Xangai.
Ao seu redor, no museu, estão várias estátuas que exibem nus e até sugerem relações entre pessoas do mesmo sexo. "Mas isso aqui da exposição é um assunto novo. Uma estátua é algo mais neutro, fala da história", diz a mãe.
A psiquiatra infantil americana Sarah Belton, de 34 anos, também passa pela mostra. Diferentemente de Wang, ela não acha necessário haver restrição de idade em museus ou exposições, deixando aos pais a decisão sobre o que fazer.
"Olhe em volta, quanta obra com nudez, por exemplo. Se tivesse que colocar um aviso sobre o conteúdo, teria que botar em todo o museu", diz.

Sem regra

Na Inglaterra, fica a critério dos museus e galerias indicar uma idade apropriada para visitação ou colocar avisos de conteúdo inadequado para menores. Não existe obrigatoriedade de classificação indicativa, como Sérgio de Sá Leitão, ministro da Cultura, sugeriu que o Brasil pudesse adotar, via criação de uma lei, após as recentes polêmicas com a mostra Queermuseu em Porto Alegre e com uma performance com nudez no Museu de Arte Moderna (MAM) de São Paulo.
Após a divulgação da imagem de uma criança interagindo com um artista nu nesta última, o Ministério Público de São Paulo abriu investigação para apurar se houve crime ou violações ao Estatuto da Criança e do Adolescente.
Baralho com foto de drag queen de Otsuka Takashi
Image captionObra de temática queer de Otsuka Takashi no Museu Britânico retrata drag queens do Japão | Foto: Lígia Mesquita/BBC Brasil
No caso da mostra do Museu Britânico, a instituição afirma ter sido desnecessário indicar um limite de idade ou exibir sinalização específica para as obras. "Mesmo assim, julgamos cada situação caso a caso."
O museu, que não tem regra definida sobre classificação indicativa em exposições, diz consultar a comunidade local e conselheiros externos para definir como será a exibição de certos tipos de objetos.

50 anos da descriminalização da homossexualidade

No último dia 1º, um dos principais museus britânicos, a Tate Britain, encerrou outra exibição de temática LGBTQ - o "Q" na sigla é de queer -, por causa da celebração de 50 anos da descriminalização da homossexualidade na Inglaterra.
Homens se beijam em pintura de tumba no Museu Britânico
Image captionPintura de tumba etrusca do século 1 a.C. exibida na mostra LGBTQ do Museu Britânico | Foto: Lígia Mesquita/BBC Brasil
A mostra "Queer na Arte Britânica: 1861 - 1967" também não continha classificação etária. O conjunto de galerias da Tate, que inclui também a Modern, em Londres, não restringe exposições por idade.
A regra é que haja sinalização em trabalhos que possam ser entendidos como de cunho sexual ou com conteúdo chocante. Para performances com nudez, essa informação é dada antes que os visitantes comprem seus ingressos.
Isso não impede, no entanto, que o museu tenha problemas com o conteúdo exibido.
Em 2010, por exemplo, uma fotografia da atriz Brooke Shields aos dez anos, toda maquiada, feita por Richard Prince, foi retirada de uma exposição da Tate Modern após a Scotland Yard avisar que ela poderia estar infringindo as leis de obscenidade no país.

Pelados em Paris

Nesta semana, o Museu D'Orsay, de Paris, lançou uma campanha convocando pais a levarem seus filhos "para ver gente nua". Em um dos cartazes está a imagem do quadro "Mulher Nua Deitada", de Auguste Renoir, de 1907.
Obra de Auguste Renoir no cartaz do Museu D'Orsay
Image captionCartaz da nova campanha do Museu D'Orsay, de Paris, que pede para os pais levarem os filhos para ver gente nua | Foto: Reprodução
A diretora de comunicação do D'Orsay, Amélie Hardivillier, disse à Radio France que o objetivo da campanha era se colocar no lugar das crianças quando elas vão aos museus.
Segundo ela, o maior desafio para sua equipe é como atrair mais pessoas aos museus, principalmente crianças e adolescentes.
Hardivillier conta que não censura em nenhuma obra da instituição, nem na famosa tela "A Origem do Mundo", de Gustave Courbet, uma pintura em "close" da genitália feminina.
"Há a relação com a nudez que leva ao debate, sobretudo com essa obra, que é tão sensível. Mas essa também é a função da arte: incomodar, questionar."
Professor Edgar Bom Jardim - PE

domingo, 1 de outubro de 2017

Entre irmãs, o filme


Depois de contar parte da história de Luiz Gonzaga e Gonzaguinha, em "Gonzaga de Pai pra Filho" (2012), o diretor brasiliense Breno Silveira retorna a aspectos da cultura nordestina em "Entre irmãs", filme que estreia no dia 12 de outubro no circuito nacional. 

Em seu quinto longa-metragem, Breno cria sua versão de Maria Bonita, mulher de Lampião. O diretor muda nomes e insere suas marcas de estilo, baseado também no livro "A costureira e o cangaceiro", escrito por Frances de Pontes Peebles. 

O filme se passa no Recife dos anos 1930 e acompanha as irmãs Luzia (Nanda Costa) e Emília (Marjorie Estiano). Quando eram crianças, numa de suas pequenas transgressões, subiram uma árvore para comer fruta.

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Luzia se assusta e leva uma queda. Deitada na cama, desacordada e perto da morte, cercada pela tia, irmã e um padre, ela volta subitamente. Depois desse pequeno milagre, a menina ficou com o braço esquerdo ferido, uma deficiência que gerou o apelido maldoso de "Vitrolinha".

O filme segue evidências do gênero melodrama, carregando de emoção os diferentes núcleos da história. Anos mais tarde, Luzia tem o hábito de libertar pássaros de suas gaiolas, gerando uma pequena confusão na vizinhança. Breno aproveita o que há de poético nesse gesto de revolta, sugerindo ligações entre os animais presos e o medo que Luzia tem do futuro.

Numa de suas libertações, ela conhece Carcará (Júlio Machado, interpretando uma variação de Lampião). Ela é ameaçada, mas não abaixa a cabeça: nasce a fascinação de Carcará pela garota. 

Ao longo da história as irmãs são separadas. Luzia é levada por Carcará, seguindo a trajetória de sangue trilhada pelo homem e seu bando. Emília vai para o Recife e se casa com Degas (Romulo Estrela), filho de uma família de dinheiro. Nesse ponto o filme se divide em duas linhas dramáticas, acompanhando as duas irmãs.

De um lado, uma ideia subversiva de heroísmo em Luzia e Carcará, que resgatam os oprimidos assassinando cruelmente os agressores. De outro, a burguesia do Recife, seus segredos, hipocrisias e preconceitos. 

O problema fundamental do filme é a trilha sonora. Assim como em "Gonzaga de Pai pra Filho", a todo instante as cenas são invadidas por sons que variam entre percussão (em sequências de tiroteio) e violinos (em dramas). É uma insistência em sons genéricos que apenas repetem as emoções que vemos de forma mais sutil e delicada na tela, na expressão dos personagens, nas falas e nos silêncios. 



No momento mais impactante do filme, quando Emília costura um vestido no Recife e no Interior o bando de sua irmã é atacado por soldados com metralhadoras, as duas cenas se conectam através do som: a máquina de costura parece com a fúria de uma metralhadora, uma rima sonora cuja poesia é fortemente afetada e perde seu impacto pelo alto volume dos sons de uma orquestra de cordas. 

O filme é um melodrama volumoso, com quase três horas de duração. Há excessos e prolongamentos que poderiam ser evitados ou reduzidos. Personagens que, ao mesmo tempo em que cativam por seus dramas e pela forma como parecem humanizados pelas experiências vividas, também evocam certo tédio pela grande quantidade de cenas que avançam pouco o enredo. É um drama intrigante que parece tropeçar em alguns excessos. 

No elenco, ainda, atores como Letícia Colin, e os pernambucanos Lívia Falcão, Claudio Ferrario e Mônica Feijó.
Professor Edgar Bom Jardim - PE

terça-feira, 26 de setembro de 2017

O melhor museu do Brasil é nosso

Museu foi fundado em 2002 e se divide em vários ambientes. Foto: Paloma Amorim/Divulgação
Museu foi fundado em 2002 e se divide em vários ambientes. Foto: Paloma Amorim/Divulgação

O Instituto Ricardo Brennand (IRB), situado na Várzea, Zona Oeste do Recife, foi eleito o melhor museu do Brasil no prêmio Traveler's Choice Award, divulgado anualmente pela plataforma TripAdvisor. O estabelecimento superou locais como a Pinacoteca de São Paulo (segundo lugar), o Museu do Amanhã (quarto), no Rio de Janeiro, e a cidade-museu de Inhotim (quinto), em Minas Gerais, e é o único representante do Nordeste no levantamento. 

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A lista é elaborada considerando revisões, críticas, elogios e comentários das atrações pelos usuários do TripAdvisor num período de 12 meses. Na lista dos melhores museus do mundo, na qual o Metropolitan Museum of Art, em Nova York, figurou no topo, o Instituto Ricardo Brennand ficou na 18ª posição, com a Pinacoteca de São Paulo em vigésimo lugar. O Museu Nacional da 2ª Guerra Mundial, em Nova Orleans, ocupa a segunda posição do levantamento global e o Victoria & Albert, de Londres, está em décimo. 

O IRB foi fundado em 2002 pelo colecionador e empresário Ricardo Brennand e tem obras expostas no complexo cultural que compreende a Pinacoteca, o Museu Castelo São João, uma galeria, uma biblioteca, o Parque de Esculturas dos Jardins e a Capela Nossa Senhora das Graças. Durante o mês de setembro, o museu organizou uma série de atividades gratuitas e pagas para comemorar os 15 anos de existência, com concertos, encontros literários, palestras, visitas guiadas e apresentações de dança. 

Confira a lista completa dos melhores museus do Brasil de acordo com o TripAdvisor: 

1 - Instituto Ricardo Brennand, Recife, Pernambuco 
2 - Pinacoteca do Estado de São Paulo, São Paulo 
3 - Museu Oscar Niemeyer, Curitiba, Paraná 
4 - Museu do Amanhã, Rio de Janeiro 
5 - Inhotim, Brumadinho, Minas Gerais 
6 - Catavento Cultural e Educacional, São Paulo 
7 - Museu de Arte de São Paulo (MASP), São Paulo 
8 - Museu Imperial, Petrópolis, Rio de Janeiro 
9 - Museu do Futebol, São Paulo 
10 - Museu de Ciências e Tecnologia da PUC-RS, Porto Alegre, Rio Grande do Sul 
Professor Edgar Bom Jardim - PE

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Fernando Guerra lança Livro Memória das Vaquejadas de Surubim


Nesta quarta-feira, dia 13 de setembro, às 20 horas no Restaurante Capitu. Surubim- PE.
VENHA PARTICIPAR E ADQUIRIR "O LIVRO"
PARA CONHECER A HISTÓRIA DA NOSSA CULTURA À Vaquejada De Surubim.

Professor Edgar Bom Jardim - PE

sábado, 9 de setembro de 2017

CINEMA: ator Zé Carlos Martins é Jorge no filme "Sob o Delírio de Agosto"

Personagem Jorge no filme "Sob o Delírio de Agosto" que será exibido amanhã, domingo (10/09/2017) às 20 h. na Quadra de Eventos em Orobó.

Intervalo nas gravações do filme "Sob o Delírio de Agosto" que na sua estréia no Festival de Cinema em Triunfo 2017, ganhou o prêmio de melhor curta dos Sertões. Será exibido amanhã, Domingo (10/09/2017), às 20 h. na quadra de eventos em Orobó.


Professor Edgar Bom Jardim - PE

domingo, 3 de setembro de 2017

Ariano Suassuna • Riqueza e Encantos da Cultura Brasileira. Assista ao vídeo.




Professor Edgar Bom Jardim - PE

domingo, 27 de agosto de 2017

ANDANTE - Maestro Forró em Cuba. Assista ao vídeo em LEIA MAIS




Professor Edgar Bom Jardim - PE

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

40 anos da morte do Rei do Rock

"Elvis Presley não morreu"


Era tarde de 16 de agosto de 1977 quando o astro Elvis Presley foi encontrado inconsciente no banheiro de sua mansão "Graceland", em Memphis, nos Estados Unidos. Há 40 anos, o mundo da música não perdia apenas um dos ícones do rock and roll, mas sim "O Rei".


O corpo de Elvis foi encontrado por sua noiva Ginger Alden. Na época, diversas teorias e boatos foram espalhados. Alguns mencionavam que Elvis teria morrido vítima de uma orverdose, outros falaram que o rei estava vivo e assumira uma identidade falsa e, por razões desconhecidas, fixado residência em outro país.

Elvis Presley
Elvis Presley
Foto: Getty Images
Inúmeras teorias conspiratórias tentaram forjar explicações para a morte do cantor, inclusive com a ideia de que ele teria sido envenenado. Com apenas 42 anos de idade, Elvis tinha pouco mais de 20 anos de carreira, 61 álbuns e mais de um bilhão de discos vendidos em todo o mundo quando foi fulminado por um ataque cardíaco.
No funeral, o corpo de Elvis Presley percorreu a avenida que leva seu nome até o cemitério de Foret Hills. O caixão foi sepultado no mausoléu da família, em uma cerimônia reservada.
Um dia depois, em 17 de agosto, milhares de pessoas se concentraram ao redor de sua mansão para prestar uma homenagem e dar o último adeus ao lendário cantor.
Elvis estava praticamente aposentado desde 1972. Obeso e viciado em medicamentos, ele viveu totalmente recluso. O último show de sua carreira aconteceu em 25 de junho de 1977 em Indianápolis.

Elvis em show em las Vegas em 1969
Elvis em show em las Vegas em 1969
Foto: BBCBrasil.com
Seu sucesso foi tanto que perdura até hoje no cenário musical. Elvis é considerado o artista mais vendido de todos os tempos. De acordo com a revista Forbes, o "rei" é a quarta celebridade falecida com maior receita, cerca de US$27 milhões.
Com voz e estilo únicos, o astro do rock desafiou as barreiras sociais e raciais da sua época interpretando blues, country, gospel e música negra. Filho de um caminhoneiro e uma operária têxtil, Elvis nasceu em 8 de janeiro de 1935 e cresceu em uma casa de dois quartos em Tupelo, Mississippi.
Em 1948, se mudou para Memphis com seus pais e se formou no segundo grau. Gravou seu primeiro disco aos 19 anos e quase instantaneamente se transformou em uma estrela. O astro foi casado com Priscilla durante seis anos até o casal se divorciar amistosamente, em 1973. Os dois tiveram uma filha, Lisa Marie Presley, que se tornou esposa de Michael Jackson.

Elvis Presley
Elvis Presley
Foto: BBCBrasil.com
Seu característico movimento ao dançar lhe rendeu o apelido "Elvis, a Pélvis". Repleto de estilo, carisma e sex appeal, Elvis conquistou o coração de milhões de mulheres. Além disso, o "rei do rock" virou fonte de inspiração de diversos cantores.
Suas músicas foram reeditadas e relançadas inúmeras vezes desde a sua morte. Sucessos como "Heartbreak Hotel", "Hound Dog", "Jailhouse Rock", "Love me Tender" e "Are You Lonesome Tonight" são reconhecidos mundialmente.
Nos 40 anos de sua morte, estima-se que mais de 50 mil pessoas comparecerão a Graceland para prestar uma homenagem ao cantor.

BBC
Professor Edgar Bom Jardim - PE

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Filmes para saber mais sobre Arte


Crédito: Patrick Cassimiro

O cinema permite nos aproximar de histórias, explorar conceitos, conhecer e ter contato com outras realidades. Apesar de ser um recurso interessante para trabalhar em sala de aula, também pode ser uma ferramenta de formação do próprio professor. Por isso, listamos 10 títulos disponíveis no catálogo da Netflix que podem auxiliar nestes dois casos, além de indicar conteúdos de NOVA ESCOLA complementares aos temas.Selecionamos filmes para trabalhar arte urbana, consumo e cidade; para discutir o declínio do cinema mudo; literatura e feminismo e o impacto da música na vida escolar e pessoal dos alunos. Além disso, indicamos três produções biográficos sobre artistas plásticos que deixaram suas marcas estilísticas na arte. Uma boa dica para aproveitar as férias - ou o fim de semana. Confira:

ARTE URBANA1. Cidade CinzaEste documentário brasileiro tem tudo a ver com as atuais discussões sobre Arte e cidade. Dirigido por  Marcelo Mesquita e Guilherme Valiengo, “Cidade Cinza” tem como cenário a capital paulistana e traz depoimentos de grafiteiros que ilustram prédios e muros de São Paulo, como Os Gêmeos, Nina e Nunca. Com a Lei Cidade Limpa, que propõe diminuir a poluição visual da cidade, muitos grafites começaram a desaparecer encobertos por tinta cinza pela prefeitura. Também é mostrado a relação dessa forma gráfica com o hip-hop. Apesar de contemplar apenas o grafite, o documentário pode ser ponto de partida para discussões sobre cultura urbana, como as pichações se encaixam nesse contexto e como os movimentos e campanhas de “limpeza” da cidade influenciam o urbano. Para ajudar na reflexão, indicamos dois textos disponíveis em NOVA ESCOLA: Pixação é vandalismo? e O hip-hop das ruas chega às aulas.


2. Saving Banksy
Ainda falando sobre arte urbana, esse documentário aborda o tema sobre um outro viés: aqui os artistas que depõem no filme também têm suas obras apagadas e já foram presos quase 100 vezes por pintarem nas ruas. No entanto, essas artes - depreciadas como vandalismo e punidas por isso - têm ganhado outros espaços: leilões de luxo. Quem corre o risco de fazer seu grafite na cidade não recebe nada dessas vendas, mas têm suas obras comercializadas a um preço alto por terceiros. “Saving Banksy” (“Salvando Banksy” em tradução livre), referência à um dos maiores artistas de rua do mundo - e dono das obras mais valiosas -, abre a discussão para a apropriação cultural e comercialização não autorizada a partir do caso de Banksy. Sugerimos quatro textos sobre como o grafite pode se relacionar com a escola: “Traços de cidadania”“Do muro para a classe e de volta para as ruas”“Grafite transformador” e “O grafite das ruas agora também está na escola”.

Colecionadores de arte passam meses negociando com proprietárias de imóveis que têm grafites do artista britânico Banksy para tentar fazer as remoções da superfície com a obra sem apagar o desenho. Crédito: Reprodução


PERSONALIDADES
3. Frida
Um dos maiores nomes da arte mexicana, Frida Khalo (1907-1954) passou por uma série de doenças, acidentes, lesões e operações que a levaram a dar início à carreira como pintora. Considerada a primeira artista surrealista da América Latina, adotou em suas obras temas do folclore e da arte popular do México, além de explorar autorretratos. O filme é biográfico e vale para conhecer melhor a artista e a partir de seu trabalho discutir a técnica de autorretrato na pintura com a turma. Confira um plano de aula sobre o tema e conheça mais sobre as características de seu trabalho aqui.

Crédito: Reprodução 

4. Grandes OlhosDirigido por Tim Burton, o filme conta a história da pintora americana Margaret Keane. Ilustrando principalmente mulheres, crianças e animais, sua principal marca são os olhos grandes (e, diga-se de passagem, profundos e tristes) que dá aos personagens que pinta. Pelo difícil reconhecimento de trabalhos com autoria feminina nos anos 50 e pelo machismo que permeia sua vida, Margaret aceita que suas obras sejam assinadas com o nome do marido para conseguir vendê-las. Diante da popularidade dos quadros, ele passa a afirmar que as obras são de sua autoria. As mentiras começam a desmoronar e o caso é levado ao tribunal. Para verificar a veracidade do autor, ambos são colocados a pintar na sala em que acontecia a audiência. Além da discussão sobre feminismo, é possível debater com "Grandes Olhos" como identificar e utilizar as marcas estilísticas de um autor, seja nas artes plásticas, literatura ou outra expressão artística.
5. Escada para o CéuGuo-Qiang não é um nome muito conhecido por aqui, mas seu trabalho é, literalmente, um espetáculo de cores e formas que vale a pena conhecer. O artista chinês desenvolve sua arte com pólvora e fogos de artifício (isso mesmo!). E se a matéria-prima explosiva é inusitada, a técnica não fica atrás: após colocar a pólvora sobre o papel e tela, ateia-se fogo. O resultado é surpreendente. Guo-Qiang acredita que cabe aos artistas transformar o não artístico em obra de arte, como é o caso do uso que faz da pólvora. Além disso, seus trabalhos com pirotecnia são mais do que dignos de serem revisitados: ele foi o responsável pelos efeitos pirotécnicos nos Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008. A partir do trabalho do artista contemporâneo é possível discutir o que define algo como sendo uma obra de arte (material, técnica ou valor, por exemplo). Veja aqui um plano de aula sobre o tema.
MÚSICA6. AmadeusO filme retrata um dos mais conhecidos compositores clássicos, Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791), pelo viés de um outro compositor de ópera: Antonio Salieri. Salieri narra de um manicômio sua admiração por Mozart que se transforma em inveja. A trama mostra a elite cultural século XVIII em Viena - a “cidade dos músicos” -, na Áustria. Outros nomes como Ludwig van Beethoven também fizeram sua história na cidade apesar de não serem citados no filme. Saiba mais sobre como trabalhar música clássica com os estudantes em “É tudo música, do clássico ao erudito”“Música popular e música erudita” e “Keith Swanwick fala sobre o ensino de música nas escolas”.
7. Crescendo, the Power of MusicTrabalhando com a ideia de que a música pode ser um instrumento de promoção social, este documentário americano acompanha duas crianças da Filadélfia e uma em Nova York que têm suas vidas transformadas após integrarem um programa de Educação musical gratuito intitulado “El Sistema”. Com origem na Venezuela, o programa também foi implementado nos Estados Unidos. Veja como recursos culturais podem agregar para a formação dos estudantes.

O filme mostra o poder social da música para as crianças e jovens. Crédito: Reprodução

8. A voz do coraçãoAinda usando o poder da música para transformar, “A voz do coração” é um filme que tem como cenário um internato. Entre confusões e rebeldias de alunos e de uma gestão que não colabora, um professor novato decide criar um coral no colégio. O movimento cria uma relação de confiança entre ele e os estudantes e, à medida que os talentos são revelados, o comportamento das crianças muda. Leia mais sobre como a cultura pode influenciar a Educação em “Violeta Hemsy de Gainza fala sobre Educação musical” e “Música para aprender e se divertir”.

Crédito: reprodução

CINEMA9. O ArtistaO longa retrata o declínio do cinema mudo em Hollywood no ano de 1927. O personagem George Valentin, astro do mutismo, sofre com a mudança da indústria cinematográfica enquanto seu par romântico faz sucesso no cinema falado. O tema rende discussão na aula de Língua Portuguesa trabalhando discursos. Confira o plano de aula “Cinema mudo: narrativas sem palavras, expressão de sentimentos” e a reportagem “Filmes para ensinar os tipos de discurso”.
LITERATURA10. Orgulho e PreconceitoO clássico da escritora britânica Jane Austen (1775-1817) foi publicado pela primeira vez em 1813 e adaptado para as telonas pelo diretor Joe Wright. Em um contexto bucólico, o filme retrata os anseios e aventuras da protagonista Elizabeth Bennet, cuja mãe têm entre seus maiores desejos garantir um bom casamento para suas cinco filhas. No entanto, o espírito aventureiro de Elizabeth não aceita qualquer proposta de casamento. Por meio de suas personagens criados há mais de 200 anos, Austen transmite sutilmente alguns dos principais ideais feministas, como a noção de igualdade e a conscientização sobre a ideia de inferioridade sobre as mulheres na sociedade. Confira como trabalhar o tema com os textos “Mostre para a turma que as meninas podem ser o que elas quiserem” e “8 jeitos de promover o empoderamento feminino desde a alfabetização”.

Tem outras indicações de títulos imperdíveis para enriquecer as discussões de Arte? Não deixe de compartilhar suas sugestões nos comentários!

*Os filmes e documentários aqui indicados estão disponíveis no catálogo de julho de 2017 da Netflix. Devido à rotatividade de títulos da plataforma, o catálogo pode sofrer alterações.
Por Laís Semis. Nova Escola
Professor Edgar Bom Jardim - PE